Do Livro que mais gostei no Mês de Agosto!

BARROCO TROPICAL, foi o Livro que mais me marcou nas leituras do Mês de Agosto. O seu autor, José Eduardo Agualusa, nasceu em 13 de Dezembro de 1960, na cidade do Huambo, em Angola. Estudou em Lisboa, no Instituto de Agronomia, licenciando-se em Agronomia e Sevicultura.
Descendente de famílias brasileira e portuguesa, José Agualusa, define-se como um escritor, afro-luso-brasileiro.
O seu primeiro Livro, “Nação Crioula” saíu em 1997, beneficiando o jovem escritor, de uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Centro Nacional de Cultura.
Recebeu o Prémio de Revelação Sonangol, com a publicação em 1989, do romance “A Conjura”.
Em 1997 foi distinguido com a Grande Prémio de Literatura da RTP, atribuído ao livro, “Nação Crioula” e em 1999 obteve o Grande Prémio de Conto da Associação de Escritores, com o seu livro “Fronteiras Perdidas”.
Em 2002, ganhou o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura, com o romance “Estranhos e Bizarros” e em 2004 recebe o Prémio Independente de Ficção Estrangeira, promovido pelo jornal britânico “The Independente”, pela publicação do seu livro “Vendedor de Passados”.
Já tinha lido do escritor, os seus livros: 1996, “Estação das Chuvas”; 2004, “Vendedor de Passados” e em 2007 “As Mulheres do Meu Pai”. Todos eles têm como cenário as terras de Angola e algumas referências a Portugal e ao Brasil. As suas personagens movem-se num mundo mágico e sensual, com um tom de sátira aos costumes e à sociedade actual.
Barroco Tropical segue na mesma linha de efabulação fantástica, contando-nos em “histórias” que se envolvem e cruzam, num mundo subterrâneo e sinistro. Impiedoso com o retrato de personagens que se movem na sombra e na lama onde muito poucos se salvam.
“Há quem diga que as personagens de Barroco Tropical”, vão do céu, ao submundo, no qual as formas ocultas, manejam, magoam e executam”. Concordo plenamente, embora o livro se nos apresente como uma parábola de um tempo futuro (2020) – “ Uma mulher cai do céu durante uma tempestade tropical”.
Barroco Tropical é um livro muito duro, implacável e cáustico para com os interesses corruptos de alguns políticos com muito poder no jovem país que mesmo em 2020 Angola ainda o será. A densidade dramática do enredo, sufoca-nos como se estivéssemos numa pequena sala de exposições com um grande quadro negro à nossa frente, no qual a única luz viesse de uma pequena clarabóia no tecto, ensombrada pela tempestade e por uma estranha figura de mulher.
Este livro transporta-nos para o realismo-mágico das literaturas latino-americanas, de onde sobressaem uma plêiade de escritores como do portentoso génio de Garcia Marques. Parece-me de grande significado o próprio título que nos avisa com o seu estilo radical e exuberante, estarmos perante um “monumento” que não nos deixa indiferente e nos agarra freneticamente do princípio ao fim.
A Luanda que nos parece transfigurada e transida de medo e de terror, não é a cidade maravilhosa que eu conheci nos anos 60 e 70, que apesar de ter efectivamente algumas fronteiras a dividir as classes sociais e dos seus “muceques” serem bairros pobres e degradantes, possuía uma atmosfera especial, repleta. de luz e musicalidade feliz.
Outros grandes escritores Angolanos, a começar pelo meu amigo Pepetela, deste aparente caos que se vive na belíssima Luanda, têm feito descrições muito semelhantes. A Literatura tem também esta missão de carregar um pouco nas cores mais feias, para sacudir o leitor, abaná-lo para que também nós possamos contribuir para quês estes tempos mais tristes se transformem num mundo melhor.
Quem sabe, talvez não seja preciso esperar até 2020, para voltarmos a ver os luandenses mais felizes com uma cidade mais justa e mais bela.
CV – Setembro de 2009
Martins Raposo
Descendente de famílias brasileira e portuguesa, José Agualusa, define-se como um escritor, afro-luso-brasileiro.
O seu primeiro Livro, “Nação Crioula” saíu em 1997, beneficiando o jovem escritor, de uma Bolsa de Criação Literária, atribuída pelo Centro Nacional de Cultura.
Recebeu o Prémio de Revelação Sonangol, com a publicação em 1989, do romance “A Conjura”.
Em 1997 foi distinguido com a Grande Prémio de Literatura da RTP, atribuído ao livro, “Nação Crioula” e em 1999 obteve o Grande Prémio de Conto da Associação de Escritores, com o seu livro “Fronteiras Perdidas”.
Em 2002, ganhou o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura, com o romance “Estranhos e Bizarros” e em 2004 recebe o Prémio Independente de Ficção Estrangeira, promovido pelo jornal britânico “The Independente”, pela publicação do seu livro “Vendedor de Passados”.
Já tinha lido do escritor, os seus livros: 1996, “Estação das Chuvas”; 2004, “Vendedor de Passados” e em 2007 “As Mulheres do Meu Pai”. Todos eles têm como cenário as terras de Angola e algumas referências a Portugal e ao Brasil. As suas personagens movem-se num mundo mágico e sensual, com um tom de sátira aos costumes e à sociedade actual.

