FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















domingo, 30 de maio de 2010

VITTORIO DE SICA
Um dos Maiores Realizadores de Sempre!

Vittório de Sica nasceu em Soria, a 07 de Julho de 1901 e faleceu em Paris em 13 de Novembro de 1974. Descendente de uma família da classe média, viveu grande parte da sua juventude na cidade de Nápoles. A carreira das artes que escolheu foi estimulada pelo pai, iniciando-se como actor de Teatro chegando a participar na Companhia de Tatiana Pavlova. A sua estreia no cinema deu-se com um pequeno papel no filme “ Il Processo Clémenceau” em 1917. Mais tarde atingiu grande popularidade como galã em Filmes de Camerini e de Gli Uonimi.
A sua carreira como realizador começou e 1939, com o Filme, “Rosas Escarlates” a que se seguiram mais de três dezenas de Filmes, alguns dos quais com a estreita colaboração do roteirista Cesare Zavattini.
Das suas Obras mais célebres, contam-se “Vitimas da Tormenta”,Ladrões de Bicicletas”, “La Ciociara”,Boccaio70”,UmbertoD”,Um Lugar para os Amantes” e”Jardim dos Finzi-Contini”.

Ladrões de Bicicletas, realizado em 1948, com argumento de Cesare Zavanttini, é sem dúvida o Filme mais célebre deste grande Realizador, alcançando um enorme sucesso em todo o mundo, sendo considerado como um dos marcos mais importantes da escola neo-realista italiana, um autêntico grito de revolta contra a desumana exploração dos trabalhadores.

Todos aqueles que tiveram o privilégio de ver este filme se comoveram intensamente com o drama de António Ricci, o personagem principal (muito bem interpretado por Lamberto Maggiorani), que para conseguir o emprego numa empresa de distribuição, tem que ter uma bicicleta e que para a poder comprar teve que vender os parcos haveres de sua casa.
A tragédia adensa-se quando lhe é roubada a bicicleta que acabou de comprar com venda de roupas de sua mulher. As peripécias por que tem de passar à procura do único meio para salvar a família do desemprego e da fome, são as mais incríveis e desventuradas.
Pai e Filho percorrem Roma por todos os lugares e em quase todos são confrontados com a miséria que se espalhava por toda a cidade. Ninguém os pode socorrer, todas as portas lhe são fechadas e quando ele no limite do desespero, tenta vingar-se roubando também uma bicicleta é imediatamente apanhado e só a imagem aflita do filho comovem as testemunhas que o libertam por dó e piedade.
Esta obra foi premiada como o Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Argumento do ano de 1948 e recebeu o Prémio Especial do Júri no Festival de Locarno em 1949 e o Prémio Bodil em 1951.
Toda a sua Obra assenta nos princípios da nova escola do Neo-Realismo, que se caracteriza pelos temas sociais da época, durante e a seguir à 2ª. Grande Guerra a que se seguiu a implantação do capitalismo selvagem e desumano que a burguesia, a única classe que lucrou com o conflito mundial. Vittorio de Sica, toma corajosamente a defesa dos deserdados e das classes mais desfavorecidas, acusando com desassombro os vampiros de uma sociedade decadente, sem escrúpulos e sem moral.

 A lado de De Sica, se destacam outros Realizadores Italianos que seguem os mesmos ideais e usam técnicas semelhantes nos seus filmes, são eles Roberto Rossellini que nos legou o extraordinário Filme de Roma, Cidade Aberta, com a interpretação fabulosa de Anna Magnani. Luchino Visconti, com os seus Filmes, “Rocco e seus Irmãos”,Morte em Veneza” e o “O Leopardo”, retrato impiedoso da sociedade decadente, com interpretações notáveis de Burt Lancaster, Cláudia Cardinale e Alain Delon.

