FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

                                                  JOAN MANUEL SERRAT
                        TROVADOR  DE GRANDES CAUSAS

 Joan Manuel Serrat, músico, compositor, cantor e poeta, nasceu em Barcelona no dia 27 de Dezembro de 1943. A sua carreira teve o seu início em 1965 com as canções, "Agora que tenho vinte anos", "Palavras de Amor"e "Como faz o vento", que o cantor interpreta em catalão com enorme sucesso.
Em 1968 aceita representar a Espanha no Festival da Canção, mas exige cantar em catalão que o Governo fascista de Franco não aceita, seguindo-se a proibição de a sua música passar na rádio e até mesmo de fazer os seus espectáculos, obrigando Serrat a exilar-se do seu país.
As suas actuações na América do Sul vão acumulando êxitos consecutivos, destacando-se a edição em 1969 de um Álbum com poemas de António Machado que confirmam o seu genial talento e o distinguem como um cantor de intervenção.
Em 1971 com o lançamento de "Mediterrâneo" o jovem Serrat alcançou um estrondoso êxito que o tornam conhecido no mundo inteiro, muito embora em Espanha só possa ser ouvido 25 anos depois.
Só em 1981 o artista conseguiu o direito de actuar livremente no seu país com o lançamento do álbum "Em Trânsito". Seguem vários trabalhos de grande qualidade artística de que se destacam: "El Sur Tabiem Existe" com poemas de Mario Benedetti; "Bienaventurados", "Material Sensible", e "Utopia" cujos títulos evidenciam o sentido social e político dos seus temas.
O Poeta Joaquim Sabina é um dos muitos poetas de que Joan Manuel Serrat tem utilizado no seu vasto repertório.
Entretanto, em 1985 edita o álbum "Sinceramente" com letras em português e com a colaboração de Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso.
Em 1996 apresenta o seu espectaculo "El Gusto es nuestro" em colaboração com Ana Belém, Victor Manuel e Miguel Rios, numa digressão por toda a Espanha e por muitos países da América Latina.
Joan Manuel Serrat é senhor de uma voz muito bonita, com um timbre caloroso e envolvente que aliado à sua arte de estar em palco nos prende e nos emociona. Galardoado com numerosos prémios de que se salientam, "Fiambreira de Prata" atribuído pelo ateneu de Córdoba e o título de "Cavaleiro da Legião de Honra" a mais alta distinção da República Francesa.
Um dos seus últimos álbuns "Dos pàjaros de un tiro" editado em 2007, veio juntar-se aos enormes sucessos que o cantor consolidou com o seu genial talento de artista que se mantém coerente com os seus princípios de humanista atento no social e no político. Todas estas qualidades conquistaram desde há muitos anos a simpatia de muitos portugueses aos quais me orgulho de pertencer. Hasta Siempre Companheiro Serrat!
CV - 27.12.12
Martins Raposo

sábado, 22 de dezembro de 2012

GIACOMO PUCCINI
Nem Só os Grandes nos Deixaram Boa Música!
Giacomo Puccini foi um dos grandes compositores de ópera de todos os tempos. Descendente de uma família de músicos, começou desde criança a aprendizagem desta nobre arte e muito jovem ainda a compor sob influência da obra de Verdi. A ópera "Manon Lescaut" foi o seu primeiro sucesso a que se seguiram "La Bohème; a "Tosca" e "Madame Butterfley",  todas elas abordando temas de paixões e sofrimentos dramáticos que fizeram muitos críticos, incluí-lo no circulo do romantismo. Puccini,  teve fortes influências de Wagner e mais tarde também por Igor Stravinski, mas não devemos confundir a sua obra com qualquer dos compositores citados, o aluno nunca voou tão alto como os seus mestres.
Puccini, nasceu a 22 de Dezembro do ano de 1858  e  deixou-nos uma obra de enorme beleza estética e melódica. Ele faz parte dos compositores de transição entre o romantismo e o realismo. Esta noite ficamos com uma área de "Madame Butterfley" na voz da grande diva da Ópera, Maria Callas. Bom fim de semana Amigos!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

