FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















sexta-feira, 15 de abril de 2011

CINQUENTA ANOS DE BOA MÚSICA

PAULO DE CARVALHO


Vi sempre o Paulo com muita simpatia. Um tipo “porreiro”, amigo dos seus amigos, sempre pronto a dar e dar-se no seu mundo da música, onde foi aprendendo a pulso, sem grandes pressas.
Foi um dos fundadores dos Sheiks, era o baterista do grupo, intervindo esporadicamente como vocalista. Uma vontade enorme de aprender, levou-o ao encontro da música anglo-americana, aderindo aos ritmos dos blues e do rock,n,roll, iniciando-se com composições em inglês como “Missing You” e “Tell me Bird”
Dos Sheiks parte para a Banda 4 e os Fluido em parceria com Dórdio Guimarães e Vasco de Noronha, acentuando a sua música no estilo pop-rock, destacando-se as composições “Baby You Got Me”e “Gotta Start Lovin’You.”


Os anos 70 dá-se uma grande mudança na sua carreira com a sua participação a solo, nos Festivais da Canção da RTP, apresentando-se nesse ano, com a canção “Corre Nina” letra de Carlos Portugal e música de Pedro Osório que tendo ficado em 4º. lugar mereceu o prémio da imprensa para a melhor interpretação.
Seguiram-se os anos os anos 71 a 73, obtendo sucessos com as canções, “Flor Sem Tempo”, “Semente”, “Maria vida fria”, em colaboração com Pedro Osório e José Calvário. Em 1974, apresentou-se com a canção “ E Depois do Adeus”, letra de José Niza e Música de José Calvário, tendo ganho o primeiro prémio.
Foi esta a Canção que serviu de senha para o início das operações militares que levaram ao derrube da ditadura, com a Revolução do 25 de Abril.
Em 1976 estreia-se como compositor para outros intérpretes entre eles, Carlos do Carmo, com a célebre canção, “Lisboa Menina e Moça”, colaborando também com Fernando Tordo, Carlos Mendes, Ary dos Santos e Júlio Pereira.
Em 1985, edita o Álbum “Desculpem Qualquer Coisinha”, com a canção “Meninos do Huambo” e logo a seguir lança o disco “Terras de Lua Cheia” com a colaboração de Luís de Oliveira. “Mãe Negra” é um poema de Alda Lara e uma das mais bonitas canções de Paulo de Carvalho.
Em 1991, grava o álbum “Gostar de Ti”, com temas como a “Gaivota” e “Para um Amigo”. Pouco depois inicia o projecto Música D’Alma, com a colaboração de músicos africanos
Nos últimos anos gravou, “Uma Voz, Uma Vida” (2003), “Cores do fado”(2004), e “O Amor” (2008), com temas “Canção para Tito Paris” e o “Mundo Inteiro”.

No dia 10 de Junho de 2009, foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade.
 hoje dia 15 de Abril de 2011, Paulo de Carvalho considerado um dos melhores intérpretes da sua geração, faz precisamente 64 anos. Os meus Parabéns e espero que continue a encantar-nos com a sua belíssima voz e as suas composições maravilhosas.
CV-15.04.2011
Martins Raposo

http://youtu.be/MrW6zP161QI

quinta-feira, 14 de abril de 2011

UMA INICIATIVA DE SUCESSO

SEMANA DE CASTELO DE VIDE
NA CASA DO ALENTEJO - LISBOA

A Semana de Castelo de Vide em Lisboa, na Casa do Alentejo, foi organizada pela Câmara Municipal, com apoios do Grupo de Amigos de Castelo de Vide, o Turismo Alentejo e a Casa do Alentejo, foi em minha modesta opinião um verdadeiro sucesso.
Esta iniciativa teve ainda o apoio e participação de Empresários de diversos sectores de actividade, de Grupos Culturais, das “doceiras da terra”, Sras. Belmira Branquinho, Inês Patacas, Maria Luísa, Maria Neves, Sofia B. Borba e Teresa Bicho. Na restauração participaram vários Restaurantes, mas na cozinha impôs-se a maestria da excelente cozinheira, D. Estrela Matela que deliciou os clientes do Restaurante, todos os dias com um prato regional do Alto Alentejo.

