FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















domingo, 14 de junho de 2009

CALEIDOSCÓPIO DO SUL









“QUERO ACOLHER E FALAR SERENAMENTE AO SOM DO ESPÍRITO E DAS LUZES DO CALEIDOSCÓPIO DA VIDA”

Nesta fase da Vida, não pretendo alimentar grandes sonhos, nem planear projectos que não tenha boas possibilidades de os concretizar. Estou aprendendo a moderar o meu modo de olhar as gentes, as coisas e o mundo em geral. Tento estar disponível e receptivo para aprender de novo a viver com as novas realidades e com todos os prismas diferenciados na luz, na cor e nos sons, sem contudo, renegar as vivências passadas; as experiências vividas e os ideais sonhados.
Quero, sentar no chão da minha terra, modelar e harmonizar os meus sentimentos com a natureza que me rodeia e absorve. Espanto-me perante a composição de formas e a força dos penhascos de granito que me envolvem e penetram na minha imaginação com mil cores de assombrosa beleza. Surpreende-me a facilidade com que me lembro da criança que amava os mistérios das histórias e fábulas contadas à lareira pelos mais velhos nas noites longas de Inverno.
Eu sou um dos que regressou ao Sul com o espanto de poder regressar! Nos fios entrelaçados que forçaram a escolha deste canto do mundo, as gentes vieram primeiro, mas o lugar e as montanhas rudes e majestosas foram decisivas para conseguir sair das teias e dos encantos que me prendiam a outros lugares. A opção não foi dolorosa, mas não foi fácil, como sempre, foi mais um desafio que aceitei com convicção, mas sem certezas.
Quero aprimorar a compreensão da Vida com a aceitação serena de todos os seus mistérios e contradições. Dedicar-me com mais tempo, com mais afecto, aos que me são queridos, que me ensinaram e ajudaram a sobreviver às contrariedades, muitas vezes vividas. Estou aqui e agora, graças aos familiares e amigos que me rodearam afectuosamente, sempre com muito amor e carinho. E também em parte o devo, aos mestres e professores que me ensinaram a amar os livros e a música e também a forma de olhar o mundo através do Prisma que representa as luzes coloridas do Caleidoscópio da Vida.
Nesta fase da Vida, respiro livremente sem necessidade de ser nada mais do que sou! A minha visão de encarar o Mundo, obriga-me a gostar cada vez mais a possuir a Paz interior que arduamente venho conquistando, com tolerância pelo próximo e o bom senso de saber ouvir e aprender sempre e sempre me surpreender.
Tendo como Lema – A Pedra Filosofal do Poeta Gedeão – vou iniciar uma nova forma de escrever em público, contando serenamente e de forma intimista, as minhas relações, os trabalhos e experiências que marcaram e deram sentido e coerência ao modo como sempre vivi, olhando o Sol e as Estrelas com deslumbramento, mas sempre com a Terra e as Gentes em primeiro plano.











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