FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















terça-feira, 7 de dezembro de 2010

NA RUA DA SAUDADE COM O ARY

ARY DOS SANTOS


José Carlos Pereira Ary dos Santos, nasceu em Lisboa no dia 07 de Dezembro de 1936 e faleceu apenas com 48 anos, a 18 de Janeiro de 1984. Poeta, declamador e actor de Teatro e Revista, escreveu mais de 600 Canções e algumas delas tornaram-se famosas por terem ganho o primeiro lugar nos Festivais da Canção, promovidos pela RTP, a começar pela Desfolhada”, interpretada por Simone de Oliveira em 1969, seguindo-se a “Menina do Alto da Serra”, interpretada por Tonicha em 1971. Fernando Tordo em 1973 arrebata o 1º. Prémio com “Tourada” e em 1977, Os Amigos, são os vencedores do Festival com“Portugal no Coração"                                                          
Considerado por alguns críticos como um dos mais talentosos poetas da sua geração, de linguagem irreverente, por vezes caustica, mas a que não faltava sentimento e emoção, estreou-se com o Livro de Poemas “A Liturgia do Sangue” a que se seguiram, “Tempo da Lenda das Amendoeiras”, “As Portas que Abril Abriu”, “ O Sangue das Palavras” e muitos outros que contribuíram para um renovado e criativo estilo poético centrados nas “temáticas da emoção, de ter, sentir e possuir”. Foi essencialmente um Poeta do Amor, que amava

Lisboa e as suas gentes, abordando temas sociais como o trabalho e a justiça, mas também da grande solidão que nunca o abandonou após a morte de sua mãe que muito amou.
Amigo e solidário, trabalhou com músicos e intérpretes de várias gerações e sensibilidades, entre os quais, Vitorino de Almeida, Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Teresa Tarouca, Paulo de Carvalho, Nuno Nazaré Fernandes, Fernando Tordo, Serge Reggiani, Chico Buarque, Tonicha, Hugo Maia Loureiro, José Mário Branco, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Carlos do Carmo e muitos outros imortalizaram a sua obra com interpretações inesquecíveis e composições musicais de grande qualidade.
A sua voz grave e poderosa aumentava a mensagem forte dos seus versos. Ficaram célebres alguns poemas que declamou com grande emoção, como foi o caso do Poema “Poeta Castrado, Não” – “Serei tudo o que disserem/por inveja ou negação:/cabeçudo dromedário/fogueira de exibição/teorema corolário/poema de mão em mão/ lãzudo publicitário/ malabarista cabrão. /Serei tudo o que disserem: Poeta castrado, não"! E esse enorme Poema, “As Portas que Abril Abriu” que por ser muito longo não posso transcrever mas que aconselho a todos os que gostam de Poesia de Intervenção a lerem com atenção esse autêntico manifesto de revolta e de libertação.

César Príncipe escreveu como ninguém uma belíssima crónica sobre Ary dos Santos, que ele diz - "ter sido mais chegado aos Demónios e ser considerado um Anjo Rebelde que nunca tresmalhou, nem consentiu que se iludissem a seu respeito, nas trincheiras de Abril e do Socialismo”. E o brilhante Escritor e Jornalista recorda o Poeta com saudade e tristeza – Ary faz notória falta, porque o país está cheio de patetas e poetas “castrados”…
Mas deixemos o Poeta falar para melhor o compreendermos: “A poesia é, em primeiro lugar, a maneira que eu tenho de falar com o meu povo. Depois, é por causa desse povo, a própria razão da minha vida. É pesquisa, luta, trabalho e força. Ser poeta é escolher as palavras que o povo merece (…) O que é certo é que nunca abandonei nenhuma das três linhas que fazem parte do todo da minha poesia: a lírica, a satírica e de intervenção”.

O seu carácter excessivo e apaixonado, marcaram uma época. A sua morte prematura impediu que a sua obra se consolidasse ainda mais, mas o seu nome deve constar na literatura, com o mesmo relevo que têm dado à sua amiga Natália Correia que o apelidou de Poeta Romântico, “sem as névoas físicas da germanidade. Muito à portuguesa tendo em seu baptismo garrettiano dado romanceiro e liberalismo”. E também até certo ponto do Manuel Alegre dos ano 60 quando escreveu a Praça da Canção e o Canto e as Armas.
A terminar deixo aos meus queridos amigos os últimos versos do Poema “Meu Amor, Meu Amor” – Meu amor, meu amor/meu nó de sofrimento/minha mó de ternura/minha nau de tormento/ este mar não tem cura/ este céu não tem ar/nós parámos o vento/ não sabemos nadar/ e morremos, morremos/devagar, devagar.
 E aos novos, mesmo aqueles aquém as musas fadaram para a Poesia, eu os convido a ler a sua Obra. Façam-no com a mente aberta e livre de preconceitos e tenho a certeza que ficarão agradavelmente surpreendidos. Leiam a Balada Para os Nossos Filhos, um hino de ternura e emoção que começa dizendo: Um filho é como um ramo despontado/do tronco já maduro que sou eu/um filho é como um pássaro deitado/no ninho da mulher que me escolheu.
O Ary é um Poeta do povo que nos oferece o Fado da Lezíria, do Fado do Trigo e até do Fado Burrico. Quem não se lembra de “ Os Putos” na voz inconfundível de Carlos do Carmo. Fala-nos do Cacilheiro, do Cauteleiro, das Varinas, do Homem das Castanhas, da Feira da Ladra e dessa Lisboa Menina e Moça que ele amou até morrer.
E agora que estamos perto de mais um Natal, que a fúria consumista desumaniza e aviltesse com actos de grande cinismo e hipocrisia, relembremos o Poeta que nos diz: “Natal é em Dezembro/ mas em Maio pode ser. / Natal é em Setembro/ é quando um homem quiser. / Natal é quando nasce uma vida a amanhecer. / Natal é sempre o fruto/que há no ventre da mulher.”
Até sempre companheiro Ary dos Santos!
Martins Raposo
CV – 07 de Dezembro de 2010
Notas: com a devida vénia, Enciclopédia da Música em Portugal no Sec. XX, de Salwa Castelo Branco,As Palavras das Cantigas, do Ary dos Santos,Internet. Obrigado!

domingo, 28 de novembro de 2010

PEDRO BARROSO

UM ARTISTA EM GRANDE!

