FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

                                        CARLOS GARDEL
                             O MAIOR ENTRE OS MAIORES
É considerado um dos mais famosos intérpretes do tango argentino. O seu nascimento está envolvido em uma polémica, havendo uma cidade francesa e uma cidade do Uruguai que disputam a primazia do seu nascimento. Gardel costumava dizer: "Nasci em Buenos Aires aos dois anos de idade". De qualquer modo parece ser  Tacuarembó o lugar onde Carlos Gardel nasceu em 11 de Dezembro de 1930.
A sua fama ultrapassou fronteiras e hoje podemos afirmar que graças à sua maravilhosa voz, Gardel, pertence a todos nós, habitantes deste "controverso" Planeta.
Começou muito jovem a cantar nos bares dos subúrbios da cidade de Buenos Aires e muito rapidamente a sua voz, forte e calidamente sensual, foi-se impondo numa altura em que o Tango já estava emancipado como música popular muito procurada, por diferentes extractos sociais. Canções como "Mano e Mano", Tomo Y Obligo", "Golondrina", "Melodia de Arrabal", "Volver", "Por Una Cabeza", "Mi Buenos Aires Querido" e "El Dia Que Me Qieras", são alguns dos melhores tangos alguma vez cantados.


 
Gardel trabalhou com bons músicos, compositores e letristas do tango, entre outros convém destacar os nomes de; Guilhermo Barbieri, Discépolo, Alfredo Le Pera e Juan Dias Filisberto. A sua orquestra preferida chamava-se Terig Tucci.

A Argentina deu ao mundo muitos dos melhores músicos e cantores de Tango, porém Carlos Cardel, merece por direito próprio um lugar de destaque entre todos eles, ele foi o intérprete de quase todos os melhores tangos da sua época.

Carlos Gardel, faleceu de um desastre aéreo, na cidade de Medelin, na Colombia, no dia 24 de Junho de 1935. Tinha apenas 45 anos de idade, mas graças à sua maravilhosa voz, continua vivo em todos os corações amantes da Boa Música.
Hasta Siempre, GARDEL!
http://youtu.be/ZgcqijaUxdg
CV-11.12.2013
Martins Raposo
Notas: in - O Guia do Tango de Pierre Monete (Tad. de José Quitério e José Labaredas); Wiki.

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013


                                               ARY DOS SANTOS
                                        O POETA DA REVOLUÇÃO
ARY DOS SANTOS O POETA DE ABRIL
José Carlos Ary dos Santos, nasceu em Lisboa, no dia 07 de Dezembro de 1937. Poeta, Autor de Peças de Teatro/Revista e declamador. Escreveu mais de 600 poemas destinados na sua grande maioria aos intérpretes e compositores portugueses, com alguns brasileiros e franceses, entre os quais se destacam os nomes de Simone de Oliveira, Fernando Tordo, Carlos do Carmo, Amália Rodrigues, Tonicha, Chico Buarque, Nuno Nazaré Fernandes e muitos, muitos outros. 
   Foi considerado um verdadeiro inovador nas temáticas e nos textos escritos para música ligeira.  A sua poesia começaram a chamar a atenção da crítica a partir de meados dos anos 60, revelando-se o Poeta logo no seu início, com poesia de intervenção a que intervalava com outros temas ligados ao amor, à cidade de Lisboa e canções simples sobre pessoas.
          
 
            O seu primeiro grande êxito. dá-se com a canção "Desfolhada" interpretada por Simone de OLiveira que obtém assinalável êxito através da rádio e da televisão. Seguem-se os Poemas; "Menina do Alto da Serra" que Tonicha cantou muito bem e "Tourada" com Fernando Tordo, numa interpretação com muita garra, dando um toque especial a uma letra que em igualdade com desfolhada era não só de crítica dos costumes como também política. Estas canções venceram o Festival da RTP, respectivamente nos anos de 1969, 1971 e 1973.
 
               
 Fernando Tordo, deu voz a mais alguns poemas de Ary dos Santos, tais como, "Cavalo à Solta" e "Estrela da Tarde".

