TITO PARIS
Tito Paris, é considerado um dos músicos mais importantes da sua geração que apesar da sua idade tem sido um dos principais responsáveis pela renovação da música cabo-verdiana. Sem rupturas radicais com a cultura e os ritmos da sua terra natal.
Nascido na cidade do Mindelo a 30 de Maio de 1963, no seio de uma família de músicos, cedo começou a estudar e a tocar viola baixo, em grupos de jovens músicos em São Vicente.
Tinha apenas 19 anos, quando a convite do músico Bana, veio para Lisboa, começando por integrar o Grupo “A Voz de Cabo Verde” que desde logo ganhou notoriedade e algum sucesso.
Dany Silva, convidou o jovem músico a trabalhar no seu grupo musical, no qual se manteve até ao ano de 1987. A partir desta data com a constituição do seu próprio agrupamento, inicia-se um período de grandes espectáculos e do lançamento do seu primeiro álbum “Dança Ma Mi Crioula” que alcançou enorme sucesso.
A partir do ano de 1994, apoiado pela Editora “Lusáfrica”, edita o álbum “Graça Tchega” que confirma Tito Paris como grande intérprete e compositor. O seu nome começa a ser conhecido em toda a Europa, com enorme aceitação nos clubes de Paris.
O estilo musical de Tito Paris, prossegue na linha de B. Leza, Paulinho Vieira, Luís Morais e Chico Serra, com um ritmo e sonorização própria de cadência mais rápida e com sons mais fortes, sem perder a sensibilidade dos temas clássicos da morna e da coladera, com os sentimentos apelativos da tristeza e da saudade, evocando os problemas sociais e a ausência da terra de origem.
Já por mais de uma vez tive a ocasião de assistir aos seus espectáculos, mas foi na Discoteca “Cristal” na Quinta do Conde que a convite do seu proprietário, tive o privilégio de ouvir um concerto espectacular, num ambiente caloroso e intimista que o público presente, não se cansou de aplaudir e de elogiar a sua música e a suas melhores canções, nessa noite fantástica.
Estavam presentes muitos cabo-verdianos, mas também muitos angolanos que não esconderam a emoção que nos envolveu a todos. Nada de inédito para mim que tive em Angola muitos amigos de Cabo Verde (alguns ligados ao meio artístico), e, pude testemunhar a enorme importância da música e da cultura deste país tinha em Angola. Mas este aparte fica para desenvolver noutras crónicas porque hoje é o dia deste excelente músico que faz 48 anos de idade com mais de 20 de carreira artística!
Neste dia do seu aniversário que guardei para lhe prestar esta singela homenagem, considerando-o um dos valores importantes da música contemporânea que atravessa as fronteiras da lusofonia, dando-lhe prestígio a nível internacional, ao mesmo tempo que manifesto a minha total confiança em relação ao futuro da sua obra que prevejo recheada de grandes êxitos.
Pelo passado, pelo presente e pelo futuro, parabéns, Tito Paris.
CV – 30.05.2011
Martins Raposo
http://youtu.be/WxBVRpfwtPg
segunda-feira, 30 de maio de 2011
CONCERTO DA PRIMAVERA
A convite do nosso amigo Luís Pargana, ligado ao Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Crato, fomos assistir ao Concerto da Primavera, realizado no Convento da Flor da Rosa, com a actuação do Grupo Coral “Publia Hortênsia” e do “Quarteto de Guitarras Zyryaba” que interpretaram música clássica e de câmara com canções dos compositores John Ireland, Charles Stanford, Isaac Albéniz e Claude Debussy.

O público que enchia por completo a nave da Igreja do Convento, aplaudiu entusiasticamente os "Publia Hortênsia" que nos deliciaram com as suas vozes magníficas sob regência do Maestro Paulo Brandão que dirige este grupo desde a sua fundação em 1973.
O Quarteto de Guitarras Zyryab, constituíido por Luís Aveiro, Daniel Sousa, Ricardo Nogueira e Luís Roldão, escolheu para este espectáculo uma selecção muito cuidada de música espanhola do compositor Isaac Albénis e de Claude Debussy, recebendo igualmente fortes aplausos da assistência.
