FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















domingo, 11 de outubro de 2009

A FUNDAÇÃO ESTÁ MAIS RICA!








A Fundação Nª. Sª. da Esperança, promoveu no dia 25 de Setembro de 2009, um espectáculo de grande importância cultural a que deu o nome “Viver o Património” que se realizou nos claustros do Convento e contou com a colaboração da Banda União Artística, do Grupo Cénico da “Sociedade 1º. Dezembro” (Senhores Mário Raínho, Eduardo Valhelhas e André Barrigas), Senhor João Palmeiro, Dr.ª. Helena Isabel Coelho, Joana Junqueira Lopes, José Raimundo e D. Augusta Resende.
É de louvar esta iniciativa que o Dr. João Palmeiro que na qualidade de Presidente do Conselho de Administração decidiu aceitar o apelo que lhe foi feito pelo IGESTAR com o entusiasmo e a dinâmica a que já nos habituou e à Dra. Lúcia Junqueira de Castro que com profissionalismo e dedicação exemplar compilou e coordenou este projecto.
O espectáculo, com os colaboradores acima mencionados, recriou uma visão histórica dos 146 anos do nascimento da Fundação Nossa Senhora da Esperança, cujo fundador foi o “nobilíssimo” Senhor João Diogo Juzarte de Sequeira Sameiro, que deu lugar ao Asilo dos Cegos de Castelo de Vide. Recordaram-se algumas pessoas que de uma forma ou de outra deram prestígio a uma das melhores instituições do género.
Assim se distinguiram os nomes do Reverendo Padre Severino Diniz Porto, que se dedicou de alma e coração a essa generosa missão do ensino do Braille no Asilo dos Cegos e do Senhor José Branco Rodrigues, filantropo e pedagogo, principal responsável pela criação da Associação Promotora dos Cegos em Lisboa e que muito ajudou a nossa Fundação a constituir a sua Escola de Invisuais.
Falou-se ainda do interno João António da Esperança (formidavelmente interpretado por Helena Coelho), que no ano de 1891, foi estudar para o Asilo Escola António Feliciano de Castilho, em Lisboa, habilitando-se como Professor do nosso Asilo de Cegos.
Finalmente, o destaque para o Maestro Vicente Marçal, autor da música do Hino “A Coluna de Bronze” foi o professor de música que deu grande prestígio à Banda de Música do Asilo dos Cegos e também de louvar o Senhor Manuel dos Santos Marques, aluno da Escola do Asilo autor da letra do referido Hino.
Depois de um aturado trabalho de pesquisa das Partituras, coordenado pela Dra. Lúcia Junqueira de Castro, assessorada pelo Senhor Eduardo Valhelhas e que o Maestro Celestino Raposo, deu a sua inestimável colaboração com o arranjo final do Hino “A Coluna de Bronze” que foi muito bem ensaiada pela Banda União Artística em que os seus elementos, sob a batuta do Jovem Maestro Francisco de Jesus se esforçaram no sentido de nos oferecer uma extraordinária interpretação musical. Por último, uma palavra de grande apreço pela interpretação da Letra do Hino, interpretada pelo Senhor João Manuel Raínho Palmeiro com a sua voz muito bem timbrada e plena de emoção.
O espectáculo terminou com um pequeno Concerto da BUA e com duas peças de música clássica, interpretada pela cantora lírica, D. Augusta Resende, acompanhada ao piano pelo Senhor José Raimundo que receberam os justos aplausos da assistência que enchiam por completo dos Claustros do Convento de São Francisco.
Estão de parabéns os Organizadores e todos os intervenientes neste evento, muito em especial a Fundação Nossa Senhora da Esperança que com a recuperação das Partituras do Hino e de muitas outras músicas que faziam parte do espólio da Banda do Asilo dos Cegos. Por tudo isto, é justo afirmar que esta Instituição enriqueceu ainda mais o seu vasto Património Monumental e Artístico.


HYNNO “A COLUNA DE BRONZE”

Os prantos que nós choramos
Vão orvalhar á corollas
Das Flores que vai colhendo
Ao semear das esmolas.

Por tua mão benfeitora
Temos pão, temos carinhos,
Bendito seja o teu nome
Na Boca dos pobrezinhos

Os louros que o génio enfeixa
São como luz apagada
Mas os que a esmola conquistam
São como a luz da alvorada

As esmolas são a base
Do solio da Eternidade
É d’ellas que nascem os louros
Só filhos da caridade

Nos teus braços levantaste
A nossa pesada cruz
Aos pobres d’estes agasalho
Aos ceguinhos d’estes luz!

Autor: Manuel dos Santos
Notas: Fotos gentilmente cedidas por Alexandre Cordeiro e Manuel Isaac
CV- Setembro de 2009

Martins Raposo

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