FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ESTRELAS DE SEMPRE

                         SÉRGIO GODINHO
     Português, Artista e Cidadão do Mundo Exemplar!
O Sérgio faz parte da Geração de Ouro da música popular portuguesa, emparceirando com os nomes de Fausto, J. Mário Branco, Vitorino, Luís Cília, Pedro Barroso, Jorge Palma, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Paulo de Carvalho e outros que não relembro de momento, mas que souberam com grande mérito e dignidade, dar seguimento à Obra de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
As minhas referências neste estilo musical, visam apenas qualificar os intérpretes mais conhecidos da minha colectânea que como os meus amigos sabem é bastante diversificada e não contempla apenas este género musical.
Hoje importa falarmos de Sérgio Godinho, porque é o dia do seu 66º. Aniversário e acima de tudo porque é um músico que muito admiro e estimo.
A primeira vez que ouvi falar do seu Sérgio foi quando entrou na célebre peça musical “Hair”. Estávamos em 1969 e o nosso artista estava em França depois de se ter escapado ao serviço militar e de ter passado pela Suíça. É neste país que conhece Luís Cília e José Mário Branco, iniciando uma amizade e colaboração que ainda hoje perdura.
Colabora como músico e letrista no álbum “Mudam-se Os Tempos, Mudam-se as Vontades” de JMB em 1971 e nesse mesmo ano, edita o seu primeiro LP, “Romance de um dia de Estrada”.
No ano a seguir edita “Sobreviventes” que é muito bem aceite pela crítica e com o qual ganha o Prémio de Melhor Disco Português, atribuído pela Casa da Imprensa. Seguem-se “Pré-História” e “À Queima Roupa”, todos alcançam enorme sucesso
As suas deambulações continuam pela Holanda, Brasil e Canadá. Neste último país, junta-se ao teatro “Génesis” e casa-se com Shila em Montreal, no ano de 1972.
Volta a Portugal depois do 25 de Abril e participa em conjunto com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do Filme “A Confederação” de Luís Galvão Teles” e escreve a canção-tema do Filme “Os Demónios de Alcácer Quibir” de José Fonseca e Costa e escreve a música do Filme “Kilas o Mau da Fita” do mesmo Realizador.
Em 1978, edita “Nós Por Cá Todos Bem”, seguindo-se “Pano Cru” e Campolide, todos com êxito absoluto.
Em 1981, ganha o Disco de Prata, com o álbum “Canto da Boca”. É neste álbum que se encontram algumas das canções mais populares de Sérgio Godinho, entre as quais se distinguem, “Com um Brilhozinho nos Olhos”, “O Porto Aqui Tão Perto” e “É Terça Feira”. Recebe o Sete de Ouro de melhor cantor português do ano.
No ano a seguir volta ao Brasil e é preso injustamente acusado por possuir droga, quando na verdade, tudo se deveu às suas posições políticas que a ditadura militar quis castigar duramente. Só o protesto que se levantou na opinião pública, em sua defesa a nível mundial, conseguiu a sua libertação forçada. “Os Sobreviventes” é um álbum composto com letras que denunciam este difícil período vivido pelo artista.
Volta a participar no teatro, na peça “Um jeep em Segunda Mão” e edita “Salão de Festas” e “Na Vida Real” com algum sucesso.
Em 1989, ganha o Prémio José Afonso, com o LP “Aos Amores”, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora. Edita a seguir “Escritor de Canções” e compões musicas para curtas metragens. Pelo meio vai obtendo enormes sucessos com actuações no Coliseu dos Recreios e em digressões que faz pelo país. Participa como actor no teatro e em alguns filmes de valor reduzido.
Em 1993 edita o álbum, “Tinta Permanente” que conta com a colaboração de João Esteves Silva, nos arranjos e Teresa Salgueiro, Filipa Pais e Sandra Fidalgo como intérpretes. A seguir edita, “Domingo No Mundo” com poemas de Rimbaud, Alexandre O’Neill e José Afonso.
Em 2001, comemora com um espectáculo de grande êxito os 30 anos da sua extraordinária obra musical, nos quais apresenta uma Colectânea de Canções de Amor (Afinidades). Partilha ainda com grandes músicos da cena portuguesa, num noutro espectáculo belíssimo espectáculo.
O Sérgio, esteve em Castelo de Vide, em 2009, apresentando o seu último livro “Afrontamento”, na Biblioteca Municipal. Nessa ocasião tive o privilégio de falar com o artista, trocando impressões sobre a sua obra magnífica. Na altura recordei-lhe uma das cenas que presenciei num dos filmes que foi rodado em Castelo de Vide e de que nenhum de nós se lembra de o ter visto depois. Tratou-se segundo me disse de mais um dos muitos episódios da sua multifacetada vida artística.
                                                   