Destaque ainda para os poemas que escreveu para os álbuns , "Um Homem na Cidade" e "Um Homem No País", editados por Carlos do Carmo e que tiveram enorme sucesso.
Nos anos 70 escreveu algumas peças para o Teatro/Revista. "Uma no Cravo outra na Ditadura", "Para trás mija a burra", "Ó da Guarda" e "O Calinas Cala a Boca" obtiveram assinalável êxito no Parque Mayer.
Os seus textos, assim como as numerosas letras que escreveu para canções e não só, foram marcados pelo recurso à metáfora com um forte teor satírico e de intervenção. Mas a sua obra não é apenas de crítica irónica, tem também muito de simplicidade e de lirismo. As temáticas são as emoções e as personagens arquetípicas da cidade de Lisboa, o amor, o trabalho, as injustiças sociais e a solidão.
Como declamador o seu tom de voz, forte crítica, defendendo o seu Partido a que aderiu em 1969 e ao qual se manteve sempre coerente em tida a sua vida, apesar da sua ascendência de uma família da classe média alta.
A crítica de antes do 25 de Abril, nunca lhe foi muito favorável com raríssimas excepções. Logo a seguir à  Revolução dos Cravos esteve presente no I Encontro da Música Portuguesa, ao lado do Zeca Afonso, do Adriano, do José Niza, do Fausto e de tantos outros que fizeram o memorável espectaculo do Coliseu dos Recreios. Depois durante o Verão quente esteve ao lados dos seus camaradas em inúmeras sessões de esclarecimento, declamando os seus poemas, para tal como a revolução voltar a ser ostracizado e maltratado por uma crítica que sempre foi feroz com os defensores da liberdade.
Num dia frio de Janeiro do ano de 1984 o Poeta morreu, sem coroa de flores, nem o merecimento devido de quem deu tudo de si, com amor, lágrimas, raiva e muita solidão sofrida. Tinha feito há poucos dias 47 anos de idade o que teria feito  nestes quase trinta anos que lhe foram roubados pelos "cornos" de um destino trágico.
O mundo já viu muitos dos seus génios desaparecerem com menos de cinquenta anos. Alguns se foram de bem com o mundo, recheados de sucessos e de pleno êxito pela sua obra. Não gosto de fazer comparações , mas a obra do Poeta Ary dos Santos, eleva-o perante os meus olhos, ao panteão onde foram colocados os maiores nomes da nossa poesia popular, onde figuram nomes como os de Manuel da Fonseca, José Gomes Ferreira e Manuel Alegre, felizmente ainda entre nós.
Natália Correia que prefaciou o seu livro, "As Palavras das Cantigas" chama-lhe Romântico à portuguesa, garrettiano. A Poetisa já falecida, foi uma das suas melhores amigas e que melhor o terá conhecido, nas suas horas felizes e de outras sofredoras e infernais, carregadas de um "desespero real até às fezes", mas tem o cuidado de na sua definição nos deixar a visão de um grande poeta, dividido entre "os arroubos do seu sócio-romatismo" , ex.: "Fado Operário Leal" e a "candura social que toca as raias de uma religiosidade franciscana".
Fiquemos então com a imagem de Ary dos Santos retratado por Natália Correia... o Poeta era um sentimentalão social que se desnudava para dar a roupa aos pobres, o eterno amante sem amor, enchendo esse vazio com rizadas que sabem a sangue.
NOTAS DE:   Wiqui, Enciclopédia da Música Portuguesa, As palavras das Cantigas...
CV-08.12.2013
Martins Raposo

terça-feira, 26 de novembro de 2013


O JARDIM SEPARADO

A poetisa Luísa Demétrio Raposo, lançou o seu 4º. Livro de poesia, no passado sábado, dia 23 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Portalegre, numa mesa em que estava acompanhada da escritora Luísa Monteiro, do escritor Samuel Pimenta, da Vereadora da Cultura, Dra. Dulce Nogueira Temudo Reis, do Sr. Amadeu, representante da Chiado Editora e do Sr. Luís Ensinas, Director da Biblioteca.

