FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 23 de junho de 2011

UM LIVRO PROVOCADOR

                       ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS

“Este País Não É Para Velhos” é uma obra controversa, do consagrado escritor americano, Cornac McArthur, editada em 2005 e adaptada ao cinema pelos irmãos Coen que conquistaram em 2008 quatro Óscares da academia de Hollywood, entre eles o de melhor filme.
O Livro revela-nos um país submerso pelo ódio e pela violência, com cenas assombrosas e desumanas que nos deixam confusos e desamparados. É difícil de entender e aceitar em pleno Sec. XXI um mundo assim.
No meio do trama o autor introduz-nos uma personagem banal, de inteligência mediana e de fraco carácter, aparentemente marcada pela guerra do Vietname que terá tido influência na escolha da caça grossa como o seu desporto favorito. É sem dúvida um sinal, mas que não justifica o comportamento do assassino que o persegue.

A figura mais marcante de todo o Livro, chama-se Chigurg, assassino profissional que fica encarregue de recuperar a mala cheia de dinheiro que Moss acidentalmente retirou do massacre havido entre dois gangs, envolvidos num negócio de drogas que decorreu da pior forma para ambos.
Chigurg é um parente próximo de Dellinger e de All Capone que não obedece a nenhuma lei institucional e que se assume acima de todos os homens. Como um deus sanguinário, mata para satisfazer o seu ego que pretende ser um código de honra pessoal.
Para contrabalançar todo este ambiente assustador e imoral, o autor coloca o Xerife Bell que em voz off vai apresentando as suas dúvidas em relação ao sistema e tentando contrariar sem grande convicção a degradação dos valores e o aumento da criminalidade que observa mesmo junto da juventude e da população em geral e desabafa “… muitas vezes que eu digo que o mundo está a ir direitinho para o Inferno, ou alguma coisa do género, as pessoas limitam-se a fazer-me um sorriso e dizem-me que eu estou a ficar velho. Que este é um dos sintomas. Mas cá no meu entender, se alguém não vê a diferença entre violar e assassinar pessoas e mascar pastilha elástica é porque tem um problema muito mais grave do que o meu”.
Há poucos dias a RTP, promoveu um debate sobre o pretexto de que se fala num aumento da violência no nosso país. Apesar de estarem presentes pessoas com conhecimentos e experiência do nosso mundo social, o programa terminou sem conclusões práticas e sem consensos nas medidas a tomar para inverter esta situação que alguns sociólogos consideram de muito grave.
No meu fraco entender a nossa juventude actual não é muito diferente daquelas que fizeram parte da geração dos anos 60 do Sec. XX. Os meios mediáticos, esses sim sofreram em todos os aspectos uma alteração considerável que na maioria dos casos aplica métodos sensacionalistas, ampliando e distorcendo os factos de forma negativa. É evidente que há honrosas excepções sobre esta lamentável forma de informar, mas em regra geral quase todos afinam pelo mesmo diapasão.
Nos Estados Unidos sempre houve uma parte da sociedade que se manifestou a favor da violência pura e dura. Basta lembrar-nos das grandes famílias da Máfia que chegaram a dominar o poder em Cidades como Chicago de grande importância em termos económicos e financeiros. Lembremo-nos ainda de grupos e seitas de fundamentalistas religiosos e raciais, como o Klus Klus Kan.
Nos anos mais recentes, muitos escritores têm apontado os traumas da guerra, do Vietname e do Iraque como os causadores de cenas de violência individuais e de grupos que se envolvem por vezes em verdadeiras chacinas de morte e destruição.
Na Europa também houve períodos conturbados que provocaram autênticas catástrofes em termos desumanos de selvajaria e de crueldade que deixaram milhares de pessoas traumatizadas para sempre, como foi o caso do Nazismo, do Estalinismo, do Colonialismo e de muitas tentativas de eliminar povos e etnias desprotegidas. Isto sem mencionar outras guerras injustas que provocaram imensas vítimas inocentes, como foi o caso da Guerra Civil Espanhola e da Guerra da Argélia.
O Governo fascista de Salazar, envolveu-se a partir dos anos 60 (já para não falar das guerras da expansão colonial nos Sec . XIX e princípios do Sec. XX), numa guerra fratricida que durou mais de 14 anos e provocou a morte e a mutilação de milhares de jovens de ambos os lados da contenda. Sem nos alongarmos muito no tema é bom não esquecer os milhares de famílias que de um momento para o outro, foram espoliados dos seus haveres, na grande maioria dos casos, alcançados com enormes sacrifícios, ao fim de muitos anos de trabalho honesto e nem sempre devidamente remunerado.
Estes problemas enunciados no nosso país, provocaram grandes traumas e sofrimento, mas não se vislumbram actos individuais ou colectivos que sejam directamente imputados a esse triste e lamentável período da nossa história. Muito pelo contrário, é ponto assente que a contestação da Juventude Militar que veio transformar-se no Movimento que assumiu o papel principal na Revolução dos Cravos.
Voltando de novo ao livro de Cornac McArthur devo confessar que me desgosta a descrição de uma sociedade permissiva impotente para evitar a "violência niilista" que nos assusta pela sua aparente impunidade, sem arrependimentos e sem redenção. O autor descreve-nos um quadro negro assustador do seu país que tantas vezes tem servido de árbitro entre outros povos e imposto a sua democracia a outros tantos pela força das armas,  impunemente e acima de todas as leis universais.