 Podemos ainda integrar nesta mesma Escola, os nomes de Giuseppe De Santis com o Filme, “Arroz Amargo”, cuja interpretação de Silvana Mangano conseguiu alcançar enorme êxito em 1948 e Marco Bellochio que inicia a sua carreira com “I Pugni in Tasca”,La Cina à Vicina” e nos acaba de brindar aos 70 anos com o Filme, Vencer, uma biografia ousada e crítica do fascista Mussolini, o que levou já alguns críticos a verem semelhanças com o execrável Sílvio Berlosconi que tem conseguido manipular o povo Italiano de uma forma absurda e louca, fazendo-nos recordar os anos negros e nefastos do Ditador.
Não queria deixar de referir que este movimento cultural do Neo-Realismo Italiano, teve o seu início em França após a vitória da Frente Popular em 1936, com o chamado Realismo Poético Francês dos quais se destacaram os Realizadores, Jean Vigo e o seu Filme “O Atalante”; Jean Renoir, com “A Grande Ilusão” e a “Regra do Jogo” e Marcel Carné, com “Cais de Sombras” e “Trágico Amanhecer”. Alguns destes Filmes foram escritos por outra grande figura do cinema Jacques Prévert.


Para terminar esta minha pequena homenagem ao Realizador Vittorio de Sica, feita após a crónica sobre o Livro de Altertto Morávia, La Ciociara, aproveitei para ao mesmo tempo mencionar os nomes de outros Grandes Realizadores da época, não posso deixar de confessar que quase todos estes filmes que mencionei, os vi muito mais tarde, até porque alguns foram realizados antes de ter nascido e que a minha juventude foi até aos 17 anos, marcada pelos Filmes de Aventuras do “Far - west Americano", dos Piratas Famosos, do Robim dos Bosques, Do Sinal do Zorro e outros semelhantes.
A Escola Secundária reiniciada em Tomar e a leitura de bons livros, levaram-me a descobrir outro cinema com uma realidade muito próxima daquilo que a minha Família tinha vivido e continuou a viver por muitos anos.
Estávamos ainda muito longe do 25 de Abril.

CV- Maio de 2010

Martins Raposo

quinta-feira, 20 de maio de 2010

LENA HORN
"O ADEUS DE UMA GRANDE SENHORA DO JAZ"


Lena Horn, nasceu em Nova Iorque, no dia 30 de Junho de 1917 e faleceu na sua cidade no passado dia 09 de Maio.Grande intérprete do Jaz, iniciou a sua carreira no mítico Cotton Club e como bailarina chegou a actuar na Broadway ainda muito jovem. Foi convidada a actuar em algumas peças musicais mas muito cedo se destacou com a sua voz maviosa e sensual à frente de das grandes orquestras da época. Canções como “Stormy Weather”, “At Long Last Love”, “My Heart Belongs to Dady”, “It’s a Rainy Day” e “Moon River”, obtiveram grande sucesso junto do público cada vez mais numeroso deste género de música.
Tal como muitas outras artistas, Lena Horn sofreu com o facto de para além de ser uma mulher negra, professar claramente ideias progressistas e ser uma acérrima defensora dos direitos humanos, tendo participado activamente na célebre “Marcha Sobre Washington” ao lado de Martin Luther King.
A sua amizade com o activista Paul Robeson trouxe-lhe sérios dissabores com o McCarthismo que tentou prejudicar a sua carreira de artista.
Lena Horn, era uma mulher muito bonita de uma elegância natural que despertou numerosas paixões em toda a sua vida, casando duas vezes, uma delas com dezanove anos, manteve sempre orgulhosamente os seus princípios, defendendo a sua raça e recusando papeis como criada ou prostituta que eram geralmente oferecidos a actrizes negras.
A propósito, ficou célebre a sua atitude corajosa quando tendo sido convidada a actuar para as forças militares, durante a guerra, ao verificar que os soldados negros estavam apartados dos brancos que ocupavam as primeiras filas, abandonou intempestivamente o palco recusando actuar no espectáculo. O Pentágono cortou imediatamente o seu nome dos artistas convidados.
Lena Horn, actuou ao longo da sua carreira com as melhores Orquestras de Jaz e fez parceria com grandes artistas deste genro musical, no entanto foi com a grande Orquestra de Duke Helington que mais tempo trabalhou.
Dos muitos Filmes para que foi convidada destaca-se “Tempestade Musical” do Realizador Andrew Stone, no qual contracenou com Bill Robison e Cab Calloway e onde interpretou “StormY Wather” que obteve enorme sucesso. Trabalhou também com Louis Armstrong, no Filme “Um Lugar No Céu”, do Realizador Vicente Minelli.
Apesar de pessoalmente reconhecer as diferentes características vocais que Ella Fitzgerald e Billie Holiday possuíam, no meu modesto entender, Lena Horn, tem o lugar bem merecido de figurar neste trio extraordinário que foram no seu tempo as melhores intérpretes do Jaz a nível mundial.
Embora continuasse a actuar e a gravar as suas canções até aos 90 Anos, esta “Grande Senhora do Jaz”, disse-nos adeus com a certeza de ter contribuído com a sua obra e com a sua forma de viver, para um mundo inter-racial muito melhor. Teve ainda a felicidade de assistir pela primeira vez no seu país, à eleição do Presidente Obama descendente de negros africanos.
Convido portanto os meus queridos amigos, a ouvir as suas canções.
Gratos e em Paz com a sua memória!