                                 CARLOS DO CARMO
                FADISTA CONSAGRADO E INOVADOR

Carlos do Carmo, nasceu em Lisboa no dia 21 de Dezembro de 1039, no seio de uma família ligado à ,musica e ao fado. A sua mãe, Lucília do Carmo foi mesmo uma destacada fadista da sua geração e o Pai foi o proprietário de "O Faia". A sua estreia musical deu-se em 1963 com a edição do EP, "Mário Simões e o seu quarteto", no qual interpretou o fado "Loucura" que de imediato constituiu um autêntico sucesso de vendas.
Logo a seguir alcança a notoriedade com  o fado de Amália, "Estranha Forma de Vida" e a partir daqui nunca mais parou de cantar  por todo o país e no mundo, impondo-se pela qualidade do seu repertório que ao mesmo tempo introduz uma mudança em termos harmónicos, formais e na utilização de letras  de grandes de grandes Poetas Portugueses. Esta mudança de estilo de temas, deve-se em grande parte às influências de cantores como Frank Sinatra, Jacques Brell, Elis Regina, José Afonso e Alain Oulman. Este último foi o principal responsável pela mudança que se verificou no vasto repertório de Amália Rodrigues.
A inovação introduzida pelo " Fado Novo "  reflecte-se no próprio instrumental que passa a ser mais diversificado, mantendo no entanto a viola e a guitarra como acompanhantes, passou a ouvir-se também o piano, o contrabaixo de cordas e outros instrumentos. A voz passa a ter a primazia logo na entrada das canções e os temas tradicionais foram substituídos por poemas de autores como Ary dos Santos, José Luís Tinoco, Fernando Tordo, José Afonso e outros jovens compositores e poetas, como António Vitorino de Almeida.
Com o lançamento do Álbum, "Um Homem na Cidade", em 1978,Carlos do Carmo afirma-se de vez como um verdadeiro inovador do fado em Portugal, vencendo algumas resistências que ainda se faziam sentir por parte dos puristas que defendiam os temas e a linha melódica utilizada até então.
A confirmação dos seus êxitos deu-se em 1984 com a edição de "Um Homem no País", alcançando com mérito absoluto o estatuto de um dos principais intérpretes do fado, ganhando fama a nível internacional e realizando espectaculos nas melhores salas do mundo.
Carlos do Carmo, para além de possuir uma voz excelente, expressiva e de grande sensibilidade vocal, trabalha o seu repertório com grande profissionalismo, aperfeiçoando-se em termos técnicos e na forma interactiva que contribui para uma aproximação perfeita entre o artista e o seu público, levando este a participar espontaneamente nos espectáculos.
Em 1997, foi  condecorado com a Comenda da Ordem do "Infante D. Henrique" e no ano a seguir foi-lhe atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, o Prémio da "Consagração de Carreira".

De entre os muitos outros prémios que já ganhou ao longo da sua carreira, destacamos o "Prémio Goya - Para a Melhor Canção Original" que lhe foi atribuído pela canção "Saudade".
 Refira-se ainda o seu trabalho de grupo que constituiu a candidatura do Fado à categoria de Património Imaterial da Humanidade e que a Unesco acabou por consagrar no ano passado.
Das suas últimas obras registe-se o Álbum gravado com Bernardo Sassetti e outro com Marioa João Pires. É caso para dizer que este nosso genial artista não consegue e não quer parar de cantar e de nos  surpreender agradavelmente.

Da sua Obra Monumental o difícil é enumerar todos os seus <êxitos neste curo espaço, pelo que vou mencionar apenas alguns deles: "Por Morrer Uma Andorinha"; "Ferro Velho"; "Canoas do Tejo"; "Lisboa Menina e Moça"; "Estrela da Tarde"; "Os Putos"; "O Homem das Castanhas"; "Dá Tempo ao Tempo"; "No Teu Poema"; "Um Homem na Cidade"; "O Cacilheiro",etc., etc., etc.
Todas elas são do conhecimento do grande público que sabe e canta parte delas de cor, por isso nesta pequenina homenagem que aqui deixo ao Fadista e ao Homem que se chama Carlos do Carmo eu escolhi  o "Fado do Trigo" com um reconhecido obrigado.
Martins Raposo -CV-21.12.201
http://www.youtube.com/v/vc8Or0QwKgk?hl=pt_BR&version=3">

