
Foi no passado dia 03 de Outubro que se realizaram em Castelo de Vide, os 2ºs. Jogos Florais, organizados pela Câmara Municipal, com a colaboração do Grupo de Amigos de Castelo de Vide e Coordenados pelo Major Carlos de Oliveira.O evento designado como Festival de Proclamação e Consagração dos Premiados, teve lugar no Cine-Teatro Mouzinho da Silveira, contou com a presença de mais de duas dezenas de premiados, alguns familiares e amigos, convidados e algumas dezenas de Castelovidenses que aparentemente não mostram grande entusiasmo por este tipo de incitativas culturais. O que a confirmar-se é uma pena, porque na verdade os Jogos Florais, são como disse o Major Carlos de Oliveira, uma tradição muito antiga e
popular e são realizados com muita frequência no Alentejo, e geralmente têm uma grande afluência do público. A cerimónia propriamente dita, teve lugar no palco, com uma mesa a que presidia em Representação da Assembleia Municipal, o Dr. João António M. Calha, ladeado pelo Vice-Presidente Câmara Municipal, Sr. António Manuel Nobre Pita e o Presidente da Direcção do Grupo de Amigos, Sr. José António Martins Raposo.
Na direcção e coordenação dos trabalhos, O Sr. Major Carlos de Oliveira, assessorado pelo Sr. Augusto Manso, membro da Direcção do GACV, que desde a primeira hora se dedicou com grande entusiasmo à concretização deste projecto e o Técnico de Som da CMCV. Neste Concurso foram apresentados 264 trabalhos às diversas modalidades a que obrigava o Regulamento apresentado pelo Coordenador e aprovado pela Organização no princípio deste ano. O Júri composto pela Dra. Ana Patrício de Sá, Dr. João Filipe Bugalho e Dra. Maria Luísa Vasconcelos que procedeu à análise e classificação dentro de cada modalidade a que só a Monografia não foi contemplada e que ficou
assim distribuída:Modalidade Biografia: 1º. Prémio – Maria J. Gaspar de Oliveira; 2º. Prémio – José Augusto Pires; 3º. Prémio – Carlos Manuel S. Oliveira.
Modalidade Conto ou Narrativa: 1º. Prémio – Amílcar Mendes Inácio; 2º. Prémio – Paulo Jorge R. Mourão; 3º. Prémio – Lurdes Breda.
Modalidade Conto Infantil: 1º. Prémio – Maria de Lurdes P. Aguiar Trilho; 2º. Prémio – Maria Rosa V. Barralé; 3º. Prémio – José Bento M. Barbosa.

Modalidade Soneto: 1º. Prémio – Joaquim da Conceição B. Rato; 2º. Prémio – Glória Marreiros; 3º. Prémio – António J. barradas Barroso.
Modalidade Poesia Tema Livre: 1º. Prémio – João Batista Coelho; 2º. Prémio – Albano Mendes de Matos; 3º. Prémio – Maria Fernanda Tavares de Sá.
Modalidade Quadra: 1º. Prémio – José Gabriel Gonçalves; 2º. Prémio – João Batista Coelho; 3º. Prémio – Maria Custódia H.
Modalidade Poesia Tema Livre: 1º. Prémio – João Batista Coelho; 2º. Prémio – Albano Mendes de Matos; 3º. Prémio – Maria Fernanda Tavares de Sá.
Modalidade Quadra: 1º. Prémio – José Gabriel Gonçalves; 2º. Prémio – João Batista Coelho; 3º. Prémio – Maria Custódia H.
Quase todos trabalhos premiados em prosa e poesia eram de grande qualidade, respeitando na íntegra o regulamento, revelando os seus autores conhecimentos e sensibilidade com bastante experiência literária.
Para além destes prémios, foram entregues menções honrosas a alguns Concorrentes.
Os prémios foram entregues por pessoas convidadas pela Organização e não se notou qualquer irregularidade ou contestação, apenas no final quando o Coordenador, Sr. Major Carlos Oliveira anunciou com tristeza, o facto de não haver nenhum Castelovidense premiado e ter sido por isso
mesmo decidido como incentivo, atribuir um “Diploma” de participação, se ouviu um ligeiro "sururu" na vasta sala, onde já reinava algum cansaço.