Martins Raposo, CV Maio 2010
DADOS RECOLHIDOS: Wiquipédia, Google, Expresso, The Jaz Selection.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

LA CIOCIARA
O MEU LIVRO DE ABRIL
La Ciociara é um dos romances mais importantes que no estilo neo-realista, Alberto Morávia escreveu em 1957, numa altura que o autor, já era considerado um dos melhores escritores contemporâneos e após ter escrito os “Indiferentes”, o “Conformista” e o “Desprezo”. Considerava-no muito próximo de escritores como Elio Vittorini e Pavese, embora alguns críticos lhe encontrassem algumas afinidades com o existencialismo de Sartre, e com obra de Albert Camus.
La Ciociara (A Camponesa) é um romance extraordinário que relata a odisseia de Césira, uma camponesa que casa com um pequeno comerciante que vive em Roma e a deixa viúva ainda bastante jovem com uma filha.
Estávamos no início dos anos 40, a guerra alastrava por todo o mundo. A pequena mercearia de Césira a princípio beneficiou com a situação, até que o Governo Fascista de Mussolini e os Alemães se instalaram em Roma e no Sul da Itália.
Os bens de consumo começaram a faltar e a cidade tornou-se perigosa com o aumento da criminalidade, da opressão e do medo generalizado que os nazis e os fascistas impunham aos mais fracos, atingindo severamente as crianças, os idosos e as mulheres.
Césira foge de Roma, para proteger a sua filha Rosetta dos desmandos da ocupação, procurando no campo a segurança e tranquilidade.
Os obstáculos que encontra pelo caminho, espreitam em todos os lugares, mesmo naqueles onde tem pessoas conhecidas, as dificuldades económicas em que vivem as famílias faz aumentar o oportunismo e o banditismo nas aldeias e vilas campesinas.
Césira é uma mulher corajosa e persistente. Com algum dinheiro que conseguiu ganhar com o comércio, consegue de forma inteligente, escapar a todas as ciladas que os escroques tentam encurralar Mãe e Filha, que decidem fugir para as montanhas, por intermédio de um velho amigo.
Santa Eufémia, assim se chamava o lugarejo onde conseguiram ser aceites, depois de vencerem a hostilidade e desconfiança dos montanheses que lhes cedem uma cabana com o chão térreo, sem qualquer comodidade.
Neste meio claustrofóbico, triste e miserável, apenas se destaca o jovem Michelle, filho de uma das famílias remediadas e que tinha feito estudos superiores na cidade, sendo respeitado pela população, pela sua honestidade e o seu carácter bondoso para com os mais fracos. Odiava a guerra e tinha uma especial aversão aos fascistas, nazis e em geral a todos os corruptos e oportunistas que nestes tempos de morte e destruição apareciam como cogumelos em todos lugares, até mesmo em Santa Eufémia, corajoso afirmava que “não há amigos em tempo de guerra, nem homens, nem dinheiro, nem nada". Michelle, torna-se o anjo da guarda destas duas mulheres desamparadas, num meio hostil e com a guerra a invadir todos os lugares, os refugiados aumentam e ao mesmo tempo fogem para mais longe porque a aldeia já não oferecia segurança.
Com o conflito quase a terminar, os destroços deixados pelos inimigos em fuga, continuaram a aumentar as dificuldades e as agressões não vinham só dos alemães. Os fascistas de Mussolini não lhes ficavam atrás na maldade e nos meios que utilizavam.
Mas foi um alemão que utilizando a sua arma obrigou Michelle a indicar-lhe o caminho a norte das montanhas.

