FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

                                                  JOAN MANUEL SERRAT
                        TROVADOR  DE GRANDES CAUSAS

 Joan Manuel Serrat, músico, compositor, cantor e poeta, nasceu em Barcelona no dia 27 de Dezembro de 1943. A sua carreira teve o seu início em 1965 com as canções, "Agora que tenho vinte anos", "Palavras de Amor"e "Como faz o vento", que o cantor interpreta em catalão com enorme sucesso.
Em 1968 aceita representar a Espanha no Festival da Canção, mas exige cantar em catalão que o Governo fascista de Franco não aceita, seguindo-se a proibição de a sua música passar na rádio e até mesmo de fazer os seus espectáculos, obrigando Serrat a exilar-se do seu país.
As suas actuações na América do Sul vão acumulando êxitos consecutivos, destacando-se a edição em 1969 de um Álbum com poemas de António Machado que confirmam o seu genial talento e o distinguem como um cantor de intervenção.
Em 1971 com o lançamento de "Mediterrâneo" o jovem Serrat alcançou um estrondoso êxito que o tornam conhecido no mundo inteiro, muito embora em Espanha só possa ser ouvido 25 anos depois.
Só em 1981 o artista conseguiu o direito de actuar livremente no seu país com o lançamento do álbum "Em Trânsito". Seguem vários trabalhos de grande qualidade artística de que se destacam: "El Sur Tabiem Existe" com poemas de Mario Benedetti; "Bienaventurados", "Material Sensible", e "Utopia" cujos títulos evidenciam o sentido social e político dos seus temas.
O Poeta Joaquim Sabina é um dos muitos poetas de que Joan Manuel Serrat tem utilizado no seu vasto repertório.
Entretanto, em 1985 edita o álbum "Sinceramente" com letras em português e com a colaboração de Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso.
Em 1996 apresenta o seu espectaculo "El Gusto es nuestro" em colaboração com Ana Belém, Victor Manuel e Miguel Rios, numa digressão por toda a Espanha e por muitos países da América Latina.
Joan Manuel Serrat é senhor de uma voz muito bonita, com um timbre caloroso e envolvente que aliado à sua arte de estar em palco nos prende e nos emociona. Galardoado com numerosos prémios de que se salientam, "Fiambreira de Prata" atribuído pelo ateneu de Córdoba e o título de "Cavaleiro da Legião de Honra" a mais alta distinção da República Francesa.
Um dos seus últimos álbuns "Dos pàjaros de un tiro" editado em 2007, veio juntar-se aos enormes sucessos que o cantor consolidou com o seu genial talento de artista que se mantém coerente com os seus princípios de humanista atento no social e no político. Todas estas qualidades conquistaram desde há muitos anos a simpatia de muitos portugueses aos quais me orgulho de pertencer. Hasta Siempre Companheiro Serrat!
CV - 27.12.12
Martins Raposo

sábado, 22 de dezembro de 2012

GIACOMO PUCCINI
Nem Só os Grandes nos Deixaram Boa Música!
Giacomo Puccini foi um dos grandes compositores de ópera de todos os tempos. Descendente de uma família de músicos, começou desde criança a aprendizagem desta nobre arte e muito jovem ainda a compor sob influência da obra de Verdi. A ópera "Manon Lescaut" foi o seu primeiro sucesso a que se seguiram "La Bohème; a "Tosca" e "Madame Butterfley",  todas elas abordando temas de paixões e sofrimentos dramáticos que fizeram muitos críticos, incluí-lo no circulo do romantismo. Puccini,  teve fortes influências de Wagner e mais tarde também por Igor Stravinski, mas não devemos confundir a sua obra com qualquer dos compositores citados, o aluno nunca voou tão alto como os seus mestres.
Puccini, nasceu a 22 de Dezembro do ano de 1858  e  deixou-nos uma obra de enorme beleza estética e melódica. Ele faz parte dos compositores de transição entre o romantismo e o realismo. Esta noite ficamos com uma área de "Madame Butterfley" na voz da grande diva da Ópera, Maria Callas. Bom fim de semana Amigos!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