Ambos os grupos contribuíram com a suas interpretações para nos darem um magnífico espectáculo que as condições acústicas do lugar realçaram em momentos de grande sensibilidade e beleza, com as vozes dos solistas do "Publia Hortênsia" e do "Quarteto Zyryab” a elevarem-se em sonoridades quase místicas.
No final os dois Grupos interpretaram em conjunto uma peça musical de Mário Castelnuovo, baseada no Romancero Gitano de Garcia Lorca que levou a assistência ao rubro, aplaudindo pé durante vários minutos e obrigado-os a oferecerem um encore com o último andamento musical do Romancero.
Foi um concerto muito especial, este Concerto de Primavera, espelhando a preocupação que a Câmara do Crato, tem mantido desde há alguns anos, em nos proporcionar espectáculos de grande qualidade musical e artística.
Este é o lado bom da Primavera!
CV-30.05.11
Martins Raposo
http://youtu.be/4_0UJ17gsZM
A convite do nosso amigo Luís Pargana, ligado ao Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Crato, fomos assistir ao Concerto da Primavera, realizado no Convento da Flor da Rosa, com a actuação do Grupo Coral “Publia Hortênsia” e do “Quarteto de Guitarras Zyryaba” que interpretaram música clássica e de câmara com canções dos compositores John Ireland, Charles Stanford, Isaac Albéniz e Claude Debussy.

O público que enchia por completo a nave da Igreja do Convento, aplaudiu entusiasticamente os "Publia Hortênsia" que nos deliciaram com as suas vozes magníficas sob regência do Maestro Paulo Brandão que dirige este grupo desde a sua fundação em 1973.
O Quarteto de Guitarras Zyryab, constituíido por Luís Aveiro, Daniel Sousa, Ricardo Nogueira e Luís Roldão, escolheu para este espectáculo uma selecção muito cuidada de música espanhola do compositor Isaac Albénis e de Claude Debussy, recebendo igualmente fortes aplausos da assistência.
Ambos os grupos contribuíram com a suas interpretações para nos darem um magnífico espectáculo que as condições acústicas do lugar realçaram em momentos de grande sensibilidade e beleza, com as vozes dos solistas do "Publia Hortênsia" e do "Quarteto Zyryab” a elevarem-se em sonoridades quase místicas.
No final os dois Grupos interpretaram em conjunto uma peça musical de Mário Castelnuovo, baseada no Romancero Gitano de Garcia Lorca que levou a assistência ao rubro, aplaudindo pé durante vários minutos e obrigado-os a oferecerem um encore com o último andamento musical do Romancero.
Foi um concerto muito especial, este Concerto de Primavera, espelhando a preocupação que a Câmara do Crato, tem mantido desde há alguns anos, em nos proporcionar espectáculos de grande qualidade musical e artística.
Este é o lado bom da Primavera!
CV-30.05.11
Martins Raposo
http://youtu.be/4_0UJ17gsZM
quarta-feira, 25 de maio de 2011
ESTRELAS DO MEU PAÍS!
JOSÉ MÁRIO BRANCO
Faz hoje 69 anos! Chegou à minha idade, este companheiro que tenho seguido com admiração e respeito pela sua obra de incomensurável valor artístico. José Mário Branco é muito justamente considerado como músico e compositor de algumas das melhores canções de intervenção da música portuguesa.
O seu nome deve figurar com o mesmo relevo com que distinguimos Zeca Afonso, Adriano, Fausto, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Luís Cília e tantos outros que fazem parte da galeria de ouro da música popular portuguesa e de intervenção.

Barbaramente afastado pelos responsáveis dos mídea que continuam a silenciar uma das vozes mais importantes das canções de protesto e que não lhe perdoam o facto de nunca se ter afastado da linha de rumo como iniciou a sua brilhante carreira, continua mesmo assim infatigável a compor e a escrever com grande qualidade musical.
Tem sido um preço muito alto que os patrões da indústria de informação que manda neste país lhe tem imposto, silenciando a sua obra, mas o Povo jamais esquecerá as suas mais lindas canções, como foram “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, “O Ldrão do Pão”, “A Cantiga é Uma Arma”, “Qual é a Tua Ó Meu”, “ Ser Solidário” e o célebre FMI que hoje andam tão falado na boca dos Desempregados, dos Precários, dos Jovens e dos Velhos deste País.