Sem a protecção de Michelle, o ambiente em Santa Eufémia, tornava-se perigoso para as duas mulheres que resolveram sair de surpresa para o vale onde se dizia os aliados tinham derrotado os alemães. A desolação que encontraram nas aldeias destruídas sem ninguém conhecido, obrigou-as a tomarem a resolução de voltar para Roma. No seu íntimo, Césira, tinha esperanças que aqueles americanos, seriam amigos do povo e as ajudariam a chegar a casa sãs e salvas dos imensos perigos que tinham vivido.
Quando julgavam estar próximo dos seus objectivos, aconteceu-lhes o mais trágico imprevisto de todos os maus tempos porque passaram. As sementes da guerra provocam em todos os seres, alterações de personalidade e de caracter, fazendo-as praticar os mais hediondos crimes, sejam eles de um lado ou do outro.
Por absurdo que pareça, a inocência de Rosetta que sua Mãe tão resolutamente tinha defendido, foi violada precisamente por soldados Marroquinos ao serviço dos Aliados quando as duas mulheres já quase tinham alcançado os seus objectivos.
Foram os dias mais terríveis para Césira, pela humilhação sofrida, por não ter conseguido salvaguardar a honra de sua filha, e por ter que se rebaixar a pedir o apoio dos “falsos amigos” que tinham sido uns escroques no princípio da sua fuga.
A guerra para Césira continuava, desmedidamente cruel e dolorosa., agravando-se com a notícia do assassinato de Michelle pelos alemães. Perdera definitivamente o seu melhor amigo que ela amava como se fosse seu filho, o que a levou a desabafar – “que a guerra atinge justamente os melhores, porque são os mais corajosos, os mais altruístas, os mais honestos; uns morrem como o pobre Michelle, outros ficam estropiados por toda a vida, como a minha Rosetta”.
O seu desespero atingiu o cúmulo que a levou quase ao suicídio, perdendo definitivamente a esperança de chegar a casa. Como sempre esta enorme mulher, de uma coragem sem igual, mais uma vez se levanta enfrentando os infortúnios e os azares da vida provocados pela guerra e de cara bem levantada segue em frente até chegar ao seu lar querido e acolhedor.
A guerra tinha acabado, fazendo-lhes renascer nas duas mulheres a esperança de terem conquistado o direito de voltar a viver em paz.
Esta obra monumental, que segue nos seus traços gerais a denúncia do flagelo das guerras que castigam cruelmente os mais desprotegidos, a Mãe Coragem” de Berthold Brecht, prende o leitor da primeira à última página, com uma escrita despojada de artifícios e fantasias. Esta era uma das regras dos neo-realistas que nos quiseram mostrar a miséria de uma sociedade em decadência nos seus valores, agravados por guerras cruéis e injustas. Num tempo em que muitos escritores actuais tecem as piores críticas a este estilo que marcou o Sec. XX, o neo-realismo continua sendo a “escola” que denunciou desassombradamente todas as calamidades provocadas pela burguesia gananciosa, defensoras do capitalismo selvagem e posteriormente do neo-liberalismo que continua nos dias de hoje a ser o mais nefasto inimigo dos trabalhadores de todo o mundo.
Após ter escrito este romance, Albert Morávia foi nomeado para receber o Prémio Nobel da Literatura, mas à última da hora por imposição da CIA, a Academia viu-se obrigada a atribuir a Boris Pasternack o mais alto galardão da Literatura.
La Ciociara foi adaptada ao cinema pelo argumentista, Cesare Zavattini e realização Vitorio de Sica que escolheu Sophia Loren para interpretar a corajosa figura de Césira.
Martins Raposo - Abril 2010
DADOS: Extractos do próprio Livro de Morávia; Wiquipédia; Google;Site Literatura. A última imagem sobre o momento em que Berlim é conquistada, é uma simples homenagem aos heróis que há 65 anos conseguiram derrotar o nazismo.
JMR

