FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















segunda-feira, 24 de setembro de 2018



O FLUVIÁRIO DE MORA

O Fluviário de Mora é um aquário público dedicado aos ecossistemas de água doce, privilegiando o conhecimento da sua diversidade, importância e relação com a humanidade. Foi inaugurado a 21 de Março de 2007 e ao longo da visita ficará a conhecer algumas das espécies dulciaquícolas de Portugal da nascente até à foz, outras que ocorrem na Península Ibérica, e também da bacia hidrográfica do rio Amazonas e dos grandes lagos africanos do Vale do Rift.
A concretização do Fluviário de Mora visou a criação de um aquário público dedicado aos ecossistemas de água doce. A sua natureza científica, cultural e de lazer, para além de recriar o universo aquático, consolida uma vertente educativa e ambiental. Ao longo da visita ficará a conhecer mais de 600 exemplares de 69 espécies que habitam os rios de Portugal.In.: Folheto da CMM

segunda-feira, 10 de setembro de 2018


A SUÉCIA DO SEC. XXI

 


Sempre tive um afecto especial pelas gentes do Sul da Europa e julgo até que possuo algumas características genuínas que se identificam com os Povos do Sul. Mas em princípio não tenho qualquer preconceito em relação a todos os outros Povos, sejam do Norte, do Leste ou do Oeste.
Vem isto a propósito da avalanche de comentadores que ultimamente veem insistindo na ideia de que a direita radical e xenófoba vem conseguindo vitórias consecutivas em todas as eleições recentes em vários países o que de certo modo apresenta uma perspectiva que só tem favorecido os referidos Partidos.
 
No caso das Eleições na Suécia, os tais comentadores da desgraça, chegaram a cozinhar sondagens com o Partido dos Democratas(?) Suecos iriam conseguir o 2º. lugar com uma percentagem que alguns avançavam em mais de 20%.
Hoje já sabemos os resultados finais que foram os seguintes: O bloco governamental de esquerda a conseguir 144 lugares no parlamento, a Aliança à direita 143 e os Democratas da Suécia a conseguirem, para já, 62 lugares:
Sociais Democratas: 28.4%; Moderados: 19.8%; Democratas da Suécia: 17.6%; Partido do Centro: 8.6%; Partido da Esquerda: 7.9%; Democratas Cristãos: 6.4%; Partido Liberal: 5.5%; Partido dos Verdes: 4.3%.
A situação é de facto grave, mas os ditos Comentadores, "Velhos do Restelo", parece que gostavam que os resultados fossem ainda piores para o bom povo da Suécia. É evidente que o mundo parece regredir e que as Democracias parecem doentes e com dificuldade em fortalecer os seus ideais.
A Suécia era nos meus tempos da Juventude, um dos países do Norte mais respeitados e admirados pela Política Económica e Social implantada por Olof Palme, um dos Chefes de Governo mais progressistas do mundo dito Ocidental. A Suécia era o país dos sonhos realizados por um povo unido em torno do seu líder.
Os inimigos de Olof Palme são os mesmos que hoje votam cegamente na Ultra Direita e conseguiram num acto de traição sem limites que alguém assassina-se o Primeiro Ministro.
Homens como Olof Palme não nascem todos os dias. Eles são como os génios na arte e nas ciências, por vezes passam-se séculos para apareça um homem com a personalidade, o caracter e a coragem de lutar por um mundo melhor.
E foi assim que os sucessivos Governos após a sua morte começaram a renegar os princípios que deram a grandeza a esse grande país da Escandinávia. Os desvios do Partido Social Democrata, inclinaram-se cada vez mais para um liberalismo radical, favorecendo o capitalismo em detrimento da democracia e das políticas sociais que foram pouco a pouco desaparecendo, até chegar aos dias de hoje em que as populações se  sentem cada vez mais indefesas e com os direitos adquiridos em perda total.
É nesta altura que aparecem os comentaristas avoengas das desgraças, apontado em várias direcções, mas escondendo a verdade com montes de mentiras.
Toda a gente sabe que o problema principal não está no problema dos refugiados que foram obrigados a fugir dos países de origem, mas sim no modo estranho de fazer política à revelia dos interesses das populações, no qual o capitalismo loucamente desenfreado obriga os Governos a praticar um política de submissão, seja ao Euro, seja ao Dóllar, castigando os seus próprios povos. O "PROBLEMA" não vem dos Refugiados, o Problema está nas escolhas de um Liberalismo em declarada falência política e social. Está provado que o Liberalismo caduco, falho de ideias progressistas e enredado nos compromissos com o Capitalismo Selvagem, praticam uma política suicida, castigando os trabalhadores e a sociedade em geral.  Este é o verdadeiro problema que se coloca na Suécia e em muitos outros países do mundo.
Castelo de Vide, 10 de Setembro de 2018
Martins Raposo