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EDITH PIAF - ESTRELA BRILHANTE E ETERNA
Edith Piaf nasceu próximo de Paris a 19 de Dezembro do ano de 1915. A viver num ambiente de extrema miséria, Edith estava predestinada a vencer no mundo do espectaculo. Começou a cantar em bares e cabaretes de má fama até que Luis Lepllé a lançou no verdadeiro mundo do espectaculo tornandio-se seu Empresário e protector, dirigindo os seus primeiros passos nessa passadeira da fama. Foi ele que a batizou de "La Môme Piaf - Pequeno pardal" que o público acarinhou em toda a sua vida.
O seu primeiro sucesso musical, "Les Mômes de la Cloche",foi lançado pela Editora Polidor em 1936, a partir do qual não mais parou de aumentar o seu prestígio com as suas canções que encataram o público que enchiam as casas onde dava os seus memoráveis espactaculos.
Apoiada por amigos como Jean Cocteau e Paul Meurisse fez teatro e cinema.
                                       
A vida dramática de Edith, é uma constante êxitos retumbantes, acompanhados de paixões desenfreadas, de amores e desamores que geralmente terminavam bruscamente, de forma tempestuosa. Muitos dos homens que amou loucamente, a desiludiram e a fizeram sobrer, por se revelarem pessoas que dela se serviram para subir no mundo musical, como foi o caso de Yves Montand que  começou como cantor e mais tarde se tornaria um bom actor de cinema.
Foi só depois da Segunda Grande Guerra que Edith consolidou a sua carreira a nível mundial, actuando nas casas de espectaculos mais famosas dos Estados Unidos, da América do Sul e de tida a Europa.
Outro dos  cantores que tiveram o apoio de Edith, foi Charles Aznavour que conseguiu posteriormente afirmar-se como um dos intérpretes mais românticos da sua época. A par destas amizades a sua vida amorosa com altos e baixos provocando cenas incendiárias e perigosas para a sua saúde. Casa-se e desca-se  com uma rapidez incrível, para além dos numerosos amantes que vão deixando um mar de ilusões e sofrimento.
 Ganhou indiscutivelmente o estatuto de estrela de primeira grandeza, com a sua voz inconfundível e o  talento de uma grande senhora considerada pelos críticos com a vedeta principal  da França, apoiada e acarinhada por uma imensa multidão de fãs.
Georges Moustaki foi a sua última paixão e ao mesmo tempo o autor de "Millord" que se transformou de imediato num grande êxito, apesar de Edith estar bastante doente, devido a um acidente de automóvel que a deixou em muito mau estado físico. A partir daqui a actriz fica ainbda mais dependente do ácool e das drogas de que socorria tentando minimizar o sofrimento, mas que lhe deixaram marcas que ditaram o seu fim.
A actriz ainda passa por uma experiência amorosa, casando-se com mais um oportunista, Théo Sarapo, mais novo vinte anos que apenas ambicionava tornar-se cantor, sem que tivesse qualquer talento para o efeito. A derradeira esperança foi um falhanço completo que teve influência trágica na sua vida.
Edith Piaf faleceu a 10 de Outubro de 1963. Contava apenas 47 anos, mas o seu corpo estava envelhecido por todos os execessos cometidos com paixão desmedida. O seu funeral foi acompoanhado de uma enorme multidão, raras vistas em Paris. Muitos dos seus verdadeiros amigos como Gilbert Becaud, Jacques Prévert, Jacques Pills e outros  estiveram presentes. Jean Cocteau não o pode fazer porque faleceu no mesmo dia e com ela ficou no cemitério do Père-Lachaise.
Edith faz parte da funesta Galeria das estrelas famosas que viveram a sua vida fugaz, sempre envolvidas num intenso fogo de paixões dramáticas e destrutivas mas que alcançaram o pináculo da fama mundial. No entanto, a sua imagem de estrela de primeira grandeza que marcou várias gerações, foi a de uma grande mulher preservante e lutadora que amava a música tanto ou mais do que amava os homens. A sua voz inconfundível transformava aos nossos olhos aquele pequeno corpo franzino, numa montanha fantástica carregada de  fortes emoções.
Por isso, desde a minha juventude que guardo no album de selecções musicais as suas canções mais famosas que entre outras destaco; La vie en rose; Hymne à L'Amour; Padam, Pdam; L'accordeoniste; NBon, Je ne regret rien; La Foule  Millord. Obrigado Edith!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

                                           HERMÍNIA SILVA
                     O GÉNIO E O TALENTO EM ESTADO PURO!
Hermínia Silva, nasceu a 23 de Outubro de 1913, na cidade de Lisboa. Começou muito jovem a cantar nos velhos retiros do fado e logo se fez notar com a sua voz alegre e bem timbrada. Em poucos anos confirmou o seu talento de artista e cantadeira, tendo sido uma das primeiras vozes fadistas a entrar nos palcos da Revista, aumentando a sua popularidade junto de um vasto público que adorava o seu estilo.