quarta-feira, 5 de maio de 2010

COMEMORAÇÕES POPULARES
DO 25 DE ABRIL EM CASTELO DE VIDE
Pode-se dizer que o dia maravilhoso deste Domingo que assinalou o 36º. Aniversário do 25 de Abril, foi um perfeito aliado que beneficiou positivamente o encontro de largas dezenas de pessoas, que corresponderam ao apelo formulado pelo Convite elaborado por um grupo de pessoas de várias tendências políticas, na qualidade de cidadãos, empenhados em mobilizar os Castelovidenses para festejarem o 36º. Aniversário do 25 de Abril, de forma espontânea e popular.


Por uma feliz coincidência, estavam presentes por iniciativa da OCRE, um numeroso grupo de cidadãos dos PALOP (s), São Tomé, Guiné e Cabo Verde, que quiseram de forma voluntária associar-se a esta iniciativa. Tal como o Convite enunciava houve muita música, comida e bebida à descrição, num ambiente de saudável convívio e aberto a todas as pessoas que quisessem intervir, o fizessem em inteira liberdade sobre o tema do 25 de Abril.


E foi assim que ouvimos o Professor Joaquim Canário, relembrar o papel importante que teve o nosso conterrâneo Tenente Coronel Fernando Salgueiro Maia, nesse dia glorioso da “Revolução dos Cravos” e ao mesmo tempo advertir contra os perigos do neoliberalismo que contribuiu para a crise existente e também para a existência de injustiças sociais que se têm vindo a agravar, desvirtuando os ideais pelos quais se bateram os “Capitães de Abril”.


Falaram também os responsáveis pelos jovens de São Tomé, Guiné e Cabo Verde e todos foram unânimes em concordar que o 25 de Abril abriu as portas da Liberdade ao Povo Português e aos Povos dos seus países.
No final das intervenções cantou-se a Grândola Vila Morena, o Hino da Revolução.



Seguiu-se uma Romagem ao cemitério onde foram colocados cravos vermelhos na campa de Salgueiro Maia, e se teceram algumas palavras alusivas a verticalidade moral e cívica deste nosso herói.

A Festa que começara logo de manhã, terminava com muitas pessoas a comentar alegremente o ambiente caloroso e popular desta forma de comemorar o 25 de Abril e já a pensar que para o ano se pode envolver muito mais gente, muito em especial a juventude. Serpa Soares informou da vontade manifestada de envolver a comunidade escolar, para que os jovens estejam em maior número e todos podermos com mais força e confiança dizer: VINTE E CINCO DE ABRIL SEMPRE!

