FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















terça-feira, 25 de janeiro de 2011

EXPOSIÇÃO MOUZINHO DA SILVEIRA
                     EM CASTELO DE VIDE

O Grupo de Amigos de Castelo de Vide, realizou no passado dia 22 de Janeiro, a inauguração da Exposição; “Mousinho da Silveira – Pensar Portugal”, tendo convidado por intermédio do Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Fernando Emílio Soares, o Professor Catedrático Dr. Diogo Freitas do Amaral que foi recebido à sua chegada a Castelo de Vide, por alguns elementos da Direcção e pelo Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide que convidou o ilustre visitante a assinar o Livro de Honra da Câmara Municipal no Salão Nobre.
A exposição foi inaugurada às 16:00 Horas, no Centro Municipal de Cultura, já com imensa gente que seguiu atentamente as explicações que o Professor Joaquim Pinto Ferreira Canário, foi fazendo sobre os documentos expostos, tendo os presentes tecido rasgados elogios sobre o valor desta importante exposição.

Logo de seguida deu-se início à sessão com o Auditório completamente cheio e com algumas dezenas de pessoas de pé, sem lugar para estarem sentadas.
O Dr. Freitas do Amaral, contemplou os presentes com uma magistral lição de história, enaltecendo a figura de Mouzinho da Silveira e referindo-se à sua obra legislativa como sendo um dos marcos mais importantes da nossa história. A Conferência apresentada de forma brilhante, empregando termos simples e expondo factos históricos importantes relacionados com a Revolução Liberal, prendeu atentamente a assistência durante mais de hora e meia que brindou o orador com uma longa salva de palmas.
Entre os convidados registámos a presença do Sr. Governador Civil do Distrito de Portalegre, do Sr. Deputado da Assembleia da República, Dr. Victor Crespo, do Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Castelo de Vide, dos Presidentes de Câmara de Castelo de Vide, Marvão e Sousel, do Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Sr. Vereador Fernando Tacão Valhelhas, de alguns Deputados da Assembleia Municipal, de outros Autarcas, do Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia e de vários representantes de Associações Culturais e Desportivas do nosso Concelho.
Foi uma Sessão extraordinária e muitos dos presentes, para além de enalteceram o ilustre conferencista, foram dar os parabéns à Direcção do GACV, por esta iniciativa.
Castelo de Vide, 22 de Janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

WALDEMAR BASTOS


Músico e intérprete Angolano, faz hoje 57 anos. Nasceu em Mbanza Congo, no dia 04 de Janeiro de 1954. Fez parte de vários Conjuntos Musicais, entre os quais; o The Kings, Quarta Dimensão e Orquestra do Ferrovia, em colectivo ou a solo, alcançou numerosos êxitos de que salientamos as canções, Velha Chica, Mungungo, Muxima, Pôr do Sol e Aurora. O seu primeiro Álbum “Estamos Juntos”, gravado em 1982, teve a colaboração de Chico Buarque, João Vale e Martinho da Vila. Tendo passado por diferentes estilos musicais, da world music, ao soul music, e aos blues, é no merengue e na rumba que a sua voz adquire um timbre especial que o eleva como referência no espaço da música popular angolana.
Seu pai, enfermeiro, era uma excelente organista e transmitiu ao filho o gosto pela música, mas Waldemar Bastos recebeu influências de vários artistas e Conjuntos Musicais americanos, como os Jacksons Five, The Shadows, Nat King Cole e Otis Reding, que aplicou nos nas letras e canções que interpretou nos seus Grupos Musicais.
Aos 16 anos, quando estudava para Engenharia Electrontecnica, foi preso pela Pide, por seu considerado subversivo pelo regime.
Após a independência de Angola, segue uma carreira a solo, com temas e ritmos ligados à música popular angolana que o CD “Cânticos da Minha Alma” e o album já citado, “Estamos Juntos”, confirmam com êxito o seu ambicioso projecto de fazer renascer as raízes do velho cancioneiro angolano.
A sua experiência com o músico David Byrne que apoiou Waldemar na edição do álbum “Pretaçuz, editado em 1998, não teve o sucesso que esperava.
Conheci o Waldemar Bastos em Luanda e alguns dos músicos que o acompanhavam, mas foi com muita emoção que assisti à sua célebre actuação no grande palco da Expo/98 e tenho acompanhado com admiração o seu percurso que continua a afirmar-se a nível internacional.
O seu maior prémio foi o AWARD conquistado em Outubro de 2010, na cidade de Liverpool, nos EUA, como o melhor artista africano.
Martins Raposo
O4.01.11
NOTAS: Agradecimentos  à Autora do Livro "Enciclopédia da Música  em Portugal no Séc. XX"; Google e Youtube