Mas é sem dúvida a música que comanda o primado das suas paixões e onde tem ganho projecção mundial como um dos compositores e músicos mais célebres da sua geração. Neste dia em festeja os seus 66 anos de idade, envio-lhe um abraço fraterno de amizade manifestando o desejo para que continue a dar-nos o seu melhor como Poeta, Músico e Compositor.
Parabéns e longa Vida!
De um amigo e admirador sincero,
José Martins Raposo
31.08.2011
http://youtu.be/aMKHMcS7X3g

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ESTRELAS DO JAZ

                                                   CHARLIE PARKER
                                                 

Hoje é o dia do “BIRD” que se fosse vivo completaria 91 anos. A vida de Charlie Parker, foi uma constante tragédia emocional que terminou de forma turbulenta aos 34 anos, no entanto, o seu nome consta com o mesmo brilho ao lado de Louis Armstrong. A sua música genial conquistou o mais alto título de “o melhor saxofonista de todos os temos” e a crítica é unânime ao considerá-lo um dos melhores intérpretes do Jaz. O seu nome estará para sempre ligado ao cinema através de um belíssimo filme de Clint Eastwood, “The Bird” e nas Letras no Livro de Júlio Cortazar, “O Perseguidor”. Ouvir a sua música oferece-nos o condão de sair desta órbita terrestre e vaguear por entre o mundo estelar de brilho magico e incandescente.
                                               

Charlie foi ainda com Dizzie Gillespie o fundador do Bebop, estilo que marcou definitivamente uma nova era no Jaz, na sua forma, no ritmo e na harmonia musical.
Olhão, 29.08.11
NOTAS: Wikipédia e Youtube. A escrita vai a verde porque é assim que eu vejo todos os "pássaros do mundo"!
http://www.youtube.com/watch?v=j1bWqViY5F4

terça-feira, 16 de agosto de 2011

VOZES ROMÂNTICAS

                                    FRANCISCO JOSÉ

Este extraordinário artista, nasceu em Évora a 16 de Agosto de 1924. Nesta cidade, iniciou a sua brilhante carreira, notabilizando-se como intérprete de canções românticas. Olhos Castanhos, foi uma das canções mais célebres dos anos 50, numa altura em que o primado da voz se sobreponha aos instrumentos musicais.
Ainda nos anos 50, tentou a sua sorte no Brasil que soube valorizar a qualidade dos seus trabalhos. Como é Bom Gostar de Alguém, Maria Morena, Encontro às Dez e Estrela da Minha Vida, são algumas das canções mais conhecidas.

Em Portugal na década de 70, alcançou de novo enorme êxito com a canção, Guitarra Toca Baixinho que ainda hoje se ouve com emoção.

A última obra da sua notável carreira chama-se “ As Crianças Não Querem a Guerra” gravada em 1983.
Este notável alentejano, sofreu durante a sua vida algumas atribulações. Sentindo-se sempre mal amado na sua pátria, pelos meios televisivos e radiofónicos o que o terá levado em 1964, a assumir uma posição de denúncia na enorme diferença que a RTP fazia nos pagamentos de “cachets” entre os artistas estrangeiros e os portugueses do qual se dizia vítima. Isto feito em directo, resultou na imediata detenção pela PIDE e a interdição durante mais de 16 anos de actuar na Televisão Portuguesa.
Só a partir da década de 70 é que este notável representante do romantismo na música ligeira, conseguiu depois da canção já citada “Guitarra Toca Baixinho”, alcançar alguns êxitos colocando-o definitivamente ao lado de outros grandes intérpretes deste género musical, dos quais se destacam entre outros os nomes de Carlos Ramos, Alberto Ribeiro, Max, Tony de Matos e Luís Piçarra.
Independentemente dos juízos de valor que possam ser feitos sobre este estilo musical, não nos podemos esquecer da sua aceitação popular e que marcou uma época de que a minha geração ainda hoje se lembra com alguma saudade.
Recordemos então, meus bons velhos amigos!
Olhão, 16 de Agosto de 2011
Martins Raposo
Notas: Enciclopédia da Música Ligeira, de Luís Pinheiro de Almeida e João Pinheiro de Almeida; e Internet - Youtube
http://www.youtube.com/watch?v=sFhJskkG4AU

sábado, 13 de agosto de 2011

NO CLUB DOS 27

NADA ESTÁ PROVADO!

