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TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















terça-feira, 4 de janeiro de 2011

WALDEMAR BASTOS


Músico e intérprete Angolano, faz hoje 57 anos. Nasceu em Mbanza Congo, no dia 04 de Janeiro de 1954. Fez parte de vários Conjuntos Musicais, entre os quais; o The Kings, Quarta Dimensão e Orquestra do Ferrovia, em colectivo ou a solo, alcançou numerosos êxitos de que salientamos as canções, Velha Chica, Mungungo, Muxima, Pôr do Sol e Aurora. O seu primeiro Álbum “Estamos Juntos”, gravado em 1982, teve a colaboração de Chico Buarque, João Vale e Martinho da Vila. Tendo passado por diferentes estilos musicais, da world music, ao soul music, e aos blues, é no merengue e na rumba que a sua voz adquire um timbre especial que o eleva como referência no espaço da música popular angolana.
Seu pai, enfermeiro, era uma excelente organista e transmitiu ao filho o gosto pela música, mas Waldemar Bastos recebeu influências de vários artistas e Conjuntos Musicais americanos, como os Jacksons Five, The Shadows, Nat King Cole e Otis Reding, que aplicou nos nas letras e canções que interpretou nos seus Grupos Musicais.
Aos 16 anos, quando estudava para Engenharia Electrontecnica, foi preso pela Pide, por seu considerado subversivo pelo regime.
Após a independência de Angola, segue uma carreira a solo, com temas e ritmos ligados à música popular angolana que o CD “Cânticos da Minha Alma” e o album já citado, “Estamos Juntos”, confirmam com êxito o seu ambicioso projecto de fazer renascer as raízes do velho cancioneiro angolano.
A sua experiência com o músico David Byrne que apoiou Waldemar na edição do álbum “Pretaçuz, editado em 1998, não teve o sucesso que esperava.
Conheci o Waldemar Bastos em Luanda e alguns dos músicos que o acompanhavam, mas foi com muita emoção que assisti à sua célebre actuação no grande palco da Expo/98 e tenho acompanhado com admiração o seu percurso que continua a afirmar-se a nível internacional.
O seu maior prémio foi o AWARD conquistado em Outubro de 2010, na cidade de Liverpool, nos EUA, como o melhor artista africano.
Martins Raposo
O4.01.11
NOTAS: Agradecimentos  à Autora do Livro "Enciclopédia da Música  em Portugal no Séc. XX"; Google e Youtube

4 comentários:

  1. Em “Velha Chica” Waldemar lembra-me um outro grande intérprete angolano Rui Mingas e o seu celebre Monangambé. Velha Chica pode morrer em paz, viu Angola independente, lamentavelmente os governantes angolanos não souberam honrar esse sentimento. Waldemar, sem dúvida um extraordinário intérprete.

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  2. Bonita canção do grande Valdemar Bastos.
    Parabéns grande José.
    Eu conheci muitas velhas Chicas nos Musseques de Luanda que me encheram a alma de ternura.

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  3. Muito bem amigo Raposo, gostei muito desta informação sobre a música Angolana e de um músico que ouvia sempre por aquelas bandas.

    Um grande abraço e um feliz Ano 2011

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