“O que faz falta… não é só avisar a malta” é necessário e urgente que seja constituído um amplo movimento de protesto a nível nacional, para que se acabe de vez com o silêncio forçado a que são obrigados alguns dos melhores artistas da nossa música popular.
Parabéns José Mário Branco e que nunca te faltem as forças para continuares a resistir e a compor que nós vamos sempre a ouvir as tuas músicas, mesmo que em semi-clandestinidade.
Até sempre Camarada!
CV – 25.05.2011
http://youtu.be/vCu65BPWqdk
Faz hoje 69 anos! Chegou à minha idade, este companheiro que tenho seguido com admiração e respeito pela sua obra de incomensurável valor artístico. José Mário Branco é muito justamente considerado como músico e compositor de algumas das melhores canções de intervenção da música portuguesa.
O seu nome deve figurar com o mesmo relevo com que distinguimos Zeca Afonso, Adriano, Fausto, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Luís Cília e tantos outros que fazem parte da galeria de ouro da música popular portuguesa e de intervenção.

Barbaramente afastado pelos responsáveis dos mídea que continuam a silenciar uma das vozes mais importantes das canções de protesto e que não lhe perdoam o facto de nunca se ter afastado da linha de rumo como iniciou a sua brilhante carreira, continua mesmo assim infatigável a compor e a escrever com grande qualidade musical.
Tem sido um preço muito alto que os patrões da indústria de informação que manda neste país lhe tem imposto, silenciando a sua obra, mas o Povo jamais esquecerá as suas mais lindas canções, como foram “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, “O Ldrão do Pão”, “A Cantiga é Uma Arma”, “Qual é a Tua Ó Meu”, “ Ser Solidário” e o célebre FMI que hoje andam tão falado na boca dos Desempregados, dos Precários, dos Jovens e dos Velhos deste País.

“O que faz falta… não é só avisar a malta” é necessário e urgente que seja constituído um amplo movimento de protesto a nível nacional, para que se acabe de vez com o silêncio forçado a que são obrigados alguns dos melhores artistas da nossa música popular.
Parabéns José Mário Branco e que nunca te faltem as forças para continuares a resistir e a compor que nós vamos sempre a ouvir as tuas músicas, mesmo que em semi-clandestinidade.
Até sempre Camarada!
CV – 25.05.2011
http://youtu.be/vCu65BPWqdk
ESTRELAS DE SEMPRE
Robert Allen Zimmerman, mais conhecido com o seu nome artístico de BOB DYLAN, nasceu em 24 de Maio, de 1941no estado do Minnesota, EUA, fez por tanto hoje a bonita idade de 70 Anos e segundo dizem os seus amigos e conhecidos, para bem de quem gosta de música, está longe de se reformar.
O seu talento musical revelou-se desde muita tenra idade, começando a tocar piano, guitarra e a escrever poesia, destacando-se como vocalista de grupos de música rock.
A partir dos anos 60, Bob Dylan revela a suas preferências pela folk music, inflenciado por Woody Guntrie. The Freewhelliu atingiu enorme sucesso com a canção “Blowin In the Wind” que foi adoptada como o hino do movimento dos direitos cívicos. Durante alguns anos o cantor torna-se uma das vozes mais importantes da canção de protesto, ao lado de outra lenda mítica chamada Joana Baez.
Este período marcante da sua carreira, termina abruptamente com o álbum “The Times They Are a Chaging” e a canção intitulada “With God On Our Side” na qual o Dylan descreve o lado mais obscuro da história americana. Logo a seguir edita “Another Side of Bob Dylan” assumindo claramente uma ruptura radical com o estilo anterior, com os seus poemas de índole intimista e confessional.
Muitos dos seus admiradores acusaram o cantor de traição aos seus ideais e de submissão completa aos poderes instituídos que antes criticava. Esta atitude totalmente desfasada com os seus trabalhos anteriores é confirmada com o álbum, “John Wesley Harding” com canções que nos apresentam o artista com problemas pessoais, de ordem mística e religiosa que o afectaram profundamente, a partir do divorcio em 1977, de Sara Lowds com quem estava casado à muitos anos.