Perante uma plateia de algumas dezenas de pessoas e depois da brilhante apresentação do livro por parte da Dra. Luísa Monteiro e de Samuel Pimenta, foi-nos dada a oportunidade de falar com a poetisa que estava visivelmente satisfeita  por se encontrar rodeada de bons amigos, salientando o privilégio de ter a seu lado escritores com  obra credenciada já há bastantes anos.
A autora esclareceu logo de início, que embora a Editora já tivesse posto à venda nas livrarias, esta sua obra, foi desde sempre sua a intenção de proceder ao lançamento do livro em Portalegre, cidade que sente ser a sua terra por adopção e onde vive à mais de 20 anos.
Tendo-lhe pedido que nos dissesse algumas palavras sobre o livro agora editado, "O Jardim Separado" a autora esclarece que esta obra, percorre o mesmo sentido estilístico do seu livro anterior, "Nymphea", lançado no ano de 2012 e acrescenta estou plenamente de acordo com as palavras do poeta Luís Serguilha quando afirma que "a literatura, a poesia e a arte, são inexplicáveis, pois são atravessadas pela potência das sensações. Elas acontecem, são eminências"; para concluir afirma - "O Jardim Separado faz parte da natureza e a natureza não se explica, ela simplesmente existe, está em nosso redor, é o que é".
Numa leitura muito rápida a necessitar de ser relida com mais vagar de forma a poder usufruir plenamente de toda a beleza e significado dos seus poemas, julgo poder afirmar que a autora deu com as suas palavras uma explicação objectiva e abrangente do pleno conteúdo desta sua obra. Resta-nos agradecer o amável convite que nos enviou e  desejar o melhor sucesso para o seu "Jardim Separado" que o mesmo, espalhe as suas flores (poemas), por toda a parte e que a beleza afrodisíaco das suas pétalas acabe por ser uma partilha unificadora.
Como adenda julgo ser útil informar que Luísa Demétrio Raposo, nasceu no dia 10 de Novembro de 1973, em Oeiras e vive em Portalegre há vinte anos. Iniciou a sua carreira como escritora em 2010 com o lançamento do livro, "Respiração das Coisas", no ano seguinte publicou, "Nu Âmbar da Minha Escrita", em 2012 saiu o seu livro "Nymphea" e este ano presenteou-nos com "O Jardim Separado".
Nas paredes da Sala da Biblioteca estavam reproduzidas várias imagens da poetisa grega, Safo, não cheguei a falar com a autora sobre o significado da sua escolha, mas conhecendo a sua obra reconheço algumas semelhanças poéticas.
Martins Raposo
CV- 25.11.13
POEMA
O coração é uma ponte dura entre a carne e o poder de amar, suspensa da liberdade, na plenitude de um livro em movimento. Eternas são as luas colocadas dentro, no espaço procurando o silêncio entre astros húmidos, em batimentos rodeados de sal, rodeado de veias e de um verbo que cresce entre as marés vermelhas unindo o meu corpo que sonha à fuga intemporal da verdade.
Os sonhos são a prata que caçamos no fogo de um deserto interno, nas profundezas de um mar que carregamos e onde muitas vezes naufragamos sem navio ou sombra...
O mundo é uma mulher só cheia de curvas e um punhado de telhas molhadas onde a minha boca se desmembra em cada entardecer disperso. Lá fora os azuis do céu forjam a noite  e os milhões de cavalos que me percorrem num sexo quente que eu aperto contra mim, onde afago uma cauda redonda que rosna em cada pulsatr cru dentro da minha carne fervente...
Do Livro: O JARDIM SEPARADO - Pag. 20
PT - 23.11.13

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ALBERT CAMUS
 Albert Camus, nasceu a 07 de Novembro de 1913, na cidade de Mondovi, na Argélia. Romancista, dramaturgo, ensaísta e filósofo, deixou-nos uma obra de grande valor literário.
 A sua amizade com Sartre e Simone Beauvoir,  terá  influenciado alguns dos seus livros com a filosofia existencialista professada por aqueles escritores.
Com a publicação do polémico ensaio "O Homem Revoltado", Camus afasta-se de Sartre e segue uma filosofia mais íntima e  pessoal de criticando, a sociedade, os sistemas políticos e sociais vigentes. Nesta segunda fase escreve o romance, "A Peste", talvez a sua obra mais notável. Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1957, que distingue para além do já citado livro, "O Estrangeiro", "O Mito de Sísifo", "Calígula" e  "A Queda".
O escritor que foi também um activista dos direitos humanos faleceu num acidente de viação, quando tinha apenas 47 anos de idade, deixou-nos por acabar o romance "O Primeiro Homem", mas para além disso, não conseguimos imaginar que mais nos teria dado, Camus vivia cada vez mais isolado e solitário.
Martins Raposo
CV-07.11.2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