  Não tardou que o cinema se interessasse pela jovem azougada e divertida que mostrava uma outra forma de interpretar o fado, com temas variados que podiam ser de raiz popular, satíricos e mordazes ou então românticos, amorosos e cheios de saudade.
No Teatro de Revista e no Cinema o seu nome brilhou com o fulgor de uma verdadeira artista de corpo inteiro, alcançando momentos de grande sucesso. Os espectáculos onde entrava eram êxitos garantidos, pelo saber encantar com profissionalismo e a escolha de um repertório diversificado.
Hermínia foi das primeiras fadistas a procurar a colaboração de maestros consagrados  para compor a suas canções, mesmo quando estes trabalhavam em áreas e estilos diferentes. Foi o caso de Raul Ferrão e de Jaime Mendes.
Apesar de ter alcançado por mérito o estatuto de uma verdadeira vedeta do espectáculo, Hermínia voltava sempre ao seu "Retiro", o Solar da Hermínia, que a  artista tinha criado e no qual cantou até quase ao fim dos seus dias.
Não é demais de referir o facto da Artista ter o talento de adaptar a sua voz ao tom e ao ritmo de cada canção que se poderia apresentar alegre e folgazão no "Fado Mal Falado", Vamos Dar de Beber à Alegria",  "A Desfolhada" e a "Tendinha", como expressar sentimento e emoção em, "Lugar Vazio",  "Maria Sozinha", Fado do Retiro" e "Rosa Enjeitada". Tudo lhe ficava bem, "benza a deus"!

O país soube (o que tem sido raro), reconhecer ainda em vida da Artista, o seu talento, distinguindo-a com valiosos prémios e condecorações, confirmando com toda a justiça o seu lugar entre as melhores fadistas de todos os tempos.
Hermínia era uma artista genuinamente popular, sem ares de vedeta que se impunha naturalmente pelo seu encanto e profissionalismo exemplar. Tinha um enorme respeito pelos músicos e compositores com quem trabalhava e pelos seus colegas, ajudando os mais novos com o seu saber e experiência.  Sabia ser acarinhada pelo povo que via nela uma Artista muito próxima dos seus problemas e dificuldades.
Soube viver a vida, cantando sempre até ao fim dos seus dias.
CV- 23.10.2012
Martins Raposo
http://youtu.be/h6_OH9gSxzM

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

                                                      RITA HAYWORTH
                                      UMA ESTRELA DE PRIMEIRA GRANDEZA!
                                      
Rita Hayworth faz parte de uma galeria de  estrelas que fui colocando no meu álbum de memórias, quase todas se evidenciaram pelo desempenho de personagens que de uma maneira ou de outra marcaram uma época e outras ainda ganharam o sublime estatuto da imortalidade. Rita ascendeu por mérito próprio a este mais alto grau  de reconhecimento.
Rita Hayworth que nasceu em Nova Iorque a 17 de Outubro de 1918, com o nome de Margarita Cansione, era filha de artistas ligadas às danças e ao bailado flamengo. Foi com o seu tio Angel Cansino que teve as primeiras aulas de bailado no Carnegie Hall e foi como bailarino que entrou nos seus primeiros filmes.
A actriz não teve uma vida fácil nos seus primeiros anos em Hollywood e só em 1941, quando foi convidada como segunda figura no Filme, "Uma Loira com Açúcar"  de Raul Walsh que se tornou definitivamente uma estrela de cinema, cobiçada pelos melhores realizadores daquela época.


Em "Sangue e Areia", Rita Hayworth conquista definitivamente o seu estatuto de "Símbolo Sexual", o Filme foi um grande sucesso de bilheteira.
A primeira vez que me encontrei com a Rita, foi  numa sala de cinema, onde a sua fulgurante figura enchia por completo a tela, com a sua beleza estonteante e avassaladora. Gilda assim  se chamava o Filme de Charles Vidor, um drama passional, mil vezes repetido que a actriz transformou num dos seus maiores êxitos.