É que os cinco concorrentes a residir em Castelo de Vide, não tinham sido devidamente esclarecidos sobre este tipo de atribuição. Mas mesmo assim, sorridentes lá subiram ao palco, a Prof. Vera , o Dr. Paulo Canário, a Dra. Helena Coelho, Sr. Fernando Valhelhas e Almerindo Graça.
Para além destes prémios, foram entregues menções honrosas a alguns Concorrentes.
Os prémios foram entregues por pessoas convidadas pela Organização e não se notou qualquer irregularidade ou contestação, apenas no final quando o Coordenador, Sr. Major Carlos Oliveira anunciou com tristeza, o facto de não haver nenhum Castelovidense premiado e ter sido por isso
mesmo decidido como incentivo, atribuir um “Diploma” de participação, se ouviu um ligeiro "sururu" na vasta sala, onde já reinava algum cansaço.É que os cinco concorrentes a residir em Castelo de Vide, não tinham sido devidamente esclarecidos sobre este tipo de atribuição. Mas mesmo assim, sorridentes lá subiram ao palco, a Prof. Vera , o Dr. Paulo Canário, a Dra. Helena Coelho, Sr. Fernando Valhelhas e Almerindo Graça.
Coordenador convidou o popular poeta repentista, Miguel Joanes que encantou a plateia com um poema adequado ao momento.
Finalmente, os elementos da Mesa teceram algumas palavras de elogio aos Concorrentes e o Coordenador Major Carlos de Oliveira fez o discurso final, visivelmente satisfeito com o resultado final desta iniciativa que apesar de algumas dores de cabeça, acabou por ser um acontecimento de grande importância cultural para Castelo de Vide que é importante repetir. Já lá vão quase trinta anos –
Finalmente, os elementos da Mesa teceram algumas palavras de elogio aos Concorrentes e o Coordenador Major Carlos de Oliveira fez o discurso final, visivelmente satisfeito com o resultado final desta iniciativa que apesar de algumas dores de cabeça, acabou por ser um acontecimento de grande importância cultural para Castelo de Vide que é importante repetir. Já lá vão quase trinta anos –

disse – que sou o responsável por este tipo de iniciativas, muitos destes concorrentes já os conheço há mais de vinte anos. Já somos quase uma Família todos meus amigos e companheiros destas viagens pela cultura feitas pelo país. Apesar de sentir já o peso da idade, ainda penso continuar mais alguns anos e vir de novo a Castelo de Vide para ajudar a realizar os próximos Jogos Florais.
Terminou o seu discurso com os agradecimentos à Câmara Municipal de Castelo de Vide que desde a primeira hora se mostrou interessada em organizar e custear
todas as despesas com este evento. Agradeceu aos Trabalhadores da Câmara e ao Sr. Augusto Manso que esteve sempre ao seu lado ajudando para que os trabalhos fossem concretizados com o sucesso que todos hoje podemos testemunhar.
Na segunda parte dando cumprimento ao Programa, assistimos à brilhante actuação do Orfeão de Portalegre que sob a regência do Maestro Domingos Redondo, interpretaram algumas canções de grande qualidade com vozes bem afinadas e muito bonitas.
Em abono da verdade, podemos afirmar ter assistido a um importante acontecimento cultural, que os pequenos pormenores menos conseguidos não beliscaram o sucesso de todo o Espectáculo em que sobressaíram os trabalhos e os
concorrentes premiados, nos quais se notavam fortes emoções reflectidas no “brilhozinho dos olhos”.
É importante que não se perca no tempo (o 1º. Foi em 1971?), este tipo de iniciativas. Dificilmente a Câmara Municipal poderia fazer melhor com a Coordenação de uma pessoa muito experiente nesta matéria, como é o Sr. Major Carlos de Oliveira, mas continuo como sempre a defender que se devem envolver e responsabilizar as Associações do Concelho, na participação activa destes eventos.
Estão a ver este jovem atrás da máquina de filmar? É o Diogo que esteve a filmar com a máuina do Sr. Augusto Manso, todo o Espectaculo guardando assim as
únicas imagens filmadas deste acontecimento
Terminou o seu discurso com os agradecimentos à Câmara Municipal de Castelo de Vide que desde a primeira hora se mostrou interessada em organizar e custear
todas as despesas com este evento. Agradeceu aos Trabalhadores da Câmara e ao Sr. Augusto Manso que esteve sempre ao seu lado ajudando para que os trabalhos fossem concretizados com o sucesso que todos hoje podemos testemunhar.Na segunda parte dando cumprimento ao Programa, assistimos à brilhante actuação do Orfeão de Portalegre que sob a regência do Maestro Domingos Redondo, interpretaram algumas canções de grande qualidade com vozes bem afinadas e muito bonitas.