RITA HAYWORTH
A DIVINA GILDA
Não há nada que me dê mais prazer do que escrever sobre os Artistas, que representando, estiveram mais perto da minha incorrigível alma romântica. Um desses mitos nasceu em Nova Iorque, no dia 17 de Outubro de 1918, com o nome de Margarida Carmen Cansino. Os seus primeiros anos e uma parte da juventude foi vivida no seio da sua família que fazia pequenos espectáculos de dança, nos quais começou também a actuar.
Fazer de sua filha uma bailarina  de classe, foi um dos sonhos de seu Pai, Eduardo Cansino que dançava muito bem o flamenco. E foi como bailarina que a jovem Margarida iniciou a sua carreira artística no cinema, entrando em numerosos filmes de classe B.
Parecia no início que a sua carreira estava condenada ao fracasso sem qualquer destaque de importância. No entanto, ela possuía todos os atributos para brilhar e acima de tudo, a fibra dos lutadores que não desistem aos primeiros dissabores.
Em 1940, Georges Cukor, deu-lhe o seu primeiro papel de relevo no filme; "Uma Mulher Original" que alcançou de imediato um enorme sucesso. A partir desta data,  Margarida, já se tinha transformado na bela Rita Hayworth e a soma dos seus êxitos nunca mais parou de aumentar, atingindo a popularidade e a  fama só conseguido pelas grandes estrelas do cinema.
Entre os seus numerosos filmes, justo é de destacar os seguintes: "Uma Loira Com Açúcar", "Sangue e Areia", "Ao Compasso do Amor",  "Bonita Como Nunca", "Gilda" e "A Dama de Xangai". Este último filme foi realizado pelo mítico Orson Welles que foi seu marido e que despeitado tentou liquidar a carreira de Rita com este filme que foi duramente criticado pelos média.
O lendário realizador, mais não conseguiu do que o desprezo de Rita, que ainda no mesmo ano, voltou a obter um êxito retumbante ao lado de Glen Ford, no filme de Charles Vidor, "Os Amores de Carmen".
A vida amorosa  de Rita Hayworth foi desastrosa e intempestiva, com amores e desamores constantes. Esteve casada cinco vezes saindo de todos eles mais amargurada e infeliz, mas os insucessos na sua vida privada, não conseguiram ofuscar o brilho luminoso da sua extraordinária beleza, tendo sido a mulher mais desejada do planeta naquela década de oiro dos anos 40.
A propósito dos seus desaires amorosos, Rita costumava dizer a brincar: "A maioria dos homens, casa com Gilda, mas acorda comigo na cama"
Num dos seus últimos filmes, George Sidney, estava em dúvida para colocar o seu nome no cartaz. Frank Sinatra um dos seus numerosos amigos, levantou a sua voz dizendo - "O direito de ter o nome em primeiro lugar, pertence a Rita Hayworth. Ela é a Columbia Picture e sempre será".
Rita Hayworth,  foi sem sombra de dúvida, um dos grandes mitos do cinema em todo o Sec. XX,  que teve aliás outros nomes que reconheço em igualdade no talento, no génio e na paixão com que se entregavam a interpretar as diversas personagens no cinema e no teatro.
A escolha do nome de Rita Hayworth como uma das minhas estrelas preferidas, deve-se essencialmente à sua magistral interpretação nos filmes; "A Dama de Xangai", "Sangue e Areia" e sobretudo em "Gilda" que considero ser um dos melhores filmes de sempre, no seu género, em que o romance dramático se entrelaça com a música e a dança, numa forma de arte difícil de igualar na sétima arte. É um filme que mexe com os sentimentos e os sentidos, muito em especial pelo ritmo sensual de um erotismo provocante, mas que não chega a chocar as mais finas sensibilidades.
Gilda a Divina, eu revejo sempre com prazer. Obrigado Rita!
CV-17.X.13
Martins Raposo

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Martin Luhter King
Um homem com um grande sonho!

