FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EDITH PIAF - ESTRELA BRILHANTE E ETERNA
Edith Piaf nasceu próximo de Paris a 19 de Dezembro do ano de 1915. A viver num ambiente de extrema miséria, Edith estava predestinada a vencer no mundo do espectaculo. Começou a cantar em bares e cabaretes de má fama até que Luis Lepllé a lançou no verdadeiro mundo do espectaculo tornandio-se seu Empresário e protector, dirigindo os seus primeiros passos nessa passadeira da fama. Foi ele que a batizou de "La Môme Piaf - Pequeno pardal" que o público acarinhou em toda a sua vida.
O seu primeiro sucesso musical, "Les Mômes de la Cloche",foi lançado pela Editora Polidor em 1936, a partir do qual não mais parou de aumentar o seu prestígio com as suas canções que encataram o público que enchiam as casas onde dava os seus memoráveis espactaculos.
Apoiada por amigos como Jean Cocteau e Paul Meurisse fez teatro e cinema.
                                       
A vida dramática de Edith, é uma constante êxitos retumbantes, acompanhados de paixões desenfreadas, de amores e desamores que geralmente terminavam bruscamente, de forma tempestuosa. Muitos dos homens que amou loucamente, a desiludiram e a fizeram sobrer, por se revelarem pessoas que dela se serviram para subir no mundo musical, como foi o caso de Yves Montand que  começou como cantor e mais tarde se tornaria um bom actor de cinema.
Foi só depois da Segunda Grande Guerra que Edith consolidou a sua carreira a nível mundial, actuando nas casas de espectaculos mais famosas dos Estados Unidos, da América do Sul e de tida a Europa.
Outro dos  cantores que tiveram o apoio de Edith, foi Charles Aznavour que conseguiu posteriormente afirmar-se como um dos intérpretes mais românticos da sua época. A par destas amizades a sua vida amorosa com altos e baixos provocando cenas incendiárias e perigosas para a sua saúde. Casa-se e desca-se  com uma rapidez incrível, para além dos numerosos amantes que vão deixando um mar de ilusões e sofrimento.
 Ganhou indiscutivelmente o estatuto de estrela de primeira grandeza, com a sua voz inconfundível e o  talento de uma grande senhora considerada pelos críticos com a vedeta principal  da França, apoiada e acarinhada por uma imensa multidão de fãs.
Georges Moustaki foi a sua última paixão e ao mesmo tempo o autor de "Millord" que se transformou de imediato num grande êxito, apesar de Edith estar bastante doente, devido a um acidente de automóvel que a deixou em muito mau estado físico. A partir daqui a actriz fica ainbda mais dependente do ácool e das drogas de que socorria tentando minimizar o sofrimento, mas que lhe deixaram marcas que ditaram o seu fim.
A actriz ainda passa por uma experiência amorosa, casando-se com mais um oportunista, Théo Sarapo, mais novo vinte anos que apenas ambicionava tornar-se cantor, sem que tivesse qualquer talento para o efeito. A derradeira esperança foi um falhanço completo que teve influência trágica na sua vida.
Edith Piaf faleceu a 10 de Outubro de 1963. Contava apenas 47 anos, mas o seu corpo estava envelhecido por todos os execessos cometidos com paixão desmedida. O seu funeral foi acompoanhado de uma enorme multidão, raras vistas em Paris. Muitos dos seus verdadeiros amigos como Gilbert Becaud, Jacques Prévert, Jacques Pills e outros  estiveram presentes. Jean Cocteau não o pode fazer porque faleceu no mesmo dia e com ela ficou no cemitério do Père-Lachaise.
Edith faz parte da funesta Galeria das estrelas famosas que viveram a sua vida fugaz, sempre envolvidas num intenso fogo de paixões dramáticas e destrutivas mas que alcançaram o pináculo da fama mundial. No entanto, a sua imagem de estrela de primeira grandeza que marcou várias gerações, foi a de uma grande mulher preservante e lutadora que amava a música tanto ou mais do que amava os homens. A sua voz inconfundível transformava aos nossos olhos aquele pequeno corpo franzino, numa montanha fantástica carregada de  fortes emoções.
Por isso, desde a minha juventude que guardo no album de selecções musicais as suas canções mais famosas que entre outras destaco; La vie en rose; Hymne à L'Amour; Padam, Pdam; L'accordeoniste; NBon, Je ne regret rien; La Foule  Millord. Obrigado Edith!

Sem comentários:

Enviar um comentário