Em abono da verdade, podemos afirmar ter assistido a um importante acontecimento cultural, que os pequenos pormenores menos conseguidos não beliscaram o sucesso de todo o Espectáculo em que sobressaíram os trabalhos e os
concorrentes premiados, nos quais se notavam fortes emoções reflectidas no “brilhozinho dos olhos”.É importante que não se perca no tempo (o 1º. Foi em 1971?), este tipo de iniciativas. Dificilmente a Câmara Municipal poderia fazer melhor com a Coordenação de uma pessoa muito experiente nesta matéria, como é o Sr. Major Carlos de Oliveira, mas continuo como sempre a defender que se devem envolver e responsabilizar as Associações do Concelho, na participação activa destes eventos.
Estão a ver este jovem atrás da máquina de filmar? É o Diogo que esteve a filmar com a máuina do Sr. Augusto Manso, todo o Espectaculo guardando assim as
únicas imagens filmadas deste acontecimentoCV – Outubro de 2009
Martins Raposo
NOTAS: Dados recolhidos do “livrinho” feito pela Câmara Municipal
Martins Raposo
NOTAS: Dados recolhidos do “livrinho” feito pela Câmara Municipal
Como adenda complementar junto dois dos sonetos classificados.
1º. PRÉMIO
FORMOSA SOLIDÃO
Formosa solidão, parceira qu’rida
A minha confidente em cada dia,
Nela me vem beijar a fantasia,
Nela repouso e acalmo a minha vida
Formosa solidão, minha guarida,
Nas horas de abandono e de magia.
Nela acarinho a paz e a nostalgia,
Nela cruzam-se encontro e despedida.
A solidão tem modos de mulher,
Tem laivos de deleite e de prazer,
Leva-me além do sonho, além de tudo;
Confunde com os meus seus gemidos
Toca-me, na volúpia dos sentidos
A solidão tem dedos de veludo
Autor: Joaquim da Conceição Barão Rato
2º. PRÉMIO
TERRA DOCE
A Terra era doce. Plantei emoções,
Com gestos suaves, saídos do peito.
Reguei-as com beijos de orgia, no leito .
Da colcha bordada com mil ilusões.
Cresceram, rebeldes, negando lições
Que alguém lhe quis dar, com doutrina e preceito,
Mas tinham o brilho do sonho perfeito
Em cachos de luz, emitindo visões
Na serra, granitos debruçam-se e esperam
A paz das sementes que ainda imperam
No seio da terra que o dogma lhes trouxe
Plantei emoções. E colhi no Outono
o néctar de ser sem ter dono
que abraça o prazer onde a terra é mais doce
Autor: Glória Marreiros
CV- Outubro de 2009
MR
1º. PRÉMIO
FORMOSA SOLIDÃO
Formosa solidão, parceira qu’rida
A minha confidente em cada dia,
Nela me vem beijar a fantasia,
Nela repouso e acalmo a minha vida
Formosa solidão, minha guarida,
Nas horas de abandono e de magia.
Nela acarinho a paz e a nostalgia,
Nela cruzam-se encontro e despedida.
A solidão tem modos de mulher,
Tem laivos de deleite e de prazer,
Leva-me além do sonho, além de tudo;
Confunde com os meus seus gemidos
Toca-me, na volúpia dos sentidos
A solidão tem dedos de veludo
Autor: Joaquim da Conceição Barão Rato
2º. PRÉMIO
TERRA DOCE
A Terra era doce. Plantei emoções,
Com gestos suaves, saídos do peito.
Reguei-as com beijos de orgia, no leito .
Da colcha bordada com mil ilusões.
Cresceram, rebeldes, negando lições
Que alguém lhe quis dar, com doutrina e preceito,
Mas tinham o brilho do sonho perfeito
Em cachos de luz, emitindo visões
Na serra, granitos debruçam-se e esperam
A paz das sementes que ainda imperam
No seio da terra que o dogma lhes trouxe
Plantei emoções. E colhi no Outono
o néctar de ser sem ter dono
que abraça o prazer onde a terra é mais doce
Autor: Glória Marreiros
CV- Outubro de 2009
MR


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