A inauguração aconteceu no Sábado, dia 26 de Março, pelas 17:00H com as Janelas do 1º. Andar emolduradas com bonitas colchas com desenhos alusivos à Câmara Municipal e o átrio contendo um enorme painel com uma vista geral de Castelo de Vide, e alguns quadros da autoria do pintor João Filipe Bugalho, a confeitaria, convidava os visitantes a degustar de imediato os deliciosos doces apresentados com esmero.
Do outro lado estava uma banca com diversos prospectos de turísticos e programas festivos. Em frente uma banca colorida de bordados.

As pessoas vinham chegando. Muitos Castelovidenses e não só que perguntavam umas às outras quando chegava a Banda de Música, que estava anunciada para a abertura da Exposição. Poucos momentos se passaram até ouvirmos a Banda União Artística que desde o Rossio veio a tocar até à Casa do Alentejo.
 
Já com o Salão dos Jogos completamente cheio, assistimos a um pequeno Concerto, que a Banda conduzida pelo Jovem Maestro Francisco de Jesus, nos presenteou, com os seus músicos muito aprumados e bem afinados, recebendo no final um grande aplauso dos presentes.

Logo de seguida, o Grupo Coral, do C.C.D.T. do Metropolitano de Lisboa, sob a batuta do distinto Maestro e Compositor, João Crisóstomo, e um conjunto de consagrados cantores com uma já longa carreira deu início ao Concerto, com tema “Acordai” de Lopes Graça, que mereceu da numerosa assistência uma grande salva de palmas. Seguiu-se “Canto Livre” do mesmo autor e várias canções populares da Beira Baixa e do Alentejo. Depois com a assistência a vibrar com as excelentes interpretações, ofereceram-nos a “Chamateia” dos Açores, o Vosso Galo Comadre da Galiza e quase a fechar veio o ponto alto com “Torna a Surriento” de Curtis e com o “Coro dos Escravos Hebreus-Nabuco” de Giuseppe Verdi que fez levantar a vasta plateia em calorosos aplausos. Num gesto de muita simpatia o Grupo Coral fechou este extraordinário espectáculo com um arranjo muito apropriado para o efeito, do Maestro João Crisóstomo, do “Hino de Nª. Sª. da Penha”.
Vi muitos olhos brilhantes de emoção que não se cansavam de aplaudir o consagrado Grupo Coral, que nos ofereceu (Concerto que Elementos e Maestro dedicaram a Castelo de Vide) um magnífico espectáculo de grande qualidade artística.
Depois do apetitoso Bacalhau Dourado confeccionado pela D. Estrela, passámos de novo, ao Salão dos Jogos, para ouvirmos o “Canto da Memória”, constituído por um trio de vozes de grande qualidade que nos brindaram com um belíssimo repertório de canções populares, algumas bastante conhecidas mas ouvidas sempre com muita alegria e emoção. Os componentes deste grupo que por coincidência também fazem parte do Coro, são o António Manuel Busca, o Cesino Alves e o Gabriel Martins, senhores de bonitas vozes que com o acompanhamento à Guitarra do Cesino, fecharam com chave de ouro esta grande noite musical ao vivo, que marcou de forma muito positiva a inauguração da Semana de Castelo de Vide.
Disse a “noite musical ao vivo” porque na verdade, ainda tivemos o privilégio de assistir a um Documentário sobre o Alentejo, da autoria do Realizador Francisco Manso, que para além de lindíssimas imagens do ambiente rural e do património das cidades e vilas alentejanas, nos apresentou alguns dos melhores Grupos Corais Alentejanos que existem na nossa região. Muito embora o salão já não contasse com a enorme assistência da tarde, ainda assim os presentes assistiram com muito interesse a mais este trabalho, elogiando a filmagem de áreas que nos são muito queridas.
Os responsáveis pela Organização deste evento, a começar pelo Sr. António Nobre Pita, em representação da Câmara Municipal, acompanhado pelo Dr. António José Miranda, o Sr. Joaquim Figueira Custódio, Presidente da Junta de Freguesia de São João e outros autarcas, demonstravam no final deste primeiro dia uma enorme satisfação pelo modo como correram as actividades e pela enorme receptividade recebida de todos os visitantes. Estiveram também até ao fim da noite; o Presidente da Direcção da Casa do Alentejo, o Presidente, o Vice-Presidente, o Tesoureiro e outros elementos dos Corpos Sociais do Grupo de Amigos de Castelo de Vide, o Dr. Alexandre Cordeiro, Director do Jornal, “Notícias de Castelo de Vide” e muitos e muitos Castelovidenses e amigos da nossa Terra que assistiram com muito agrado a todo o programa.
A próxima actividade de relevo é já na segunda-feira dia 28, com o Encontro de Empresários que vou deixar para o segundo apontamento sobre a SEMANA DE CASTELO DE VIDE NA CASA DO ALENTEJO!
Abril de 2011
Maria Alagôa
ALGUMAS FOTOS DO EVENTO
Casa do Alentejo, 26 de Março de 2011