O tema do filme é ultrapassado pela fantástica interpretação de Rita que contracena com o Glen Ford  que sendo um grande actor, submerge perante uma actriz que está no auge da sua beleza e se afirma com o seu talento fogoso e sensual que incendiava os corações milhares de fãs em todo o mundo.
A vida pessoal de Rita Hayworth foi pontuada por momentos de grande euforia, seguida de problemas sentimentais. Esteve casada cinco vezes e de todas as vezes se divorciou em litigio com os consortes. Um deles foi o príncipe Ally Khan que fez com que a actriz fosse a primeira princesa do cinema, outro não menos famoso, foi  Orson Welles, um grande actor e realizador. Rita na altura já era famosa com o seu nome associado aos grandes êxitos do cinema. O grande Mestre  obrigou -a a entrar no seu filme "A Dama de Shangai" que acabou por ser um desastre de bilheteira e ainda hoje nos fica a ideia de que terá sido este o filme que marca  o princípio do declínio da grande estrela.

Rita Hayworth costumava desabafar sobre os insucessos com os homens, dizendo - A maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo". A sua carreira continuou com muito trabalho, entrando em bastantes filmes, mas os grandes êxitos não se repetiram. Terminou a sua carreira com o filme "A Ira Divina" ao lado de Robert Mitchum no ano de 1972.


A belíssima actriz faleceu em 14 de Maio de 1987, vítima da doença de Alzheimer, tardiamente diagnosticada e que lhe provocou muitos anos de sofrimento. Para a eternidade ficam os seus filmes e um muito especial, "GILDA", que será sempre um dos melhores filmes de sempre, graças a Rita Hayworth.
CV - 17.10.12
Martins Rapospo
http://youtu.be/4rWpND28Jos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

LUCIANO PAVAROTTI UM GIGANTE
NO MUNDO DA ÓPERA


Luciano Pavarotti, nasceu em 12 de Outubro de 1935, na cidade de Modena em Itália. Inspirado pelo amor que seu Pai dedicava à música, o jovem Luciano começou a estudar o" bel canto",  com o maestro Arrigo Pola, estreando-se em 1955 no coral masculino de Modena, mas foi em 1961, no Teatro Municipalle de Reggio Emília que Luciano alcançou o seu maior sucesso até então, interpretando o papel de Rodolfo, da Ópera La Bohème, de Puccini.
Depois, durante largos anos,  o cantor não mais parou de acumular êxitos retumbantes, ao longo de uma carreira fantástica. Pavarotti foi considerado o melhor tenor das Óperas de Verdi e de Giacomo Puccini. Em 1985, na interpretação de Radamés, no Scala de Milão, alcançou  um extrondo  êxito que elevou o seu nome aos pícaros da fama, contribuindo um maior conhecimento do seu talento escolhido pelos grandes maestros para interpretar com os melhores nomes femininos do bel canto as suas Óperas.
A canção, "Nessun Dorma" da Ópera Turandot de Puccini foi durante largos anos classificada com a sua melhor interpretação de  sempre e foi distinguida como tema de abertura da Copa do Mundo em 1990.
De salientar a sua amizade com muitos dos seus colegas cantores, sobressaindo naturalmente  a que o ligou a Plácido Domingo e José Carreiras que constituíram o grupo "Os Três Tenores" que percorreram o mundo com espectáculos de grande qualidade artística.

Pavarotti foi sempre um artista que dedicou grande parte do seu trabalho, em prol de causas humanitárias, a favor dos pobres, dos desprotegidos e das crianças vítimas das guerras. Amigo de Diana a Princesa de Galles, o cantor, contribui voluntariamente nas suas campanhas com o fim  de acabar com as minas terrestres que deixou milhares de inocentes incapacitados para a vida inteira.
Em 1998 foi indicado pelas Nações Unidas, como Mensageiro da Paz, tendo sido agraciado com numerosas condecorações de Organizações Mundiais. A sua carreira foi também premiada por muitas instituições públicas e governamentais que distinguiu o seu trabalho e as colectâneas que editou não só em música clássica, mas também em música popular e até em música ligeira.

Pavarotti  faleceu em 06 de Setembro de 2007, vítima de doença cancerosa. No seu funeral em Modena, juntaram-se à enorme multidão, alguns nomes famosos que eram seus amigos, como Andrea Bocelli, José Carreiras, Bono Vox, Romano Prodi e Kofi Annan. O Juventus Futebol Club de que Pavarotti era um dos melhores fãs, colocou no seu site como homenagem a seguinte legenda: Pavarotti, coração negro e branco. E nós simples mortais temos a obrigação em sua memória de o ouvir sempre e divulgar o enorme repertório que nos deixou.
CV-12.10.12
Martins Raposo

terça-feira, 9 de outubro de 2012


VIOLETA PARRA 
 A MÃE DA MÚSICA DE INTERVENÇÃO

Violeta Parra, compositora e cantora chilena, nasceu em São Carlos, a 04 de Outubro de 1917. Iniciou a sua carreira de cantora muito jovem, actuando com os seus irmãos nos mais variados sítios, aperfeiçoando-se profissionalmente de forma autodidacta. Do seu primeiro casamento teve dois filhos que escolheram a música como profissão.

