FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















sexta-feira, 25 de março de 2011

A ÚLTIMA GRANDE DIVA!

ELIZABETH TAYLOR

A grande diva do cinema dos anos 50/60 do Sec. XX, faleceu nos Estados Unidos, no passado dia 23 de Março, com 79 anos de idade. O seu filho Michael fez em poucas palavras um eloquente elogio que define o perfil desta maravilhosa actriz: “Era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor e amor”.
Liz Taylor, fez parte dos meus ídolos de juventude, igualando em talento e beleza outras estrelas do cinema, como Greta Garbo, Ava Gardner, Marlene Dietrich, Ingrid Bergman, Rita Hayworth e Brigitte Bardot.
Em Hollywood vivia-se o tempo das grandes produções e o cinema, atingia o expoente máximo do apogeu, arrastando multidões que enchiam as enormes salas de todo o mundo. Era o tempo em que os actores e actrizes eram adorados como deuses e as pessoas seguiam àvidamente não só a forma como interpretavam as suas personagens, mas também a sua vida pessoal que era habilmente explorada pelos meios de comunicação.
Liz Taylor foi sem dúvida alguma uma das estrelas incandescentes que aliava a sua beleza deslumbrante a um enorme talento, com interpretações inesquecíveis de personagens dramáticas e por vezes bastante controversas.

“Um Lugar ao Sol” foi um dos seus primeiros êxitos, ao lado de Montgomery Clif, pouco depois surge em “A Última Vez Que Vi Paris” com uma grande interpretação e vislumbrando-se já o seu génio e talento que se confirmou com “Gata em Telhado de Zinco Quente”, superando o seu parceiro Paul Newman ainda não totalmente reconhecido como grande actor.
“Bruscamente no Verão Passado” foi um dos Filmes que me deixaram vivamente impressionado, pelo tema e pela coragem da sua extraordinária interpretação de uma mulher desamparada psicologicamente pela família que se agarra com toda a paixão a outro personagem controverso e fragilizado, interpretado magistralmente por Montgomery Clif, que foi também um dos grandes amores da sua vida. Com este Filme ganhou o seu primeiro Óscar da Academia.
No Filme, “Cleópatra”, dirigido por Joseph Mankiewicz em 1963, Liz Taylor representa uma figura histórica polémica e com um argumento com grandes lacunas nos factos reais. Mas mais polémico ainda foi a sua tórrida paixão por Richard Burton que se prolongaria por muitos anos, intervalados de enormes brigas, casamento, divórcio e de novo casamento.
A seguir, Liz consegue a representação mais corajosa da sua longa carreira, arriscando a alteração completa da sua imagem, no papel de Martha, no Filme de Mick Nicols “ Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, baseado na obra de Edward Albee, tendo novamente como parceiro, Richard Burton. Com esta fabulosa interpretação, Lis Taylor ganha o seu segundo Óscar, como melhor actriz, nesse ano de 1966.

Liz Taylor fez a sua estreia aos 14 anos, com “A Coragem de Lassie” um filme para crianças e terminou com o Filme “Reflexos Num Olho Dourado” em 1967, o último em termos de grandes interpretações, mas pelo meio ficaram-nos muitas dezenas de outros títulos, entre os quais “O Gigante” em que contracenou com Rock Hudson e James Dean, que merecem um estudo mais aprofundado da sua brilhante carreira.
Neste artigo que pretende apenas ser uma modesta homenagem de alguém que viveu na sua época e seguiu com grande respeito e admiração a sua carreira como artista e ao mesmo tempo como mulher que como disse o seu filho na hora da despedida, amou a Vida com grande paixão, alegria e sofrimento.

Na sua vida há ainda a registar o seu profundo sentimento de amor e amizade que sempre a ligou a colegas da sua profissão, como foi o caso de Montgomery Clif que viria a falecer ainda bastante jovem, Richard Burton, Rock Hudson e mais recentemente com o músico Michael Jackson, todos eles vítimas de doenças que continuam a ser um autêntico flagelo mundial, como é o caso da Sida. Lis Taylor assumiu-se corajosamente como defensora do bom nome dos seus amigos, tendo inclusive em seu nome criado e ajudado a criar institutos e hospitais que se dedicam à pesquisa para a cura destas doenças e denunciando todos aqueles que cinicamente instrumentalizam a sociedade com preconceitos e falsidades.
A crítica assegura que “faleceu uma das mais lendárias actrizes da história do cinema” eu apenas acrescentaria que se apagou uma das mais brilhantes estrelas do meu firmamento e ao mesmo tempo uma mulher inteira nas suas convicções de grande humanismo e afectividade.
Citando o belíssimo texto de Mário Jorge Torres no “Público” terminarei com estas suas palavras: “A Taylor ficará para a eternidade como um milagre de luz e sombras, de cor e carne virtual, captado em celulóide e projectado num ecrã, bela e perturbante…”

ATÉ SEMPRE!
CV-24.03.2011
Martins Raposo
NOTAS: Jornal “Publico” e Wiquipédia.

terça-feira, 22 de março de 2011

SEMANA DE CASTELO DE VIDE NA CASA DO ALENTEJO

UMA INCIATIVA DE GRANDE SIGNIFICADO CULTURAL!