quinta-feira, 6 de setembro de 2018


O LIVRO DO MÊS

A HORA MÁGICA
A história deste conta-se em breves linhas e lê-se com muito agrado embora o tema seja por vezes muito dramático sem contudo cair na pieguice agri-doce que muitos dos novos escritores exageram, tornando a sua escrita enfadonha e por vezes demasiado violenta. A Hora Mágica começa com o aparecimento repentino de uma criança, em cima de uma árvore abraçada a uma pequena loba, perto da aldeia.  A Polícia sob o comando de uma jovem forte e corajosa mas sem qualquer experiência para enfrentar este caso insólito.
A criança não tinha mais do que cinco a seis anos, estava andrajosamente vestida, suja de lama e uma atitude felina e selvagem, parecia não estar habituada a viver entre os humanos. Depois de ter sido controlada, verificaram que a criança não era da aldeia e não sabia falar, todos os seus gestos e atitudes revelavam ausência completa de conhecimentos de civilização.
Na pequena cidade, ninguém estava em condições de resolver um problema desta natureza, tão complexo e tão difícil. Uma coisa parecia certa a menina tinha vindo da floresta e tudo indicava ter ali vivido isolada de qualquer convívio humano. Os serviços sociais incipientes e com falta de pessoal especializado e Polícia formada por três  elementos incluindo a Chefe. O Hospital também não possuia meios para se responsabilizar de cuidar da criança.
A Polícia por decisão da jovem comandante, acabou por tomar conta deste caso inesperado e a primeira medida foi tentar saber por todos os meios  se havia alguém que se identificasse como familiar da criança. Entretanto e depois de várias peripécias por parte da comunicação social, sempre desejosa de empolar e dramatizar os factos, acabou por ser ainda mais prejudicial a todo o processo.
Entretanto a corajosa Ellie, foi-se envolvendo afectivamente com a criança, e na ausência de qualquer parente, tomou-a seu cargo, levando-a para sua casa. Foi quase em simultâneo com o caso que envolveu a irmã Júlia uma psiquiatra de grande valor e conhecimento arrastada ignobilmente por um processo judicial que pôs em causa o seu dedicado profissionalismo.
Foi neste momento terrível na vida de Júlia alterando duramente o seu percurso como médica e especialista que sua irmã lhe telefonou a pedir ajuda para resolver o problema da fala e das atitudes semi-selvagens da pequena a quem foi dado o nome de Alice.
Podemos afirmar que foi amor à primeira vista, Júlia assim que viu aquele pequenino ser, terrivelmente assustada e sem conseguir adaptar-se ao meio, apesar de rodeada por pessoas que a tentavam conquistar, decidiu enfrentar corajosamente este desafio que se colocava a si como especialista e como ser humano. Era um desafio de grande responsabilidade, no plano humano e no plano profissional, visto que estava relacionado com a sua especialidade de médica e psiquiatra.
O resultado final deve-se não só à Dra. Júlia, mas também a sua Irmã, Hellie e à sua equipa na Esquadra, ao Dr. Max que conseguiram com muito empenho, muito carinho e muito amor, humanizar a frágil criança e descobrir a sua inteligência e a facilidade em aprender a falar e a conviver com as pessoas.
Júlia e a irmã Hellie em conjunto com outras personagens que dão força e apoio para resolução positiva da pequena Alice, a que no final o Pai biológico da criança acaba por aceitar que esta fique junto de Júlia, reconhecendo que a sua filha não tinha qualquer laço filial não reconhecendo como Pai e escolhendo sem qualquer dúvida o amor maior que a ligava à nova Família e que sabia ser correspondida de igual forma.
É assim que termina A Hora Mágica que o autor deste simples texto, não sabe bem quando começa, como um acto de grande entrega intensa a um verdadeiro amor entre a jovem Júlia e a pequenina Alice.
Este foi de facto o grande livro que li no mês de Agosto.
"A Hora Mágica" foi escrito pela escritora americana, Kristin Hannan que já tem uma obra considerável e aceite como uma romancista de grande mérito. Kristin nasceu em 25 de Setembro de 1960, na Califórnia, na cidade de Garden Grove, tendo estudado em Washington  onde se licenciou em direito.
Hoje a escritora tem 18 Livros editados no nosso País, entre os quais se registam "O Caminho para Casa"; "O Rouxinol"; "As Cores da Vida" e "Amigas para Sempre". A impressão positiva que resultou na leitura deste livro, leva-me a crer que voltarei a procurar uma destas obras que julgo não me vai decpcionar.
Castelo de Vide, 03 de Setembro de 2018
Martins Raposo
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

