FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















terça-feira, 6 de outubro de 2009



DO ALENTEJO!




Hoje não vou falar do Alentejo cinzento, árido e seco. Não vou falar das aldeias quase despovoadas, dos campos abandonados, de cercaduras de arame onde os pequenos rebanhos de olhar triste e faminto, passam o tempo sem um pastor por perto.
Do Alentejo sem trigo ou qualquer outro tipo de cereais que dizem estar “em queda livre”. Os poucos agricultores queixam-se do Ministro. Falta-nos apoios! Falam em milhões do quadro comunitário que não chegaram a ser entregues. São quatro mil os agricultores que ainda não receberam as verbas a que tinham direito do ano de 2008, afirma o Presidente da CAP.
Já chega! Hoje não quero falar de coisas feias e tristes!
Hoje vou falar de lugares aprazíveis, da costa alentejana, com dezenas e dezenas de quilómetros de areia fina e branca, do azul do mar e de pequenas baías como a de Almograve e Zambujeira, verdadeiros paraísos para os veraneantes, ombreando com as melhores praias do Algarve.
Com aldeias como Porto Covo, Almograve e Zambujeira do Mar, onde a traça tradicional mantém a sua beleza original, oferecendo ao mesmo tempo os sabores requintados da sua gastronomia e responde em qualidade com bons e diversificados alojamentos, desde os Hotéis mais caros, ao Turismo Rural e aos Parques de Campismo.
O mar e a natureza se interligam sem grandes distorções urbanísticas, respeitando os planos gizados pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina com mais de 100 Kms. de extensão. As arribas são resguardadas conforme as normas, os acessos e a vigilância muito bem organizada, dão-nos a segurança necessária, para gozarmos sem preocupações os aprazíveis areais e águas límpidas e sossegadas.
Tudo lhe confere uma distinção particular que concorre para manter um elevado nível do Turismo da Costa Alentejana cada vez mais procurada por nacionais e estrangeiros.
Este ano tivemos a feliz oportunidade com alojamento oferecido pelos nossos queridos Amigos António Manuel e Maria de Alegria, de visitar toda esta zona e muito em particular o Concelho de Odemira que ficámos a conhecer muito melhor. Esta Vila, debruçada airosamente sobre o Rio Mira, está implantada nas pequenas serras da Cabeça Gorda e dos Pinheiros e fica a 20 Kms. do mar. Com algumas igrejas



e casas senhoriais, com destaque para o imponente edifício da Câmara Municipal. Alguns parques e o passeio reconstruído junto ao Rio, tornam este lugar apetecível e de grande tranquilidade.
Vila Nova de Mil Fontes, na foz do Rio Mira foi uma antiquíssima Vila piscatória que os tempos modernos transformaram num dos lugares mais cosmopolitas da Costa Alentejana, tornando-se a preferência de milhares de turistas na época balnear. O mesmo se poderá dizer das freguesias do Almograve e da Zambujeira do Mar, mais pequenas mas beneficiando das suas baías fantásticas, pelas suas imponentes arribas, a extensão de areia e as suas águas calmas.

Foram oito belos dias de sol e mar, com rápidas surtidas por outros lugares fantásticos, como o já citado Porto Covo, a Ilha do Pessegueiro (vista de perto) que nos deram muito prazer e momentos de sonho e beleza.
Ou é impressão minha, ou de facto estes lugares que acabei de visitar não são devidamente divulgados pela nossa Imprensa, grande parte da qual está em mãos de senhores sobejamente conhecidos pela sua aversão a tudo que lhe “cheire” ser do Alentejo. Vejam bem! Eu até tenho algumas dúvidas se isto não resultará em benefício e salvaguarda do Litoral Alentejano, que até possui uma cidade (com mais de 12.000 Ha) que não está registada em muitos mapas e que as pessoas que atravessam pela estrada que a divide, sem darem pela sua existência. Vila Nova de Santo André, única em Portugal!
Aos meus Amigos espalhados um pouco por todo o lado, lanço este desafio! – Venham ver este lado do Alentejo, diferente, alegre e acolhedor!
Pela nossa parte, está prometido o regresso em breve…
Martins Raposo
Agosto de 2009

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