Luther King, foi um dos políticos que mais admirei em toda a minha vida com o mesmo respeito que admiro a vida e a obra de Mahatam Gandi e de Nelson Mandela. Luther King era um político que detestava a violência e na sua luta empregava apenas as suas palavras como arma, contra a descriminação racial e contra todos os preconceitos.

O homem que tinha o sonho de ver que a America reconhecesse finalmente que todos os homens foram criados da mesma maneira.
Acérrimo defensor dos direitos iguais para todos os homens, independentemente da cor, da religião ou das suas opções políticas. Este grande HOMEM, foi assassinado por um miserável assassino, no dia 04 de Abril de 1968 poucos anos depois de ter proferido a célebre frase: I have a dream!

Após meio século desse crime hediondo a América tem um Presidente de ascendência africana que se pode considerar um grande avanço no caminho que líder dos direitos cívicos mas que segundo a opinião de muitos políticos ainda faltam um logo caminho a percorrer. Estou convicto de que Barack Obama é um sincero defensor das ideias de King, já não estou tão seguro de que ele tenha efectivamente a força necessária para combater com eficácia as injustiças que ainda se fazem sentir no seu País.
Defensor das ideias pacifistas, nunca fui radicalmente anti-americano. Admiro alguns dos seus políticos, muita da sua música e cinema.  Alguns escritores e poetas, mas não posso esquecer que alguns dos seus filhos cometeram os crimes mais hediondos da humanidade.
 
 
 
 
 
 
 
Não posso esquecer que para além de King, foram assassinados dois dos seus melhores Presidentes da República, alguns políticos e sindicalistas e até um músico famoso como John Lenon, foi assassinado por um louco (?).
Os motivos podem não ter sido iguais, mas o sistema que cria estes monstros, deixa-nos uma amarga desilusão.
É inadmissível que este país que se autopromoveu como arbitro das liberdades em outros países, provocou umas das mais longas e destruidoras  guerras contra Vietname e mais recentemente inventou as armas nucleares no Iraque só para que pudesse controlar as suas riquezas petrolíferas. Isto claro sem esquecer as centenas de intervenções que efectuou em muitos países, aniquilando os seus governos e matando indiscriminadamente os seus povos.
De qualquer modo tenho que evidenciar a coragem e a perseverança revelada por este incansável lutador que foi morto por ter defendido uma das causas mais importantes da humanidade.


Aqui fica a minha singela homenagem a Martins Luther King, numa altura em que todo o mundo faz referência ao célebre discurso, pronunciado em 28 de Agosto de 1963 em frente à Casa Branca e diante de uma enorme multidão que o aplaudiu comovida.
Algarve, 28.08.2013
Martins Raposo

terça-feira, 20 de agosto de 2013


          A MORTE DE UM GRANDE ESCRITOR
                                    
Tínhamos saído de Castelo de Vide para uma curta viagem, quando via internet soubemos  da triste notícia. Urbano Tavares Rodrigues, um dos nossos melhores escritores contemporâneos, acabava de falecer em Lisboa. Alentejano por adopção e por fortes laços familiares, Urbano deixou-nos uma imensa obra literária que ultrapassa regiões e fronteiras. De qualquer modo e apesar do escritor ter revelado influências do existencialismo, na verdade as gentes do campo alentejano marcaram grande parte da sua obra. O escritor engajado politicamente, faz parte da nobre galeria dos resistentes à ditadura salazarenta e como tal sofreu as consequências desse tenebroso regime fascista. A coerência e a verticalidade com que sempre defendeu os seus ideais, pagou-os com o afastamento do ensino, a prisão e o exílio e perseguição constante dos esbirros que procuraram destruir o escritor e a sua obra. São dele as palavras: Serei Comunista até ao último momento!

Em 1983 foi organizada pela Câmara Municipal de Coruche, a primeira Feira do Livro na "Princesa do Sorraia" que incluía para além dos pavilhões das diversas editoras, uma semana de Filmes ligados a problemas da Juventude, vários espectáculos de música popular e um encontro entre dois grandes escritores e um musicólogo de muitos saberes. Um desses escritores foi o Urbano Tavares Rodrigues que nos falou sobre os seus livros, os escritores que influenciaram a sua obra e sobre as terras e gentes do Alentejo.
O outro escritor foi o Batista Bastos que dissertou sobre o movimento neo-realista e os autores contemporâneos que entrevistou como jornalista e crítico literário.