Nos anos 80, Bob Dylan, afasta-se do catolicismo e aproxima-se do judaísmo, religião de seus antepassados, o avô era um imigrante judeu. Os seus concertos são cada vez mais espaçados e apenas se realça a sua participação no movimento musical “We Are The World”, ao lado de grandes artistas, como Michael Jackson, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder, numa importante campanha contra a fome em África.
Nos anos mais recentes, os seus concertos vão sendo cada vez mais irregulares, cruzando-se os bons momentos com outros de pouco interesse musical, com alguns êxitos pontuais, como foi caso de em 2006, com o lançamento do álbum “Moder Times” que alcançou o top de vendas nos EUA.
Personagem muito complexa a deste grande artista, excepcionalmente dotado. No entanto, quer se goste ou não da sua obra, Bob Dylan será sempre uma das maiores referências como intérprete e compositor de canções fantásticas que ficarão para sempre a fazer parte da história da música a nível mundial e foi sem dúvida um dos ídolos da minha juventude que sempre associei no meu imaginário, como um dos companheiros de Joana Baez,Patsy Cline, Willie Nelson e Kenny Rogers.
Hoje que o cantor comemora o seu 70º. Aniversário para além de lhe prestar a minha modesta homenagem e que continue a trabalhar naquilo que tem sido a sua maior paixão – a música. Que continue a surpreender-nos pelo lado que consideramos ser o seu lado mais positivo.
Até sempre e felicidades Bob Dylan!
CV-24.05.2011
Martins Raposo
NOTAS: Apontamentos da Wiquipédia (Internet) e do Livro “BOB DYLAN – POEMAS” de Francisco Pacheco.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
ESTRELAS DO JAZ
ARTIE SHAW
Foi um dos melhores Clarinetistas de todos os tempos, ombreando com nomes como Jimmy Hamilton, Tony Scott , Bob Wilder e do “Rei do Swing” Benny Goodman. A sua Orquestra atingiu o seu maior apogeu nos anos 40 com músicos de grande profissionalismo e canções que nos ficaram na memória, tais como Begin to Negin, Blues in the Night, Dacin in The Dark, Stardust e muitas mais.
A sua orquestra correu mundo, com espectáculos de grande sucesso e foi uma das mais bem pagas do meio musical que então se vivia com grande intensidade, com outras grandes orquestras, com maestros e músicos famosos.
Apoiou sempre os seus colegas e tinha um grande respeito pelos jovens que começaram no seu tempo a iniciar-se na arte do Jaz, como foi o caso de Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Lena Horne e muitos outros.
Artie Shaw que nasceu em Nova Iorque em 23 de Maio de 1910 teve uma vida sentimental agitada, com oito casamentos, entre os quais com duas famosas estrelas do cinema, Lana Turner e a célebre Ava Gardner.
Aqui fica a minha modesta homenagem, a esse grande músico do Jaz. Eu, que andei uma vida a “anhar” com o meu clarinete, tendo começado como ele com um instrumento de treze chaves, fico sempre deslumbrado com o maravilhoso som que sobressai com belíssima sonoridade e grande sensibilidade.
Mesmo para aqueles que não apreciam este estilo musical, penso que ninguém ficará indiferente a este BEGIN TO BEGIN!
Até sempre!
CV – 23 de Maio de 2011
http://youtu.be/bP6y7Qs2A-o
Foi um dos melhores Clarinetistas de todos os tempos, ombreando com nomes como Jimmy Hamilton, Tony Scott , Bob Wilder e do “Rei do Swing” Benny Goodman. A sua Orquestra atingiu o seu maior apogeu nos anos 40 com músicos de grande profissionalismo e canções que nos ficaram na memória, tais como Begin to Negin, Blues in the Night, Dacin in The Dark, Stardust e muitas mais.
A sua orquestra correu mundo, com espectáculos de grande sucesso e foi uma das mais bem pagas do meio musical que então se vivia com grande intensidade, com outras grandes orquestras, com maestros e músicos famosos.
Apoiou sempre os seus colegas e tinha um grande respeito pelos jovens que começaram no seu tempo a iniciar-se na arte do Jaz, como foi o caso de Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Lena Horne e muitos outros.