O Xerife, tímido moralista da história, retira-se vencido a ouvir a mulher a falar do Apocalipse e a "...sentir uma sensação mais amarga do que a própria morte”.
Fecho o livro desanimado, mas desperto! Fico a pensar…
Nem todas as obras que me fazem pensar se podem classificar como excelentes e algumas até nem são de autores conhecidos do grande público. Depende do assunto ser ou não ser importante para a minha sensibilidade que considero muito heterogénea e abrangente nos diversos géneros literários.
Há quem considere Cornac McArthur muito próximo da maestria e do talento de Philip Roth que tem uma Obra notável a todos os títulos e que já registei neste Blogue com a leitura de “A Conspiração Contra a América”. Se alguma coisa os liga é a idade, pois ambos nasceram em 1933, mas a diferença entre os dois escritores é muito grande, a não ser que…
Tenho estado para aqui às voltas com a conclusão deste meu apontamento, no fundo não queria que ficasse uma imagem totalmente negativa que o autor da Estrada (outro bom livro do Escritor) não merece de todo. No fundo, acho que o autor nos provoca intencionalmente, obrigando-nos a parar e olhar sem falsos moralismos, de forma crítica, para o mundo e a sociedade de que fazemos parte e da qual somos de uma ou outra forma os cúmplices do sistema.
“Este País Não É Para Velhos” é um Livro provocador! Ponto Final.
CV -Junho de 2011
Martins Raposo

domingo, 19 de junho de 2011

PATRIMÓNIO

                        A LAPA DOS GAVIÕES


Estas Pinturas Rupestres situam-se muito perto da Freguesia da Esperança, Concelho de Arronches, inseridas no belíssimo Parque Natural da Serra de S. Mamede. Calcula-se que tenham cerca de 5000 anos, pertencendo ao período do Neolítico e do Calcolito.


As pinturas descobertas em 1916, pelo célebre Abade Breuil, representam figuras humanas, de animais, astrais e geométricas efectuadas pelos povos que habitaram esta região e que registaram na pedra um pouco da sua história, da sua maneira de sentir e de viver.

Foram localizados no Parque seis “Lapas” identificadas como pertencendo ao mesmo período, mas apenas estas são visitáveis, atravez de um amplo e bem construído passadiço em madeira, que protege o “Abrigo” e nos possibilita uma grande proximidade com as figuras representadas. Trata-se de um excelente trabalho que merece uma visita atenta e respeitosa.

Arroches, Maio 2011
Martins Raposo
                                    O PRÉMIO CAMÕES
O prémio deste ano foi atribuído a Manuel António Pina que ao ter conhecimento da escolha do júri, não escondeu a sua surpresa que o levaram a dizer – “Quando soube do prémio Camões, perguntei-me: Terei feito batota, terei enganado aquela gente toda?”
O Escritor impôs-se no campo da poesia, abordando temas de grande sensibilidade criativa que desafia constantemente a inteligência dos leitores. O seu primeiro Livro, “O País das Pessoas de Pernas para o Ar”, foi escrito em 1973 e nunca mais parou de escrever os seus livros com temas juvenis, de poesia e teatro, com incursões na área da crítica literária.
Manuel António Pina tem ganho muitos prémios, em todas as diferentes áreas da sua escrita. O Prémio Camões inclui o seu nome ao lado de escritores como Miguel Torga, Virgílio Ferreira, Jorge Amado, Sophia de Melo Breyner, José Saramago. No ano passado foi premiado o Poeta Brasileiro, Ferreira Gular, também ele, um desconhecido do grande público, creio que esta diversidade enriquece o papel deste prémio que tem revelado grandes escritores do mundo lusófono.

O escritor nasceu no Sabugal, no dia 18 de Novembro de 1943, licenciou-se em advocacia na Universidade de Coimbra, mas ainda muito jovem abraçou a carreira de Jornalista e de Escritor.
Confesso que apenas conheço algumas dos poemas e a ensaios de crítica deste escritor, mas o que tenho lido nos últimos dias, tem despertado a minha curiosidade.
Este apontamento está ligado à orientação seguida por este blogue que procura registar acontecimentos considerados de relevo nas artes em geral. O Prémio Camões, pela sua importância no mundo literário, justifica plenamente a sua divulgação.

