FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ESTRELAS DE SEMPRE

                                  MOZART  - DE MENINO PRODÍGIO,

                      A COMPOSITOR GENIAL
Não é fácil escrever sobre uma figura tão carismática e ao mesmo tempo tão festejada por instituições públicas e privadas, como tem sido Mozart. Quase toda a gente conhece a biografia e uma grande parte das obras deste genial compositor. Os livros e o cinema têm se encarregue de publicitar a sua obra e de descrever alguns dos factos mais marcantes de uma personalidade verdadeiramente popular, com dotes excepcionais na arte de executante e de compositor.
Aproveitando a passagem de mais um aniversário do seu nascimento que se deu a 27 de Janeiro de 1756 na cidade de Salzburgo, proponho-me humildemente a escrever sobre algumas das suas obras que mais admiro e mesmo assim condicionando o seu número porque na verdade é um dos compositores de que mais gosto de ouvir e que escreveu sempre com inegável qualidade.
                                      
Vários estudos apontam para mais 600 as obras que Wolfgand Amadeus Mozart compôs na sua breve passagem por este mundo. É verdade que foi um menino prodígio, com três anos de idade já deslumbrava os ouvintes com músicas difíceis que tocava ao piano e escreveu a sua primeira sinfonia apenas com 9 anos de idade. Até falecer compôs obras em vários estilos e temas com uma velocidade impressionante que deixava os amigos deslumbrados com a facilidade e rapidez de escrever obras originais.
Muitos dos seus companheiros testemunharam a disposição sempre alegre e divertida com que trabalhava. Podia estar a compor uma sinfonia ou uma sonata e ao mesmo tempo a conversar animadamente sobre os temas mais diversos.
Tinha uma enorme capacidade de aprendizagem e as numerosas viagens que fez por toda a Europa aumentaram o seu saber na convivência fácil que desenvolvia com outros músicos. Entre muitos outros, Mozart recolheu importantes conhecimentos musicais ministrados por Johan Christian Bach que lhe deu também a conhecer a melodia e o ritmo harmonioso das Óperas Italianas.
Outra das suas grandes amizades foi o compositor Joseph Haydn que influenciou o compositor nas suas primeiras sinfonias, sem desvirtuar as características pessoais que Mozart soube sempre imprimir nas suas composições com uma originalidade inconfundível.
Uma boa parte das suas obras foram encomendadas por personalidades de grande relevo, nos quais se contam soberanos e príncipes que possuíam muito dinheiro e influências. A todos o compositor tentou corresponder sempre com a máxima honestidade. Para Mozart o verdadeiro interesse era poder compor a sua música e apesar de ter passado por grandes dificuldades económicas ao constituír família, nunca deu grande importância ao dinheiro.
Constança
Mozart compôs em quase todos os estilos musicais conhecidos na época, desde Concertos para Instrumentos, Serenatas, Sinfonias, Minuetes e Música sacra. Das inúmeras sinfonias que escreveu, a minha preferência vai para a Sinfonia nº. 40, escrita em 1788 que Mozart escreveu após o falecimento prematuro de sua filha Theresia. É uma obra de grande melancolia dramática.

As “Bodas de Fígaro” quando foi apresentada em Viena, não recebeu o melhor acolhimento por um público sempre muito exigente. Foi em Praga que esta obra alcançou de imediato os favores do público e dos críticos, de tal forma que o compositor entusiasmado se comprometeu a escrever o “Don Giovanni” apresentado no ano a seguir, com grande êxito nesta mesma cidade.
Sem desmerecer o valor e a qualidade destas duas obras as minhas preferências vão para a “Flauta Mágica” que alguns críticos da arte têm assinalado como uma das melhores óperas a nível mundial. Esta obra foi estreada em Viena no ano de 1791 e reproduz uma história de amor integrada num ambiente favorecido pela filosofia iluminista em ruptura radical com o mundo antigo, defendendo os valores da liberdade, da justiça e da igualdade entre os homens.

O êxito alcançado com esta obra, veio a reanimar o estado de desânimo e de debilidade física que Mozart então estava vivendo. Com mais de 200 anos após a sua apresentação a Flauta Mágica continua a encantar os amantes de boa música influenciando artistas de variados ramos da cultura, como o cinema, o teatro e a literatura em geral.
Infelizmente a saúde do compositor foi-se agravando paulatinamente com a agravante de se sentir desamparado e desprotegido, passando os últimos anos da sua vida com grandes dificuldades económicas.
A sua última obra “O Requiem” é sem dúvida o prenúncio fatal de um génio que sentia aproximar-se o seu fim, convencendo-se que estava a escrever a sua música fúnebre. Não conseguiu terminar esta obra e os compassos de “Lacrimosa” foram ditados ao seu aluno Sussmayer no seu leito de morte. A sua esposa incumbiu este seu aluno e amigo de terminar o Requiem.
Ele que tinha dominado com a sua arte os salões mais ricos e famosos da Europa, faleceu numa situação de lamentável indiferença e abandono acompanhado apenas por sua esposa foi enterrado numa vala comum. A ingratidão dos homens para com aqueles “que por obras valorosas, se vão da lei da morte libertando” é a marca da distinção entre os que se elevaram com o seu génio à dignidade dos deuses e a profunda e mesquinha inveja que rói a as entranhas dos incapazes e dos inúteis.

Mozart faleceu no dia 05 de Dezembro de 1791. O seu génio como compositor ainda foi reconhecido em vida, mas o tempo tem consolidado e valorizado a sua obra como um dos expoentes máximos da música de todos os tempos.
CV – 27.01.2012
http://www.youtube.com/watch?v=nE7SbiKzDzE

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