                                 CARLOS DO CARMO
                FADISTA CONSAGRADO E INOVADOR

Carlos do Carmo, nasceu em Lisboa no dia 21 de Dezembro de 1039, no seio de uma família ligado à ,musica e ao fado. A sua mãe, Lucília do Carmo foi mesmo uma destacada fadista da sua geração e o Pai foi o proprietário de "O Faia". A sua estreia musical deu-se em 1963 com a edição do EP, "Mário Simões e o seu quarteto", no qual interpretou o fado "Loucura" que de imediato constituiu um autêntico sucesso de vendas.
Logo a seguir alcança a notoriedade com  o fado de Amália, "Estranha Forma de Vida" e a partir daqui nunca mais parou de cantar  por todo o país e no mundo, impondo-se pela qualidade do seu repertório que ao mesmo tempo introduz uma mudança em termos harmónicos, formais e na utilização de letras  de grandes de grandes Poetas Portugueses. Esta mudança de estilo de temas, deve-se em grande parte às influências de cantores como Frank Sinatra, Jacques Brell, Elis Regina, José Afonso e Alain Oulman. Este último foi o principal responsável pela mudança que se verificou no vasto repertório de Amália Rodrigues.
A inovação introduzida pelo " Fado Novo "  reflecte-se no próprio instrumental que passa a ser mais diversificado, mantendo no entanto a viola e a guitarra como acompanhantes, passou a ouvir-se também o piano, o contrabaixo de cordas e outros instrumentos. A voz passa a ter a primazia logo na entrada das canções e os temas tradicionais foram substituídos por poemas de autores como Ary dos Santos, José Luís Tinoco, Fernando Tordo, José Afonso e outros jovens compositores e poetas, como António Vitorino de Almeida.
Com o lançamento do Álbum, "Um Homem na Cidade", em 1978,Carlos do Carmo afirma-se de vez como um verdadeiro inovador do fado em Portugal, vencendo algumas resistências que ainda se faziam sentir por parte dos puristas que defendiam os temas e a linha melódica utilizada até então.
A confirmação dos seus êxitos deu-se em 1984 com a edição de "Um Homem no País", alcançando com mérito absoluto o estatuto de um dos principais intérpretes do fado, ganhando fama a nível internacional e realizando espectaculos nas melhores salas do mundo.
Carlos do Carmo, para além de possuir uma voz excelente, expressiva e de grande sensibilidade vocal, trabalha o seu repertório com grande profissionalismo, aperfeiçoando-se em termos técnicos e na forma interactiva que contribui para uma aproximação perfeita entre o artista e o seu público, levando este a participar espontaneamente nos espectáculos.
Em 1997, foi  condecorado com a Comenda da Ordem do "Infante D. Henrique" e no ano a seguir foi-lhe atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, o Prémio da "Consagração de Carreira".

De entre os muitos outros prémios que já ganhou ao longo da sua carreira, destacamos o "Prémio Goya - Para a Melhor Canção Original" que lhe foi atribuído pela canção "Saudade".
 Refira-se ainda o seu trabalho de grupo que constituiu a candidatura do Fado à categoria de Património Imaterial da Humanidade e que a Unesco acabou por consagrar no ano passado.
Das suas últimas obras registe-se o Álbum gravado com Bernardo Sassetti e outro com Marioa João Pires. É caso para dizer que este nosso genial artista não consegue e não quer parar de cantar e de nos  surpreender agradavelmente.

Da sua Obra Monumental o difícil é enumerar todos os seus <êxitos neste curo espaço, pelo que vou mencionar apenas alguns deles: "Por Morrer Uma Andorinha"; "Ferro Velho"; "Canoas do Tejo"; "Lisboa Menina e Moça"; "Estrela da Tarde"; "Os Putos"; "O Homem das Castanhas"; "Dá Tempo ao Tempo"; "No Teu Poema"; "Um Homem na Cidade"; "O Cacilheiro",etc., etc., etc.
Todas elas são do conhecimento do grande público que sabe e canta parte delas de cor, por isso nesta pequenina homenagem que aqui deixo ao Fadista e ao Homem que se chama Carlos do Carmo eu escolhi  o "Fado do Trigo" com um reconhecido obrigado.
Martins Raposo -CV-21.12.201
http://www.youtube.com/v/vc8Or0QwKgk?hl=pt_BR&version=3">