Foi nos anos 50 que Violeta iniciou as suas pesquisas sobre a música popular chilena, aproveitando esses conhecimentos para fazer as suas composições musicais que muito em breve a tornariam famosa. Criou o seu programa de rádio o que ajudou a difundir o seu trabalho que ia aumentando o repertório com um talento e qualidade invulgar.

Em meados da década de 50 viajou pela Europa, tendo gravado em Londres na BBC e em Paris, nos Chant du Monde.

 

Voltou a Santiago do Chile em 1957, percorrendo o país, dando espectáculos e ao mesmo tempo recolhendo músicas nos locais por onde passava.
O seu enorme talento musical aliado a uma forte personalidade imprimiram nas suas composições uma forte componente política e social, declaradamente de esquerda vertical e coerente, na defesa dos mais desfavorecidos. As letras dos seus poemas que não são só de natureza panfletária estão imbuídos de um lirismo simplista e popular.
Obrigada a refugiar-se na Argentina, teve a sorte de ver o seu trabalho apreciado por multidões que assistiam aos seus espectáculos, obtendo sucessos memoráveis.
Só regressou ao seu País em 1965, trazendo na bagagem um projecto de grande alcance cultural. Violeta propunha-se criar um lugar que se convertesse num centro de referência para a cultura folclórica do Chile. Neste projecto magnífico, trabalharam os seus filhos do primeiro e do segundo matrimónio. A sua dedicação e o apaixonado empenho com quem trabalhou para concretizar este sonho, acabaram por lhe prejudicar a saúde que piorou ao verificar o seu insucesso.
Sabemos hoje que este fracasso acumulado com uma recente desilusão amorosa a atingiu emocionalmente de forma dramática e que terão sido estas as causas da sua morte. Violeta Parra suicidou-se a 05 de Fevereiro de 1967.
Violeta Parra, deixou-nos uma obra fantástica, com canções que se tornaram imortais e muitas outras que ficaram como hinos de revolta e de solidariedade para com os mais fracos. Muitos foram os músicos que deram e continuam a dar seguimento à sua obra e em todo o mundo onde houve injustiças a sua voz foi lembrada  e repetida, servindo de inspiração a outros grandes músicos. Lembremos apenas algumas como "La Carta", "Volver a los 17", "Que Pena Siente El Alma", "Paloma Ausente", "Hace Falta Un  Guerrillero" e "Yo Canto a la Diferencia".



No seu país os ,mais próximos foram Vítor Jara e Mercedes de Sosa. Mas na mesma data ou em datas precedentes, apareceram as vozes de Milton Nascimento, Chico Buarque, Ellis Regina, Bob Dylan, Joan Baez, Serge Regginani, Jaques Brell, Léo Ferré,


 
Juan Manuell Serrat, Paco de Lúcia, Patxi Andion, Zeca Afonso, Adriano, Luís Cília, Ellias Diá Kimuenzo, Carlos Vieira Dias, etc.etc.etc.

 

                   


Foram duros anos de luta, contra as ditaduras militares, o franquismo, o salazarismo e o nazismo.Mas nesses tempos os homens grandes se levantavam firmes e corajosos, colocando o seu talentoao serviço da resistência em prol dos mais desfavorecidos. Os tempos eram de sombras e traições,muitos perderam a vida na sua luta, mas logo eram substituídos por outros que com a mesma valentia davam seguimento à luta pela liberdade e pela democracia.

Chegados ao nosso tempo, verificamos que a terra volta de novo a ser ensombrada por monstruosas criaturas que tudo têm feito para destruir o que foi feito de bom ao longo dos séculos, e tentam aprisionar o povo, impondo medidas cada vez mais injustas, tentando aniquilar de vez a liberdade e a democracia. No meio desta guerra de autodestruição o medo lança as suas garras destruindo a moral e a força necessária para fazer frente a estes novos "neofascismos". Não tardará que comecem as perseguições às instituições e pessoas que ainda vão lutando com as suas parcas forças.

