FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 6 de setembro de 2018


O LIVRO DO MÊS

A HORA MÁGICA
A história deste conta-se em breves linhas e lê-se com muito agrado embora o tema seja por vezes muito dramático sem contudo cair na pieguice agri-doce que muitos dos novos escritores exageram, tornando a sua escrita enfadonha e por vezes demasiado violenta. A Hora Mágica começa com o aparecimento repentino de uma criança, em cima de uma árvore abraçada a uma pequena loba, perto da aldeia.  A Polícia sob o comando de uma jovem forte e corajosa mas sem qualquer experiência para enfrentar este caso insólito.
A criança não tinha mais do que cinco a seis anos, estava andrajosamente vestida, suja de lama e uma atitude felina e selvagem, parecia não estar habituada a viver entre os humanos. Depois de ter sido controlada, verificaram que a criança não era da aldeia e não sabia falar, todos os seus gestos e atitudes revelavam ausência completa de conhecimentos de civilização.
Na pequena cidade, ninguém estava em condições de resolver um problema desta natureza, tão complexo e tão difícil. Uma coisa parecia certa a menina tinha vindo da floresta e tudo indicava ter ali vivido isolada de qualquer convívio humano. Os serviços sociais incipientes e com falta de pessoal especializado e Polícia formada por três  elementos incluindo a Chefe. O Hospital também não possuia meios para se responsabilizar de cuidar da criança.
A Polícia por decisão da jovem comandante, acabou por tomar conta deste caso inesperado e a primeira medida foi tentar saber por todos os meios  se havia alguém que se identificasse como familiar da criança. Entretanto e depois de várias peripécias por parte da comunicação social, sempre desejosa de empolar e dramatizar os factos, acabou por ser ainda mais prejudicial a todo o processo.
Entretanto a corajosa Ellie, foi-se envolvendo afectivamente com a criança, e na ausência de qualquer parente, tomou-a seu cargo, levando-a para sua casa. Foi quase em simultâneo com o caso que envolveu a irmã Júlia uma psiquiatra de grande valor e conhecimento arrastada ignobilmente por um processo judicial que pôs em causa o seu dedicado profissionalismo.
Foi neste momento terrível na vida de Júlia alterando duramente o seu percurso como médica e especialista que sua irmã lhe telefonou a pedir ajuda para resolver o problema da fala e das atitudes semi-selvagens da pequena a quem foi dado o nome de Alice.
Podemos afirmar que foi amor à primeira vista, Júlia assim que viu aquele pequenino ser, terrivelmente assustada e sem conseguir adaptar-se ao meio, apesar de rodeada por pessoas que a tentavam conquistar, decidiu enfrentar corajosamente este desafio que se colocava a si como especialista e como ser humano. Era um desafio de grande responsabilidade, no plano humano e no plano profissional, visto que estava relacionado com a sua especialidade de médica e psiquiatra.
O resultado final deve-se não só à Dra. Júlia, mas também a sua Irmã, Hellie e à sua equipa na Esquadra, ao Dr. Max que conseguiram com muito empenho, muito carinho e muito amor, humanizar a frágil criança e descobrir a sua inteligência e a facilidade em aprender a falar e a conviver com as pessoas.
Júlia e a irmã Hellie em conjunto com outras personagens que dão força e apoio para resolução positiva da pequena Alice, a que no final o Pai biológico da criança acaba por aceitar que esta fique junto de Júlia, reconhecendo que a sua filha não tinha qualquer laço filial não reconhecendo como Pai e escolhendo sem qualquer dúvida o amor maior que a ligava à nova Família e que sabia ser correspondida de igual forma.
É assim que termina A Hora Mágica que o autor deste simples texto, não sabe bem quando começa, como um acto de grande entrega intensa a um verdadeiro amor entre a jovem Júlia e a pequenina Alice.
Este foi de facto o grande livro que li no mês de Agosto.
"A Hora Mágica" foi escrito pela escritora americana, Kristin Hannan que já tem uma obra considerável e aceite como uma romancista de grande mérito. Kristin nasceu em 25 de Setembro de 1960, na Califórnia, na cidade de Garden Grove, tendo estudado em Washington  onde se licenciou em direito.
Hoje a escritora tem 18 Livros editados no nosso País, entre os quais se registam "O Caminho para Casa"; "O Rouxinol"; "As Cores da Vida" e "Amigas para Sempre". A impressão positiva que resultou na leitura deste livro, leva-me a crer que voltarei a procurar uma destas obras que julgo não me vai decpcionar.
Castelo de Vide, 03 de Setembro de 2018
Martins Raposo
 
 

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