Artie Shaw que nasceu em Nova Iorque em 23 de Maio de 1910 teve uma vida sentimental agitada, com oito casamentos, entre os quais com duas famosas estrelas do cinema, Lana Turner e a célebre Ava Gardner.
Aqui fica a minha modesta homenagem, a esse grande músico do Jaz. Eu, que andei uma vida a “anhar” com o meu clarinete, tendo começado como ele com um instrumento de treze chaves, fico sempre deslumbrado com o maravilhoso som que sobressai com belíssima sonoridade e grande sensibilidade.
Mesmo para aqueles que não apreciam este estilo musical, penso que ninguém ficará indiferente a este BEGIN TO BEGIN!
Até sempre!
CV – 23 de Maio de 2011
http://youtu.be/bP6y7Qs2A-o
sexta-feira, 15 de abril de 2011
CINQUENTA ANOS DE BOA MÚSICA
PAULO DE CARVALHO
Vi sempre o Paulo com muita simpatia. Um tipo “porreiro”, amigo dos seus amigos, sempre pronto a dar e dar-se no seu mundo da música, onde foi aprendendo a pulso, sem grandes pressas.
Foi um dos fundadores dos Sheiks, era o baterista do grupo, intervindo esporadicamente como vocalista. Uma vontade enorme de aprender, levou-o ao encontro da música anglo-americana, aderindo aos ritmos dos blues e do rock,n,roll, iniciando-se com composições em inglês como “Missing You” e “Tell me Bird”
Dos Sheiks parte para a Banda 4 e os Fluido em parceria com Dórdio Guimarães e Vasco de Noronha, acentuando a sua música no estilo pop-rock, destacando-se as composições “Baby You Got Me”e “Gotta Start Lovin’You.”
Os anos 70 dá-se uma grande mudança na sua carreira com a sua participação a solo, nos Festivais da Canção da RTP, apresentando-se nesse ano, com a canção “Corre Nina” letra de Carlos Portugal e música de Pedro Osório que tendo ficado em 4º. lugar mereceu o prémio da imprensa para a melhor interpretação.
Seguiram-se os anos os anos 71 a 73, obtendo sucessos com as canções, “Flor Sem Tempo”, “Semente”, “Maria vida fria”, em colaboração com Pedro Osório e José Calvário. Em 1974, apresentou-se com a canção “ E Depois do Adeus”, letra de José Niza e Música de José Calvário, tendo ganho o primeiro prémio.
Foi esta a Canção que serviu de senha para o início das operações militares que levaram ao derrube da ditadura, com a Revolução do 25 de Abril.
Em 1976 estreia-se como compositor para outros intérpretes entre eles, Carlos do Carmo, com a célebre canção, “Lisboa Menina e Moça”, colaborando também com Fernando Tordo, Carlos Mendes, Ary dos Santos e Júlio Pereira.
Em 1985, edita o Álbum “Desculpem Qualquer Coisinha”, com a canção “Meninos do Huambo” e logo a seguir lança o disco “Terras de Lua Cheia” com a colaboração de Luís de Oliveira. “Mãe Negra” é um poema de Alda Lara e uma das mais bonitas canções de Paulo de Carvalho.
Em 1991, grava o álbum “Gostar de Ti”, com temas como a “Gaivota” e “Para um Amigo”. Pouco depois inicia o projecto Música D’Alma, com a colaboração de músicos africanos
Nos últimos anos gravou, “Uma Voz, Uma Vida” (2003), “Cores do fado”(2004), e “O Amor” (2008), com temas “Canção para Tito Paris” e o “Mundo Inteiro”.
No dia 10 de Junho de 2009, foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade.
hoje dia 15 de Abril de 2011, Paulo de Carvalho considerado um dos melhores intérpretes da sua geração, faz precisamente 64 anos. Os meus Parabéns e espero que continue a encantar-nos com a sua belíssima voz e as suas composições maravilhosas.
CV-15.04.2011
Martins Raposo
http://youtu.be/MrW6zP161QI
quinta-feira, 14 de abril de 2011
UMA INICIATIVA DE SUCESSO
SEMANA DE CASTELO DE VIDE
NA CASA DO ALENTEJO - LISBOA
A Semana de Castelo de Vide em Lisboa, na Casa do Alentejo, foi organizada pela Câmara Municipal, com apoios do Grupo de Amigos de Castelo de Vide, o Turismo Alentejo e a Casa do Alentejo, foi em minha modesta opinião um verdadeiro sucesso.
