FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















sexta-feira, 15 de abril de 2011

CINQUENTA ANOS DE BOA MÚSICA

PAULO DE CARVALHO


Vi sempre o Paulo com muita simpatia. Um tipo “porreiro”, amigo dos seus amigos, sempre pronto a dar e dar-se no seu mundo da música, onde foi aprendendo a pulso, sem grandes pressas.
Foi um dos fundadores dos Sheiks, era o baterista do grupo, intervindo esporadicamente como vocalista. Uma vontade enorme de aprender, levou-o ao encontro da música anglo-americana, aderindo aos ritmos dos blues e do rock,n,roll, iniciando-se com composições em inglês como “Missing You” e “Tell me Bird”
Dos Sheiks parte para a Banda 4 e os Fluido em parceria com Dórdio Guimarães e Vasco de Noronha, acentuando a sua música no estilo pop-rock, destacando-se as composições “Baby You Got Me”e “Gotta Start Lovin’You.”


Os anos 70 dá-se uma grande mudança na sua carreira com a sua participação a solo, nos Festivais da Canção da RTP, apresentando-se nesse ano, com a canção “Corre Nina” letra de Carlos Portugal e música de Pedro Osório que tendo ficado em 4º. lugar mereceu o prémio da imprensa para a melhor interpretação.
Seguiram-se os anos os anos 71 a 73, obtendo sucessos com as canções, “Flor Sem Tempo”, “Semente”, “Maria vida fria”, em colaboração com Pedro Osório e José Calvário. Em 1974, apresentou-se com a canção “ E Depois do Adeus”, letra de José Niza e Música de José Calvário, tendo ganho o primeiro prémio.
Foi esta a Canção que serviu de senha para o início das operações militares que levaram ao derrube da ditadura, com a Revolução do 25 de Abril.
Em 1976 estreia-se como compositor para outros intérpretes entre eles, Carlos do Carmo, com a célebre canção, “Lisboa Menina e Moça”, colaborando também com Fernando Tordo, Carlos Mendes, Ary dos Santos e Júlio Pereira.
Em 1985, edita o Álbum “Desculpem Qualquer Coisinha”, com a canção “Meninos do Huambo” e logo a seguir lança o disco “Terras de Lua Cheia” com a colaboração de Luís de Oliveira. “Mãe Negra” é um poema de Alda Lara e uma das mais bonitas canções de Paulo de Carvalho.
Em 1991, grava o álbum “Gostar de Ti”, com temas como a “Gaivota” e “Para um Amigo”. Pouco depois inicia o projecto Música D’Alma, com a colaboração de músicos africanos
Nos últimos anos gravou, “Uma Voz, Uma Vida” (2003), “Cores do fado”(2004), e “O Amor” (2008), com temas “Canção para Tito Paris” e o “Mundo Inteiro”.

No dia 10 de Junho de 2009, foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade.
 hoje dia 15 de Abril de 2011, Paulo de Carvalho considerado um dos melhores intérpretes da sua geração, faz precisamente 64 anos. Os meus Parabéns e espero que continue a encantar-nos com a sua belíssima voz e as suas composições maravilhosas.
CV-15.04.2011
Martins Raposo

http://youtu.be/MrW6zP161QI

quinta-feira, 14 de abril de 2011

UMA INICIATIVA DE SUCESSO

SEMANA DE CASTELO DE VIDE
NA CASA DO ALENTEJO - LISBOA

A Semana de Castelo de Vide em Lisboa, na Casa do Alentejo, foi organizada pela Câmara Municipal, com apoios do Grupo de Amigos de Castelo de Vide, o Turismo Alentejo e a Casa do Alentejo, foi em minha modesta opinião um verdadeiro sucesso.
Esta iniciativa teve ainda o apoio e participação de Empresários de diversos sectores de actividade, de Grupos Culturais, das “doceiras da terra”, Sras. Belmira Branquinho, Inês Patacas, Maria Luísa, Maria Neves, Sofia B. Borba e Teresa Bicho. Na restauração participaram vários Restaurantes, mas na cozinha impôs-se a maestria da excelente cozinheira, D. Estrela Matela que deliciou os clientes do Restaurante, todos os dias com um prato regional do Alto Alentejo.