NOTAS: Esta iniciativa que se realizou pela primeira vez em Castelo de Vide, teve a sua origem num grupo de cidadãos que na sua maioria teve o privilégio de viver e participar no 25 de Abril e que sem querer entrar em conflito com as cerimónias públicas levadas a efeito pela Autarquia, decidiram promover este encontro festivo e popular com um significado mais de acordo com os ideais da Revolução dos Cravos.
Sem esquecer todas as pessoas que quizeram associar-se à "Festa do Parque 25 de Abril", registamos por ordem alfabética os nomes dos primeiros responsáveis pela organização: Alcino Maniés, Amândio Patacas, António Barrocas, Francisco Carapeto, Francisco Hilário, João Carrilho, Joaquim Canário,José Raposo, Julio Ribeiro, Romero Palmeiro, Serpa Soares e Tiago Malato.
CV – Abril 2010
Martins Raposo
AGRUPAMENTO ESCOLAR DE CASTELO DE VIDE

PROMOVE SESSÃO SOBRE O 25 DE ABRIL
A Direcção do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide, em conjunto com um grupo de Professores, Auxiliares e Alunos, inaugurou no passado dia 21 de Abril uma Exposição sobre o Poeta Ary dos Santos, com Fotografias, Enxertos de alguns Poemas. No mesmo dia realizou uma Sessão de Esclarecimento para os alunos do 6º. Ano, sobre essa data histórica para a qual convidou a Direcção do Núcleo da Associação 25 de Abril do Norte Alentejano que se fez representar pelo seu Presidente, Tenente Coronel Francisco Matos Serra, o Professor Joaquim Pinto Ferreira Canário e José A. Martins Raposo.
O orador principal foi o Tenente-Coronel Matos Serra que fez uma breve síntese sobre os acontecimentos antes que deram origem à “Revolução dos Cravos”, assim como a forma como os militares se organizaram para derrubar o antigo regime e de como obtiveram uma vitória “sem guerra” ao qual se juntou o Povo com alegria empunhando o célebre cravo vermelho, que ficou para sempre como um símbolo do 25 de Abril.
A seguir falou o Sr. Professor Joaquim Canário que recordou algumas das regras injustas a que os alunos eram expostos, assim como do sistema anti-democrático que submetia o povo pelo medo e pela opressão e enviando os jovens para as colónias numa guerra injusta e inglória.
Alguns alunos e professores colocaram à mesa algumas perguntas, entre elas qual tinha sido a razão do cravo vermelho ter sido considerado um ícone da Revolução que ainda hoje perdura nas Comemorações.
Há mais do que uma versão sobre o aparecimento dos cravos nos canos das espingardas e nas mãos dos populares, uma delas regista a coincidência de um Restaurante que festejava o seu aniversário ter pedido um grande ramo de cravos vermelhos, como o mesmo teve que fechar, a senhora que ia fazer a entrega acabou por dar os mesmos aos soldados e populares que lhe pediam. Outra aponta para o facto de na Praça do Rossio, haver naquela altura alguns quiosques com venda de flores dos quais os cravos eram os mais abundantes, com um ambiente de festa pela vitória pacífica dos Capitães de Abril sobre o antigo regime, torna-se fácil compreender a oferta de flores pelas próprias vendedoras.
Assim acabou esta Sessão de Esclarecimento junto dos alunos que tem sempre a máxima importância para que a memória do 25 de Abril e dos seus ideais, continue presente junto dos jovens. É de saudar esta iniciativa da Direcção deste Agrupamento Escolar.
CV – Abril de 2010
Martins Raposo
NÚCLEO DO NORTE ALEJANO DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL
ELEIÇÃO DOS CORPOS SOCIAIS
Realizou-se no dia 31 de Janeiro de 2010, Freguesia do Assumar, uma Assembleia Geral, para eleição dos Corpos Sociais, do Núcleo do Norte Alentejano e que por unanimidade ficou assim constituída:
Mesa da Assembleia Geral
Presidente, Joaquim Pinto Ferreira Canário; 1º. Secretário – José J. Pinheiro; 2º. Secretário – António Jacinto Pascoal.
Direcção
Presidente – Francisco Manuel Matos Serra; Secretário – José A. Martins Raposo; Tesoureiro – Joaquim Gabriel L. Martins.
A não existência do Conselho Fiscal, deve-se a que o Núcleo apresenta as suas contas à Delegação do Alentejo.
Logo a seguir realizou-se no Centro Desportivo e Cultural do Assumar, gentilmente cedida pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia, uma outra Assembleia Geral, com a presença de muitos associados de diversas localidades do Alentejo que de acordo com a Convocatória, procederam à Eleição para os Corpos Sociais da Delegação do Alentejo, da Associação 25 de Abril, sediada em Grândola.