MAS A AMY NÃO RESISTIU…
Nada está provado em relação às causas da morte de Amy Winehouse! Por enquanto o que se possa afirmar poderá não passar de pura especulação. O que todos já sabemos é como foi parte da sua vida que os “média” compuseram desde que se tornou famosa.
Em relação ao seu talento e à sua vertiginosa carreira, está provado que começou desde miúda a querer ser o que realmente foi: Uma Estrela de primeira grandeza!
Os Familiares terão ajudado Amy desde muito nova, a conseguir uma formação musical em Escolas e Orquestras Juvenis e aos 16 anos já se fazia notar como vocalista do grupo Bolsha Banda.
As suas influências musicais são bastante diversificadas e incluem vozes como as de Sara Vaughan e Ella Fitzgerald no Jaz e de Madona e Michael Jackson na Pop. O seu primeiro álbum “Frank” tem uma batida claramente jazística e foi sem dúvida importante para o início da sua brilhante carreira.
Ao êxito do seu primeiro álbum, seguem-se alguns prémios e espectáculos com grande sucesso que levaram as Editoras a disputar a primazia das suas actuações. Amy muda de estilo, abandona o Jaz e volta-se decididamente para a música Pop, mudando radicalmente o seu estilo de actuar e o seu repertório que se reflecte de forma espectacular no seu segundo álbum “Back To Black”.
Está também provado que a sua vida emocional está recheada de desenfreadas paixões nem sempre correspondidas e por vezes mesmo desencontradas. A sua inclinação para as drogas e para a bebida, tornaram-se numa dependência difícil de controlar.
Quanto mais se aproximava do apogeu da sua carreira, mais infernal se tornava o seu viver, com tentativas rustradas de recuperação em clínicas especializadas. Logo após ter vencido o prémio Prit “Melhor Artista” com a canção Rehab, foi detida na Noruega pela posse ilegal de marijuana.
É neste ponto que me leva a interrogar sobre as causas que terão levado Amy a deixar-se arrastar de forma tão degradante para o submundo do álcool e da droga, impedindo-a de cumprir contractos fabulosos e de interromper espectáculos por completa incapacidade física e mental.
As suas qualidades vocais e as suas interpretações foram apreciadas em todo o mundo, a sua ascensão vertiginosa foi aceite e compreendida como resultante do seu real talento e originalidade. Conquistou por mérito próprio um dos lugares cimeiros do estrelato musical e a sua personalidade vincada deve ter ajudado a impor-se no meio dos seus iguais.
No entanto, algo conseguiu vergar esta extraordinária vedeta, ou se quisermos ser mais exactos na aproximação da realidade, várias terão sido as causas que levaram Amy para o tristemente célebre Clube dos 27.
Há dias reli uma crónica de alguém que se referia às semelhanças que a vida atormentada e turbulenta de Amy teve com alguns dos famosos artistas falecidos de forma muito semelhante, entre elas a de Judy Garland, a menina prodígio, que sofreu às mãos de Empresários e Produtores gananciosos, as mais aviltantes e desumanas condições de trabalho.
No Clube dos 27 há histórias diversas, mas também existem factos que demonstram que alguns dos suicídios foram provocados pela pressão monstruosa que os “homens dos negócios” infligiram violentamente na vida dos artistas que caíram nas suas armadilhas mortais.
Nada está provado! Mas a Amy não resistiu…
Olhão, Agosto de 2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=w1evzhSast8

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ESTRELAS DE SEMPRE!

RECORDAÇÕES, COM MÚSICA DO ZECA!
Neste dia em que o Zeca Afonso fazia 82 anos de idade, gostava de ter o “dom” de escrever algo de invulgar que não fosse o repetido refrão de frases bombásticas, onde falha a autenticidade do conhecimento pessoal, como é o meu caso que só muito fugazmente tive a felicidade de contactar com o nosso mais famoso intérprete da música de intervenção portuguesa.
Antes dos breves encontros pessoais, tive o privilégio de em Luanda, conhecer a sua obra nos finais dos anos 60, através do Jorge que tinha conhecimentos em Cabinda por onde entravam alguns livros e música que o poder não deixava circular livremente.
Este pequeno grupo a que demos o nome de “Germinal” em homenagem ao grande escritor Émile Zola, era composto por pessoas com os mais diversos gostos, desde o Teatro à Música de que alguns de nós fazíamos parte. Cada elemento trazia para a discussão o seu saber e as suas experiências, mas aos fins de semana os sons predominavam, tanto nas conversas como na acção. Alguns de nós tocavam num Conjunto Musical.
E foi assim que conheci as canções do Zeca, do Adriano, do Letria, do Fausto e de outros que abriam o caminho da música popular e de intervenção.
O Zeca Afonso era sem dúvida o guia principal que servia de exemplo para animar os serões sobre política que interessava à maioria dos elementos do grupo. Os “Vampiros”, o “Menino do Bairro Negro” a “Menina dos Olhos Tristes” e o “Canta Camarada” vieram antes da “Balada de Outono” e do “Menino de Ouro”. Era a juventude que predominava e os seus gostos, mesmo a nível da música local Angolana, inclinavam-se predominantemente para os temas de forte conotação social e política.
Pessoalmente, assisti a dois espectáculos do Zeca Afonso em Luanda onde se deslocou algumas vezes, acompanhado de outros artistas. O mais importante foi em 1975, no novo estádio de Futebol da Cidade que encheu por completo.
                                   
