FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















segunda-feira, 19 de outubro de 2009



DIA MUNDIAL DA MÚSICA





Neste dia Mundial da Música, elevo a minha “batuta” à Casa da Música do Porto que foi quanto a mim a que deu ao País um exemplo de grande significado do valor que os seus responsáveis dão a este dia, apresentando várias orquestras a tocar por toda a cidade.
A Casa da Música do Porto é seguramente, uma das maiores e melhores Escolas de Aprendizagem de Música - Um Conservatório a sério, com centenas de alunos a partir dos quatro anos. O Apoio que tem dado aos Jovens Músicos a nível individual e colectivo tem recebido os melhores elogios dos responsáveis pela Cultura.
O Dia Internacional da Música foi proposto e celebrado pela primeira vez em 1975 pelo grande músico e violinista Yehudi Menuhin na altura Presidente do Conselho Internacional da Música (International Music Council)
São seus objectivos: «-a promoção da arte musical em todas as secções da sociedade
- a aplicação dos ideais da UNESCO de paz e amizade entre os povos
-a evolução das culturas, a partilha de experiências e a apreciação mútua dos diversos valores estéticos (
...) »
Este ano, o Dia Mundial da Música, ocorreu sob o signo do “Pai da Música Clássica”, Joseph Haydn, nasceu em 31 de Março de 1732, na cidade Rohram, na Áustria e faleceu em Viena no dia 31 de Março de 1809.
A Casa da Música tem estado a comemorar os duzentos anos da morte de Haydn com um vasto programa do melhor da sua obra musical e que teve o seu ponto alto no mês de Setembro, com a Orquestra Nacional do Porto sob a direcção do Maestro Cristoph Koning, a interpretar todos os Concertos. As Comemorações terminam no dia 05 de Dezembro, com a referida Orquestra a realizar um concerto que ficará memorável com a execução do célebre tríptico sinfónico, “A Manhã, O Meio Dia e a Tarde”.
Haydn também foi apelidado de “Pai da Sinfonia” porque foi neste género musical que o compositor compôs durante mais de trinta anos mais de 90 sinfonias. Embora houvesse no seu tempo mais compositores que se interessaram em compor sinfonias, o “Mestre” impôs a sua classe e a qualidade da sua música colocam-no como um dos mais influentes compositores da música erudita ocidental.
Haydn inicia a sua obra sob influências do Barroquismo e termina já nos alvores do Romantismo, fazendo parte por direito próprio, da célebre “Trindade Vienense” ao lado de Mozart e de Beethoven.
Para além das Sinfonias, escreveu também as famosas Obras Corais, Sonatas e as Oratórias, com as composições “ A Criação e As Estações do Ano” são os pontos mais altos deste período. Haydn também compôs algumas Óperas, embora não fosse esta a modalidade de eleição pessoal.
O genial Compositor teve uma juventude bastante atribulada, de origens modestas, os Pais reconhecendo a sua vocação musical, pediram ajuda de familiares para completar a sua aprendizagem, o que de facto aconteceu com alguma dificuldade.
Com apenas 27 anos, é nomeado mestre de capela do conde Karl von Morzin onde começou a escrever as suas primeiras Sinfonias. Mais tarde, sob a tutela do príncipe Paul II Ezsterday que reconheceu o seu génio, alcança a notoriedade com a divulgação do seu trabalho em todo o país, mas foi com Nikolaus I Ezsterházy, grande mecenas que era comparado a Lorenzo de Médicis, “ O Magnífico”, que ofereceu Haydn todas as condições de trabalho no qual se vai distinguir a nível internacional como um dos grandes génios da música clássica.
Como Mestre de Capela, conseguiu formar uma Orquestra com os melhores instrumentistas da época, como o célebre Luigi Tomasini. Como Compositor escreveu o seu Concerto para Violino nº.1. As suas Obras são geralmente adaptadas aos instrumentos e músicos existentes no seu tempo, como foi o caso das “Sete Últimas Palavras” originalmente concebida para orquestra mas que Haydn reformulou para um quarteto de cordas e uma cantata com cantores solistas, tendo ficado como uma das mais importantes obras de música sacra.
“O Pai da Música Clássica” teve a sorte de ver a sua Obra ser reconhecida a nível internacional e ser considerado um dos melhores compositores de sempre. Os últimos anos de vida foram passados em Viena, mantendo sempre uma enorme tranquilidade (o que não é muito comum entre os grandes génios), que o tornavam numa pessoa afável e optimista, granjeando facilmente a amizade dos seus conterrâneos e de todos os músicos que sabiam ter nele um defensor acérrimo dos seus direitos e da sua dignidade. O seu bom humor apenas foi quebrado perto do fim da sua vida, quando se sentiu incapaz de continuar a compor.
A Casa da Música que eu conheci em 2007, quando fui com os elementos da Banda União Artística visitar este importante centro de cultura, que tenho a certeza de ser o maior a nível nacional está de parabéns por ter escolhido Joseph Haydn como compositor do ano, que como disse vai terminar no dia 05 de Dezembro e que eu deixo aqui aos meus amigos o desafio para assistirem a este extraordinário final das comemorações do bicentenário da morte do Compositor.
Vamos lá?
CV – Outubro 2009
Martins Raposo
NOTAS: Dados recolhidos da Wikipédia e da História da Música Ocidental de Donald J.G. Grout e Claude V. Palisca.

Sem comentários:

Enviar um comentário