 Acabo de receber o Convite. Os objectivos principais, são de grande significado e importância para todos os Castelovidenses e Amigos. Não sendo por princípio favorável a fazer qualquer tipo de publicidade,  creio que se justifica plenamente abrir esta excepção, para dar a conhecer esta iniciativa que a Câmara Municipal de Castelo de Vide, em parceria com o GACV, Alentejo Turismo e Casa do Alentejo, em boa hora decidiu organizar. Assim é com todo o prazer que reformulo o apelo lançado pela Organização: ESPERAMOS POR SI. TRAGA A FAMÍLIA E OS AMIGOS.


Semana de Castelo de Vide em Lisboa
Começa na sexta-feira na Casa do Alentejo
Realiza-se a partir do próximo dia 26 de Março (sexta-feira) a 3 de Abril próximo, na Casa do Alentejo, a Semana de Castelo de Vide em Lisboa.
O programa e o respectivo cartaz devem ser conhecidos a qualquer momento
O evento, cujo programa detalhado e o respectivo cartaz devem ser conhecidos a qualquer momento, é organizado pela Câmara Municipal em colaboração com o Grupo de Amigos e nele está já assegurada a participação dos Ranchos Folclóricos de Castelo de Vide e de Póvoa e Meadas, da Banda União Artística, empresários do sector da restauração e hotelaria, agentes culturais e associativos locais.
Como convidados especiais destaca-se a presença activa do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, através do seu Grupo de Coral e do Grupo “Canto da Memória”.
Para o vice-presidente da Câmara Municipal, António Pita, o objectivo principal desta iniciativa, para além do “fomento do convívio entre Castelo-videnses” residentes na zona da capital, é o da “promoção e divulgação turística da Páscoa e da Feira Medieval”.
Como objectivos secundários o autarca refere também a “promoção e divulgação das potencialidades, recursos e serviços que o concelho oferece na sua globalidade, com especial ênfase para os valores patrimoniais, a gastronomia e a doçaria”.
A oportunidade será ainda aproveitada para fazer a “apresentação dos projectos emergentes a nível turístico” e de outras “actividades artísticas de Castelo de Vide”, bem como das “mais recentes obras publicadas”. © NCV
IN: BLOGUE : "NOTÍCIASDECASTELODEVIDE" - PUBLICADO POR REDACÇÃO ÀS 12:06 AM

quinta-feira, 17 de março de 2011

JOLY BRAGA SANTOS

UM GRANDE COMPOSITOR

Compositor, Director de Orquestras, Crítico e Professor de Música, José Manuel Joly Braga Santos, nasceu em Lisboa no dia 14 de Março de 1924.Músico de génio precoce que o Maestro e Compositor Luís de Freitas Branco, elogia e incentiva a continuar os estudos musicais. É precisamente este seu Professor que influencia grande parte da sua obra, notando-se com grande evidência em “Nocturnos em Mi” e no “Soneto de Camões”, duas sinfonias de grande qualidade.

Joly Braga Santos, acompanhado dos seus Amigos, Maria Helena de Freitas e Luís de Freitas Branco.
O contacto com outros compositores e Maestros teve especial importância na mudança da temática musical moderna que aponta para o universalismo que os seus trabalhos vão ter neste segundo ciclo da sua obra. Destacam-se entre outros o Maestro Herman Scherch que foi seu professor em Veneza, no Curso Internacional de Regência que Joly Braga Santos frequentou.

Quando regressa empenha-se com todo o seu saber adquirido na formação da "Juventude Musical Portuguesa", uma autêntica escola de formação de muitos jovens músicos. A sua "4ª. Sinfonia" é precisamente a obra que o Maestro dedica à juventude portuguesa.
Em atenção ao seu trabalho e ao reconhecimento que o país lhe dedica, é nomeado Director da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional que graças ao esforço do seu Maestro e dos seus bons intérpretes, granjeou na década de 50 um enorme prestígio.
Das influências já mencionadas registem-se ainda os nomes de Pendereck, William Walton, Vaughan Williams, Compositores modernistas que contribuíram para a renovação do estilo musical de Joly Braga Santos, notando-se o emprego da dissonância e do cromatismo musical, numa dimensão não apenas colorística mas também estrutural. São desta época as obras "Concerto para Viola"," Esboços Sinfónicos", "Sinfonieta" e a" Sinfonia nº. 5", escrita em 1966. Esta última obra tem influências da música tradicional Moçambicana (Zavala), tendo obtido enorme êxito e com a qual foi galardoado com o Prémio de Composição-UNESCO.