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EDITH PIAF - ESTRELA BRILHANTE E ETERNA
Edith Piaf nasceu próximo de Paris a 19 de Dezembro do ano de 1915. A viver num ambiente de extrema miséria, Edith estava predestinada a vencer no mundo do espectaculo. Começou a cantar em bares e cabaretes de má fama até que Luis Lepllé a lançou no verdadeiro mundo do espectaculo tornandio-se seu Empresário e protector, dirigindo os seus primeiros passos nessa passadeira da fama. Foi ele que a batizou de "La Môme Piaf - Pequeno pardal" que o público acarinhou em toda a sua vida.
O seu primeiro sucesso musical, "Les Mômes de la Cloche",foi lançado pela Editora Polidor em 1936, a partir do qual não mais parou de aumentar o seu prestígio com as suas canções que encataram o público que enchiam as casas onde dava os seus memoráveis espactaculos.
Apoiada por amigos como Jean Cocteau e Paul Meurisse fez teatro e cinema.
                                       
A vida dramática de Edith, é uma constante êxitos retumbantes, acompanhados de paixões desenfreadas, de amores e desamores que geralmente terminavam bruscamente, de forma tempestuosa. Muitos dos homens que amou loucamente, a desiludiram e a fizeram sobrer, por se revelarem pessoas que dela se serviram para subir no mundo musical, como foi o caso de Yves Montand que  começou como cantor e mais tarde se tornaria um bom actor de cinema.
Foi só depois da Segunda Grande Guerra que Edith consolidou a sua carreira a nível mundial, actuando nas casas de espectaculos mais famosas dos Estados Unidos, da América do Sul e de tida a Europa.
Outro dos  cantores que tiveram o apoio de Edith, foi Charles Aznavour que conseguiu posteriormente afirmar-se como um dos intérpretes mais românticos da sua época. A par destas amizades a sua vida amorosa com altos e baixos provocando cenas incendiárias e perigosas para a sua saúde. Casa-se e desca-se  com uma rapidez incrível, para além dos numerosos amantes que vão deixando um mar de ilusões e sofrimento.
 Ganhou indiscutivelmente o estatuto de estrela de primeira grandeza, com a sua voz inconfundível e o  talento de uma grande senhora considerada pelos críticos com a vedeta principal  da França, apoiada e acarinhada por uma imensa multidão de fãs.
Georges Moustaki foi a sua última paixão e ao mesmo tempo o autor de "Millord" que se transformou de imediato num grande êxito, apesar de Edith estar bastante doente, devido a um acidente de automóvel que a deixou em muito mau estado físico. A partir daqui a actriz fica ainbda mais dependente do ácool e das drogas de que socorria tentando minimizar o sofrimento, mas que lhe deixaram marcas que ditaram o seu fim.
A actriz ainda passa por uma experiência amorosa, casando-se com mais um oportunista, Théo Sarapo, mais novo vinte anos que apenas ambicionava tornar-se cantor, sem que tivesse qualquer talento para o efeito. A derradeira esperança foi um falhanço completo que teve influência trágica na sua vida.
Edith Piaf faleceu a 10 de Outubro de 1963. Contava apenas 47 anos, mas o seu corpo estava envelhecido por todos os execessos cometidos com paixão desmedida. O seu funeral foi acompoanhado de uma enorme multidão, raras vistas em Paris. Muitos dos seus verdadeiros amigos como Gilbert Becaud, Jacques Prévert, Jacques Pills e outros  estiveram presentes. Jean Cocteau não o pode fazer porque faleceu no mesmo dia e com ela ficou no cemitério do Père-Lachaise.
Edith faz parte da funesta Galeria das estrelas famosas que viveram a sua vida fugaz, sempre envolvidas num intenso fogo de paixões dramáticas e destrutivas mas que alcançaram o pináculo da fama mundial. No entanto, a sua imagem de estrela de primeira grandeza que marcou várias gerações, foi a de uma grande mulher preservante e lutadora que amava a música tanto ou mais do que amava os homens. A sua voz inconfundível transformava aos nossos olhos aquele pequeno corpo franzino, numa montanha fantástica carregada de  fortes emoções.
Por isso, desde a minha juventude que guardo no album de selecções musicais as suas canções mais famosas que entre outras destaco; La vie en rose; Hymne à L'Amour; Padam, Pdam; L'accordeoniste; NBon, Je ne regret rien; La Foule  Millord. Obrigado Edith!