A inauguração aconteceu no Sábado, dia 26 de Março, pelas 17:00H com as Janelas do 1º. Andar emolduradas com bonitas colchas com desenhos alusivos à Câmara Municipal e o átrio contendo um enorme painel com uma vista geral de Castelo de Vide, e alguns quadros da autoria do pintor João Filipe Bugalho, a confeitaria, convidava os visitantes a degustar de imediato os deliciosos doces apresentados com esmero.
Do outro lado estava uma banca com diversos prospectos de turísticos e programas festivos. Em frente uma banca colorida de bordados.

As pessoas vinham chegando. Muitos Castelovidenses e não só que perguntavam umas às outras quando chegava a Banda de Música, que estava anunciada para a abertura da Exposição. Poucos momentos se passaram até ouvirmos a Banda União Artística que desde o Rossio veio a tocar até à Casa do Alentejo.
 
Já com o Salão dos Jogos completamente cheio, assistimos a um pequeno Concerto, que a Banda conduzida pelo Jovem Maestro Francisco de Jesus, nos presenteou, com os seus músicos muito aprumados e bem afinados, recebendo no final um grande aplauso dos presentes.

Logo de seguida, o Grupo Coral, do C.C.D.T. do Metropolitano de Lisboa, sob a batuta do distinto Maestro e Compositor, João Crisóstomo, e um conjunto de consagrados cantores com uma já longa carreira deu início ao Concerto, com tema “Acordai” de Lopes Graça, que mereceu da numerosa assistência uma grande salva de palmas. Seguiu-se “Canto Livre” do mesmo autor e várias canções populares da Beira Baixa e do Alentejo. Depois com a assistência a vibrar com as excelentes interpretações, ofereceram-nos a “Chamateia” dos Açores, o Vosso Galo Comadre da Galiza e quase a fechar veio o ponto alto com “Torna a Surriento” de Curtis e com o “Coro dos Escravos Hebreus-Nabuco” de Giuseppe Verdi que fez levantar a vasta plateia em calorosos aplausos. Num gesto de muita simpatia o Grupo Coral fechou este extraordinário espectáculo com um arranjo muito apropriado para o efeito, do Maestro João Crisóstomo, do “Hino de Nª. Sª. da Penha”.
Vi muitos olhos brilhantes de emoção que não se cansavam de aplaudir o consagrado Grupo Coral, que nos ofereceu (Concerto que Elementos e Maestro dedicaram a Castelo de Vide) um magnífico espectáculo de grande qualidade artística.
Depois do apetitoso Bacalhau Dourado confeccionado pela D. Estrela, passámos de novo, ao Salão dos Jogos, para ouvirmos o “Canto da Memória”, constituído por um trio de vozes de grande qualidade que nos brindaram com um belíssimo repertório de canções populares, algumas bastante conhecidas mas ouvidas sempre com muita alegria e emoção. Os componentes deste grupo que por coincidência também fazem parte do Coro, são o António Manuel Busca, o Cesino Alves e o Gabriel Martins, senhores de bonitas vozes que com o acompanhamento à Guitarra do Cesino, fecharam com chave de ouro esta grande noite musical ao vivo, que marcou de forma muito positiva a inauguração da Semana de Castelo de Vide.
Disse a “noite musical ao vivo” porque na verdade, ainda tivemos o privilégio de assistir a um Documentário sobre o Alentejo, da autoria do Realizador Francisco Manso, que para além de lindíssimas imagens do ambiente rural e do património das cidades e vilas alentejanas, nos apresentou alguns dos melhores Grupos Corais Alentejanos que existem na nossa região. Muito embora o salão já não contasse com a enorme assistência da tarde, ainda assim os presentes assistiram com muito interesse a mais este trabalho, elogiando a filmagem de áreas que nos são muito queridas.
Os responsáveis pela Organização deste evento, a começar pelo Sr. António Nobre Pita, em representação da Câmara Municipal, acompanhado pelo Dr. António José Miranda, o Sr. Joaquim Figueira Custódio, Presidente da Junta de Freguesia de São João e outros autarcas, demonstravam no final deste primeiro dia uma enorme satisfação pelo modo como correram as actividades e pela enorme receptividade recebida de todos os visitantes. Estiveram também até ao fim da noite; o Presidente da Direcção da Casa do Alentejo, o Presidente, o Vice-Presidente, o Tesoureiro e outros elementos dos Corpos Sociais do Grupo de Amigos de Castelo de Vide, o Dr. Alexandre Cordeiro, Director do Jornal, “Notícias de Castelo de Vide” e muitos e muitos Castelovidenses e amigos da nossa Terra que assistiram com muito agrado a todo o programa.
A próxima actividade de relevo é já na segunda-feira dia 28, com o Encontro de Empresários que vou deixar para o segundo apontamento sobre a SEMANA DE CASTELO DE VIDE NA CASA DO ALENTEJO!
Abril de 2011
Maria Alagôa
ALGUMAS FOTOS DO EVENTO
Casa do Alentejo, 26 de Março de 2011