O Compositor acaba numa última fase por utilizar alguns temas da música popular das regiões do Alentejo, Beira e Trás-os-Montes, para compor “Três Esboços Sinfónicos”, tentando com a sua música alargar-se a um público mais vasto e diversificado. A arte de comunicar foi uma das suas grandes preocupações, tendo em parte conseguido obter algum sucesso com as suas últimas composições, nas quais utilizou temas sobre os clássicos da nossa Literatura, como foi o caso da "Ópera Mérope" (texto de Almeida Garrett), da "Trilogia das Barcas" (baseada em Gil Vicente).
Registem-se ainda as composições dedicadas a outros músicos e compositores, como a "Elegia a Viana da Mota"," Requiem à memória de Pedro Freitas Branco" e a ópera "Viver ou Morrer" (texto de João de Freitas Branco).
Joly Braga Santos foi de facto, um dos mais talentosos compositores da sua geração, tendo recebido das mãos do Presidente da República Ramalho Eanes, em 1981, a Ordem de Santiago e Espada – Por Mérito Artístico.
Faleceu em Lisboa, no ano de1988, com 64 anos de idade, deixando-nos uma Obra de grande mérito, que infelizmente não tem sido utilizada na actualidade pelos Maestros de Bandas de Música e Grupos Musicais com algum prestígio, que não sendo muitas ainda temos algumas, felizmente. Em vez disso somos muitas vezes enganados com Concertos  com programas musicais intragáveis misturando o clássico com composições “travestidas” com arranjos popularuchos, sem valor e sem sentido.
Nunca será demais, relevar os verdadeiros e autênticos valores da nossa música, Joly Braga Santos é um dos melhores.
CV-14 de Março de 2011
Martins Raposo
NOTAS: Texto apoiado na Obra de Salwa Castelo-Branco; Wiquipédia e Internet (Fotos).

sexta-feira, 4 de março de 2011

UMA VOZ DO POVO

                                   ISABEL SILVESTRE


Primeiro foi a Voz de Manhouce que se ouvia no Rancho Regional de Manhouce e desde logo conquistou a simpatia de todos nós que numa determinada altura os meios de comunicação ainda davam alguma importância a este tipo de intervenção artística.
Foi o início de uma carreira que já leva mais de cinquenta anos e que se norteou por um aturado trabalho de pesquisa das músicas e canções tradicionais portuguesas com mais incidência no rico património da sua região.

 Desde 1979 que Isabel Silvestre é solista do Grupo Etnográfico de Cantares e Trajes de Manhouce, mantendo inalterável a sua postura na defesa do folclore e da música etnográfica obedecendo integralmente aos requisitos necessários para dar autenticidade natural e simples desta verdadeira arte popular.
O seu primeiro Álbum, “A Portuguesa” revela em toda a sua grandeza o seu estilo pessoal, com uma escolha criteriosa que dá a importância e o valor da recolha que efectuou ao longo de anos, nos quais se conta também a colaboração que teve de outros músicos e compositores, como foi o caso de João Gil que tem sido o produtor dos seus discos, com a participação do guitarrista Mário Delgado.
O segundo Álbum, “Eu” segue o mesmo estilo no qual são reproduzidos os temas tradicionais cantados no lugar onde viveu toda sua vida e que desde a infância influenciaram o seu modo de interpretar. No entanto, neste disco nota-se já um trabalho com cunho próprio, moldando ligeiramente “com uma nova roupa” a que não foram alheios a colaboração musical de Mário Delgado e João Nuno Represas. Note-se que este Álbum teve a participação de Rão Kyao na faixa “Senhora da Saúde”.
A partir da participação no Álbum dos GNR no “Rock In Rio Douro” em “Pronúncia do Norte”, que teve enorme sucesso, o seu nome alcançou enorme prestígio a nível nacional. Teve igual importância a sua participação na homenagem efectuada a António Variações ao lado de nomes como Sérgio Godinho, Delfins e Madredeus.
Registe-se ainda, a sua colaboração no Disco, “Uma Escola Para Timor”. Este trabalho foi efectuado em conjunto com Pedro Barroso e Vitorino, no sentido de ajudar o povo timorense a reconstruir o sistema educativo,
Um dos seus últimos trabalhos em colaboração com a Banda Futrica, ouvimo-la, numa bonita versão do “Menino do Bairro Negro”, incluída no Álbum “Com Zeca no Coração”
Foi agraciada com a Ordem do Infante, no dia 10 de Junho de 2005.
Simplicidade, Naturalidade e Autenticidade, têm sido as palavras que os críticos têm definido o importante trabalho desta extraordinária intérprete da música etnográfica portuguesa, mas que infelizmente é mais um caso em que os meios de comunicação e os responsáveis pela Cultura deste País, não têm dado o valor e importância que merecem.
Isabel Silvestre, nasceu em Manhouce, S. Pedro do Sul, no dia 04 de Março de 1941.
Parabéns Isabel! Deves continuar o teu trabalho, um dia quem sabe…
CV – 04.03.2011