Foi apresentada uma única Lista que foi eleita por unanimidade e que fica assim constituída:

Mesa da Assembleia Geral
Presidente – José Catalino dos Santos; Vice-Presidente – Aníbal M. Guerreiro Cordeiro; Secretário – Rafael Francisco L. Rodrigues.
Direcção
Presidente – José Manuel Nunes Fernandes; Vice-Presidente – Joaquim Gabriel L. Martins; Vice-Presidente – José Joaquim C. Baguinho; Secretário – António Lacerda; Tesoureiro – Mariano Pacheco R. Paixão; Vogais – João Manuel Oliveira, António José Mourinho, Ana Luísa Pinto Soares e José Saldanha Correia Matias.
Após as eleições dos referidos órgãos, usaram da palavra o Presidente eleito da Delegação do Alentejo que se referiu à Proposta Eleitoral, consignados num vasto Programa de muitas iniciativas, entre as quais salientou o compromisso da criação dos Núcleos Locais de Évora, Santiago do Cacem e Alcácer do Sal. Fomentar o recrutamento de novos sócios, procurando sobretudo junto das camadas mais jovens. Proceder à recolha para acervo de poesia popular alentejana, relativa ao 25 de Abril. Realizar mais Exposições itinerantes e participar nas feiras e eventos do Alentejo. Organizar de novo as Tertúlias do Fim do Mundo; promover um espectáculo com artistas sócios e amigos da Associação. Colaborar com a AJA nas comemorações do 80º. Aniversário do Nascimento do Zeca A fonso; relançar novamente o projecto “Espaço Abril Liberdade; promover um Encontro de Corais Alentejanos. Dar o contributo para se associar a algumas Efemérides relativas a figuras proeminentes da Revolução de Abril, nomeadamente as de Vasco Gonçalves e Melo Antunes.Organizar uma viagem-excursão à República de Cuba.
De seguida o Presidente do Núcleo Alentejano, Francisco Matos Serra, falou sobre os principais objectivos a que se propõem e que têm no recrutamento a sua tarefa principal. Reforçando as palavras do anterior orador, referiu a necessidade de angariar mais jovens para a Associação e de continuar o trabalho que todos os anos temos realizado com sucesso, junto das Escolas, em colaboração com os seus Executivos e com as Associações de Pais, por ocasião das Comemorações do 25 de Abril.


 
Vamos privilegiar a colaboração com as Autarquias e outras Associações do Distrito de Portalegre, na realização de Exposições Temáticas sobre o 25 de Abril e a participar em eventos culturais que promovam o encontro de associados e amigos em convívios e festas populares.
Finalmente, em nome da Direcção Nacional da Associação 25 de Abril, falou o Comandante Martins Guerreiro, que agradecendo o convite que lhe foi formulado, teceu algumas palavras de incentivo ao trabalho já efectuado pela Delegação e pelo Núcleo, salientando as propostas enunciadas como um bom instrumento de trabalho que a Sede Nacional dará todo o seu apoio.
Após as intervenções foi servido um almoço-convívio que teve a participação do Grupo Coral Etnográfico de Grândola que brindou os presentes com um reportório magnifico e que obteve calorosos aplausos, tendo sido brindados no final com alguns presentes, da Delegação e da Junta de Freguesia.
Assumar, Fevereiro de 2010
Martins Raposo