FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ERSTRELAS DE SEMPRE - MÚSICA

                                  BRUCE SPRINGSTEEN
Compositor, cantor, violinista e guitarrista são os atributos consignados a um dos melhores intérpretes da música R&B de todo o mundo. No entanto os média raramente se referem aos numerosos êxitos de Bruce Springsteen. Ele de facto não se atira para a frente dos holofotes, não gosta dos paparazzi e não tem grande simpatia pelas habituais festas espampanantes das estrelas.
Depois existem outros anticorpos, que os patrões dos média não gostam mesmo nada, a começar pela sua música de intervenção com canções de crítica político-social e de defesa da classe trabalhadora. Nos EU como aqui em Portugal a indústria da informação é controlada pelos tubarões ligados aos grandes interesses económicos.
Bruce nasceu em Long Branch a 23 de Setembro, e, iniciou a sua carreira em 1965 com a formação da banda “The Cartiles” a que se seguiram outras pequenas bandas. Os seus primeiros álbuns não tiveram boa recepção do público e só em 1975 com “Born To Run” conseguiu o seu primeiro êxito.
Por esta altura constituiu o grupo “E Street Banda” e os êxitos repetiram-se com “Darkness On The Edge Of Town”, “The River” e “Nebraska”.
The River consolidou as suas opções de classe, na defesa dos valores e ideais por um mundo melhor sem explorados nem exploradores. Musicalmente o seu estilo aproximou-se mais da Pop-Rock e os críticos renderam-se finalmente ao valor incontestável da sua obra.
Born In The U.S.A., não teve de início o êxito comercial que merecia, mas insistência de Bruce em apresentar esta canção em todos os seus espectáculos, acabaram por surtir o efeito desejado. A crítica desta vez não podia alterar os dados. Os 15 milhões de discos vendidos acabaram por ajudar a catalogar legitimamente esta canção como uma das melhores de sempre.
Depois de participar activamente em vários movimentos de contestação musical, foi convidado a colaborar no disco “We Are The World” e no movimento “Human Right Now”, o primeiro a favor dos africanos desprotegidos e o segundo como uma valiosa ajuda à Amnistia Internacional.
Após o seu casamento com Pati Scialfa em 1991, Bruce mudou-se para a Califórnia e a sua actividade musical foi diminuindo. Em 1992 produziu o álbum “Human Touch e Lucky Town” e em 1994 compôs a música para o extraordinário Filme “Philadelfhia” de Joathan Demme que teve em Tom Hanks e Denzel Washington os principais actores, ambos com excelentes interpretações.
Bruce foi distinguido com numerosos prémios e a sua Obra valoriza e dignifica o imenso património histórico da música.
Mas hoje é o dia do 62º. Aniversário de Bruce Springsteen é de bom tom que não nos afastemos da razão fundamental deste texto que tem como objectivo o de relembrar aos meus amigos que não podemos esquecer o genial intérprete de “Born to Run”, de n the Edge of Town”, “ Hungry Heart” , “Glory Days” e “Born in the U.S.A.”. Vale a pena ouvi-lo e informar os nossos filhos que cada vez têm menos tempo para se interessarem por música autêntica com valor e substância.
É bom enaltecer a sua coragem, neste mundo em que muitos se escondem cobardemente, fechando os olhos aos problemas que nos cercam.
Por tudo quanto este magnífico músico tem feito, aqui fica a minha modesta homenagem.
Longa Vida e Bons êxitos!
CV- 23.09.11
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O LIVRO DO MÊS

                                                    À BEIRA DO ABISMO
Li à dias este livro extraordinário de Raymond Chandler, considerado um dos melhores escritores de romances policiais que já com mais de quarenta anos iniciou a sua obra precisamente com este livro que se tornou um marco neste estilo literário que nem sempre a crítica aceitou o seu verdadeiro valor.
É um livro fantástico, com um enredo muito bem estruturado com a sua principal personagem a encarnar a figura do célebre detective particular Philipe Marlowe que faria parte de outros romances, com o seu porte romântico, temperado com algum cinismo e desapego pela vida, mas obedecendo a uma ética particular, no qual a justiça praticada individualmente se regia pela honestidade imparcial.
Raymond Chandler nasceu em Chicago no ano de 1888 e durante grande parte da sua vida sofreu sérias adversidades que o levaram a procurar no álcool o refúgio dos seu dramas profissionais e familiares.
O seu primeiro livro lançou-o definitivamente como escritor de referência, servindo de modelo a muitos outros escritores deste género. O escritor teve a sorte de ver parte da sua obra adaptada ao cinema como foi o caso de “À Beira do Abismo”, realizado em 1946 por Howard Hanks e com Humphrey Bogart e Lauren Bacall como principais protagonistas.
                                                    
O Filme já o vi várias vezes porque adoro ver a representação fantástica de Humphrey Bogart que considero um dos melhores actores de sempre, mas que hoje não vou dedicar mais tempo, até porque que é a sua parceira e Lauren Bacall que faz hoje anos e que por isso, merece mais umas palavras de atenção.

Lauren Bacall não teve a grandeza mítica de Ava Gardner, Liz Taylor, ou mesmo de Ingrid Bergman, mas foi no seu tempo uma artista muito procurada pelo seu talento e pela sua beleza sensual a que a voz rouca dava um toque muito especial. Entrou em numerosos filmes e obteve prémios valiosos pelas suas brilhantes actuações em se destacam para além deste filme, Prisioneiro do Passado, O Espelho tem Duas Faces Paixões em Fúria e Uma Aventura na Martinica. Alguns destes Filmes teve a seu lado Humphrey Bogart a paixão maior da sua vida.
Lauren faz hoje 87 anos, pois nasceu a 16 de Setembro de 1924, na cidade de Nova Iorque e de vez em quando ainda aparece no Teatro onde desempenhou também grandes personagens. Parabéns Lauren!
Voltando ao Livro “ Beira do Abismo”, devo confessar que tal como no filme prendeu totalmente a minha atenção e li-o de fio a pavio e fico agradecido a Raymond Chandler por momentos de leitura inesquecíveis. Atrevo-me a confessar que ao ler esta magnífica obra se acentua ainda mais a minha descrença por alguns jovens escritores que no afã de produziram mecanicamente enormes calhamaços apoiados por incríveis campanhas de publicidade, deveria antes procurar entender porque escritores como Chandler continuam a refrescar-nos saudavelmente com boa literatura.
Este escritor que influenciou muitos outros escritores famosos, defendeu e honrou com grande dignidade o género policial que hoje tem imensos seguidores.
CV-16.09.2011
Martins Raposo