FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















terça-feira, 26 de novembro de 2013


O JARDIM SEPARADO

A poetisa Luísa Demétrio Raposo, lançou o seu 4º. Livro de poesia, no passado sábado, dia 23 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Portalegre, numa mesa em que estava acompanhada da escritora Luísa Monteiro, do escritor Samuel Pimenta, da Vereadora da Cultura, Dra. Dulce Nogueira Temudo Reis, do Sr. Amadeu, representante da Chiado Editora e do Sr. Luís Ensinas, Director da Biblioteca.

Perante uma plateia de algumas dezenas de pessoas e depois da brilhante apresentação do livro por parte da Dra. Luísa Monteiro e de Samuel Pimenta, foi-nos dada a oportunidade de falar com a poetisa que estava visivelmente satisfeita  por se encontrar rodeada de bons amigos, salientando o privilégio de ter a seu lado escritores com  obra credenciada já há bastantes anos.
A autora esclareceu logo de início, que embora a Editora já tivesse posto à venda nas livrarias, esta sua obra, foi desde sempre sua a intenção de proceder ao lançamento do livro em Portalegre, cidade que sente ser a sua terra por adopção e onde vive à mais de 20 anos.
Tendo-lhe pedido que nos dissesse algumas palavras sobre o livro agora editado, "O Jardim Separado" a autora esclarece que esta obra, percorre o mesmo sentido estilístico do seu livro anterior, "Nymphea", lançado no ano de 2012 e acrescenta estou plenamente de acordo com as palavras do poeta Luís Serguilha quando afirma que "a literatura, a poesia e a arte, são inexplicáveis, pois são atravessadas pela potência das sensações. Elas acontecem, são eminências"; para concluir afirma - "O Jardim Separado faz parte da natureza e a natureza não se explica, ela simplesmente existe, está em nosso redor, é o que é".
Numa leitura muito rápida a necessitar de ser relida com mais vagar de forma a poder usufruir plenamente de toda a beleza e significado dos seus poemas, julgo poder afirmar que a autora deu com as suas palavras uma explicação objectiva e abrangente do pleno conteúdo desta sua obra. Resta-nos agradecer o amável convite que nos enviou e  desejar o melhor sucesso para o seu "Jardim Separado" que o mesmo, espalhe as suas flores (poemas), por toda a parte e que a beleza afrodisíaco das suas pétalas acabe por ser uma partilha unificadora.
Como adenda julgo ser útil informar que Luísa Demétrio Raposo, nasceu no dia 10 de Novembro de 1973, em Oeiras e vive em Portalegre há vinte anos. Iniciou a sua carreira como escritora em 2010 com o lançamento do livro, "Respiração das Coisas", no ano seguinte publicou, "Nu Âmbar da Minha Escrita", em 2012 saiu o seu livro "Nymphea" e este ano presenteou-nos com "O Jardim Separado".
Nas paredes da Sala da Biblioteca estavam reproduzidas várias imagens da poetisa grega, Safo, não cheguei a falar com a autora sobre o significado da sua escolha, mas conhecendo a sua obra reconheço algumas semelhanças poéticas.
Martins Raposo
CV- 25.11.13
POEMA
O coração é uma ponte dura entre a carne e o poder de amar, suspensa da liberdade, na plenitude de um livro em movimento. Eternas são as luas colocadas dentro, no espaço procurando o silêncio entre astros húmidos, em batimentos rodeados de sal, rodeado de veias e de um verbo que cresce entre as marés vermelhas unindo o meu corpo que sonha à fuga intemporal da verdade.
Os sonhos são a prata que caçamos no fogo de um deserto interno, nas profundezas de um mar que carregamos e onde muitas vezes naufragamos sem navio ou sombra...
O mundo é uma mulher só cheia de curvas e um punhado de telhas molhadas onde a minha boca se desmembra em cada entardecer disperso. Lá fora os azuis do céu forjam a noite  e os milhões de cavalos que me percorrem num sexo quente que eu aperto contra mim, onde afago uma cauda redonda que rosna em cada pulsatr cru dentro da minha carne fervente...
Do Livro: O JARDIM SEPARADO - Pag. 20
PT - 23.11.13

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ALBERT CAMUS
 Albert Camus, nasceu a 07 de Novembro de 1913, na cidade de Mondovi, na Argélia. Romancista, dramaturgo, ensaísta e filósofo, deixou-nos uma obra de grande valor literário.
 A sua amizade com Sartre e Simone Beauvoir,  terá  influenciado alguns dos seus livros com a filosofia existencialista professada por aqueles escritores.
Com a publicação do polémico ensaio "O Homem Revoltado", Camus afasta-se de Sartre e segue uma filosofia mais íntima e  pessoal de criticando, a sociedade, os sistemas políticos e sociais vigentes. Nesta segunda fase escreve o romance, "A Peste", talvez a sua obra mais notável. Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1957, que distingue para além do já citado livro, "O Estrangeiro", "O Mito de Sísifo", "Calígula" e  "A Queda".
O escritor que foi também um activista dos direitos humanos faleceu num acidente de viação, quando tinha apenas 47 anos de idade, deixou-nos por acabar o romance "O Primeiro Homem", mas para além disso, não conseguimos imaginar que mais nos teria dado, Camus vivia cada vez mais isolado e solitário.
Martins Raposo
CV-07.11.2013