FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















segunda-feira, 30 de maio de 2011

                               TITO PARIS
Tito Paris, é considerado um dos músicos mais importantes da sua geração que apesar da sua idade tem sido um dos principais responsáveis pela renovação da música cabo-verdiana. Sem rupturas radicais com a cultura e os ritmos da sua terra natal.
Nascido na cidade do Mindelo a 30 de Maio de 1963, no seio de uma família de músicos, cedo começou a estudar e a tocar viola baixo, em grupos de jovens músicos em São Vicente.
Tinha apenas 19 anos, quando a convite do músico Bana, veio para Lisboa, começando por integrar o Grupo “A Voz de Cabo Verde” que desde logo ganhou notoriedade e algum sucesso.
Dany Silva, convidou o jovem músico a trabalhar no seu grupo musical, no qual se manteve até ao ano de 1987. A partir desta data com a constituição do seu próprio agrupamento, inicia-se um período de grandes espectáculos e do lançamento do seu primeiro álbum “Dança Ma Mi Crioula” que alcançou enorme sucesso.
A partir do ano de 1994, apoiado pela Editora “Lusáfrica”, edita o álbum “Graça Tchega” que confirma Tito Paris como grande intérprete e compositor. O seu nome começa a ser conhecido em toda a Europa, com enorme aceitação nos clubes de Paris.
O estilo musical de Tito Paris, prossegue na linha de B. Leza, Paulinho Vieira, Luís Morais e Chico Serra, com um ritmo e sonorização própria de cadência mais rápida e com sons mais fortes, sem perder a sensibilidade dos temas clássicos da morna e da coladera, com os sentimentos apelativos da tristeza e da saudade, evocando os problemas sociais e a ausência da terra de origem.
Já por mais de uma vez tive a ocasião de assistir aos seus espectáculos, mas foi na Discoteca “Cristal” na Quinta do Conde que a convite do seu proprietário, tive o privilégio de ouvir um concerto espectacular, num ambiente caloroso e intimista que o público presente, não se cansou de aplaudir e de elogiar a sua música e a suas melhores canções, nessa noite fantástica.
Estavam presentes muitos cabo-verdianos, mas também muitos angolanos que não esconderam a emoção que nos envolveu a todos. Nada de inédito para mim que tive em Angola muitos amigos de Cabo Verde (alguns ligados ao meio artístico), e, pude testemunhar a enorme importância da música e da cultura deste país tinha em Angola. Mas este aparte fica para desenvolver noutras crónicas porque hoje é o dia deste excelente músico que faz 48 anos de idade com mais de 20 de carreira artística!

Neste dia do seu aniversário que guardei para lhe prestar esta singela homenagem, considerando-o um dos valores importantes da música contemporânea que atravessa as fronteiras da lusofonia, dando-lhe prestígio a nível internacional, ao mesmo tempo que manifesto a minha total confiança em relação ao futuro da sua obra que prevejo recheada de grandes êxitos.
Pelo passado, pelo presente e pelo futuro, parabéns, Tito Paris.
CV – 30.05.2011
Martins Raposo
http://youtu.be/WxBVRpfwtPg
                    CONCERTO DA PRIMAVERA

A convite do nosso amigo Luís Pargana, ligado ao Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Crato, fomos assistir ao Concerto da Primavera, realizado no Convento da Flor da Rosa, com a actuação do Grupo Coral “Publia Hortênsia” e do “Quarteto de Guitarras Zyryaba” que interpretaram música clássica e de câmara com canções dos compositores John Ireland, Charles Stanford, Isaac Albéniz e Claude Debussy.
                        