Não sendo Pedro Barroso o Músico do Mês, decidi fazer notícia no Facebook, para assinalar o seu 61º. Aniversário, porque este grande "Trovador da Música Portuguesa", nasceu em Lisboa no dia 28 de Novembro de 1950. Como naquele Site Social não podemos (ou não devemos), fazer textos muito grandes, daí a razão de fazer esta pequena crónica mais pormenorizada.
Pedro Barroso é conhecido pelo sua   generosa capacidade com que se entrega à arte de bem interpretar os seus Poemas e o de Poetas consagrados da nossa Literatura, como foi o caso da Pedra Filosofal, um dos seus maiores êxitos, da autoria do Poeta António Gedeão e Afrodite de um Poema de José Saramago.
Cantor, poeta, autor de letras e compositor, com influências de grandes intérpretes franceses, como Gilbert Bécaud, Charles Aznavour, Adamo, Georges Brassens, Léo Ferré, Edith Piaf, Pedro Barroso estreou-se no famoso programa de Televisão "Zip-Zip" em 1969, acompanhado por Fernando Alvim e Pedro Caldeira Cabral. As suas primeiras canções integram críticas ao Governo fascizante. Após o 25 de Abril envolveu-se com grande entusiasmo nas Campanhas de Dinamização Cultural do MFA. Editou o primeiro disco "Trovador-dor em 1970 e desenvolve actividades artísticas no TEC.
Lutas Velhas Canto Novo, foi o seu primeiro LP, seguindo-se Agua Mole em Pedra Dura, Quem Canta Seus Males Espanta, para além de numerosos CD's entre os quais destaco; Navegador do Futuro e Antologia. A partir do seu segundo LP, começou a compor algumas das suas canções no estilo da música erudita e do pop-rock, de que se destaca "Canção para a Amizade e Afrodite.
Tem composto muitas músicas para outros artistas e trabalhou em conjunto com Janita Salomé e Manuel Freire no CD, Cantos d'Oxalá.
É autor dos seguintes Livros: Cantos Falados, Das Mulheres e do Mundo e a história maravilhosa do país bimbo.
Pedro Barroso recebeu até hoje numerosos  prémios  em Portugal e no estrangeiro e actuou com grande sucesso em muitos países da Europa, EUA, Brasil, Canadá e China.Infelizmente e tal como acontece com outros "Trovadores" do seu tempo, raramente aparece como convidado na Rádio e na Televisão, notando-se um lamentável esquecimento por parte dos responsáveis pelos média que se alastra à imprensa.
Tive a felicidade de o conhecer pessoalmente e contribuir para o Convite que lhe foi feito pela Autarquia de Sesimbra, em meados dos anos 80, e ouvir a sua voz num grande espectáculo.
Parabéns e Felicidades Amigo Pedro Barroso! A "Pedra" continua rolando. Quem sabe se um dia o Sonho não será finalmente a  realidade que todos desejamos.
CV.28.11.2011

sábado, 13 de novembro de 2010

DA MÚSICA,COM AMOR!

                                                       Vaso grego, em cerâmica 450 AC
A partir desta data e enquanto as “forças” o permitirem, vou escrever sobre o tema “Da Música, com Amor”, apresentando neste Blogue, pessoas ligadas ao mundo da música portuguesa, sejam compositores, autores de letras, e intérpretes que se tenham distinguido pelo valor do seu trabalho. Neste projecto estão contemplados todos os géneros e estilos musicais.
Por princípio será apresentado apenas um Artista por mês e o critério tem por base a data do seu nascimento, começando pelos mais antigos, sem contudo ser esta uma regra inflexível, podendo eventualmente haver alterações que tenham a ver com comemorações importantes ou com dados que possuo em cada momento.
Os “artigos” são de responsabilidade pessoal, mas abertos a sugestões e críticas construtivas que podem ser corrigidas e publicadas conforme a sua importância.
Impõe-se um esclarecimento prévio - Este trabalho não tem qualquer intenção de se apresentar como crítica ou de promover a defesa deste ou aquele género musical e muito menos individualizar este ou aquele artista.
Esta coluna pretende ser o mais imparcial possível, independente das minhas preferências pessoais que poderei apresentar em textos separados deste tema.
A Figura deste mês de Outubro recaiu sobre:


LUÍS DE FREITAS BRANCO
Luís Maria da Costa de Freitas Branco, nasceu em Lisboa no dia 12 de Outubro de 1890 e faleceu nessa mesma cidade em 27 de Novembro de 1955, Foi criado no seio de uma família madeirense de tradições intelectuais e artísticas, influenciando os seus gostos juvenis para a aprendizagem da música. Seu Tio paterno, João de Freitas Branco foi o mais entusiasta e que mais apoiou Luís e seu irmão Pedro que também foi Director e Compositor de grande mérito.
Teve excelentes professores alguns dos quais Mestres já consagrados em toda a Europa, entre os quais destacam-se: Augusto Machado, Adrés Goni, Tomás Borba, Luigi Mancinelli, Desiré Pâque e Vicent D'Índy, Gabriel Grovlez. Para complementar a sua aprendizagem, viajou pela Europa, ouvindo os Concertos dos grandes Mestres e Compositores daquela época, entre os quais se destaca, Debussy com quem terá estado várias vezes em Paris.
Esta Família faz-me lembrar, com a s devidas distâncias do país e da época, os BACH, que maravilharam o mundo com as suas obras, de Pais para Filhos, mas Sebastião Bach sobressaiu agigantando-se com uma obra ímpar que o elevou ao mais alto patamar da consagração e da fama.
Na Família de Freitas Branco, é o Luís que sobressai naturalmente pela importância e pelo valor das suas composições que abarcam estilos e géneros tão diferentes como as simples Canções musicadas e com inspiração forte dos grandes Poetas Portugueses, entre os quais se contam, Luís de Camões, Antero de Quental, F. Fernando Pessoa, António Boto e José Gomes Ferreira, entre outros.
O Compositor tem grandes peças para Música de Câmara, entre as quais se encontram as célebres Sonatas, os prelúdios e os Quartetos de cordas.
Na Música para Orquestra, nos quais é incluída a “Morte de Manfredo” e as “Suites Alentejanas nºs. 1 e 2; as Sinfonias. Compôs para o Cinema banda sonora dos Filmes; Gado Bravo de Lopes Ribeiro; Douro, faina fluvial de Manuel de Oliveira; Vendaval maravilhoso de Leitão de Barros e Algarve além-mar de Lopes Ribeiro.
Para a Música Coral, compôs muitos temas também inspirados em Poemas dos nossos Poetas; Auto da Primavera, Dez madrigais camonianos, Hino a Santa Teresinha, Lembras-me (João de Deus), Canção do Pastor, Canção da Pedra (Afonso Duarte), Só te canta a Ti (José Gomes Ferreira.
Não cabe nesta pequena crónica enumerar a extensão de toda a sua Obra que teve reconhecimento a nível mundial, tendo sido executas por grandes Orquestras Europeias e algumas delas foram dirigidas pelo seu Irmão Pedro de Freitas Branco.
A sua obra didáctica foi de uma extrema importância pelo sentido de renovação que imprimiu aos seus escritos, e às propostas efectuadas para a remodelação do ensino musical no Conservatório Nacional, advogava a obrigatoriedade do ensino a nível da Escola, desde o Ensino Elementar até à Universidade e propunha para o efeito um projecto de grande importância.
Neste trabalho de renovação teve a colaboração e o apoio do Grande Mestre Viana da Mota que infelizmente viria a falecer ainda antes das suas propostas serem recusadas pelas mentes retrógradas e anti-culturais dos responsáveis governamentais. Apesar desses contratempos ainda foi nomeado membro do Conselho Disciplinar do Ministério de Instrução e Vogal do Instituto para a Alta Cultura (?) e Professor do Curso Superior de Composição no Conservatório.
È desta altura que se conta um episódio lamentável que ocorreu com o seu discípulo Fernando Lopes Graça. Quando este, estava fazer o seu Exame para Piano, no Conservatório, a PIDE apareceu para o prender, tendo de imediato o Júri de que fazia parte Luís de Freitas Branco, protestado e imposto que o aluno acabasse a sua prova que terminou em primeiro lugar com 18 valores., mas acabou sendo levado para a prisão.
Mais tarde, Luís de Freitas Branco, comentava este triste episódio – “O meu discípulo Fernando Graça continua preso e está à mercê de gente que tem do valor dele a mesma noção que a minha égua picarça, pode ter do valor de Shakespeare”.
Esta sua atitude marca a nobreza de cidadão, de civismo e moral engrandecida pelo conhecimento, pela experiência e pelos valores humanistas que se revelam na sua imensa Obra Musical. É verdade que nos seus tempos de juventude terá tido algumas simpatias pela causa monárquica e mais tarde chegou a ter algumas ligações com os integralistas António Sardinha e Alberto Monsaraz, mas o tempo e a amizade que encontrou em pessoas como António Arroio, Bento de Jesus Caraça, Lopes Graça, com quem chegou a colaborar na Biblioteca Cosmos, levaram o compositor a ligar-se aos numerosos Escritores e Músicos que se opunham ao regime.
Esta postura de cidadão e de interveniente por causas justas contribuíram para a sua demissão de todos os cargos públicos que teve como Professor e como Mestre. Foi um das primeiras vítimas das “depurações” efectuadas pelo Fascismo no Conservatório Nacional, no qual terá lamentavelmente colaborado um dos seus companheiros, o Mestre Ivo Cruz, que foi nomeado para o seu lugar.
Foi expulso do programa que tinha na Emissora Nacional porque segundo dizia o Director, Luís de Freitas Branco se apresentou no programa com uma gravata avermelhada, no próprio dia em que teria falecido o Chefe de Estado, Marechal Carmona.
Luís de Freitas Branco esteve sempre acima das traições e ameaças que os esbirros a mando do fascismo lhe fizeram em toda a sua vida, chegando a proibir a apresentação pública de algumas das suas obras, mas nada disso foi suficiente para abafar o prestígio e a fama alcançada por um dos maiores compositores de sempre da música portuguesa.
A sua Obra aí está para testemunhar o seu valor incontestável e só é de lamentar que a mesma não seja conhecida da grande maioria dos jovens músicos portugueses, não só porque os média, se desinteressam na sua divulgação e as próprias Bandas de Música, o tenham afastado das estantes o seu vasto repertório.
Felizmente que ainda tive o privilégio de conhecer parte da sua obra, por intermédio do Major Silvério Campos que foi Maestro da Banda Militar do R.I. 15 de do RIL (Luanda), que foi um dos melhores Mestres que tive como músico militar, pelas suas qualidades técnicas e pelo seu profundo humanismo. O então Alferes Silvério Campos, apresentava frequentemente obras do grande compositor, entre as quais se contavam as Suites Alentejanas.
Para terminar proponho a audição do 1º. Suite Alentejana (a mesma que serviu de música de fundo, na inauguração da Exposição sobre o Centenário da República em Castelo de Vide (Outubro/2010).
Mas por favor não fiquem por aqui, sempre que estejam tristes ouçam, Luís de Freitas Branco! A sua música deixa Portugal mais lindo, menos cinzento, mais azul!
Martins Raposo
CV – Outubro 2010
Bibliografia in: Enciclopédia da Música em Portugal, de Salwa Castelo-Branco;História da Música Ocidental, de Donald  J. Grout e Claude V. Palisca, do Google e do Youtube - Clip a Música e Imagens Fabulosas do nosso quarido Alentejo. Parabéns jpmrp.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A ORQUESTRA DE PINK MARTINI

