FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quarta-feira, 8 de junho de 2011

ESTRELAS DO MEU PAÍS

                                       JORGE PALMA

O Jorge Palma é um dos Artistas por quem tenho sincera admiração e que gostava de ter falado da sua obra, no dia do seu aniversário que foi no passado dia 04 de Junho, aliás como vem sendo hábito com as pesquisas que vou fazendo a partir do meu recanto “bloguista” e que vou partilhando com alguns dos poucos mas bons amigos que ainda possuo.
Trata-se de um trabalho sem pretensiosismo e que reconheço com algumas falhas imperdoáveis por insuficiências diversas. Por vezes, omitindo involuntariamente, alguns dos bons nomes do universo musical.
As minhas pobres crónicas pretendem relembrar o nome de artistas, poetas, escritores e até mesmo da ciência, alguns há muito afastados das luzes da ribalta, outros empurrados para os armários do esquecimento, por razões diversas. Na maior parte das vezes, pela sua rebeldia, pelas suas convicções e até mesmo pela militância por causas justas e humanas. Os poderes constituídos ordenam que se retirem da circulação da média, as suas vozes certas mas discordantes e tempos houve em que os metiam nas masmorras para sempre.
O caso particular do Jorge é muito original e interessante de seguir, por que fez da maior parte da sua vida, numa fuga constante a todos os tentáculos dos poderosos. Fechando os ouvidos a falsas sereias que a tantos têm des-encantado, ele correu mundo, furtou-se a servir no Exército no tempo da ditadura, e de guitarra às costas, comeu o pão que o diabo amassou e saltou por cima, sacudindo a poeira nevoenta e sufocante que se vivia nesses tempos pardacentos.
Praticou o rock’in roll na sua juventude, mas foi evoluindo para o pop-rock e mais tarde para um estilo muito pessoal a que não foi alheio, numa primeira fase, aproveitou com inteligência a amizade e colaboração com o Poeta Maior, José Carlos Ary dos Santos, com o qual editou o seu primeiro EP, “A Última Canção”.
O 25 de Abril traz-nos um Jorge Palma, com uma bagagem de conhecimentos musicais muito importantes e colabora de perto com Pedro Barroso, José Barata Moura, e José Jorge Letria.
Em breve se enfastia do lugar e da atmosfera da Capital, que começa já a reflectir os tempos de cinzentismo que se avizinhavam. Estamos em 1977, o andarilho vai de novo correr o mundo e só regressa na década seguinte.
Na sua bagagem traz-nos as canções de grandes músicos, como Bob Dylan, Leonard Cohen, Neyl Young e dos Simon & Garfunkel. É a partir destas influências que edita o álbum “Qualquer Coisa pá Música”.
Trabalha incansavelmente, compondo, escrevendo letras, fazendo arranjos e editando alguns dos seus melhores êxitos, como Portugal, Portugal, Deixa-me Rir, Frágil, Dá-me Lume e Bairro do Amor, são destes tempos, os seus melhores êxitos.
Actua ao lado de grandes músicos; Zé Nabo, Guilherme Inês, Zé da Pinte, Rui Velosos, Júlio Pereira e muitos outros que valorizam o seu trabalho e lhe dão um suporte de grandes audiências nos seus espectáculos, criando uma empatia muito interessante com a juventude.
Na década de 90 a sua popularidade não só se solidifica como aumenta de forma espectacular. O seu estilo confirma-se numa certa versatilidade que sempre dominou parte da sua obra, explorando os ritmos e os estilos da música country, do rock’n’roll dos blue. Geralmente acompanha-se ao piano e à guitarra eléctrica, emprestando com a sua voz grave, uma interpretação expressiva, abordando temas da sua experiência pessoal, com letras muito cuidadas e de fácil memorização. Ficam bem no ouvido, dão uma sensação de paz social e familiar.
Jorge Palma é um lutador de esperanças que tem conseguido sobreviver, apesar do “circo de feras” de que é formado o ambiente cultural no nosso país.
Força Amigo e segue em frente e quando puderes vai de novo dar uma volta, Tu sabes também como eu, quanto é necessário, após algum tempo, sair deste pequeno quintal, para renovar as forças e o espírito, e… voltar sempre.
CV-07.06.11
NOTAS: Informação obtida na "Enciclopédia da Música em Portugal no Sec.XX e na Internet.
http://www.youtube.com/watch?v=Tu9HPz__3ys

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