FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

UM ESCRITOR QUE MARCOU A SUA ÉPOCA!

                          JOHN STEINBECK

John Ernst Steinbeck, nasceu em Salinas a 27 de Fevereiro de 1902, falecendo em 1068 apenas com 66 anos, mas que nos deixou uma obra impressionante, com grande densidade humana e social que levou a Academia a galardoar o escritor com o Prémio Nobel em 1964.
Não teve uma juventude fácil mas desde sempre lutou para se impor no mundo das letras, enfrentando os desaires e as dificuldades com uma vontade férrea, trabalhando em condições muito difíceis para prosseguir os estudos.
O seu primeiro livro, “A Taça de Ouro”, foi apresentado em 1925, seguindo-se “Pastagens do Céu” e “A Um Deus Desconhecido”. No início a crítica não foi muito favorável e só com o romance “Boémios Errantes” acabou por lhe ser concedida a medalha de ouro do Commonwealt Club de São Francisco.
Jay Parini, diz-nos que o escritor “recusou sempre qualquer tipo de enquadramento… e que lutou durante mais de uma década para se estabelecer como escritor…”
A sua obra reflecte as preocupações sociais e os conflitos geracionais da época. No Romance “As Vinhas da Ira” o autor descreve-nos um País com dificuldades económicas e exploração desenfreada dos empresários com os trabalhadores agrícolas que de forma anárquica e desorganizada seguiam os protestos individuais. John Steinbeck recebeu o Prémio Pulitzer com este romance que foi levado à tela pelo Realizador John Ford, tendo Henry Fonda desempenhado a figura principal com uma extraordinária e emocionante interpretação.
Com o Romance “A Leste do Paraíso” o escritor descreve-nos em pormenor a região onde nasceu, através da história de duas famílias de fazendeiros, com os seus dramas familiares e as dificuldades em gerir as suas empresas com dificuldades na inovação, no escoamento dos seus produtos e com os problemas climáticos. Elia Kazan adaptou ao cinema este romance de uma forma muito especial, com uma boa equipa de actores entre os quais se distinguiu o jovem James Dean que representa já neste filme a figura do rebelde incompreendido que vai repetir nos papeis que lhe foram distribuídos.
Foram 17 os romances que foram adaptados ao cinema por diversos realizadores, nem sempre com o total acordo do escritor que achava por vezes a sua obra desvirtuada do sentido real que empregou na descrição das personagens e dos lugares.
Continuando a citar o seu mais conhecido biógrafo, Jay Parini, “Steinbeck é o último de uma geração de escritores americanos que incluiu F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingay e William Faulkner…jamais perdeu a legião de admiradores que ainda hoje fazem de seus livros sucesso em todo o mundo”.
Partilho inteiramente da opinião de Parini. John Steinbeck, foi a par dos escritores citados que li com a consciência de que a sua obra teve a coragem e o mérito de ser polémica ao apontar as fragilidades e contradições de um sistema que mais tarde se transformaram numa desumana e desenfreada exploração do homem pelo homem.
Para além destes romances devo realçar, “A Um Deus Desconhecido”, “Ratos e Homens”, “O Inverno do Nosso Descontentamento” e “Viva Zapata”.
Uma grande parte da minha geração foi influenciada por estes escritores Americanos, modelando os seus ideais e partilhando as suas preocupações, não sendo os únicos que na época se debatiam pelos princípios fundamentais da Democracia. Não devemos esquecer outros grandes romancistas de outros países e particularmente dos escritores portugueses, alguns dos quais tenho vindo a mencionar neste blogue.
Mas hoje é a John Steinbeck que quero render a minha simples homenagem, pela sua obra que o coloca entre os melhores escritores do Sec. XX.
CV – 27.02.2012
Martins Raposo
Dados Recolhidos: Wiquipédia, Enc. Focus e Internet

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

QUANDO A ARTE SAI VENCEDORA...

SIDNEY POITIER

UM GRANDE ACTOR QUE CONSEGUIU VER RECONHECIDO O SEU TALENTO NUMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA MAS AINDA COM GRANDES PRECONCEITOS RACIAIS.
Sidney Poitier, nasceu em Miami, no dia 20 de Fevereiro de 1927. Não foi fácil a sua ascensão no mundo do cinema. O seu talento só foi reconhecido pela persistência e pelo indiscutível mérito artístico demonstrado nas inúmeras e diferentes personagens que foi desempenhando.
Trabalhou ao lado de grandes actores de cinema e sob a direcção de realizadores que ajudaram Sidney a alcançar o sucesso e a primazia de ter sido o primeiro negro a ganhar o Óscar de Melhor Actor Principal, pelo papel desempenhado no Filme “Uma Voz nas Sombras”, realizado por Ralph Nelson. Em 2002, Sidney Poitier foi galardoado com o Óscar Honorário pelo conjunto da sua obra. Outros grandes Filmes se seguiram como “Adivinhem Quem Vem Jantar” de Stanley Kramer, “No Calor da Noite” de Norma Jwison e “O Ódio é Cego” de Joseph Mankiewicz.
                                     