Esta iniciativa teve ainda o apoio e participação de Empresários de diversos sectores de actividade, de Grupos Culturais, das “doceiras da terra”, Sras. Belmira Branquinho, Inês Patacas, Maria Luísa, Maria Neves, Sofia B. Borba e Teresa Bicho. Na restauração participaram vários Restaurantes, mas na cozinha impôs-se a maestria da excelente cozinheira, D. Estrela Matela que deliciou os clientes do Restaurante, todos os dias com um prato regional do Alto Alentejo.
A inauguração aconteceu no Sábado, dia 26 de Março, pelas 17:00H com as Janelas do 1º. Andar emolduradas com bonitas colchas com desenhos alusivos à Câmara Municipal e o átrio contendo um enorme painel com uma vista geral de Castelo de Vide, e alguns quadros da autoria do pintor João Filipe Bugalho, a confeitaria, convidava os visitantes a degustar de imediato os deliciosos doces apresentados com esmero.
Do outro lado estava uma banca com diversos prospectos de turísticos e programas festivos. Em frente uma banca colorida de bordados.
As pessoas vinham chegando. Muitos Castelovidenses e não só que perguntavam umas às outras quando chegava a Banda de Música, que estava anunciada para a abertura da Exposição. Poucos momentos se passaram até ouvirmos a Banda União Artística que desde o Rossio veio a tocar até à Casa do Alentejo.
Já com o Salão dos Jogos completamente cheio, assistimos a um pequeno Concerto, que a Banda conduzida pelo Jovem Maestro Francisco de Jesus, nos presenteou, com os seus músicos muito aprumados e bem afinados, recebendo no final um grande aplauso dos presentes.
Vi muitos olhos brilhantes de emoção que não se cansavam de aplaudir o consagrado Grupo Coral, que nos ofereceu (Concerto que Elementos e Maestro dedicaram a Castelo de Vide) um magnífico espectáculo de grande qualidade artística.
Depois do apetitoso Bacalhau Dourado confeccionado pela D. Estrela, passámos de novo, ao Salão dos Jogos, para ouvirmos o “Canto da Memória”, constituído por um trio de vozes de grande qualidade que nos brindaram com um belíssimo repertório de canções populares, algumas bastante conhecidas mas ouvidas sempre com muita alegria e emoção. Os componentes deste grupo que por coincidência também fazem parte do Coro, são o António Manuel Busca, o Cesino Alves e o Gabriel Martins, senhores de bonitas vozes que com o acompanhamento à Guitarra do Cesino, fecharam com chave de ouro esta grande noite musical ao vivo, que marcou de forma muito positiva a inauguração da Semana de Castelo de Vide.
Disse a “noite musical ao vivo” porque na verdade, ainda tivemos o privilégio de assistir a um Documentário sobre o Alentejo, da autoria do Realizador Francisco Manso, que para além de lindíssimas imagens do ambiente rural e do património das cidades e vilas alentejanas, nos apresentou alguns dos melhores Grupos Corais Alentejanos que existem na nossa região. Muito embora o salão já não contasse com a enorme assistência da tarde, ainda assim os presentes assistiram com muito interesse a mais este trabalho, elogiando a filmagem de áreas que nos são muito queridas.
Os responsáveis pela Organização deste evento, a começar pelo Sr. António Nobre Pita, em representação da Câmara Municipal, acompanhado pelo Dr. António José Miranda, o Sr. Joaquim Figueira Custódio, Presidente da Junta de Freguesia de São João e outros autarcas, demonstravam no final deste primeiro dia uma enorme satisfação pelo modo como correram as actividades e pela enorme receptividade recebida de todos os visitantes. Estiveram também até ao fim da noite; o Presidente da Direcção da Casa do Alentejo, o Presidente, o Vice-Presidente, o Tesoureiro e outros elementos dos Corpos Sociais do Grupo de Amigos de Castelo de Vide, o Dr. Alexandre Cordeiro, Director do Jornal, “Notícias de Castelo de Vide” e muitos e muitos Castelovidenses e amigos da nossa Terra que assistiram com muito agrado a todo o programa.