  E CHINA FORBES
A Orquestra de Pink Martini, foi constituída por Thomas Lauderdale, pianista talentoso que em 1994 com um bom grupo de 12 músicos resolveu criar uma Banda que interpreta-se músicas de diferentes estilos, abrangendo os ritmos quentes das Caraíbas e do Sul da Europa, com incursões no Word Music, nos Blues e no próprio Jaz.
A Banda no entanto só atingiu os primeiros sucessos com a entrada de China Forbes como principal vocalista do Grupo.
A empatia que se gerou entre Thomas Lauderdale e China Forbes, contribuiu para que se estabelecesse uma parceria de grande qualidade em termos de composições musicais, que levaram a Orquestra a ser contratada por séries de Televisão de grande sucesso. As suas composições serviram de Banda Sonora em Filmes como “O Sr. & Sra. Smith”, “Em Carne Viva” e muitos outros.
Esta pequena introdução não foi mais do que o pretexto para falar dessa magnífica intérprete conhecida como China Forbes  possuidora de uma voz extraordinária
Que empresta às suas canções uma envolvência sensual que nos seduz e nos cativa.


China Forbes nasceu a 29 de Abril de 1970, na cidade de Cambridge e licenciou-se em artes visuais na Universidade de Harvard, ligando-se desde muito jovem ao mundo da música, chegando a actuar como actriz na Broadway, em Nova York conquistando alguns êxitos com algumas das suas interpretações.
Após alguma insistência, começou a trabalhar com Lauderdale em 1998 na cidade de Portland., alterando por completo a carreira do Grupo que conheceu a partir daí grandes êxitos com os álbuns criados com a sua participação como compositora e como intéprete.

Algumas das suas canções percorreram o mundo em tournées de grande sucesso, destacando-se entre outras; “Uma Noite em Nápoles”; “Donde Estas Yolanda”, “Hey Eugene”; “LillY”; “ Sympathique” “Que Será, Será”; Let´s Never Stop Falling in Love” e muitas outras.

China Forbes no auge da sua carreira não hesitou em arriscar em “colar” a sua voz cálida e melodiosa, aos Clipes desse fabuloso Filme, Gilda, ajustando-se com perfeição ao ritmo diabólico e sensual dessa extraordinária e belíssima actriz chamada Rita Hayworth que tem no Filme realizado em 1945, por Charles Vidor, uma das suas melhores interpretações ao lado desse grande actor de nome Glen Ford.
E é assim que ouvimos extasiados; “Tempo Perdido”; “Amado Mio” “Put Blame on Mame” ao som da voz de China Forbes e ao ritmo de uma sensualidade erótica jamais vista no cinema naqueles tempos e que eu recordo com imensa nostalgia. Podemos dizer sem exageros que a Voz de Forbes se iguala aos dotes de grande bailarina que sempre foi a sedutora e grande actriz Rita Hayworth de quem mais cedo ou mais tarde falarei da sua história fantástica que viveu no cinema e na vida.
Mas hoje, gostaria de chamar a atenção dos melómanos que como eu gostam de viajar pelos sons independentemente do estilo, do ritmo, da origem e da data da sua criação, para que procurem no Youtube essa jovem que nos envolve na doce teia da sua magnífica voz e nos ajuda a alimentar o sonho de que “há mesmo estrelas no céu” que nos vão ajudando a caminhar no espinhoso negrume destes dias sombrios.


Foto tirada mesmo junto à cratera do Vesúvio. O grande Vulcãoque no ano 79DC soterrou as cidades de Pompeia e Herculano, tem tido ao longo várias erupções a última das quais foi em 1944.



 A fotografia a seguir  mostra a Cidália a subir com dificuldade a escarpada encosta com a ajuda de dois varapaus para subir a montanha.
  