UM HEROI DOS MEUS TEMPOS!

IURI GAGARINE

Em Portugal, logo após a desintegração da União Soviética, a Associação de Amizade-Portugal URSS, adoptou o nome de Iuri Gagarine e como tal ainda funciona em plena actividade.
Iuri Gagarine que nasceu em Kluchine, a 19 de Março de 1934, foi o primeiro homem, a viajar no espaço, bordo do Vostok, um aparelho com tecnologia bastante rudimentar e no qual só havia espaço para uma pessoa.
Foi nesse dia a 12 de Abril de 1961 que o jovem astronauta, deu uma volta completa em redor do nosso Planeta e com grande admiração lançou a célebre frase – A Terra é Azul!

 Foi um voo curto no tempo e no espaço, viajando a 327 kms. de altura e apenas em 108 minutos deu a missão por concluída. Mas a partir desse dia Iuri Gagarine foi considerado uma figura de grande prestígio mundial.
No seu país foi condecorado com as mais altas distinções e recebeu as insígnias de Herói Nacional. Passado algum tempo, foi eleito Deputado no Soviete Supremo.
Iuri Gagarine faleceu em 1968, de um acidente quando efectuava um voo de treino, o seu avião ao tentar desviar-se de um objecto desconhecido, entrou em descontrolo, vindo a esmagar-se no solo.
Já passaram cinquenta anos sobre a extraordinária proeza de Iuri Gagarine, mas ainda mantenho na memória a sua entrada triunfal em Moscovo com a Praça Vermelha completamente cheia de populares e dos mais altos magistrados da nação, que lhe renderam uma significativa homenagem.
Nós, os jovens desse tempo víamos nessa viagem um acontecimento histórico que poderia influenciar positivamente o futuro da humanidade. Viviam-se os tempos duros da “Guerra Fria”, com as duas super-potências, USA e URSS a digladiarem-se ferozmente em todos os campos, apostando sobretudo no armamento e nas novas tecnologias que visavam a supremacia e o controlo de ambas as partes sobre os restantes povos.
A era espacial teve os seus tempos de glória, na qual os astronautas de ambos os países escreveram páginas memoráveis, com importantes descobertas e inovações científicas de grande alcance. Revolucionaram os meios de comunicação por satélite e encontraram novos meios de transporte espacial.
Infelizmente, todos os investimentos feitos por muitos outros países, foram relegados para segundo plano Os grandes objectivos traçados, para continuarmos a explorar os imensos mistérios do nosso cosmos foram atirados para o fundo da gaveta. São os efeitos de outras guerras e de outros interesses a que não são alheios a presente crise que afectam quase todos os povos do planeta.
Os banqueiros nunca gostaram da ciência! Têm sido eles que têm controlado (e descontrolado) a política dos países com mais desumanidade e mais injustiça social.
Restam-nos as recordações! Iuri Gabardine, filho de um modesto carpinteiro, tornou-se num dos mais famosos astronautas de todos os tempos.
ElE FOI O PRIMEIRO!
CV- Abril 2011
Martins Raposo

sexta-feira, 25 de março de 2011

A ÚLTIMA GRANDE DIVA!