Mais tarde em 1984, tive a sorte de organizar um extraordinário espectáculo em Coruche com a figura do Zeca como cabeça do cartaz que incluía ainda o Janita Salomé, e o Júlio Pereira. Quando digo da “sorte”, refiro-me ao facto de após termos concluído o acordo para sua presença, ter acontecido um problema no Cinema da Vila, que impedia a realização de qualquer actividade pública. O Concerto acabou por se realizar no amplo auditório da paróquia, graças à boa vontade do Padre Silvestre.
O grande “Trovador” apesar de se encontrar já debilitado pela doença, conseguiu levar a assistência ao rubro com a qualidade do seu repertório e a colaboração dos excelentes músicos que o acompanhavam. Foi um dos melhores espectáculos de sempre que hoje ainda muitos Coruchenses se lembram com emoção.
Lá estava a assistir o nosso querido amigo José Labaredas, autor da fotografia que o Zeca tirou em Londres de boina preta e que fez questão de inserir na capa de um dos seus álbuns.
Foi também com o José Labaredas que no dia 23 de Fevereiro de 1987, fomos a Setúbal para o último adeus e caminhámos lado a lado com milhares de pessoas que percorreram o percurso da Escola Secundária de São Julião até ao Cemitério da Senhora da Piedade, a cantar as canções mais emblemáticas do Zeca Afonso.
Por muito que os fariseus palavrosos nos façam promessas com louvaninhas de cinismo,ao falar sobre o talento do Zeca, a verdade é que neste País ainda não houve vontade suficiente para fazer a homenagem digna que o Zeca merece. Enquanto isso não acontece devemos ajudar a divulgar a sua obra em acções que não desmereçam o valor e a dignidade deste grande génio da cultura popular.
Aos mais novos é bom que não esqueçam o Zeca e continuem a ouvi-lo, não só as canções que já citei mas todas as canções que prefiguram na sua obra monumental, de que acrescentarei apenas mais alguns títulos: A Morte saiu à Rua, Coro dos Caídos, Ronda dos Paisanos, Resineiro Engraçado, O Meu Menino é de Ouro, Venham Mais Cinco, A Morte saiu à Rua, Era Um Redondo Vocábulo, o Avô Cavernoso, Coro dos Tribunais, O Que faz Falta, Era de Noite e Levaram-no,Os Fantoches de Kissinguer, Teresa Torga, O Dia da Unidade, Como Se Faz Um Canalha, Quem Diz que é Pela Rainha, a mítica Grândola Vila Morena, etc. etc. etc.
Numa opinião muito pessoal e naturalmente pouco pacífica, julgo que a Grândola Vila Morena, apenas com ligeiríssimas alterações, poderia muito bem substituir, o nosso velho e desactualizado Hino.
O Zeca Afonso para além de intérprete invulgar, foi também um Poeta de grande sensibilidade, com letras de grande significado em termos populares e nos temas de intervenção. Foi compositor e acima de tudo soube acarinhar os seus amigos com solidariedade activa, recebendo em troca a colaboração de grandes músicos, compositores e poetas portugueses e também no estrangeiro, muito principalmente em Espanha, na Galiza onde ainda hoje se mantém uma grande comunidade de fervorosos fãs do nosso Artista.
Em Portugal foi sempre aplaudido e seguido com paixão por numerosos adeptos das suas canções. O Povo adorava-o! Do poder nunca quis receber coisa alguma e os prémios para que foi indicado por Ramalho Eanes, ainda em vida e por Mário Soares a título póstumo, foram recusados com serenidade mas com firmeza.
Aos poderes constituídos antes do 25 de Abril e a muitos outros que nos governaram depois de 75, nunca lhe agradaram a gigantesca figura de intelectual e o poder e influência que exerceu efectivamente junto de muitos jovens.
Como confessei logo de início, falta-me o engenho e a arte para expressar e descrever os meus sentimentos de emoção, de respeito e de gratidão por ter tido a felicidade de viver no seu tempo e ter em muitos dos meus actos individuais e colectivos ter levado as suas canções como símbolo e bandeira para dar mais força às manifestações onde muitas vezes estive integrado, na luta por um mundo melhor de que o Zeca foi um dos mais fieis protagonistas.
Assim deixo-vos com as palavras do Poeta Manuel Alegre – o Zeca foi um homem fraterno, despojado, por vezes até ao exagero. Mas era assim, um revolucionário franciscano…Talvez as sociedades não consigam suportar a força subversiva de um tal despojamento. Por isso o Zeca foi tanta vez censurado. Por isso continua simultaneamente a encantar e a incomodar.
Até Sempre Zeca!
Olhão, 02.08.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=Io_RidA1mlI