Ruben de Carvalho deu-nos uma lição sobre os diversos estilos da música dos anos 60. Foi um encontro memorável a que tive a honra de assistir como ouvinte atento e como responsável pela "equipa" que elaborou o programa deste evento que terminou com um concerto memorável de Carlos Paredes.
Depois do colóquio acompanhei os escritores e o musicólogo, no jantar servido no Restaurante "O Farnel", pela extraordinária cozinheira D. Silvéria e o apoio às mesas de seu marido o Sr. João Peseiro que a sua habitual simpatia e muito profissionalismo, fez questão de presentear os convidados com os melhores vinhos da região. Tive então, o prazer de assistir a uma interessante e viva discussão sobre literatura, entre o Urbano e  o BB. Infelizmente, o nosso escritor já na altura não podia beber álcool, mas nem por isso a conversa deixou de ser animada. Lembro-me que o Ruben, o mais jovem dos três, assistia com visível satisfação à conversa  dos dois amigos. Urbano  atencioso e calmo, enfrentava o vozeirão do BB, argumentando com serenidade os pontos de vista do amigo.
Foi a partir desta data que comecei a ler os livros que Urbano Tavares Rodrigues já tinha escrito e que depois veio a escrever. Distingo apenas alguns deles - Bastardos do Sol, Vida Perigosa, Uma Pedrada no Charco, Terra Ocupada, A Impossível Evasão e o Último dia e o Primeiro. Falta-me ainda ler alguns dos seus romances, das novelas e dos muitos ensaios que escreveu.
Apesar de Urbano ter sido distinguido com vários prémios literários e de ter numerosos leitores, estou convicto de que o facto da sua opção política declaradamente de esquerda, levou a que os diversos poderes instalados, depois do 25 de Abril, o terem relegado para o esquecimento forçado por Governos travestidos de democratas, mas que no fundo sentem algum saudosismo do passado. É muito triste, mas é mesmo assim! Este homem que nos deixa uma obra multifacetada por romances, ensaios, peças de teatro, contos, novelas e antologias, continua menorizado pelos críticos e sem um estudo pormenorizado conforme o exige o valor literário da sua obra.   
Aqui fica a minha modestíssima homenagem ao Homem e ao Escritor que merece que o País o reconhecem entre os seus maiores.
CV-15 de Agosto de 2013
Martins Raposo
Informações: Google, Jornais PT

terça-feira, 25 de junho de 2013

                                                             SIZA VIERA
                                UM DOS MELHORES ARQUITECTOS DE SEMPRE
Siza Vieira é o Arquitecto contemporâneo mais premiado no país e no estrangeiro.  Faz hoje 80 anos e continua a trabalhar em vários projectos. Arquitectura é uma das artes que menos conheço, mas o nome, o prestígio e o génio deste nosso Artista, deveria ser do conhecimento de todos os portugueses, respeitando o seu nome e a sua obra monumental.

Infelizmente, há muita gente interessada em fazer esquecer a sua obra e até mesmo a nível governamental, tem havido uma clara tentativa de olvidar e desprezar as suas obras, mesmo aquelas que em princípio deve ter custeado, como  é o caso do Pavilhão Português que tem passado de Governo para Governo sem se decidirem a dar uma utilização digna a uma obra emblemática  da Expo-98. Mais palavras para quê?

Nós que tanto ouvimos falar no nosso riquíssimo Património é pelo menos de uma grande injustiça o que pratica contra obras dos nossos contemporâneos e neste particular com um dos nomes reconhecidos em todo o Mundo. No dia do seu Aniversário faço votos para que inverta esta lamentável situação.
Já por diversas vezes o povo português tem dado provas de solidariedade com as causas mais diversas, muitas delas em casos de injustiça social e humana que se passam em lugares que mal conhecemos. No entanto, quando se praticam autênticos crimes contra a nossa cultura e o nosso património, nem sequer levantamos a nossa voz de indignação. Por desconhecimento?
Por preconceito?
Repito mais uma vez, chega de maltratar os nossos Artistas e as suas obras.
CV- 25.06.2013
Martins Raposo