 A minha modestíssima homenagem, para além do reconhecimento pessoal do seu enorme talento como actor de cinema, tem como objectivo o de registar o exemplo de coragem e determinação demonstrada ao longo da sua carreira, acabando por ser reconhecido e premiado o valor incontestável da sua obra.
Não consigo decidir de qual dos dois filmes gostei mais, se em “Advinhem Quem Vem Jantar” que Sidney contracenou ao lado do famoso par Katherine Hepburn e Spencer Tracy se “No Calor da Noite” em que disputou com Rod Steiger as duas melhores interpretações de sempre destes actores. A verdade é que não me canso de os rever sempre que posso.
Se tivermos em conta, os preconceitos raciais que predominavam em muitos sectores da sociedade americana na sua juventude, temos a obrigação de  saudar a sua postura de cidadão. Foi sempre com grande  dignnidade que se assumiu como defensor dos direitos civis, solidário com os movimentos sociais que pessoalmente apoiou em diversas ocasiões. Apesar de nos últimos anos ter deixado de actuar com frequência no cinema, Sidney continua a ser um dos actores mais queridos e respeitados do seu país.
Dados Recolhidos na Imprensa e Internet.
CV-20.02.2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ESTRELAS DE SEMPRE

                                        CARLOS PAREDES
                                     UM GÉNIO ADMIRÁVEL
                                 
                                          
                                           "Quando eu morrer, morre a guitarra também.
                                             O meu pai dizia que, quando morresse,
                                             queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele.
                                             Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”
Carlos Paredes nasceu em Coimbra, no dia 16 de Fevereiro de 1925. Filho do Mestre e compositor Artur Paredes, o jovem recebeu na sua juventude fortes influências do estilo coimbrão no qual a família Paredes se tinha destacado.
Quando a família se mudou para Lisboa, Carlos Paredes ainda não tinha definido a carreira a seguir, dividido entre os conselhos da mãe e os sons da guitarra do Pai.
Aos 24 anos entra para o funcionalismo público, retardando por isso a sua ascensão que não foi rápida nem fulgurante no seu início.
Só a partir de 1957 é que edita como acompanhador os seus primeiros trabalhos. Entretanto, sendo conhecida a sua oposição ao salazarismo, a PIDE levou-o para a prisão e o regime moveu-lhe um processo disciplinar expulsando-o da função pública.
                                     
Há males que vêm por bem (com todo o respeito pela forma digna como sempre se comportou), é a partir desta data que Carlos Paredes se dedica mais afincadamente à execução e composição de algumas das suas melhores obras.
Em 1962 grava o seu primeiro EP a solo, com a colaboração de Fernando Alvim e logo a seguir escreve as Bandas musicais dos Filmes “Verdes Anos” e “Mudar de Vida” de Paulo Rocha. Seguiram-se muitos outros trabalhos, entre eles para uma Peça Teatral de José Cardoso Pires, “O Render dos Heróis” e para a peça “António Marinheiro”de Bernardo Santareno.
                                        
A edição do LP “Guitarra Portuguesa” com a colaboração de Alain Houlman e do “Movimento Perpétuo” reafirma o seu génio como compositor e intérprete da guitarra portuguesa. Entretanto colabora musicalmente em peças do Grupo de Teatro de Campolide e participa na edição de um disco de Poemas de José Carlos Ary dos Santos.
Com o 25 de Abril, vemos Carlos Paredes empenhado fervorosamente na participação de numerosos espectáculos populares, animando musicalmente algumas sessões públicas do PCP, partido a que sempre pertenceu.
Foi também a partir dos anos 70 e 80, que a sua obra começou a ser conhecida internacionalmente, tendo sido convidado a tocar com outros grandes intérpretes a nível mundial e actuar em espectáculos de grande sucesso no país e no estrangeiro.
A fama e o génio do artista consolida-se e em 1992, “O Homem Dos Mil Dedos” foi homenageado numa série de grandes espectáculos musicais a que se associaram muitos dos nossos melhores artistas. Ainda neste ano foi-lhe atribuída pelo então Presidente da República, Mário Soares, a Comenda da Ordem de Santiago e Espada.

