FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















sábado, 17 de outubro de 2009

ANA RITA PUBLICA O SEU PRIMEIRO LIVRO
“APENAS EU”










“APENAS EU”, é o título do primeiro Livro de Ana Rita que nos confessa no seu Prefácio que foi um sonho concretizado, uma sensação de felicidade e realização pessoal que não se descreve…
Ana Rita Miranda Moura Ramos, nasceu em Portalegre em 1979, mas viveu em Castelo de Vide até entrar na Universidade Católica Portuguesa em Viseu, onde tirou a licenciatura em Estudos Portugueses e Ingleses. Dançou ballet e participou em diversos saraus de poesia.
Tem desenvolvido a sua actividade profissional em várias escolas e sob o ponto de vista do enriquecimento curricular, pessoal e profissional, tem assistido a diferentes acções de formação e foi intérprete de inglês em Part-time.
Nos tempos livres, gosta de música, de literatura e de cinema. Gosta de praticar desporto e adora viajar.
Menina precoce e sensível para as artes, começou a escrever desde muito jovem e a “Poesia” é o seu refúgio onde se espraiam os sentimentos de uma alma desperta para os grandes voos
Neste seu primeiro Livro, “revemos” as recordações de amizade, a saudade e os momentos amorosos com sentimentos profundos, sensuais e com laivos de mística poética, onde os anjos voam, protectores e cúmplices nas suas caminhadas. A Natureza, os Rios, os Lagos e o Mar têm grande importância nos seus versos que representam uma imagem perfeita da sua ligação com a paisagem e o seu mundo muito particular.
“APENAS EU”, é isto tudo e muito mais, que não cabe numa pequena crónica inábil para descrever a avalanche de sentimentos que nos provoca o cruzamento de imagens e sentimentos poéticos que a autora descreve com uma emoção
transbordante de lirismo e ternura.
É sem dúvida um Livro para ler e reler, que aconselho a todas as pessoas que gostam de poesia.
O seu lançamento foi um verdadeiro êxito, com a sala do 1º. Andar do Centro Municipal de Cultura, literalmente cheio de amigos e familiares que ouviram com toda a atenção a Autora fazer a apresentação da sua Obra. Na mesa ladeando a poetisa, encontrava-se
o Sr. António Nobre Pita, Vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, e o Sr. João Guimarães, que traçou o seu perfil, destacando o interesse pelas letras revelado desde muito
jovem pelos seus escritos.
Antes de terminar a Sessão, foram lidos dois Poemas escolhidos pela Autora. O primeiro foi lido pela Dra. Cecília de Jesus Oliveira e tem o título:




Diz-me que vais ficar…

Se a porta se fechou
sobre o teu olhar,
diz-me apenas uma coisa,
diz-me que vais ficar.
Se o tempo não parar
e tiveres que te mudar,
se a vida não sorrir,
diz-me que vais ficar.
Se tu estiveres triste
e quiseres chorar,
limpa as tuas lágrimas
e diz-me que vais ficar.
Se o teu coração adoecer
e se quiseres desistir
lembra-te que ele pode amar
e diz-me que vais ficar.
Se te fartares de mim
e não me quiseres beijar,
descansa o meu coração
e diz-me que vais ficar.
Se achares que o mundo
não faz sentido,
não pares de lutar
e diz-me que vais ficar…
…ficar sempre comigo.
= . =
O segundo foi lido por José Martins Raposo

A Chuva bate nos vidros...

A chuva bate nos vidros,
as árvores dançam com o vento
e eu, atenta, vejo tudo.
Vejo a distância,
vejo uma folha que cai,
vejo o horizonte,
vejo a saudade insuportável.
Hoje estou triste,
agora apetece-me chorar
mas tento controlar-me
e dizer: basta de sofrimento!
A Chuva bate nos vidros
e a amargura da saudade
bate no meu coração.
O tempo passa depressa,
depressa como uma ilusão,
como a vida de alguém
que morre na solidão.
A chuva bate nos vidros
e eu continuo triste,
continuo a ter saudades
de quando tudo era fácil
e não havia distância.
A chuva bate nos vidros
enquanto penso naqueles que deixo para trás
e que também sofrem com a minha ausência.
A chuva bate nos vidros
mas não leva a minha saudade…
Finalmente, a autora visivelmente feliz e emocionada, atendeu os numerosos pedidos de autógrafos do seu Livro que foi editado pela “Atelier Editorial” com os apoios da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Caixa Geral de Depósitos – Castelo de Vide, e Departamentos Culturais da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Notas: Dados recolhidos do próprio livro e de conversas informais com a Autora.
CV – 12.10.09
Martins Raposo

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