FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DA MÚSICA
O que ouvi no mês de Julho!
A música que gosto de ouvir, não tem cores, nem fronteiras e os estilos podem ser os mais diversos, começando por Bach, passando por Mozart, Bethoven, Wagner, Verdi, Stranvinsky até Bela Bartok. Sinto o mesmo prazer, com os outros géneros musicais, que podem ir dos Blues ao Jaz, do Rock/Pop ao Reggae, das Baladas ao Samba, do Merengue às Mornas, do Fado Português ao Tango Argentino. Tudo depende do estado de espírito do momento.
Estas explicações visam dar a conhecer o aparente mistério das minhas escolhas, nos Livros, no Cinema, no Teatro e na Música e porque são tão diferentes nos géneros e nos sons.
Vejamos o que ouvi no passado Mês de Julho:
Mariana Ayder, cantora brasileira no estilo MPB, nasceu em São Paulo, em 1980. Beleza total! Presença física e vocal de grande e qualidade. Acompanhada por bons músicos que se fazem ouvir e deixam ouvir a Mariana, com a sua voz quente e suave, nesse tema memorável os “Frutos de Verão”que já ouvi vezes sem conta.
Madeleine Peyroux, nasceu na Geórgia em 1974.É sem dúvida uma das vozes mais bonitas do Jaz actual. Há quem a compare a Billie Holyday, José Duarte afirma e eu concordo que a Lady Sings The Bues, “não deixou descendentes nem discípulos”.
Madeleine não precisa deste tipo de comparações, para impor o seu próprio estilo, com naturalíssima paixão. Ouvimos I’m All Right e Don’t Wait Too Long e não nos lembramos de mais ninguém. Ficamos extasiados por longos dias de...Julho.
Rodrigo Leão, nasceu em Lisboa no ano de 1964. Foi o co-fundador dos Sétima Legião em 1985 e em conjunto com Pedro Ayres Magalhães e Gabriel Gomes funda em 1993 os Madredeus.
Actualmente, é considerado um dos melhores compositores dentro de uma linha clássica-moderna, imprimindo aos seus temas uma originalidade invulgar. O seu último trabalho “A Mãe” confirmando os seus dotes, tem na canção “Vida Tão Estranha” com a voz de Ana Vieira, alcançado um sucesso invulgar. A tristeza lírica deste Poema toca-nos o coração de sentimentos, relembrando outros velhos e tempos.
Miriam Makeba, nasceu em Joanesburgo, África do Sul, a 04 de Março do ano de 1932. Foi uma grande intérprete de Blues e de Música Tradicional Africana, tendo ganho numerosos Prémios, entre os quais os Gramy’s de Música Folk, em 1966, com a canção Pata Pata que alcançou um enorme sucesso mundial.
Foi também uma incansável defensora dos direitos cívicos, rebelando-se contra o apartheid que vigorava no seu país e do qual foi expulsa em 1963. Recebeu vários prémios como intérprete e como lutadora, entre os quais a Medalha de Ouro da Paz, recebida na Alemanha em 2001.
Esteve casada com Stokeley Carminchael, porta-voz dos Panteras Negras, por tal facto foi duramente perseguida pelas autoridades americanas. Regressou ao seu País em 1990, a pedido do Presidente Nelson Mandela.
Faleceu em 15 de Novembro de 2008, após um concerto em Nápoles em apoio do escritor e jornalista Roberto Saviano, ameaçado pela Camorra Italiana, devido à publicação do seu livro “Gomorra”.
Pode-se dizer que esta grande mulher, morreu a lutar pelas boas causas.
Agora voltei a ouvir de novo Pata Pata em sua memória.
Este mês não houve tempo para os clássicos…
Castelo de Vide, 19.08.09

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