ELIZABETH TAYLOR

A grande diva do cinema dos anos 50/60 do Sec. XX, faleceu nos Estados Unidos, no passado dia 23 de Março, com 79 anos de idade. O seu filho Michael fez em poucas palavras um eloquente elogio que define o perfil desta maravilhosa actriz: “Era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor e amor”.
Liz Taylor, fez parte dos meus ídolos de juventude, igualando em talento e beleza outras estrelas do cinema, como Greta Garbo, Ava Gardner, Marlene Dietrich, Ingrid Bergman, Rita Hayworth e Brigitte Bardot.
Em Hollywood vivia-se o tempo das grandes produções e o cinema, atingia o expoente máximo do apogeu, arrastando multidões que enchiam as enormes salas de todo o mundo. Era o tempo em que os actores e actrizes eram adorados como deuses e as pessoas seguiam àvidamente não só a forma como interpretavam as suas personagens, mas também a sua vida pessoal que era habilmente explorada pelos meios de comunicação.
Liz Taylor foi sem dúvida alguma uma das estrelas incandescentes que aliava a sua beleza deslumbrante a um enorme talento, com interpretações inesquecíveis de personagens dramáticas e por vezes bastante controversas.

“Um Lugar ao Sol” foi um dos seus primeiros êxitos, ao lado de Montgomery Clif, pouco depois surge em “A Última Vez Que Vi Paris” com uma grande interpretação e vislumbrando-se já o seu génio e talento que se confirmou com “Gata em Telhado de Zinco Quente”, superando o seu parceiro Paul Newman ainda não totalmente reconhecido como grande actor.
“Bruscamente no Verão Passado” foi um dos Filmes que me deixaram vivamente impressionado, pelo tema e pela coragem da sua extraordinária interpretação de uma mulher desamparada psicologicamente pela família que se agarra com toda a paixão a outro personagem controverso e fragilizado, interpretado magistralmente por Montgomery Clif, que foi também um dos grandes amores da sua vida. Com este Filme ganhou o seu primeiro Óscar da Academia.
No Filme, “Cleópatra”, dirigido por Joseph Mankiewicz em 1963, Liz Taylor representa uma figura histórica polémica e com um argumento com grandes lacunas nos factos reais. Mas mais polémico ainda foi a sua tórrida paixão por Richard Burton que se prolongaria por muitos anos, intervalados de enormes brigas, casamento, divórcio e de novo casamento.
A seguir, Liz consegue a representação mais corajosa da sua longa carreira, arriscando a alteração completa da sua imagem, no papel de Martha, no Filme de Mick Nicols “ Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, baseado na obra de Edward Albee, tendo novamente como parceiro, Richard Burton. Com esta fabulosa interpretação, Lis Taylor ganha o seu segundo Óscar, como melhor actriz, nesse ano de 1966.

Liz Taylor fez a sua estreia aos 14 anos, com “A Coragem de Lassie” um filme para crianças e terminou com o Filme “Reflexos Num Olho Dourado” em 1967, o último em termos de grandes interpretações, mas pelo meio ficaram-nos muitas dezenas de outros títulos, entre os quais “O Gigante” em que contracenou com Rock Hudson e James Dean, que merecem um estudo mais aprofundado da sua brilhante carreira.
Neste artigo que pretende apenas ser uma modesta homenagem de alguém que viveu na sua época e seguiu com grande respeito e admiração a sua carreira como artista e ao mesmo tempo como mulher que como disse o seu filho na hora da despedida, amou a Vida com grande paixão, alegria e sofrimento.

Na sua vida há ainda a registar o seu profundo sentimento de amor e amizade que sempre a ligou a colegas da sua profissão, como foi o caso de Montgomery Clif que viria a falecer ainda bastante jovem, Richard Burton, Rock Hudson e mais recentemente com o músico Michael Jackson, todos eles vítimas de doenças que continuam a ser um autêntico flagelo mundial, como é o caso da Sida. Lis Taylor assumiu-se corajosamente como defensora do bom nome dos seus amigos, tendo inclusive em seu nome criado e ajudado a criar institutos e hospitais que se dedicam à pesquisa para a cura destas doenças e denunciando todos aqueles que cinicamente instrumentalizam a sociedade com preconceitos e falsidades.
A crítica assegura que “faleceu uma das mais lendárias actrizes da história do cinema” eu apenas acrescentaria que se apagou uma das mais brilhantes estrelas do meu firmamento e ao mesmo tempo uma mulher inteira nas suas convicções de grande humanismo e afectividade.
Citando o belíssimo texto de Mário Jorge Torres no “Público” terminarei com estas suas palavras: “A Taylor ficará para a eternidade como um milagre de luz e sombras, de cor e carne virtual, captado em celulóide e projectado num ecrã, bela e perturbante…”

ATÉ SEMPRE!
CV-24.03.2011
Martins Raposo
NOTAS: Jornal “Publico” e Wiquipédia.

terça-feira, 22 de março de 2011

SEMANA DE CASTELO DE VIDE NA CASA DO ALENTEJO

UMA INCIATIVA DE GRANDE SIGNIFICADO CULTURAL!