  
 Confesso ainda mais… quando estou mesmo triste de verdade, procuro a China Forbes a cantar “Uma Noite em Nápoles”, vou chamar a Cidália e revivemos à nossa maneira, ao som dessa grande Orquestra, os belos momentos que vivemos nessa bela cidade do sul da Itália, que tem uma baía encantadora e o seu centro histórico foi declarado património mundial pela

 UNESCO. É importante que se diga que o excelente pianista e Director da Orquestra, Thomas Lauderdale tem para além de China Forbes  mais dez grandes músicos, cujas interpretações de grande qualidade, ajudaram a conquistar os êxitos alcançados em todo o mundo.
Como empedernido romântico que sou, talvez esteja inadvertidamente a exagerar, mas não custa nada experimentar.
Vão até lá, e depois, podemos conversar!
Martins Raposo
CV – Outubro 2010


PARTIU SEM CUMPRIR O SONHO!

JOÃO AGUIAR


João de Aguiar, nasceu em Lisboa, no dia 28 de Outubro de 1943 e faleceu nesta cidade no passado dia 03 de Junho. O escritor dedicou grande parte da sua obra ao romance histórico, estreando-se com “A Voz dos Deuses” que alcançou um grande sucesso. Trata-se de uma biografia romanceada do herói lusitano, Viriato, traçando um quadro da época em que a Lusitana esteve ocupada pelos Romanos.
A Voz dos Deuses, descreve-nos a forma como os habitantes da Lusitana não aceitaram pacificamente a ocupação do invasor, e, escolheram Viriato, para chefiar a revolta que acabaria por ser derrotada com a traição e a desproporção das forças inimigas.
Na “Encomendação das Almas” o escritor descreve-nos o mundo rural com os seus mitos e as suas tradições arreigadas nos velhos costumes.
Na trilogia "Os Comedores de Pérolas", "O Dragão de Fumo" e a "Catedral Verde", descreve-nos em páginas brilhantes a derrocada do chamado império colonial. Mas é sobretudo no estudo da nossa história, que assentam os temas de grande parte dos seus livros – "O Trono do Altíssimo"; "A Hora de Sertório"; "Inês de Portugal" são outros dos títulos que lhe deram a justa fama de grande escritor.
João Aguiar viveu parte da sua vida ligada aos Jornais, pois só com mais de 40 anos apresentou o seu primeiro livro. Para além do Jornalismo escreveu alguns livros para crianças, "Sebastião e os Mundos Secretos" e o "Bando dos Quatro", são os mais conhecidos.

O seu último projecto era escrever um livro sobre a Revolução de 1383.
Infelizmente a doença venceu o escritor que apenas contava 66 anos com imensas faculdades e conhecimentos que nos poderia ter deixando uma Obra muito mais completa e ser reconhecido a nível mundial. Talvez por isso o articulista João Céu e Silva, dá o título ao seu artigo: "João Aguiar parte sem cumprir o sonho". Parece-me bem apropriado, no entanto, a Obra que nos legou merece a nossa atenção e deveríamos ler e reflectir na importância de dar a conhecer aos mais novos toda a sua Obra, pelo seu incontestável valor na literatura contemporânea.
Martins Raposo
CV- Outubro 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

VARGAS LLOSA GANHA O PRÉMIO NOBEL

Este ano a Academia Sueca, escolheu o nome do escritor Mário Vargas Llosa para atribuição do mais alto galardão literário a nível mundial, o Prémio Nobel da Literatura, justificando o prestígio da sua Obra que “pela sua cartografia das estruturas do poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos” é conhecida e admirada a nível mundial.
Mário Vargas Llosa, nasceu em Arequipa, no Peru,  no dia 28 de Março de 1936, no seio de uma família da classe média e desde muito novo se envolveu no mundo das letras. Primeiro, através do Jornalismo e da Televisão. Depois, com 26 anos, lança o seu primeiro Livro, “A Cidade e os Cães” que foi distinguido com o Prémio da Critica em 1963.
A sua escrita teve no seu início uma forte influência do existencialismo de Sartre e mais tarde do chamado “realismo mágico”. Os seus livros abordam os problemas sociais e raciais, assim como fazem a defesa da liberdade individual.
Com o seu terceiro romance, “Conversa na Catedral”, Vargas Llosa alcança um enorme êxito que o eleva muito justamente como um dos maiores escritores da América latina, entre os quais se contam os nomes de Jorge Luís Borges, Gabriel Garcia Marques, Júlio Cortazar, Miguel Angel Astúrias, Jorge Amado, Carlos Fuentes e Juan Rulfo.
O escritor João de Melo conheceu pessoalmente Vargas Llosa e visitou a cidade de Lima onde este viveu grande parte da sua vida, fez no prefácio de “Conversa na Catedral” um importante retrato do autor peruano e considera ser este Livro o expoente máximo da sua Obra.
Mas Vargas Llosa escreveu outros romances notáveis, entre os quais distinguimos, A Guerra do Fim do Mundo, A Casa Verde, Pantaleão e as Visitadoras e Quem Matou Palomino Molero. Estas obras – diz-nos João de Melo – “por si só, fariam a glória de qualquer escritor”.

O escritor ao receber o Prémio Nobel, apesar de se sentir muito feliz, afirmou que este veio revolucionar a sua vida e alterar a sua tranquilidade – “Estou muito contente de ter recebido o Prémio, mas sinto um desequilíbrio com o qual não me sinto cómodo”.
Vargas Llosa tem 74 anos, mas ainda pode legar ao mundo muito da sua prodigiosa imaginação, da sua experiência e do saber. Já depois de ter recebido o Prémio Nobel, lançou o seu último livro:
"El Sueno del Celta” que a editora Quetzal que tem publicado as suas obras. Certamente não vai demorar muito tempo a publicar mais este livro do escritor.
Tal como nos anos anteriores há sempre vozes discordantes, em relação aos critérios seguidos pela Academia Sueca e apontando este ou aquele escritor supostamente com mais mérito reconhecido. Por vezes são escritores dos mesmo país do premiado inconformados por não serem eles os escolhidos, como aconteceu com José Saramago.
Os auto-promovidos "à grandeza e glória" por vezes raiam a figura ridícula de juízes em causa própria não escondendo a raiva e a inveja, inimiga da razão e da clarividência. Rouba-lhes a realidade e o tino, expondo-os em cenas públicas pouco edificantes.
Também Vargas Llosa foi acusado por alguns sectores, que  nada  mais resultaram de frouxos petardos que nem de leve beliscaram o verdadeiro valor da sua obra mundialmente reconhecida.
O facto do Escritor ter em certo momento da sua vida, feito a opção política de se candidatar a Presidente da República do seu País, defendendo no seu Programa algumas ideias neoliberais que noutros tempos terá repudiado, poderá eventualmente ser criticada em termos de postura política e pessoal, mas em nada poderá afectar a sua Obra já realizada.
É como se o facto do grande Poeta Manuel Alegre, ter decidido candidatar-se a Presidente da República, apoiado pelo BE e pelo PS, que é no nosso País um dos Partidos que mais acerrimamente tem defendido o neoliberalismo, que vamos esquecer a sua Poesia de incontestável valor literário. Pessoalmente não posso concordar com a decisão que o Poeta tomou. Julgo até que esta sua opção a ser vitoriosa  poderá vir a prejudicar seriamente todo o futuro da sua Obra.
Pode até acontecer (apesar da sua improvável eleição) que Poeta venha a ser o vencedor das eleições Presidenciais. Então é quase certo que seremos confrontados, com a triste realidade, de um político medíocre que ao longo dos anos da sua actividade mais do que uma vez confirmou com a pouca firmeza das suas convicções. Mas a grande Poesia de Resistente e Lutador pela Liberdade que Manuel Alegre já escreveu não poderá nunca ser esquecida.
O mais certo é acontecer o mesmo que ao escritor Vargas Llosa. O Peru perdeu um Presidente certamente medíocre, mas ganhou um grande escritor e o seu primeiro Prémio Nobel da Literatura, no seu país.
Nós podemos vir a ganhar o 2º. Nobel da Literatura.
Desta vez a Academia foi justa e Vargas Llosa merece as nossas mais vivas felicitações.
Martins Raposo
CV – Outubro 2010



terça-feira, 26 de outubro de 2010

JOSÉ CARRILHO GANHA 1º. PRÉMIO

NOS JOGOS FLORAIS DA ALMA ALENTEJANA
José Carrilho obteve o 1º. Prémio com o seu Conto intitulado “FUTURO GERÓNIMO, OU O IDEÁRIO PERPETUADO”, nos X JOGOS FLORAIS – realizados pela Associação ALMA ALENTEJANA, com Sede em Almada.

