FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 17 de outubro de 2013

RITA HAYWORTH
A DIVINA GILDA
Não há nada que me dê mais prazer do que escrever sobre os Artistas, que representando, estiveram mais perto da minha incorrigível alma romântica. Um desses mitos nasceu em Nova Iorque, no dia 17 de Outubro de 1918, com o nome de Margarida Carmen Cansino. Os seus primeiros anos e uma parte da juventude foi vivida no seio da sua família que fazia pequenos espectáculos de dança, nos quais começou também a actuar.
Fazer de sua filha uma bailarina  de classe, foi um dos sonhos de seu Pai, Eduardo Cansino que dançava muito bem o flamenco. E foi como bailarina que a jovem Margarida iniciou a sua carreira artística no cinema, entrando em numerosos filmes de classe B.
Parecia no início que a sua carreira estava condenada ao fracasso sem qualquer destaque de importância. No entanto, ela possuía todos os atributos para brilhar e acima de tudo, a fibra dos lutadores que não desistem aos primeiros dissabores.
Em 1940, Georges Cukor, deu-lhe o seu primeiro papel de relevo no filme; "Uma Mulher Original" que alcançou de imediato um enorme sucesso. A partir desta data,  Margarida, já se tinha transformado na bela Rita Hayworth e a soma dos seus êxitos nunca mais parou de aumentar, atingindo a popularidade e a  fama só conseguido pelas grandes estrelas do cinema.
Entre os seus numerosos filmes, justo é de destacar os seguintes: "Uma Loira Com Açúcar", "Sangue e Areia", "Ao Compasso do Amor",  "Bonita Como Nunca", "Gilda" e "A Dama de Xangai". Este último filme foi realizado pelo mítico Orson Welles que foi seu marido e que despeitado tentou liquidar a carreira de Rita com este filme que foi duramente criticado pelos média.
O lendário realizador, mais não conseguiu do que o desprezo de Rita, que ainda no mesmo ano, voltou a obter um êxito retumbante ao lado de Glen Ford, no filme de Charles Vidor, "Os Amores de Carmen".
A vida amorosa  de Rita Hayworth foi desastrosa e intempestiva, com amores e desamores constantes. Esteve casada cinco vezes saindo de todos eles mais amargurada e infeliz, mas os insucessos na sua vida privada, não conseguiram ofuscar o brilho luminoso da sua extraordinária beleza, tendo sido a mulher mais desejada do planeta naquela década de oiro dos anos 40.
A propósito dos seus desaires amorosos, Rita costumava dizer a brincar: "A maioria dos homens, casa com Gilda, mas acorda comigo na cama"
Num dos seus últimos filmes, George Sidney, estava em dúvida para colocar o seu nome no cartaz. Frank Sinatra um dos seus numerosos amigos, levantou a sua voz dizendo - "O direito de ter o nome em primeiro lugar, pertence a Rita Hayworth. Ela é a Columbia Picture e sempre será".
Rita Hayworth,  foi sem sombra de dúvida, um dos grandes mitos do cinema em todo o Sec. XX,  que teve aliás outros nomes que reconheço em igualdade no talento, no génio e na paixão com que se entregavam a interpretar as diversas personagens no cinema e no teatro.
A escolha do nome de Rita Hayworth como uma das minhas estrelas preferidas, deve-se essencialmente à sua magistral interpretação nos filmes; "A Dama de Xangai", "Sangue e Areia" e sobretudo em "Gilda" que considero ser um dos melhores filmes de sempre, no seu género, em que o romance dramático se entrelaça com a música e a dança, numa forma de arte difícil de igualar na sétima arte. É um filme que mexe com os sentimentos e os sentidos, muito em especial pelo ritmo sensual de um erotismo provocante, mas que não chega a chocar as mais finas sensibilidades.
Gilda a Divina, eu revejo sempre com prazer. Obrigado Rita!
CV-17.X.13
Martins Raposo