 Acabo de receber o Convite. Os objectivos principais, são de grande significado e importância para todos os Castelovidenses e Amigos. Não sendo por princípio favorável a fazer qualquer tipo de publicidade,  creio que se justifica plenamente abrir esta excepção, para dar a conhecer esta iniciativa que a Câmara Municipal de Castelo de Vide, em parceria com o GACV, Alentejo Turismo e Casa do Alentejo, em boa hora decidiu organizar. Assim é com todo o prazer que reformulo o apelo lançado pela Organização: ESPERAMOS POR SI. TRAGA A FAMÍLIA E OS AMIGOS.


Semana de Castelo de Vide em Lisboa
Começa na sexta-feira na Casa do Alentejo
Realiza-se a partir do próximo dia 26 de Março (sexta-feira) a 3 de Abril próximo, na Casa do Alentejo, a Semana de Castelo de Vide em Lisboa.
O programa e o respectivo cartaz devem ser conhecidos a qualquer momento
O evento, cujo programa detalhado e o respectivo cartaz devem ser conhecidos a qualquer momento, é organizado pela Câmara Municipal em colaboração com o Grupo de Amigos e nele está já assegurada a participação dos Ranchos Folclóricos de Castelo de Vide e de Póvoa e Meadas, da Banda União Artística, empresários do sector da restauração e hotelaria, agentes culturais e associativos locais.
Como convidados especiais destaca-se a presença activa do Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, através do seu Grupo de Coral e do Grupo “Canto da Memória”.
Para o vice-presidente da Câmara Municipal, António Pita, o objectivo principal desta iniciativa, para além do “fomento do convívio entre Castelo-videnses” residentes na zona da capital, é o da “promoção e divulgação turística da Páscoa e da Feira Medieval”.
Como objectivos secundários o autarca refere também a “promoção e divulgação das potencialidades, recursos e serviços que o concelho oferece na sua globalidade, com especial ênfase para os valores patrimoniais, a gastronomia e a doçaria”.
A oportunidade será ainda aproveitada para fazer a “apresentação dos projectos emergentes a nível turístico” e de outras “actividades artísticas de Castelo de Vide”, bem como das “mais recentes obras publicadas”. © NCV
IN: BLOGUE : "NOTÍCIASDECASTELODEVIDE" - PUBLICADO POR REDACÇÃO ÀS 12:06 AM

quinta-feira, 17 de março de 2011

JOLY BRAGA SANTOS

UM GRANDE COMPOSITOR

Compositor, Director de Orquestras, Crítico e Professor de Música, José Manuel Joly Braga Santos, nasceu em Lisboa no dia 14 de Março de 1924.Músico de génio precoce que o Maestro e Compositor Luís de Freitas Branco, elogia e incentiva a continuar os estudos musicais. É precisamente este seu Professor que influencia grande parte da sua obra, notando-se com grande evidência em “Nocturnos em Mi” e no “Soneto de Camões”, duas sinfonias de grande qualidade.

Joly Braga Santos, acompanhado dos seus Amigos, Maria Helena de Freitas e Luís de Freitas Branco.
O contacto com outros compositores e Maestros teve especial importância na mudança da temática musical moderna que aponta para o universalismo que os seus trabalhos vão ter neste segundo ciclo da sua obra. Destacam-se entre outros o Maestro Herman Scherch que foi seu professor em Veneza, no Curso Internacional de Regência que Joly Braga Santos frequentou.

Quando regressa empenha-se com todo o seu saber adquirido na formação da "Juventude Musical Portuguesa", uma autêntica escola de formação de muitos jovens músicos. A sua "4ª. Sinfonia" é precisamente a obra que o Maestro dedica à juventude portuguesa.
Em atenção ao seu trabalho e ao reconhecimento que o país lhe dedica, é nomeado Director da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional que graças ao esforço do seu Maestro e dos seus bons intérpretes, granjeou na década de 50 um enorme prestígio.
Das influências já mencionadas registem-se ainda os nomes de Pendereck, William Walton, Vaughan Williams, Compositores modernistas que contribuíram para a renovação do estilo musical de Joly Braga Santos, notando-se o emprego da dissonância e do cromatismo musical, numa dimensão não apenas colorística mas também estrutural. São desta época as obras "Concerto para Viola"," Esboços Sinfónicos", "Sinfonieta" e a" Sinfonia nº. 5", escrita em 1966. Esta última obra tem influências da música tradicional Moçambicana (Zavala), tendo obtido enorme êxito e com a qual foi galardoado com o Prémio de Composição-UNESCO.