UM HEROI DOS MEUS TEMPOS!

IURI GAGARINE

Em Portugal, logo após a desintegração da União Soviética, a Associação de Amizade-Portugal URSS, adoptou o nome de Iuri Gagarine e como tal ainda funciona em plena actividade.
Iuri Gagarine que nasceu em Kluchine, a 19 de Março de 1934, foi o primeiro homem, a viajar no espaço, bordo do Vostok, um aparelho com tecnologia bastante rudimentar e no qual só havia espaço para uma pessoa.
Foi nesse dia a 12 de Abril de 1961 que o jovem astronauta, deu uma volta completa em redor do nosso Planeta e com grande admiração lançou a célebre frase – A Terra é Azul!

 Foi um voo curto no tempo e no espaço, viajando a 327 kms. de altura e apenas em 108 minutos deu a missão por concluída. Mas a partir desse dia Iuri Gagarine foi considerado uma figura de grande prestígio mundial.
No seu país foi condecorado com as mais altas distinções e recebeu as insígnias de Herói Nacional. Passado algum tempo, foi eleito Deputado no Soviete Supremo.
Iuri Gagarine faleceu em 1968, de um acidente quando efectuava um voo de treino, o seu avião ao tentar desviar-se de um objecto desconhecido, entrou em descontrolo, vindo a esmagar-se no solo.
Já passaram cinquenta anos sobre a extraordinária proeza de Iuri Gagarine, mas ainda mantenho na memória a sua entrada triunfal em Moscovo com a Praça Vermelha completamente cheia de populares e dos mais altos magistrados da nação, que lhe renderam uma significativa homenagem.
Nós, os jovens desse tempo víamos nessa viagem um acontecimento histórico que poderia influenciar positivamente o futuro da humanidade. Viviam-se os tempos duros da “Guerra Fria”, com as duas super-potências, USA e URSS a digladiarem-se ferozmente em todos os campos, apostando sobretudo no armamento e nas novas tecnologias que visavam a supremacia e o controlo de ambas as partes sobre os restantes povos.
A era espacial teve os seus tempos de glória, na qual os astronautas de ambos os países escreveram páginas memoráveis, com importantes descobertas e inovações científicas de grande alcance. Revolucionaram os meios de comunicação por satélite e encontraram novos meios de transporte espacial.
Infelizmente, todos os investimentos feitos por muitos outros países, foram relegados para segundo plano Os grandes objectivos traçados, para continuarmos a explorar os imensos mistérios do nosso cosmos foram atirados para o fundo da gaveta. São os efeitos de outras guerras e de outros interesses a que não são alheios a presente crise que afectam quase todos os povos do planeta.
Os banqueiros nunca gostaram da ciência! Têm sido eles que têm controlado (e descontrolado) a política dos países com mais desumanidade e mais injustiça social.
Restam-nos as recordações! Iuri Gabardine, filho de um modesto carpinteiro, tornou-se num dos mais famosos astronautas de todos os tempos.
ElE FOI O PRIMEIRO!
CV- Abril 2011
Martins Raposo