A próxima actividade de relevo é já na segunda-feira dia 28, com o Encontro de Empresários que vou deixar para o segundo apontamento sobre a SEMANA DE CASTELO DE VIDE NA CASA DO ALENTEJO!
Abril de 2011
Maria Alagôa
ALGUMAS FOTOS DO EVENTO
Casa do Alentejo, 26 de Março de 2011
UM HEROI DOS MEUS TEMPOS!
IURI GAGARINE
Em Portugal, logo após a desintegração da União Soviética, a Associação de Amizade-Portugal URSS, adoptou o nome de Iuri Gagarine e como tal ainda funciona em plena actividade.
Iuri Gagarine que nasceu em Kluchine, a 19 de Março de 1934, foi o primeiro homem, a viajar no espaço, bordo do Vostok, um aparelho com tecnologia bastante rudimentar e no qual só havia espaço para uma pessoa.
Foi nesse dia a 12 de Abril de 1961 que o jovem astronauta, deu uma volta completa em redor do nosso Planeta e com grande admiração lançou a célebre frase – A Terra é Azul!
Foi um voo curto no tempo e no espaço, viajando a 327 kms. de altura e apenas em 108 minutos deu a missão por concluída. Mas a partir desse dia Iuri Gagarine foi considerado uma figura de grande prestígio mundial.
No seu país foi condecorado com as mais altas distinções e recebeu as insígnias de Herói Nacional. Passado algum tempo, foi eleito Deputado no Soviete Supremo.
Iuri Gagarine faleceu em 1968, de um acidente quando efectuava um voo de treino, o seu avião ao tentar desviar-se de um objecto desconhecido, entrou em descontrolo, vindo a esmagar-se no solo.
Já passaram cinquenta anos sobre a extraordinária proeza de Iuri Gagarine, mas ainda mantenho na memória a sua entrada triunfal em Moscovo com a Praça Vermelha completamente cheia de populares e dos mais altos magistrados da nação, que lhe renderam uma significativa homenagem.
Nós, os jovens desse tempo víamos nessa viagem um acontecimento histórico que poderia influenciar positivamente o futuro da humanidade. Viviam-se os tempos duros da “Guerra Fria”, com as duas super-potências, USA e URSS a digladiarem-se ferozmente em todos os campos, apostando sobretudo no armamento e nas novas tecnologias que visavam a supremacia e o controlo de ambas as partes sobre os restantes povos.
A era espacial teve os seus tempos de glória, na qual os astronautas de ambos os países escreveram páginas memoráveis, com importantes descobertas e inovações científicas de grande alcance. Revolucionaram os meios de comunicação por satélite e encontraram novos meios de transporte espacial.
Infelizmente, todos os investimentos feitos por muitos outros países, foram relegados para segundo plano Os grandes objectivos traçados, para continuarmos a explorar os imensos mistérios do nosso cosmos foram atirados para o fundo da gaveta. São os efeitos de outras guerras e de outros interesses a que não são alheios a presente crise que afectam quase todos os povos do planeta.
Os banqueiros nunca gostaram da ciência! Têm sido eles que têm controlado (e descontrolado) a política dos países com mais desumanidade e mais injustiça social.
Restam-nos as recordações! Iuri Gabardine, filho de um modesto carpinteiro, tornou-se num dos mais famosos astronautas de todos os tempos.
ElE FOI O PRIMEIRO!
CV- Abril 2011
Martins Raposo
sexta-feira, 25 de março de 2011
A ÚLTIMA GRANDE DIVA!
ELIZABETH TAYLOR
A grande diva do cinema dos anos 50/60 do Sec. XX, faleceu nos Estados Unidos, no passado dia 23 de Março, com 79 anos de idade. O seu filho Michael fez em poucas palavras um eloquente elogio que define o perfil desta maravilhosa actriz: “Era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor e amor”.
Liz Taylor, fez parte dos meus ídolos de juventude, igualando em talento e beleza outras estrelas do cinema, como Greta Garbo, Ava Gardner, Marlene Dietrich, Ingrid Bergman, Rita Hayworth e Brigitte Bardot.