O Compositor acaba numa última fase por utilizar alguns temas da música popular das regiões do Alentejo, Beira e Trás-os-Montes, para compor “Três Esboços Sinfónicos”, tentando com a sua música alargar-se a um público mais vasto e diversificado. A arte de comunicar foi uma das suas grandes preocupações, tendo em parte conseguido obter algum sucesso com as suas últimas composições, nas quais utilizou temas sobre os clássicos da nossa Literatura, como foi o caso da "Ópera Mérope" (texto de Almeida Garrett), da "Trilogia das Barcas" (baseada em Gil Vicente).
Registem-se ainda as composições dedicadas a outros músicos e compositores, como a "Elegia a Viana da Mota"," Requiem à memória de Pedro Freitas Branco" e a ópera "Viver ou Morrer" (texto de João de Freitas Branco).
Joly Braga Santos foi de facto, um dos mais talentosos compositores da sua geração, tendo recebido das mãos do Presidente da República Ramalho Eanes, em 1981, a Ordem de Santiago e Espada – Por Mérito Artístico.
Faleceu em Lisboa, no ano de1988, com 64 anos de idade, deixando-nos uma Obra de grande mérito, que infelizmente não tem sido utilizada na actualidade pelos Maestros de Bandas de Música e Grupos Musicais com algum prestígio, que não sendo muitas ainda temos algumas, felizmente. Em vez disso somos muitas vezes enganados com Concertos  com programas musicais intragáveis misturando o clássico com composições “travestidas” com arranjos popularuchos, sem valor e sem sentido.
Nunca será demais, relevar os verdadeiros e autênticos valores da nossa música, Joly Braga Santos é um dos melhores.
CV-14 de Março de 2011
Martins Raposo
NOTAS: Texto apoiado na Obra de Salwa Castelo-Branco; Wiquipédia e Internet (Fotos).

sexta-feira, 4 de março de 2011

UMA VOZ DO POVO

                                   ISABEL SILVESTRE


Primeiro foi a Voz de Manhouce que se ouvia no Rancho Regional de Manhouce e desde logo conquistou a simpatia de todos nós que numa determinada altura os meios de comunicação ainda davam alguma importância a este tipo de intervenção artística.
Foi o início de uma carreira que já leva mais de cinquenta anos e que se norteou por um aturado trabalho de pesquisa das músicas e canções tradicionais portuguesas com mais incidência no rico património da sua região.

 Desde 1979 que Isabel Silvestre é solista do Grupo Etnográfico de Cantares e Trajes de Manhouce, mantendo inalterável a sua postura na defesa do folclore e da música etnográfica obedecendo integralmente aos requisitos necessários para dar autenticidade natural e simples desta verdadeira arte popular.
O seu primeiro Álbum, “A Portuguesa” revela em toda a sua grandeza o seu estilo pessoal, com uma escolha criteriosa que dá a importância e o valor da recolha que efectuou ao longo de anos, nos quais se conta também a colaboração que teve de outros músicos e compositores, como foi o caso de João Gil que tem sido o produtor dos seus discos, com a participação do guitarrista Mário Delgado.
O segundo Álbum, “Eu” segue o mesmo estilo no qual são reproduzidos os temas tradicionais cantados no lugar onde viveu toda sua vida e que desde a infância influenciaram o seu modo de interpretar. No entanto, neste disco nota-se já um trabalho com cunho próprio, moldando ligeiramente “com uma nova roupa” a que não foram alheios a colaboração musical de Mário Delgado e João Nuno Represas. Note-se que este Álbum teve a participação de Rão Kyao na faixa “Senhora da Saúde”.
A partir da participação no Álbum dos GNR no “Rock In Rio Douro” em “Pronúncia do Norte”, que teve enorme sucesso, o seu nome alcançou enorme prestígio a nível nacional. Teve igual importância a sua participação na homenagem efectuada a António Variações ao lado de nomes como Sérgio Godinho, Delfins e Madredeus.
Registe-se ainda, a sua colaboração no Disco, “Uma Escola Para Timor”. Este trabalho foi efectuado em conjunto com Pedro Barroso e Vitorino, no sentido de ajudar o povo timorense a reconstruir o sistema educativo,
Um dos seus últimos trabalhos em colaboração com a Banda Futrica, ouvimo-la, numa bonita versão do “Menino do Bairro Negro”, incluída no Álbum “Com Zeca no Coração”
Foi agraciada com a Ordem do Infante, no dia 10 de Junho de 2005.
Simplicidade, Naturalidade e Autenticidade, têm sido as palavras que os críticos têm definido o importante trabalho desta extraordinária intérprete da música etnográfica portuguesa, mas que infelizmente é mais um caso em que os meios de comunicação e os responsáveis pela Cultura deste País, não têm dado o valor e importância que merecem.
Isabel Silvestre, nasceu em Manhouce, S. Pedro do Sul, no dia 04 de Março de 1941.
Parabéns Isabel! Deves continuar o teu trabalho, um dia quem sabe…
CV – 04.03.2011


