FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O MAIOR ENTRE OS MAIORES...

O NOSSO PRÉMIO NOBEL NASCEU HÁ 89 ANOS!

JOSÉ SARAMAGO, Prémio Nobel da Literatura, nasceu na Freguesia da Azinhaga, no ano de 1922 a 16 de Novembro. Filho de gente pobre mas inconformada veio com dois anos para Lisboa, onde estudou no Técnico e foi operário de uma oficina de serralharia. Mais tarde entra para o funcionalismo público e desde muito jovem, dedica todo os seus tempos livres à leitura dos escritores mais conhecidos na época. Tem apenas 25 anos quando escreve o seu primeiro livro “A Viúva” e um ano depois escreve “Clarabóia”.
Depois há um longo interregno inexplicável porque a crítica até nem tinha sido muito severa com a sua estreia.
Só em 1966 aparece com o livro “Os Poemas Possíveis”, seguindo-se, “Provavelmente Alegria”, não parando mais na sua escrita de Poesia, Romances e Ensaios diversos.
José Saramago deixou-nos uma imensa obra, com romances de inigualável beleza. Alguns bastante polémicos, mas é difícil ficar indiferente, mesmo que se não concorde de forma igual, com todos os temas, não há nenhum livro de Saramago que não nos faça pensar e questionar os desafios que o escritor nos lança e ao mesmo tempo nos adverte sobre os dramas de uma sociedade injusta, com inusitada coragem e ao mesmo tempo de uma “fé” inquebrantável, na transformação de uma sociedade mais humana e mais justa.
Levantado do Chão, o Memorial do Convento, A Jangada de Pedra, o Ensaio Sobre a Cegueira, A caverna e a Viagem do Elefante, são apenas alguns dos livros da sua grandiosa obra que foi distinguida com o mais alto galardão a nível mundial – O Prémio Nobel da Literatura, atribuído ao autor em 1998.
A obra de José Saramago não é de fácil leitura, assim como não foram as obras de Joyce, de Kafka, de Becket, Thomas Man e até as de Sartre, Pablo Neruda ou as de Gabriel Garcia Marques. O nosso Prémio Nobel conquistou com o seu génio literário um lugar entre os seus pares com saber e dignidade, mantendo em toda a sua vida uma coerência inabalável com os ideais que sempre defendeu.

Que pena já não poder ouvir a tua voz sábia, arrastada mas sempre de uma lucidez fantástica. A tua obra é para ler e reler e em cada dia que passa vemos com mais clareza a crítica certeira sobre um mundo que há muito nos prevenistes que estava a apodrecer.
Até sempre meu bom amigo!
CV-16.11.11
Martins Raposo

1 comentário:

  1. Olá meu amigo Martins!
    Sempre que me é possivel venho aqui e encontro coisas culturais! Lindissimo essa forma que você utiliza para falar dos grandes personagens.

    Um grande abraço.

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