Em Hollywood vivia-se o tempo das grandes produções e o cinema, atingia o expoente máximo do apogeu, arrastando multidões que enchiam as enormes salas de todo o mundo. Era o tempo em que os actores e actrizes eram adorados como deuses e as pessoas seguiam àvidamente não só a forma como interpretavam as suas personagens, mas também a sua vida pessoal que era habilmente explorada pelos meios de comunicação.
Liz Taylor foi sem dúvida alguma uma das estrelas incandescentes que aliava a sua beleza deslumbrante a um enorme talento, com interpretações inesquecíveis de personagens dramáticas e por vezes bastante controversas.
“Um Lugar ao Sol” foi um dos seus primeiros êxitos, ao lado de Montgomery Clif, pouco depois surge em “A Última Vez Que Vi Paris” com uma grande interpretação e vislumbrando-se já o seu génio e talento que se confirmou com “Gata em Telhado de Zinco Quente”, superando o seu parceiro Paul Newman ainda não totalmente reconhecido como grande actor.
“Bruscamente no Verão Passado” foi um dos Filmes que me deixaram vivamente impressionado, pelo tema e pela coragem da sua extraordinária interpretação de uma mulher desamparada psicologicamente pela família que se agarra com toda a paixão a outro personagem controverso e fragilizado, interpretado magistralmente por Montgomery Clif, que foi também um dos grandes amores da sua vida. Com este Filme ganhou o seu primeiro Óscar da Academia.
No Filme, “Cleópatra”, dirigido por Joseph Mankiewicz em 1963, Liz Taylor representa uma figura histórica polémica e com um argumento com grandes lacunas nos factos reais. Mas mais polémico ainda foi a sua tórrida paixão por Richard Burton que se prolongaria por muitos anos, intervalados de enormes brigas, casamento, divórcio e de novo casamento.
A seguir, Liz consegue a representação mais corajosa da sua longa carreira, arriscando a alteração completa da sua imagem, no papel de Martha, no Filme de Mick Nicols “ Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, baseado na obra de Edward Albee, tendo novamente como parceiro, Richard Burton. Com esta fabulosa interpretação, Lis Taylor ganha o seu segundo Óscar, como melhor actriz, nesse ano de 1966.
Liz Taylor fez a sua estreia aos 14 anos, com “A Coragem de Lassie” um filme para crianças e terminou com o Filme “Reflexos Num Olho Dourado” em 1967, o último em termos de grandes interpretações, mas pelo meio ficaram-nos muitas dezenas de outros títulos, entre os quais “O Gigante” em que contracenou com Rock Hudson e James Dean, que merecem um estudo mais aprofundado da sua brilhante carreira.
Neste artigo que pretende apenas ser uma modesta homenagem de alguém que viveu na sua época e seguiu com grande respeito e admiração a sua carreira como artista e ao mesmo tempo como mulher que como disse o seu filho na hora da despedida, amou a Vida com grande paixão, alegria e sofrimento.
Na sua vida há ainda a registar o seu profundo sentimento de amor e amizade que sempre a ligou a colegas da sua profissão, como foi o caso de Montgomery Clif que viria a falecer ainda bastante jovem, Richard Burton, Rock Hudson e mais recentemente com o músico Michael Jackson, todos eles vítimas de doenças que continuam a ser um autêntico flagelo mundial, como é o caso da Sida. Lis Taylor assumiu-se corajosamente como defensora do bom nome dos seus amigos, tendo inclusive em seu nome criado e ajudado a criar institutos e hospitais que se dedicam à pesquisa para a cura destas doenças e denunciando todos aqueles que cinicamente instrumentalizam a sociedade com preconceitos e falsidades.
A crítica assegura que “faleceu uma das mais lendárias actrizes da história do cinema” eu apenas acrescentaria que se apagou uma das mais brilhantes estrelas do meu firmamento e ao mesmo tempo uma mulher inteira nas suas convicções de grande humanismo e afectividade.
Citando o belíssimo texto de Mário Jorge Torres no “Público” terminarei com estas suas palavras: “A Taylor ficará para a eternidade como um milagre de luz e sombras, de cor e carne virtual, captado em celulóide e projectado num ecrã, bela e perturbante…”
ATÉ SEMPRE!
CV-24.03.2011
Martins Raposo
NOTAS: Jornal “Publico” e Wiquipédia.
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