Noutros tempos, havia escritores, poetas e artistas que se rebelavam declaradamente contra a repressão das ditaduras fascistas, contra o nazismo, contra todas as injustiças, mas agora muitas dessas pessoas preferem digladiar-se por coisas fúteis e mesquinhas do que aliarem-se em volta dos ideais democráticos que fingem defender, colocando o seu talento ao serviço da liberdade que nos querem roubar.
Por isso é que me parece importante que relembremos o Zeca, o Vítor Jara, o Chico, o Paco, a Mercedes, o Dylan e sempre, sempre a Grande VIOLETA PARRA! HASTA SIEMPRE!
CV - 04-10-2012  Martins Raposo




 






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

LOUIS ARMSTRONG,

UM DOS MAIS FAMOSOS JAZZEMAN DO MUNDO
Este músico e compositor, nasceu no início do Sec. XX, mais precisamente a 04 de Agosto de 1901 e com ele nascia um novo estilo musical que ficaria conhecido como o Jaz. Ao contrário de muitos outros estilos e ritmos, este continua bem vivo ainda hoje.
Louis, nasceu em Nova Orleans, no seio de uma família muito pobre e a sua primeira Trompete, foi comprada com dinheiro emprestado por uma família amiga. Para ajudar a família, trabalhava como ardina e como sapateiro, mas à noite ia para os bares ouvir música e aos 11 anos formou com outros jovens, um quarteto que actuava nas ruas.
Aos 13 anos já se fazia notar com os seus solos de trompete e pouco a pouco ouvindo os músicos mais velhos e principalmente o Joe “King” Oliver que se assumiu como professor e mentor do jovem Louis que em 1922, acabou por integrar a “Creole Jaz Band” que pertencia àquele músico.
Louis Armstrong tocou nas melhores orquestras e com os melhores músicos do seu tempo, actuando nas cidades de Nova Orleans, Chicago e Nova Iorque que naquele tempo acolhiam este novo estilo musical com grande entusiasmo. Ele próprio constituiu algumas bandas de Jaz, como os “Hot Five e Hot Seven” e os “All Stars”, nas quais participaram músicos muito bons. Nas suas canções mais famosas, Hello Dolly, What a Wonderful World, Stardust, Basin Street Blues, Wen Saint In Marchin, ele tocava e cantava, com a sua voz rouca com um timbre muito especial.
Louis Armstrong entrou em muitos filmes, na sua maioria filmes musicais e nos quais interpretava as suas melhores canções.
 Para além de ter tocado com as orquestras e músicos mais famosos da sua época, Louis Armstrong teve ao seu lado as grandes vozes femininas do Jaz, Bessie Smith, Ella Ftzgerald, Billie Holiday, são algumas das grandes divas que com ele partilharam os seus melhores êxitos.

   
 A vida sentimental deste grande músico foi muito acidentada, vivendo e provocando enormes paixões. Casou quatro vezes e com excepção da primeira mulher, todas as outras o ajudaram na sua carreira musical.

Como cidadão e apesar de ter sofrido injustamente algumas críticas de sectores radicais, o facto é que muitas das suas composições tiveram forte influência da filosofia política de Martins Luther King.
Depois de Louis Armstrong, muitos outros músicos atingiram a mesma fama e o sucesso no jaz, mas ele teve a glória de ter sido um dos primeiros que ajudou com o seu enorme talento a valorizar este novo estilo musical. Ainda hoje serve de exemplo e referência para todos os jovens que se iniciam nesta arte.
Louis Armstrong esteve sempre muito ligado à sua terra. Nova Orleans foi uma das primeiras cidades que pelas características especiais, pelos seus habitantes e pela sua cultura, ajudou a implantar o Jaz nos seus bares e clubs. Daí que Louis tenha dito que “Todas as vezes que eu fecho os meus olhos tocando aquele meu trompete, eu olho logo no coração da boa velha Nova Orleans… Ela deu-me algo pelo que viver.”
O grande Satchmo, faleceu em 06 de Julho de 1971, alguns meses após ter tocado o seu último solo na Sala Imperial do Waldorf- Astoria. Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo. Estas foram as últimas palavras de Louis Armstrong. Um dos mais famosos Jazzmen de todos os tempos e um dos meus músicos favoritos.
Martins Raposo
CV – 04.08.2012