Aos Filhos

Já nada nos pertence,
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!

Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!
Manuel António Pina, in "Um Sítio onde Pousar a Cabeça"

Amor como em Casa

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar

te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
CV-16.06.11
Martins Raposo

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ESTRELAS DO MEU PAÍS

                                       JORGE PALMA

O Jorge Palma é um dos Artistas por quem tenho sincera admiração e que gostava de ter falado da sua obra, no dia do seu aniversário que foi no passado dia 04 de Junho, aliás como vem sendo hábito com as pesquisas que vou fazendo a partir do meu recanto “bloguista” e que vou partilhando com alguns dos poucos mas bons amigos que ainda possuo.
Trata-se de um trabalho sem pretensiosismo e que reconheço com algumas falhas imperdoáveis por insuficiências diversas. Por vezes, omitindo involuntariamente, alguns dos bons nomes do universo musical.
As minhas pobres crónicas pretendem relembrar o nome de artistas, poetas, escritores e até mesmo da ciência, alguns há muito afastados das luzes da ribalta, outros empurrados para os armários do esquecimento, por razões diversas. Na maior parte das vezes, pela sua rebeldia, pelas suas convicções e até mesmo pela militância por causas justas e humanas. Os poderes constituídos ordenam que se retirem da circulação da média, as suas vozes certas mas discordantes e tempos houve em que os metiam nas masmorras para sempre.
O caso particular do Jorge é muito original e interessante de seguir, por que fez da maior parte da sua vida, numa fuga constante a todos os tentáculos dos poderosos. Fechando os ouvidos a falsas sereias que a tantos têm des-encantado, ele correu mundo, furtou-se a servir no Exército no tempo da ditadura, e de guitarra às costas, comeu o pão que o diabo amassou e saltou por cima, sacudindo a poeira nevoenta e sufocante que se vivia nesses tempos pardacentos.
Praticou o rock’in roll na sua juventude, mas foi evoluindo para o pop-rock e mais tarde para um estilo muito pessoal a que não foi alheio, numa primeira fase, aproveitou com inteligência a amizade e colaboração com o Poeta Maior, José Carlos Ary dos Santos, com o qual editou o seu primeiro EP, “A Última Canção”.
O 25 de Abril traz-nos um Jorge Palma, com uma bagagem de conhecimentos musicais muito importantes e colabora de perto com Pedro Barroso, José Barata Moura, e José Jorge Letria.
Em breve se enfastia do lugar e da atmosfera da Capital, que começa já a reflectir os tempos de cinzentismo que se avizinhavam. Estamos em 1977, o andarilho vai de novo correr o mundo e só regressa na década seguinte.
Na sua bagagem traz-nos as canções de grandes músicos, como Bob Dylan, Leonard Cohen, Neyl Young e dos Simon & Garfunkel. É a partir destas influências que edita o álbum “Qualquer Coisa pá Música”.
Trabalha incansavelmente, compondo, escrevendo letras, fazendo arranjos e editando alguns dos seus melhores êxitos, como Portugal, Portugal, Deixa-me Rir, Frágil, Dá-me Lume e Bairro do Amor, são destes tempos, os seus melhores êxitos.
Actua ao lado de grandes músicos; Zé Nabo, Guilherme Inês, Zé da Pinte, Rui Velosos, Júlio Pereira e muitos outros que valorizam o seu trabalho e lhe dão um suporte de grandes audiências nos seus espectáculos, criando uma empatia muito interessante com a juventude.
Na década de 90 a sua popularidade não só se solidifica como aumenta de forma espectacular. O seu estilo confirma-se numa certa versatilidade que sempre dominou parte da sua obra, explorando os ritmos e os estilos da música country, do rock’n’roll dos blue. Geralmente acompanha-se ao piano e à guitarra eléctrica, emprestando com a sua voz grave, uma interpretação expressiva, abordando temas da sua experiência pessoal, com letras muito cuidadas e de fácil memorização. Ficam bem no ouvido, dão uma sensação de paz social e familiar.
Jorge Palma é um lutador de esperanças que tem conseguido sobreviver, apesar do “circo de feras” de que é formado o ambiente cultural no nosso país.
Força Amigo e segue em frente e quando puderes vai de novo dar uma volta, Tu sabes também como eu, quanto é necessário, após algum tempo, sair deste pequeno quintal, para renovar as forças e o espírito, e… voltar sempre.
CV-07.06.11
NOTAS: Informação obtida na "Enciclopédia da Música em Portugal no Sec.XX e na Internet.
http://www.youtube.com/watch?v=Tu9HPz__3ys

sexta-feira, 3 de junho de 2011

MÚSICOS DE SEMPRE!