                                          
Nos últimos anos da sua brilhante carreira, teve a seu lado como acompanhante da guitarra, a jovem Luísa Amaro que é hoje já uma artista consagrada, tem dedicado a sua vida à execução e divulgação da obra de Carlos Paredes.
O Professor e Mestre da guitarra, António Eustáquio adoptou nos últimos anos o Guitolão como instrumento de sua predilecção nas obras que executa com reconhecido mérito pessoal, tendo participado em espectáculos de grande qualidade e enorme sucesso popular.
                                    
O Guitolão foi construído por Gilberto Grácio a pedido de Carlos Paredes que pretendia composições com sonoridades particulares que a Guitarra Clássica não conseguia atingir. Infelizmente a saúde do grande músico e compositor foi-se deteriorando a partir do ano de 2003, vindo a falecer em 23 de Julho de 2004.
Carlos Paredes ficará para sempre conhecido como um dos mais carismáticos guitarristas portugueses, com um estilo pessoal inconfundível e de grande beleza estética em que predominam as “variações livres” com um lirismo que por vezes atingem um dramatismo muito singular. Ele é de facto, “um símbolo ímpar da cultura portuguesa”.
CV-16.02.2012
Martins Raposo

DADOS RECOLHIDOS: Enciclopédia da Música Em Portugal no Século XX, de Salwa Castelo-Branco, Wiquipédia e Youtube.

ESTRELAS DE SEMPRE!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

OS SINDICATOS FAZEM FALTA E RECOMENDAM-SE!

                                                O TERREIRO DO POVO
"Sindicalismo é o movimento social de associação de trabalhadores assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma doutrina política segundo a qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da sociedade." In Wiquipédia.
Foi graças à dinâmica e força dos Sindicatos que apoiados pelos seus associados conseguiram alcançar para todos os trabalhadores em geral, alguns dos direitos fundamentais que hoje estão seriamente ameaçados. O Horário de Trabalho, Os Vencimentos e as Férias foram introduzidos em Contractos de Trabalho, com lutas que duraram anos e levaram muitos dos seus líderes a serem presos e discriminados na sua vida profissional. Só os patrões, a inexperiência de vida dos muito jovens e todos aqueles que se deixaram contaminar radicalmente pelas ideias anti – sociais, anti-sindicalismo, anti – tudo o que sejam Organizações que lutam por defender os legítimos direitos dos trabalhadores, podem explodir o seu veneno contra o Sindicalismo.
Para esses só uma resposta como a que foi dada hoje na Praça do Comércio, por mais de 300.000 pessoas que manifestaram claramente que os Trabalhadores estão unidos e sabem que só devidamente organizados, poderão enfrentar o ataque feroz que o sistema defendido pelo Governo, está a infligir a todos os que trabalham neste país. Foi muito feliz a ideia de chamar àquele local “O TERREIRO DO POVO”. Pessoalmente, penso que era urgente haver em Lisboa, um lugar que sirva de referência, para que os Sindicalistas, os Desempregados, os Indignados, os Precários, a Geração à Rasca e os Partidos Políticos possam manifestar pacificamente as suas ideias.
                             
Já agora, gostaria de deixar aqui expresso a solidariedade com todos os manifestantes e com os responsáveis da CGTP que organizaram esta histórica manifestação. A todos os incautos que se têm deixado imbuir das velhas ladainhas que intencionalmente são lançadas nestas ocasiões de mudança, devem reflectir muito seriamente sobre a sua ingénua forma de colaborar com os inimigos do Sindicalismo.

 Refiro-me à ideia que sempre tenho defendido de que um "Grande Homem de Causas", nunca trabalha sózinho e quando passa o testemunho sabendo cumprido o seu dever, tem a consciência plena de que o seu legado vai ser entregue a responsáveis que estão perfeitamente à altura de assumir com nobreza os compromissos que ele defendeu. Estou naturalmente a referir-me à saída honrosa de Carvalho da Silva que sempre admirei como um dos grandes defensores do Sindicalismo em Portugal.

Estou confiante de que com Arménio Carlos e a sua equipa, os trabalhadores do meu país estão dignamente representados e que a luta vai continuar com a mesma determinação e coragem que os antecessores dirigentes souberam honrar a CGTP.  A  única Central Sindical que tem sempre defendido os direitos dos trabalhadores com grande determinação, coerência e dignidade.
Parafraseando São José de Almeida, “OS SINDICATOS FAZEM FALTA E RECOMENDAM-SE”!
CV – 11.02.2012