A cerimónia realizou-se no Auditório Romeu Correia dirigida pelo Presidente da Direcção Sr. António Oliveira que iniciou os trabalhos com palavras de louvor e agradecimento ao patrono destes Jogos Florais, Dr. Simas Abrantes (o 1º. Presidente da Direcção desta Instituição) e logo de seguida procedeu à entrega dos Prémios de Poesia e do Conto, começando naturalmente pelas menções honrosas e finalmente chamando o José Francisco Carrilho, natural de Castelo de Vide, para lhe entregar o 1º. Prémio, conseguido com o seu maravilhoso Conto “Futuro Jerónimo ou o Ideário Perpetuado”.

Este Conto, é uma bela narrativa de alguns episódios que se passaram com a implantação da República tendo como personagem um filho de gente abastada do Alentejo que influenciado por um familiar, aderiu de corpo e alma aos ideais defendidos por alguns dos republicanos do 5 de Outubro e  de certo modo os aplicou pela vida fora, auxiliando os mais desprotegidos e apadrinhando muitas crianças filhas dos camponeses da sua terra.
Seguindo de forma breve as atribulações do novo regime que não só traiu as esperanças dos trabalhadores, como acabou cedendo o lugar à ditadura de Salazar. O autor, eleva a personagem principal como um dos muitos resistentes que nunca desistiram de defender os ideais humanistas da Revolução de Outubro e acreditaram num futuro melhor.

Aos seus afilhados João Marcelino, assim se chama o herói desta brilhante narrativa, apenas exigia que tivessem como nome próprio as palavras Liberdade e Fraternidade e ao último atribuiu o nome de Futuro, querendo perpetuar no nome dos seus afilhados, o seu ideário republicano.
Aos leitores deste pequeno apontamento, aconselho vivamente a leitura da versão integral deste belo conto, inserido no “Blogue Ribeiro da Fonte”, no qual o premiado evoca o nome de Isabel Diniz (Avó dos seus Filhos), contadora de lindas histórias que lhe terá servido de inspiração para este seu trabalho.
O Prémio dedicou-o José Carrilho aos seus Familiares e Amigos e às gentes da sua Terra, num gesto muito bonito e muito aplaudido pela numerosa assistência que enchia por completo o Auditório Romeu Correia.

Está de parabéns o nosso conterrâneo, pelo prémio alcançado com o seu excelente trabalho. Ficamos a aguardar com renovado interesse os seus trabalhos literários.
Resta-me terminar com uma palavra de apreço pela distinta simplicidade como decorreu a cerimónia da entrega dos prémios, na qual participaram para além do Patrono destes Jogos Florais, o Presidente da Associação, todos os elementos do Júri que foram distinguidos com palavras elogiosas dos presentes.
Do Programa fez parte ainda um Grupo de Jovens Violonistas que presenteou o público com bonitos e variados trechos musicais. A terminar tivemos o grato prazer de assistir à actuação de Francisco Naia e dos seus acompanhantes que deliciou a assistência com a sua voz extraordinária e algumas das canções do seu vasto e importante repertório.
Martins Raposo
CV-25.10.10

terça-feira, 19 de outubro de 2010

SAUDADES DO ADRIANO

ONDE ESTÃO TEUS COMPANHEIROS?


Por princípio, gosto mais de glorificar a data de nascimento das pessoas a que me refiro nos meus escritos, mas por vezes sinto a necessidade de assinalar a data do seu desaparecimento tão grande é a mágoa e a falta que certas pessoas nos fazem nos tristes dias que estamos a passar no nosso país.
Adriano foi um dos mais activos e corajosos intérpretes da “Canção de Protesto que começou a ter grande importância em meados dos anos 60 e da qual fizeram parte Zeca Afonso, Manuel Freire Luís Cília, entre outros. Eles foram os obreiros que revolucionaram uma nova forma de cantar em português. Intérpretes dos nossos melhores Poetas, entre os quais António Gedeão, Manuel Alegre, Manuel da Fonseca, Reinaldo Ferreira, e da música de verdadeiros génios na arte de compor e de tocar, como foram Rui Pato, António Portugal, António Menano, Machado Soares e José Niza.

E assim se fizeram canções imortais como "Menina dos Olhos Tristes, Trova do Vento que Passa, Tão Forte Sopra o Vento, História do Quadrilheiro, Pedro Soldado, Fala do Homem Nascido,Homem Nascido, Tejo que Lavas o Rio",  e tantas outras que a sua voz maravilhosa tornou célebres, nos fez pensar e nos encantou.
Foi ele que cantou: “Ninguém pode calar/ A voz da Liberdade”; “Mesmo na noite mais triste/ E em tempo de solidão/ Há sempre alguém que resiste/ Há sempre alguém que diz não”;” Ó Alentejo dos pobres/ Reino da desolação/ Não sirvas quem te despreza”.
Adriano, tinha a firme convicção de que as letras e as músicas das suas canções revolucionárias podiam influenciar as mentalidades e modificar a postura de muitos portugueses que o ouviam e seguiam a sua carreira com atenção.Ele conseguiu manter sempre a mesma postura corajosa, na defesa dos seus ideais bem expressa neste poema: “Venho dizer-vos que não tenho medo/ A verdade é mais forte que as algemas”.
 Era assim o Adriano! Um bom gigante que erguia bem alto a sua VOZ! Aquela voz que tanto podia ser grave, forte e possessiva, como podia ser insinuante e colorida como um manto de preciosidades raras da natureza. O seu longo repertório, incluía para além das canções de intervenção, muitas canções populares que o nosso povo tem guardado desde os tempos mais antigos dos trovadores de gesta. Teve grandes êxitos e muita juventude o seguiu como um ídolo antes e depois do 25 de Abril até à derrocada do 25 de Novembro de 1975, em que os vencedores iniciaram os ataques a todas as conquistas conseguidas com a Revolução dos cravos.
O  conceito de cultura popular foi de certo modo adulterado, numa visão distorcida das realidades  do nosso povo, manipulando a juventude, moldando-a em conformidade com os principios do neoliberalismo e de uma pretensa aldeia global no qual o economicismo elimina toda a filosofia de ideais progressistas e humanistas. A obra de Adriano e de muitos dos seus companheiros foi a partir de então, relegada para o fundo das gavetas dos novos senhores do poder.
É um  facto comprovado que a participação de Adriano na acção cívica e  revolucionária através da canção, levou a que os meios de comunicação tenham feito tudo para fazer desaparecer o seu trabalho de artista, intérprete e compositor. Aliás, toda essa gente com responsabilidades nas direcções de informação, ainda em vida do grande intérprete o tinham emparedado nos muros do silêncio, com rancor e raiva. Tinham e ainda têm,  pavor das palavras das suas canções que lhes queimam as más consciências.
Hoje, está tudo muito pior, vinte e oito anos passados após o seu desaparecimento físico, pouco resta da sua memória, e muito menos de quem queira  falar do seu nome e da sua obra. Os tempos voltam a estar ameaçadoramente sombrios, na eminência de uma catástrofe que nos envolve a todos, mas ataca muito em especial a classe trabalhadora, por quem Adriano generosamente tanto se bateu em sua defesa.
Para agravar esta tristeza, regista-se o facto dos seus companheiros de luta terem desaparecido quase todos.Uns porque faleceram, outros porque se cansaram e acomodaram. Outros ainda, no pior sentido, já se passaram para o outro lado da barricada sem pudor e sem vergonha.
Restam muito poucos dos teus Companheiros! E mesmo esses poucos, desapareceram de circulação. Não se ouvem. Não aparecem. Esconderam-nos!
Eu bem digo para ouvirem a tua VOZ! Mas as pessoas têm pressa, estão cheias de preocupações.São as prestações do carro e da casa. São os filhos no desemprego. É o futuro hipotecado. Todos correm sem tino e sem tempo de ouvir.
É pena, mas vou continuar a gritar. É preciso ouvir o ADRIANO!
Que saudades temos de ti Adriano! Que falta nos fazes!
Martins Raposo
CV-16 de Outubro de 2010
NOTAS:  Texto apoiado no Livro " Adriano Correia de Oliveira - Vida e Obra, de Mário Correia.
Fotos extraídas da Net.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