Barroco Tropical segue na mesma linha de efabulação fantástica, contando-nos em “histórias” que se envolvem e cruzam, num mundo subterrâneo e sinistro. Impiedoso com o retrato de personagens que se movem na sombra e na lama onde muito poucos se salvam.
“Há quem diga que as personagens de Barroco Tropical”, vão do céu, ao submundo, no qual as formas ocultas, manejam, magoam e executam”. Concordo plenamente, embora o livro se nos apresente como uma parábola de um tempo futuro (2020) – “ Uma mulher cai do céu durante uma tempestade tropical”.
Barroco Tropical é um livro muito duro, implacável e cáustico para com os interesses corruptos de alguns políticos com muito poder no jovem país que mesmo em 2020 Angola ainda o será. A densidade dramática do enredo, sufoca-nos como se estivéssemos numa pequena sala de exposições com um grande quadro negro à nossa frente, no qual a única luz viesse de uma pequena clarabóia no tecto, ensombrada pela tempestade e por uma estranha figura de mulher.
Este livro transporta-nos para o realismo-mágico das literaturas latino-americanas, de onde sobressaem uma plêiade de escritores como do portentoso génio de Garcia Marques. Parece-me de grande significado o próprio título que nos avisa com o seu estilo radical e exuberante, estarmos perante um “monumento” que não nos deixa indiferente e nos agarra freneticamente do princípio ao fim.A Luanda que nos parece transfigurada e transida de medo e de terror, não é a cidade maravilhosa que eu conheci nos anos 60 e 70, que apesar de ter efectivamente algumas fronteiras a dividir as classes sociais e dos seus “muceques” serem bairros pobres e degradantes, possuía uma atmosfera especial, repleta. de luz e musicalidade feliz.
Outros grandes escritores Angolanos, a começar pelo meu amigo Pepetela, deste aparente caos que se vive na belíssima Luanda, têm feito descrições muito semelhantes. A Literatura tem também esta missão de carregar um pouco nas cores mais feias, para sacudir o leitor, abaná-lo para que também nós possamos contribuir para quês estes tempos mais tristes se transformem num mundo melhor.Quem sabe, talvez não seja preciso esperar até 2020, para voltarmos a ver os luandenses mais felizes com uma cidade mais justa e mais bela.
CV – Setembro de 2009
Martins Raposo










































Ou é impressão minha, ou de facto estes lugares que acabei de visitar não são devidamente divulgados pela nossa Imprensa, grande parte da qual está em mãos de senhores sobejamente conhecidos pela sua aversão a tudo que lhe “cheire” ser do Alentejo. Vejam bem! Eu até tenho algumas dúvidas se isto não resultará em benefício e salvaguarda do Litoral Alentejano, que até possui uma cidade (com mais de 12.000 Ha) que não está registada em muitos mapas e que as pessoas que atravessam pela estrada que a divide, sem darem pela sua existência. Vila Nova de Santo André, única em Portugal!



Foram oito belos dias de sol e mar, com rápidas surtidas por outros lugares fantásticos, como o já citado Porto Covo, a Ilha do Pessegueiro (vista de perto) que nos deram muito prazer e momentos de sonho e beleza.