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ALFREDO MARCENEIRO


O Mestre Carlos de Oliveira (músico), costumava ensinar que a música se impõe e perdura nos tempos, pela sua qualidade, independente dos diferentes estilos de cada época. O Fado nunca foi o estilo de minhas preferências, mas guardo com carinho na minha colecção, alguns dos seus melhores intérpretes que ouço com grande prazer.
É o caso de Alfredo Marceneiro que nasceu no dia 25 de Fevereiro de 1891. Alfredo Rodrigo Duarte, recebeu de seus Pais o gosto pelo canto e começou muito jovem a cantar em festas populares, distinguindo-se pela sua forma original como interpretava as suas canções.

Em 1924 ganhou uma Medalha de Ouro, num concurso de fados organizado pelo Poeta António Boto. Foi consagrado o Rei do Fado em 1948 no Café Luso.
Despediu-se da vida de artista no ano de 1963 com uma grande Festa no Teatro São Luiz, mas a verdade é que continuou a cantar ainda durante 20 anos.
Alfredo era um fadista castiço – afirmou Amália – porque era verdadeiro...
A Casa da Mariquinhas, Amor de Mãe, Despedida, Fado Bailado, O Marceneiro, o Remorso e a Tricana foram alguns dos muitos êxitos que obteve com a sua longa carreira de Fadista.
Alfredo Duarte, vinha de gente muito humilde e passou grande parte da sua vida a trabalhar na sua profissão de marceneiro que acabou por juntar ao seu nome porque ficou conhecido. Ainda tentou criar um estabelecimento próprio a que deu o nome de “Solar do Marceneiro” que não teve qualquer êxito. Ele próprio dizia que não gostava de cantar por obrigação.
Da sua personalidade e rectidão com que encarava a própria vida ficou-nos o exemplo de solidariedade para com os seus companheiros de trabalho nos estaleiros do Alfeite, que lutavam pelas 8 horas de trabalho (na altura os Operários trabalhavam 12 horas) entraram em Greve Geral a que ele aderiu também. Foi preso e maltratado, pelo que se demitiu do emprego e a partir daí dedicou-se inteiramente ao fado.

Faleceu em Lisboa a 26 de Junho de 1982. Dois anos depois o Presidente da República, General Ramalho Eanes, condecorou este grande artista, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Foi pena ele já não estar físicamente entre nós.
Ao Alfredo vaidoso e namoradeiro! Ao “Alfredo Lulu”, alcunha carinhosa que os amigos lhe atribuíram! Acima de tudo ao Alfredo Marceneiro, verdadeiro ícone do Fado, a minha singela homenagem.