EM MEMÓRIA DE MOUZINHO DA SILVEIRA

ROMAGEM À FREGUESIA DE MARGEM
Concelho do Gavião
No seguimento do artigo sobre a Homenagem que os Castelovidenses efectuaram no dia 17 de Julho, na Freguesia de Margem, onde se encontra o busto e os restos mortais do ínsigne estadista Mouzinho da Silveira, natural desta nossa querida terra, vimos colocar mais algumas fotos deste importante evento cultural, levado a efeito pelo Grupo de Amigos de Castelo de Vide.



 J. Canário e A. Manso distribuem os "Diplomas" .

 O Alcino a Esposa  e o Julio bem dispostos.

O Sr. Governador Cilvil despede-se dos presentes.


Um dos presentes já pensa no seu Restaurante.


Dois Jovens e mais gente muito simpática.



O Zé Carrilho, o Zé Raposo e a Cidália.
Alice, Rui, Serpa, Hilário e Romero.

O Celestino comanda a marcha para... o almoço

Cecília, Marido e Filhos com Dr. Calha e D. Olívia.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

EM MEMÓRIA DE MOUZINHO DA SILVEIRA

ROMAGEM À FREGUESIA DE MARGEM 
O Grupo de Amigos de Castelo de Vide organizou uma Romagem ao busto de Mouzinho da Silveira que se encontra na Freguesia de Margem, Concelho de Gavião, no passado dia 17 de Julho de 2010.
Estiveram presentes algumas dezenas de pessoas (cerca de 100 pessoas), sendo na sua grande maioria Castelovidenses que se fizeram transportar em dois autocarros cedidos pela Câmara Municipal de Castelo de Vide e em viatura própria. Da Freguesia de Margem havia pouco mais de uma dezena de pessoas.
Esta iniciativa teve o apoio das Câmaras Municipais de Castelo de Vide e de Gavião e da já referida Freguesia de Margem, representadas respectivamente, pelo Vice-Presidente da CMCV, Sr. António Pita, Presidente CMG, Professor Jorge Martins e Presidente da F.M, Sr. José Praia Neves. Ente outras entidades Públicas convidadas, estavam o Presidente da Assembleia Municipal de Castelo de Vide, Dr. António José Miranda e o Governador Civil do Distrito de Portalegre, o Sr. Jaime Estorninho.
 
 O Presidente da Direcção do GACV, José Raposo, deu início à cerimónia definindo os objectivos propostos de rever Obra de Mouzinho e de reavivar, nestes tempos de crise em que vivemos, o nobre exemplo de patriota, de lutador pelas causas justas da Liberdade e da Justiça
 Não me cabe a mim - disse - a evocação dos feitos que elevaram por mérito próprio a figura de Mouzinho da Silveira, como um dos Estadistas e Legisladores mais importantes da história do nosso país, outros o podem fazer com mais conhecimentos e autoridade no saber… falarei da pessoa em si, do elevado carácter de firmeza e de isenção, pelo sentido de estado e pelo amor à Pátria, pelo qual muitas vezes, sacrificou a própria família e a sua vida pessoal.

 A forma como generosamente praticou e demonstrou o conceito que tinha de amizade e de solidariedade para com todos os que tiveram o privilégio de privar mais de perto com a sua pessoa. … a coragem e o estoicismo com que enfrentou as traições e as adversidades e acima de tudo na forma magnânima e tolerante com que julgou e tratou os seus inimigos, defendendo sempre uma linha moderada, sem o extremo radicalismo defendido por alguns dos seus amigos.
…pelo desapego que tinha pelo poder e pelas mordomias, bem se podiam aplicar a este nosso ilustre conterrâneo, os versos de Sá de Miranda, quando na sua carta/poema a D. João III, disse ser: Homem de só parecer/De um só rosto, uma só fé/D’antes quebrar que torcer, /Ele tudo pode ser, / Mas de corte homem não é.”
O Presidente da Direcção finalizou, agradecendo a todos a sua presença, os apoio recebidos e um agradecimento muito especial para todos os habitantes do Vale de Gaviões, dignos descendentes que se atreverem em tempos adversos, a defender a honra e a vida de Mouzinho da Silveira, lugar que ele próprio escolheu para ser sepultado.
 Antes das intervenções das entidades oficiais, foi depositado um ramo de flores junto ao busto de Mouzinho. A seguir o Presidente da Freguesia de Margem, Sr. José Praia Neves, usou da palavra agradecendo a iniciativa do GACV e a presença dos numerosos Castelovidenses, mostrando-se grato por poder associar-se a esta nobre iniciativa.
   De seguida falou o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, lendo um extenso documento de pesquisa que ele próprio efectuou através das Actas da Câmara Municipal, onde é referida a Homenagem efectuada em 16 de Maio de 1910, por ocasião do 130º. Aniversário do nascimento de Mouzinho da Silveira, tendo na altura sido atribuído o nome do ilustre Castelovidense, à Rua até então conhecida por Arco da Barreira e no edifício que fica junto ao arco foi colocado um brasão da família Mouzinho  foi também colocado o seu retrato na sala de sessões da Câmara.

Todas aquelas as cerimónias - disse António Pita – se revestiram de grande solenidade e tiveram grande participação do povo, terminando por reconhecer que ao se manifestar a vontade testamentária de Mouzinho, que após a sua morte fosse enterrado na Freguesia de Margem, cercado de gente boa e agradecida, ficou bem claro que o eminente estadista, não perdoou “esta fatalidade histórica com que o povo português estima os seus filhos ilustres”.