O público que enchia por completo a nave da Igreja do Convento, aplaudiu entusiasticamente os "Publia Hortênsia" que nos deliciaram com as suas vozes magníficas sob regência do Maestro Paulo Brandão que dirige este grupo desde a sua fundação em 1973.
O Quarteto de Guitarras Zyryab, constituíido por Luís Aveiro, Daniel Sousa, Ricardo Nogueira e Luís Roldão, escolheu para este espectáculo uma selecção muito cuidada de música espanhola do compositor Isaac Albénis e de Claude Debussy, recebendo igualmente fortes aplausos da assistência.
Ambos os grupos contribuíram com a suas interpretações para nos darem um magnífico espectáculo que as condições acústicas do lugar realçaram em momentos de grande sensibilidade e beleza, com as vozes dos solistas do "Publia Hortênsia" e do "Quarteto Zyryab” a elevarem-se em sonoridades quase místicas.
No final os dois Grupos interpretaram em conjunto uma peça musical de Mário Castelnuovo, baseada no Romancero Gitano de Garcia Lorca que levou a assistência ao rubro, aplaudindo pé durante vários minutos e obrigado-os a oferecerem um encore com o último andamento musical do Romancero.
Foi um concerto muito especial, este Concerto de Primavera, espelhando a preocupação que a Câmara do Crato, tem mantido desde há alguns anos, em nos proporcionar espectáculos de grande qualidade musical e artística.
Este é o lado bom da Primavera!
CV-30.05.11
Martins Raposo
http://youtu.be/4_0UJ17gsZM

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ESTRELAS DO MEU PAÍS!

                                JOSÉ MÁRIO BRANCO


Faz hoje 69 anos! Chegou à minha idade, este companheiro que tenho seguido com admiração e respeito pela sua obra de incomensurável valor artístico. José Mário Branco é muito justamente considerado como músico e compositor de algumas das melhores canções de intervenção da música portuguesa.
 O seu nome deve figurar com o mesmo relevo com que distinguimos Zeca Afonso, Adriano, Fausto, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Luís Cília e tantos outros que fazem parte da galeria de ouro da música popular portuguesa e de intervenção.
                                               

Barbaramente afastado pelos responsáveis dos mídea que continuam a silenciar uma das vozes mais importantes das canções de protesto e que não lhe perdoam o facto de nunca se ter afastado da linha de rumo como iniciou a sua brilhante carreira, continua mesmo assim infatigável a compor e a escrever com grande qualidade musical.
Tem sido um preço muito alto que os patrões da indústria de informação que manda neste país lhe tem imposto, silenciando a sua obra, mas o Povo jamais esquecerá as suas mais lindas canções, como foram “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, “O Ldrão do Pão”, “A Cantiga é Uma Arma”, “Qual é a Tua Ó Meu”, “ Ser Solidário” e o célebre FMI que hoje andam tão falado na boca dos Desempregados, dos Precários, dos Jovens e dos Velhos deste País.
                                    
“O que faz falta… não é só avisar a malta” é necessário e urgente que seja constituído um amplo movimento de protesto a nível nacional, para que se acabe de vez com o silêncio forçado a que são obrigados alguns dos melhores artistas da nossa música popular.
Parabéns José Mário Branco e que nunca te faltem as forças para continuares a resistir e a compor que nós vamos sempre a ouvir as tuas músicas, mesmo que em semi-clandestinidade.
Até sempre Camarada!
CV – 25.05.2011
http://youtu.be/vCu65BPWqdk

ESTRELAS DE SEMPRE

Robert Allen Zimmerman, mais conhecido com o seu nome artístico de BOB DYLAN, nasceu em 24 de Maio, de 1941no estado do Minnesota, EUA, fez por tanto hoje a bonita idade de 70 Anos e segundo dizem os seus amigos e conhecidos, para bem de quem gosta de música, está longe de se reformar.
O seu talento musical revelou-se desde muita tenra idade, começando a tocar piano, guitarra e a escrever poesia, destacando-se como vocalista de grupos de música rock.

                                       
A partir dos anos 60, Bob Dylan revela a suas preferências pela folk music, inflenciado por Woody Guntrie. The Freewhelliu atingiu enorme sucesso com a canção “Blowin In the Wind” que foi adoptada como o hino do movimento dos direitos cívicos. Durante alguns anos o cantor torna-se uma das vozes mais importantes da canção de protesto, ao lado de outra lenda mítica chamada Joana Baez.