                          LEONARD COHEN

O famoso músico foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias que aliás já tinha nesta área distinguido nomes como Paço de Lúcia e de Bob Dylan. Este ano um dos candidatos nomeados foi o escritor Lobo Antunes que pela sua Obra Literária já há muito deveria ter sido contemplado com um Prémio desta categoria. Tendo sido atribuído aos escritores, Mário Vargas Llosa, Camilo José Cela, Gunter Grass, Arthur Miller, Nélida Pinon, Paul Auster e muitos outros que alguns críticos asseguram de valor igual ao nosso grande romancista.
É natural a amargura Lobo Antunes, pela injustiça que persegue a sua obra por um Prémio que se equiparasse mais ou menos ao Nobel da Literatura, ao qual se acha há muito com o direito de receber. Mas os anos vão passando e a qualidade dos seus livros mais recentes vai perdendo, na minha modesta opinião, o fulgor e a originalidade.
Este ano o premiado, é um cantor romântico, baladeiro, natural lá dos confins da Austrália. Que raiva…
Continuo tecendo comentários de um Músico de que apenas conhece as suas extraordinárias canções que para além de interprete é um Poeta de refinada sensibilidade, com uma longa carreira que tem acumulado êxitos retumbantes a nível mundial. Considerado um verdadeiro génio da arte musical, mas que no meu fraco entender, não tinha como ambição ganhar mais este fabuloso prémio que se vem juntar aos muitos outros com que já foi distinguido ao longo da sua carreira.
Sabemos o ódio que Lobo Antunes devotava a José Saramago, que no seu entender nem lhe chegava aos calcanhares, para além de ser um perigoso comunista. Por ironia do destino, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, por ter escrito o Memorial do Convento, A Jangada de Pedra, O Ensaio Sobre a Cegueira, A Caverna e o meu mais amado, Levantado do Chão.
O autor dos “Cus de Judas” e de “Memória de Elefante” deve ter sofrido imenso com a sua desditosa sorte e agora fico na dúvida se ele mais alguma vez vai ouvir esse talentoso artista que se chama Leonard Cohen, pormenor que ao próprio não deve preocupar.
Pela minha parte, tal como disse em relação a Souto Moura aquém foi atribuído muito justamente o Prémio Tritzker, eu torço sempre para que seja um português a ganhar estes Prémios, assim como foi imensa a alegria que tive ao saber da atribuição do Nobel a José Saramago. Não sendo um incondicional admirador da obra de Lobo Antunes e sem desmerecer o valor do músico, a verdade é que gostava que fosse ele o nomeado.
Não foi assim que entendeu o Júri, logo por este ano, os parabéns vão para Leonard Cohen que também é merecedor deste importante galardão
Que não lhe falte a voz e a inspiração! Viva Leonard!
CV-03.06.11

SOUTO MOURA E O PRÉMIO PRITZKER

                             SOUTO MOURA

A Arquitectura, não é uma área de que tenha o mínimo conhecimento, para além da normal sensibilidade para apreciar esta arte nas suas diversas formas, desde a antiguidade até aos tempos modernos. Talvez não fosse necessário esta introdução justificativa quando o motivo se deve ao facto histórico do Arquitecto Souto Moura ter sido hoje agraciado com o Prémio Pritzker que é considerado o Nobel da Arquitectura. O prémio é anualmente atribuído por um Júri indicado pela Fundação Hyat, que nomeia um Arquitecto contemporâneo que se tenha distinguido pela sua obra.
Todos os portugueses se devem sentir orgulhosos e dar os parabéns a Souto Moura que vê assim a sua obra ser premiada, pelo seu estilo moderno, mas inteiramente pessoal, com um traço inconfundível na complexidade e dinamismo das formas e pela horizontalidade das linhas condutora de Mies van der Wohe dequem inicialmente teve grandes influências.
As suas obras recentes, a Casa de Cascais e o Estádio Municipal de Braga, apontam claramente para uma tendência que se afasta claramente da “escola miesziana” e determinam o seu estilo próprio e independente.
Para além das citadas obras, distinguem-se ainda, a Estação da Trindade, do Metro do Porto, o Mercado Municipal de Braga, a Casa das Artes no Porto, Hotel em Salzburgo e imensas moradias espalhadas pelo país. Foi ainda co-autor com Siza Vieira, do Pavilhão de Portugal na Expo 2000 em Lisboa.
Tem ganho vários Prémios a nível nacional e internacional, mas este é sem dúvida o de maior prestígio, onde pontuam arquitectos de renome mundial, entre os quais o brasileiro, Óscar Niemeyer.
A Arquitectura em Portugal está bem representada por nomes que se salientaram com valor e arte na suas obras, Souto Moura passam a ser um dos nomes cimeiros que enobrecem esta arte.
CV-03.06.11
Martins Raposo