O Sr. Presidente da Câmara Municipal de Gavião, teceu palavras de grande elogio a esta iniciativa do GACV, reconhecendo que o seu município não terá feito no passado tudo o que o insigne estadista merece. Agora estamos determinados em apoiar esta Associação no seu programa de homenagens, entre as quais a Exposição que teremos muito gosto em que seja inaugurada neste Concelho, a 23 de Novembro.
 
No final desta sessão, interveio o Sr. Governador Civil que se referiu a Mouzinho da Silveira, como uma das figuras maiores da nossa história, fazendo referência à sua obra de legislador no qual foi também um dos maiores da Nação Portuguesa. Um Homem, frisou, para quem os valores eram tudo. Até na sua grande  simplicidade de viver e de se apresentar em público se destacava. Conta-se quando D.Pedro certa vez lhe fez uma observação sobre a falta das insígnias a que tinha direito de usar, Mouzinho lhe terá respondido – Deixai-me viver assim, Senhor, que eu sou um homem de Castelo de Vide.
 E a terminar disse – Os grandes reformadores são devorados e caem em desgraça. É sempre de emendar os erros e o GACV está de parabéns e estão a dar uma lição ao virem homenagear Mouzinho e agradecer à população que o acolheu nos maus momentos. A gratidão é uma virtude que nem todos têm o dom de possuir, é um valor maior

A seguir a esta cerimónia e tal como estava programado, os presentes vindos de Castelo de Vide e alguns convidados, dirigiram-se para a Quinta do Barata, onde foi servida uma excelente refeição que se reflectiu na boa disposição que se estabeleceu num agradável convívio a que não faltou as habituais saudações em verso e como sempre se distinguiu o nosso ilustre convidado, Sr. Eduardo Valhelhas.

 Durante a refeição, foi distribuído a todos os convidados um “Diploma” de presença nesta iniciativa para que mais tarde possam recordar este belo dia.  
Foram muitas as pessoas que se dirigiram aos Directores presentes com largos elogios da forma como correu esta iniciativa, desejando que se façam mais actividades deste género que são sempre bem acolhidas e têm muita participação como hoje  ficou bem demonstrado.
Para além do Presidente da Direcção, estavam presentes, o Vice-Presidente, Sr. Joaquim Pinto Ferreira Canário, o Tesoureiro, Sr. Augusto Manso, o Vogal, Sr. António José  Miranda e o 1º. Secretário da Assembleia, Sr. José Francisco Carrilho,sendo bem visível no final a satisfação por tudo ter corrido da melhor forma.
  













Martins Raposo
CV- Julho de 2010
  Nota explicativa: Sobre esta grande iniciativa do GACV, já todos os Jornais da região, incluindo o Jornal “Notícias de Castelo de Vide”, relataram nas suas páginas a forma como decorreu esta Romagem. Poderia muito bem copiar para o meu blogue, o excelente artigo editado pelo Jornal “Alto Alentejo” da autoria do nosso amigo,
Manuel Isaac, que ficaria completa e muito bem descrita. No entanto e sem qualquer desprimor para todos os que se dignarem a escrever sobre este evento, achei que deveria fazer um texto para editar “apenas no meu Blogue, em que ficasse o meu ponto de vista, tentando apresentar sucintamente o discurso dos intervenientes sem alterar na substância as ideias apresentadas. Aqui fica portanto a minha visão desta importante iniciativa que se deve acima de tudo ao esforço de toda a Direcção do GACV, tendo a maior parte do trabalho recaído por razões de maior disponibilidade, nos Directores que estiveram na cerimónia acima descrita.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

JOSÉ SARAMAGO
O ESCRITOR A OBRA E O HOMEM























"O escritor é um Homem como todos os outros.
Sonha"
Já passaram dois meses desde o falecimento de um dos maiores escritores da Literatura portuguesa e já quase toda a gente escreveu sobre a Obra e a Vida de José Saramago. Belos e extensos textos sobre a sua biografia e imensos escritos laudatórios sobre os seus livros. Desde o mais alto magistrado da nação ao mais simples cidadão, com particular relevância para o mundo dos intelectuais, escritores e jornalistas de todo o mundo, enviaram palavras de grande elogio sobre a sua obra, sobre o humanismo e a verticalidade do homem e do escritor.
Também eu gostaria de escrever qualquer coisa que transmitisse o meu pensamento sobre este escritor que mereceu a minha atenção como simples leitor da sua obra e a admiração sincera da sua postura como cidadão impoluto, defensor dos mais fracos, defensor da liberdade e de um mundo melhor pelo que lutou toda a vida, intervindo onde se praticavam injustiças sociais e políticas.
Gostaria de saber transmitir o que realmente senti com a sua morte que entristeceu uma grande parte das gentes do meu país. Muitos dos seus livros tinham uma componente política e denunciadora das políticas neo-liberais que têm causado os maiores crimes contra a humanidade, abrindo cada vez mais o fosso entre os que possuem todas as benesses e as riquezas dos países e aqueles que nada têm para além dos seus braços para trabalhar a quem tudo lhes é negado, muitas vezes até o trabalho necessário para seu sustento e da família.
Mas escrever para quê e para quem? O que posso dizer que não tenha já sido dito, nestes dois últimos meses? No entanto, o meu atrevimento já me levou a “escrevinhar” sobre outros escritores, alguns dos quais de muito menor importância que o nosso Prémio Nobel. Saramago que eu conheci pessoalmente e que tenho quase toda a sua obra, com alguns livros autografados pelo autor, certamente desculparia as referências que recolhi em vários Jornais e Revistas, testemunhos de grandes escritores, jornalistas e políticos que deixaram a sua mensagem de mágoa e tristeza após o seu falecimento.
José Saramago, faleceu na sua casa em Lanzarote, no, dia 18 de Junho de 2010, tendo de acordo com o seu testamento, sido transferido para Lisboa. O Governo decretou dois dias de luto nacional e a Câmara Municipal de Lisboa realizou uma Cerimónia Oficial com intervenções de António Costa, Jerónimo de Sousa, Carlos Reis, Mª. Teresa Fernandez de la Veja (Vice-primeira ministro do Governo Espanhol) e Gabriela Canavilhas.
O Funeral realizou-se no Cemitério do Alto de S. João, com a presença de muitas centenas de pessoas vindas de todo o país.

José Saramago, contava 87 anos e nascera na Vila de Azinhaga, Concelho da Golegã, em 16 de Novembro de 1922. Filho de camponeses que a falta de recursos obrigaram a sair da sua terra para Lisboa. Estudou na Escola Industrial Afonso Domingues e exerceu durante algum tempo a profissão de Serralheiro Mecânico. Mais tarde passou a trabalhar nos Hospitais Civis de Lisboa. Em 1946 casou com Ilda Reis de quem se separa em 1970.Em 1947 publica o seu primeiro livro; Terra do Pecado obra menor que não recebeu os favores do público e em 1966 Os Poemas Possíveis também sem grande eco. Depois de 1970, mantém durante 20 anos, um relacionamento amoroso com a escritora, Isabel da Nóbrega. Dá início à sua actividade jornalística e finalmente depois de ter escrito vários livros em prosa e poesia acabou por se dedicar exclusivamente à escrita, deixando-nos livros como, Levantado do Chão, Memorial do Convento, A Jangada de Pedra, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Ensaio Sobre a Cegueira, A Caverna, O Homem Duplicado, Viagem de Elefante e Caim que foi a sua derradeira obra. Para além dos livros mencionados, escreveu muitos outros Romances, Poesia, Cadernos e Crónicas sobre vários assuntos.

