FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DO TEATRO


Já há muito tempo que não íamos ao Teatro e aparentemente já não ligávamos muito, por isso quando a “Lurdinhas” nos disse que tinha bilhetes para irmos ver uma peça de Teatro, não respondemos com a rapidez que ela esperava, mas nós precisávamos mesmo de sair, para aliviar a tensão a que a “Daia” esteve submetida durante o dia, com uma série de fios ligados ao corpo e uma maquineta de medir a tensão ao minuto.
Foi com agradável surpresa que entrámos no espaçoso foyer do novo Teatro Aberto (muito diferente do seu antigo e velho barracão). Soubemos então que íamos ver “ O Deus da Matança” da Escritora, Yasmina Reza, com Paulo Pires, Joana Seixas, Sofia de Portugal e Sérgio Praia, como intérpretes e encenação de João Lourenço.
Sentámo-nos comodamente na bonita “sala azul” prontos a assistir ao que no princípio nos pareceu trivial e simples comédia de costumes, com duas famílias apresentando as suas razões na defesa dos seus filhos que se tinham envolvido numa luta de miúdos. Todos se esforçavam por ser simpáticos, delicados e compreensivos, mas a pouco e pouco os ânimos foram azedando e o falso verniz estalou com estampido. O cenário transformou-se numa batalha campal, com agressões físicas e verbais.
A imagem publicitária do programa retrata as personagens no auge da contenda mais parecendo (com o devido respeito pelos autores) quatro Rottwellers, esganando-se uns aos outros numa raiva incontida e degradante.
As interpretações estiveram na perfeição cada um desempenhando o seu papel com intensa expressão dramática. Estão todos de parabéns, actores e encenador.
Saímos todos “ muito pacificamente” e bem dispostos. Temos que vir mais vezes ao Teatro.

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