 
A NOSSA TERRA
"CASTELO DE VIDE

Esta é a nossa Terra, Castelo de Vide é o seu nome e se me atrevo a chamar-lhe nossa é porque aqui nasceram os meus ancestrais, pelo lado paterno os Raposos e Mirandas, pelo lado materno os Martins e os Carrilhos.
Nenhum Homem é Estrangeiro é o título de um livro de Joseph North de que gostei particularmente. Trata-se de um livro autobiográfico com uma certa filosofia de civismo e de humanismo. Vem isto a propósito de ter conhecido muitas terras e todas em que vivi, nunca me senti como "estrangeiro", fui sempre tratado como se a elas pertencesse, com respeito e dignidade, A todas por igual dei o melhor que podia e sabia. Mas a nossa Terra será sempre aquela onde temos as nossas raízes, onde bebemos o leite materno e recebemos os carinhos  e os afectos dos nossos Pais e dos Familiares.
Depois de uma prolongada ausência, eis que regresso ao lugar primeiro, por opção e por uma série de factores que favoreceram esta decisão. Todos aqueles que por motivos vários se ausentaram da Terra onde nasceram. terão decerto sonhado com um regresso ao solo natal. Ninguém se afasta do lugar onde nasceu apenas por vontade própria, neste particular todos acalentamos os mesmos sonhos.
Com as honrosas exceções da natureza humana, ninguém (emigra) vai para uma terra estranha com alegria e conforto. Tantos são os que foram encontrar um mundo adverso e cruel, tantos são os que sofreram e continuam muitos a sofrer vicissitudes várias, doenças e desilusões ao longo da vida. No princípio todos desejam voltar, só que a vida nem sempre corre a nosso favor e se alguns afortunados conseguem um regresso condigno, muitos mais são aqueles que não têm essa sorte.
Posso por isso mesmo considerar-me um privilegiado, a quém a sorte bafejou de acordo com os desejos que sempre nortearam os meus sentimentos mais íntimos, sem contudo esquecer  a importância real  de factores que ajudaram a concretizar esta decisão. Sem querer alongar-me muito, faço referência aos principais:
- Em primeiro lugar a vontade expressa pela Cidália com  quem estou casado há mais de 30 Anos e que desde que começamos a vir juntos de visita a  Castelo de Vide, logo se apaixonou por esta terra maravilhosa.
- Em segundo lugar, foi o facto dos meus Pais, viverem aqui e ser chegada a hora de os ajudar a resolver alguns problemas de saúde, assim como a Mãe da Cidália, D. Guilhermina;  em terceiro lugar também contribuiu o facto da maior parte da minha família viver neste Concelho..
O nosso regresso deu-se em definitivo em Setembro de 2000, embora já tivéssemos começado os preparativos em 1997, vendendo o Apartamento que tínhamos em Sesimbra/Santana, comprando o terreno onde construímos a nossa casinha.

Em Sesimbra vivemos 13 anos, muito felizes. Sesimbra é também uma terra muito bonita, plantada à beira-mar, com um magnífico porto de pesca e uma praia de grande extensão. Ganhámos aqui muitos amigos e duas afilhadas, uma de baptizado e outra de casamento.
Foram também, a nível pessoal os melhores anos em termos profissionais, tendo os meus esforços e sacrifícios sido contemplados novamente, depois dos primeiros anos, na

Agência do BPSM no Couço, fui prejudicado profissionalmente, devido à facciosidade das chefias que apesar de nunca ter faltado aos deveres que me competiam como empregado  não viam com bons olhos os meus ideais e a minha opção partidária e a forma como a População me tratava com amizade simpatia. Na minha caderneta já de à muito estava marcada a vermelho como um perigoso esquerdista e membro do PCP e o Gerente e Sub-Gerente, seguiam escrupulosamente as ordens dos Administradores e as suas opções políticas eram declaradamente da direita conservadora. Foi com alguma raiva e frustração que assistiram em 1982, à nomeação para a Câmara Municipal de Coruche, como Vereador a tempo inteiro.
Mas desses tempos de descontentamento profissional, mas também da promoção social e política, terá de ficar para outra crónica, para não me afastar do tema principal com que iniciei esta crónica sobre a nossa Terra que forçoso é que termine com esta declaração.
Os 18 anos que temos passado na "nossa terra" têm sido muito agradáveis e positivos, apesar de alguns momentos de sofrimento e de dor pelo falecimento dos meus Pais, da Mãe Guilhermina e de alguns dos Familiares mais chegados.
Por outro lado e muito compensadoramente, fomos bafejados pela sorte de termos assistido ao nascimento em 2011, da nossa querida Neta Margarida, filha do Paulo e da Susana e que tem sido uma companhia de esperança e de alegria com muito amor e afectos.
Também o Paulo se tem esforçado por se fazer um homem bom, trabalhador incansável ( nem sempre com muita sorte) e com vontade de constituir família e permanecer uma ligação forte connosco. Bem hajam todos estes factores que têm cimentado a nossa decisão que continuamos a julgar como a melhor que fizemos na nossa vida.
Assim podemos concluir nesta breve crónica que o regresso a Castelo de Vide, apesar da saúde nem sempre ter sido a melhor e que constitui neste momento causas de alguma preocupação, veio-nos dar belos momentos de alegria de prazer e de serenidade e têm sido sem qualquer dúvida 18 anos muito felizes.
Castelo de Vide, Setembro de 2018
Cidália Maria Alagoa Carreira Raposo e José António Martins Raposo