CV- 25 de Fevereiro de 2011

Martins Raposo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

EXPOSIÇÃO MOUZINHO DA SILVEIRA
                     EM CASTELO DE VIDE

O Grupo de Amigos de Castelo de Vide, realizou no passado dia 22 de Janeiro, a inauguração da Exposição; “Mousinho da Silveira – Pensar Portugal”, tendo convidado por intermédio do Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Fernando Emílio Soares, o Professor Catedrático Dr. Diogo Freitas do Amaral que foi recebido à sua chegada a Castelo de Vide, por alguns elementos da Direcção e pelo Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide que convidou o ilustre visitante a assinar o Livro de Honra da Câmara Municipal no Salão Nobre.
A exposição foi inaugurada às 16:00 Horas, no Centro Municipal de Cultura, já com imensa gente que seguiu atentamente as explicações que o Professor Joaquim Pinto Ferreira Canário, foi fazendo sobre os documentos expostos, tendo os presentes tecido rasgados elogios sobre o valor desta importante exposição.

Logo de seguida deu-se início à sessão com o Auditório completamente cheio e com algumas dezenas de pessoas de pé, sem lugar para estarem sentadas.
O Dr. Freitas do Amaral, contemplou os presentes com uma magistral lição de história, enaltecendo a figura de Mouzinho da Silveira e referindo-se à sua obra legislativa como sendo um dos marcos mais importantes da nossa história. A Conferência apresentada de forma brilhante, empregando termos simples e expondo factos históricos importantes relacionados com a Revolução Liberal, prendeu atentamente a assistência durante mais de hora e meia que brindou o orador com uma longa salva de palmas.
Entre os convidados registámos a presença do Sr. Governador Civil do Distrito de Portalegre, do Sr. Deputado da Assembleia da República, Dr. Victor Crespo, do Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Castelo de Vide, dos Presidentes de Câmara de Castelo de Vide, Marvão e Sousel, do Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Sr. Vereador Fernando Tacão Valhelhas, de alguns Deputados da Assembleia Municipal, de outros Autarcas, do Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia e de vários representantes de Associações Culturais e Desportivas do nosso Concelho.
Foi uma Sessão extraordinária e muitos dos presentes, para além de enalteceram o ilustre conferencista, foram dar os parabéns à Direcção do GACV, por esta iniciativa.
Castelo de Vide, 22 de Janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

WALDEMAR BASTOS


Músico e intérprete Angolano, faz hoje 57 anos. Nasceu em Mbanza Congo, no dia 04 de Janeiro de 1954. Fez parte de vários Conjuntos Musicais, entre os quais; o The Kings, Quarta Dimensão e Orquestra do Ferrovia, em colectivo ou a solo, alcançou numerosos êxitos de que salientamos as canções, Velha Chica, Mungungo, Muxima, Pôr do Sol e Aurora. O seu primeiro Álbum “Estamos Juntos”, gravado em 1982, teve a colaboração de Chico Buarque, João Vale e Martinho da Vila. Tendo passado por diferentes estilos musicais, da world music, ao soul music, e aos blues, é no merengue e na rumba que a sua voz adquire um timbre especial que o eleva como referência no espaço da música popular angolana.
Seu pai, enfermeiro, era uma excelente organista e transmitiu ao filho o gosto pela música, mas Waldemar Bastos recebeu influências de vários artistas e Conjuntos Musicais americanos, como os Jacksons Five, The Shadows, Nat King Cole e Otis Reding, que aplicou nos nas letras e canções que interpretou nos seus Grupos Musicais.
Aos 16 anos, quando estudava para Engenharia Electrontecnica, foi preso pela Pide, por seu considerado subversivo pelo regime.
Após a independência de Angola, segue uma carreira a solo, com temas e ritmos ligados à música popular angolana que o CD “Cânticos da Minha Alma” e o album já citado, “Estamos Juntos”, confirmam com êxito o seu ambicioso projecto de fazer renascer as raízes do velho cancioneiro angolano.
A sua experiência com o músico David Byrne que apoiou Waldemar na edição do álbum “Pretaçuz, editado em 1998, não teve o sucesso que esperava.
Conheci o Waldemar Bastos em Luanda e alguns dos músicos que o acompanhavam, mas foi com muita emoção que assisti à sua célebre actuação no grande palco da Expo/98 e tenho acompanhado com admiração o seu percurso que continua a afirmar-se a nível internacional.
O seu maior prémio foi o AWARD conquistado em Outubro de 2010, na cidade de Liverpool, nos EUA, como o melhor artista africano.
Martins Raposo
O4.01.11
NOTAS: Agradecimentos  à Autora do Livro "Enciclopédia da Música  em Portugal no Séc. XX"; Google e Youtube