                                        
Este período marcante da sua carreira, termina abruptamente com o álbum “The Times They Are a Chaging” e a canção intitulada “With God On Our Side” na qual o Dylan descreve o lado mais obscuro da história americana. Logo a seguir edita “Another Side of Bob Dylan” assumindo claramente uma ruptura radical com o estilo anterior, com os seus poemas de índole intimista e confessional.

Muitos dos seus admiradores acusaram o cantor de traição aos seus ideais e de submissão completa aos poderes instituídos que antes criticava. Esta atitude totalmente desfasada com os seus trabalhos anteriores é confirmada com o álbum, “John Wesley Harding” com canções que nos apresentam o artista com problemas pessoais, de ordem mística e religiosa que o afectaram profundamente, a partir do divorcio em 1977, de Sara Lowds com quem estava casado à muitos anos.

Nos anos 80, Bob Dylan, afasta-se do catolicismo e aproxima-se do judaísmo, religião de seus antepassados, o avô era um imigrante judeu. Os seus concertos são cada vez mais espaçados e apenas se realça a sua participação no movimento musical “We Are The World”, ao lado de grandes artistas, como Michael Jackson, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder, numa importante campanha contra a fome em África.
Nos anos mais recentes, os seus concertos vão sendo cada vez mais irregulares, cruzando-se os bons momentos com outros de pouco interesse musical, com alguns êxitos pontuais, como foi caso de em 2006, com o lançamento do álbum “Moder Times” que alcançou o top de vendas nos EUA.

                                     
Personagem muito complexa a deste grande artista, excepcionalmente dotado. No entanto, quer se goste ou não da sua obra, Bob Dylan será sempre uma das maiores referências como intérprete e compositor de canções fantásticas que ficarão para sempre a fazer parte da história da música a nível mundial e foi sem dúvida um dos ídolos da minha juventude que sempre associei no meu imaginário, como um dos companheiros de Joana Baez,Patsy Cline, Willie Nelson e Kenny Rogers.
Hoje que o cantor comemora o seu 70º. Aniversário para além de lhe prestar a minha modesta homenagem e que continue a trabalhar naquilo que tem sido a sua maior paixão – a música. Que continue a surpreender-nos pelo lado que consideramos ser o seu lado mais positivo.
Até sempre e felicidades Bob Dylan!
CV-24.05.2011
Martins Raposo
NOTAS: Apontamentos da Wiquipédia (Internet) e do Livro “BOB DYLAN – POEMAS” de Francisco Pacheco.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ESTRELAS DO JAZ

ARTIE SHAW


Foi um dos melhores Clarinetistas de todos os tempos, ombreando com nomes como Jimmy Hamilton, Tony Scott , Bob Wilder e do “Rei do Swing” Benny Goodman. A sua Orquestra atingiu o seu maior apogeu nos anos 40 com músicos de grande profissionalismo e canções que nos ficaram na memória, tais como Begin to Negin, Blues in the Night, Dacin in The Dark, Stardust e muitas mais.
A sua orquestra correu mundo, com espectáculos de grande sucesso e foi uma das mais bem pagas do meio musical que então se vivia com grande intensidade, com outras grandes orquestras, com maestros e músicos famosos.
Apoiou sempre os seus colegas e tinha um grande respeito pelos jovens que começaram no seu tempo a iniciar-se na arte do Jaz, como foi o caso de Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Lena Horne e muitos outros.
Artie Shaw que nasceu em Nova Iorque em 23 de Maio de 1910 teve uma vida sentimental agitada, com oito casamentos, entre os quais com duas famosas estrelas do cinema, Lana Turner e a célebre Ava Gardner.

Aqui fica a minha modesta homenagem, a esse grande músico do Jaz. Eu, que andei uma vida a “anhar” com o meu clarinete, tendo começado como ele com um instrumento de treze chaves, fico sempre deslumbrado com o maravilhoso som que sobressai  com belíssima sonoridade e  grande sensibilidade.
Mesmo para aqueles que não apreciam este estilo musical, penso que ninguém ficará indiferente a este BEGIN TO BEGIN!
Até sempre!
CV – 23 de Maio de 2011
http://youtu.be/bP6y7Qs2A-o