QUANDO UM HOMEM QUIZER
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Música: Fernando Tordo
Letra: Ary dos Santos
Intérprete: Paulo de Carvalho

Do ponto de vista do comentário talvez não curial, comentar o teu post sobre um poema do grande Ary dos Santos, musicado e interpretado por Paulo de Carvalho com um outro poema. Talvez!... Confio porem na tua capacidade de "entender" os amigos, na tua tolerância para com eles (nos quais me incluo) para abusar e ripostar com um outro poema, que fez parte de um trabalho sobre a matéria, porventura o melhor que se fez no campo da discografia para crianças.
ResponderEliminar"OPERÁRIOS DE NATAL" com a colaboração de Ary dos Santos, Joaquim Pessoa, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Carlos Mendes. A narrativa é feita por Maria Helena D'Eça Leal. Os arranjos são de Joaquim Luís Gomes e José Luís Simões.
Desse magnifico trabalho deixo-te o tema "Os amigos", antes porem um palavra de apreço para o poema que destacas-te, que nada deve ao que eu destaco.
Quem faz o Natal para todos nós?
São os amigos
Quem nos dá prazer e dá calor?
São os amigos
A quem é que damos a ternura?
É aos amigos
A quem é que damos o melhor?
É aos amigos
Os amigos são o nosso bolo de Natal
Cada amigo nosso vale mais que um Pai Natal
É um irmão nosso que trabalha no Natal
E com suas mãos faz a diferença do Natal
O dinheiro pouco importa
O que importa é a verdade
E a prenda mais valiosa
É a prenda da amizade
Quem faz das tristezas forças
E das forças alegrias
Constrói à força de Amor
Um Natal todos os dias.