Em 1986, Saramago conheceu a jornalista espanhola, Pilar del Rio de quem afirmou –“Se tivesse morrido aos 63 anos, antes de conhecer Pilar, morreria muito mais velho do que serei quando chegar a minha hora”. Foi Pilar que esteve sempre ao lado do escritor durante os 24 anos que lhe restou de vida.
 O Escritor foi galardoado com muitos prémios atribuídos em Portugal, Espanha, Itália e Inglaterra, destacando-se entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela, atribuído pela APE, em 1992, o Prémio de Consagração de Carreira, pela SPA em 1995 e no mesmo ano o Prémio Camões e finalmente em 1998 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura.







Personalidade impar da nossa Literatura, deixou-nos algumas frases que definem o escritor e a obra, entre as quais se destacam: Se podes olhar, vê./ Se podes ver, repara./ Tal como o fosso entre os ricos e os pobres se torna cada vez mais profundo, também o fosso entre os que sabem e os que não sabem está a tornar-se vertiginoso. Essa é outra cegueira da razão./ Sou de onde nasci, sou da terra que me criou./ Tu estavas e agora já não estás. Isso é a morte./ Deus é o silêncio do universos e o ser humano o grito que dá sentido. Deus não é mais que um nome./ É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já.



Do muito que escreveram sobre José Saramago transcrevi algumas frases que me parecerem as mais apropriadas em definir a sua Vida e a sua Obra, aqui ficam os testemunhos por ordem alfabética de:
Fernando Gómez AguileraTrabalhador das Letras, príncipe da Literatura. A Vida de José Saramago está marcada pelo trabalho, pela coerência e pelo compromisso de uma literatura livre, fundada na imaginação e na consciência; Filipa Melo – Filho de gente pobre e quase analfabeta, fez-se sozinho para existir com uma ideia do mundo. Tornou-se escritor, um homem com convicções inabaláveis, mas também de escondidas fragilidades. Este é o retrato do primeiro português a receber o Prémio Nobel da Literatura; Gabriela Canavilhas – Foi uma referência luminosa de dignidade e grandeza à escala Universal; Jerónimo de Sousa – A sua dimensão intelectual, artística, humana e cívica, fazem dele uma figura maior da nossa história; Harold Bloom – A Literatura vai sentir a sua falta, do mais talentoso romancista contemporâneo; Hélia Correia -Era uma personalidade impressionante pelo talento, pela verticalidade e pela coragem; José Luís Peixoto – Ele construiu um mundo que no futuro vai estender o seu eco; José Luís Zapatero – Os espanhóis choram Saramago como um dos nossos; José Sócrates – Foi um dos grandes vultos da nossa cultura e o seu desaparecimento, torna a nossa cultura mais pobre; Lídia Jorge – Morreu um escritor genial; Manuel Queiroz – Para se amar a escrita de Saramago não é precisoconcordar em tudo com Saramago. Porque tinha um talento divino; Mário de Carvalho – Era um daqueles escritores tocados pela Graça. Esta Graça encontro-a em todas as suas páginas; Pedro Dias de Almeida – Enquanto jornalista, escritor; militante político e cidadão empenhado, José Saramago travou várias batalhas e alimentou algumas polémicas. Arma favorita: a palavra, sem hesitações; valter hugo mãe – Fica-nos o que fez, o que nos deixou, seguramente erguido diante do tempo como uma muralha.
Como já disse, muitas outras personalidades, pessoas ligadas às artes; escritores, políticos, jornalistas e pessoas simples do povo, se referiram a Saramago, com palavras de elogio e de pesar. Só não as transcrevo por falta de espaço, numa crónica que não devo alongar demasiado Muito poucas pessoas levantaram a sua voz contra o escritor, foram os mesmos que em vida o caluniaram levantaram entraves aos seus livros, mesmo sem os ler, apenas por motivos políticos, mentalidade retrógrada e inquisidora.
Aqui deixo a minha singela homenagem, ao Homem e à Obra de José Saramago que considero a par de Camões, Gil Vicente, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa. Maior, entre os maiores, Saramago será sempre um dos melhores escritores da Literatura Portuguesa.
“Só não subiu ao céu, porque à terra pertencia!”
Martins Raposo
CV- Setembro de 2010
DADOS RECOLHIDOS IN: JL, Visão, Expresso, O Público, DN e Jornal I.






terça-feira, 13 de julho de 2010

ROMAGEM Á FREGUESIA DE MARGEM DIA 17 DE JULHO

HOMENAGEM A MOUZINHO DA SILVEIRA
O Grupo de Amigos de Castelo de Vide,  está a promover durante todo este ano, algumas iniciativas em Homenagem ao grande Estadista e Legislador Mouzinho da Silveira que nasceu em Castelo de Vide, no dia 12 de Julho de 1780.
Depois da Sessão efectuada no dia 19 de Junho na Sociedade Recreativa 1º. de Dezembro, em Castelo de Vide que decorreu com bastante público  e com importantes intervenções, que em breve darei conhecimento neste Blogue.
Nessa Sessão, os presentes confirmaram com entusiasmo a proposta do GACV, em fazer uma visita à Freguesia de Margem, Concelho de Gavião, para prestar uma homenagem junto ao busto que está erguido naquela Freguesia. Assim decidiu-se enviar um CONVITE, a todos os Orgãos Autárquicos, Associações, Fundações e outras Entidades Públicas, a estarem presentes na cerimónia de Homenagem a Mouzinho da Silveira e que vai ter lugar no próximo dia 17 de Julho (Sábado), conforme cópia do ofício que transcrevemos, juntando também o Programa para todos aqueles que por algum motivo ainda não tiverem conhecimento desta iniciativa ainda poderem inscrever-se através dos contactos assinalados.
A Direcção do GACV agradece!
CV - 10.07.10



GRUPO DE AMIGOS DE CASTELO DE VIDE
Exmo. (s) Senhor (s)
Órgãos Autárquicos
Associações e Fundações
Outras Entidades Públicas
ASSUNTO: CONVITE
Exmo. Senhor
O GACV, tem a honra e o prazer de convidar V. Exa. a estar presente na Cerimónia de Homenagem a Mouzinho da Silveira que vai ter lugar no próximo dia 17 de Julho, com saída de Castelo de Vide, pelas 09H30, num Autocarro gentilmente cedido pela Câmara Municipal. A chegada à Freguesia de Margem está prevista para as 10H30, iniciando-se de imediato as cerimónias com a colocação de um Ramo de Flores, junto ao Busto do Homenageado.
Em anexo, juntamos o Programa completo do evento, que termina com um Almoço-Convívio na Quinta do Barata e para o qual contamos com a presença de V. Exa. e sua Exma. Família.
Agradecendo desde já a presença de V. Exas., enviamos,
Os nossos mais respeitosos cumprimentos,
De V. Exa.
Atenciosamente
O Presidente da Direcção do GACV


Aqui fica o Convite e o Programa para todos os que nos queiram dar a honra da sua presença. Obrigado!
CV-10.07.10
Martins Raposo