NADA ESTÁ PROVADO!
MAS A AMY NÃO RESISTIU…
Nada está provado em relação às causas da morte de Amy Winehouse! Por enquanto o que se possa afirmar poderá não passar de pura especulação. O que todos já sabemos é como foi parte da sua vida que os “média” compuseram desde que se tornou famosa.
Em relação ao seu talento e à sua vertiginosa carreira, está provado que começou desde miúda a querer ser o que realmente foi: Uma Estrela de primeira grandeza!
Os Familiares terão ajudado Amy desde muito nova, a conseguir uma formação musical em Escolas e Orquestras Juvenis e aos 16 anos já se fazia notar como vocalista do grupo Bolsha Banda.
As suas influências musicais são bastante diversificadas e incluem vozes como as de Sara Vaughan e Ella Fitzgerald no Jaz e de Madona e Michael Jackson na Pop. O seu primeiro álbum “Frank” tem uma batida claramente jazística e foi sem dúvida importante para o início da sua brilhante carreira.
Ao êxito do seu primeiro álbum, seguem-se alguns prémios e espectáculos com grande sucesso que levaram as Editoras a disputar a primazia das suas actuações. Amy muda de estilo, abandona o Jaz e volta-se decididamente para a música Pop, mudando radicalmente o seu estilo de actuar e o seu repertório que se reflecte de forma espectacular no seu segundo álbum “Back To Black”.
Está também provado que a sua vida emocional está recheada de desenfreadas paixões nem sempre correspondidas e por vezes mesmo desencontradas. A sua inclinação para as drogas e para a bebida, tornaram-se numa dependência difícil de controlar.
Quanto mais se aproximava do apogeu da sua carreira, mais infernal se tornava o seu viver, com tentativas rustradas de recuperação em clínicas especializadas. Logo após ter vencido o prémio Prit “Melhor Artista” com a canção Rehab, foi detida na Noruega pela posse ilegal de marijuana.
É neste ponto que me leva a interrogar sobre as causas que terão levado Amy a deixar-se arrastar de forma tão degradante para o submundo do álcool e da droga, impedindo-a de cumprir contractos fabulosos e de interromper espectáculos por completa incapacidade física e mental.
As suas qualidades vocais e as suas interpretações foram apreciadas em todo o mundo, a sua ascensão vertiginosa foi aceite e compreendida como resultante do seu real talento e originalidade. Conquistou por mérito próprio um dos lugares cimeiros do estrelato musical e a sua personalidade vincada deve ter ajudado a impor-se no meio dos seus iguais.
No entanto, algo conseguiu vergar esta extraordinária vedeta, ou se quisermos ser mais exactos na aproximação da realidade, várias terão sido as causas que levaram Amy para o tristemente célebre Clube dos 27.
Há dias reli uma crónica de alguém que se referia às semelhanças que a vida atormentada e turbulenta de Amy teve com alguns dos famosos artistas falecidos de forma muito semelhante, entre elas a de Judy Garland, a menina prodígio, que sofreu às mãos de Empresários e Produtores gananciosos, as mais aviltantes e desumanas condições de trabalho.
No Clube dos 27 há histórias diversas, mas também existem factos que demonstram que alguns dos suicídios foram provocados pela pressão monstruosa que os “homens dos negócios” infligiram violentamente na vida dos artistas que caíram nas suas armadilhas mortais.
Nada está provado! Mas a Amy não resistiu…
Olhão, Agosto de 2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=w1evzhSast8
sábado, 13 de agosto de 2011
NO CLUB DOS 27
terça-feira, 2 de agosto de 2011
ESTRELAS DE SEMPRE!
RECORDAÇÕES, COM MÚSICA DO ZECA!
Neste dia em que o Zeca Afonso fazia 82 anos de idade, gostava de ter o “dom” de escrever algo de invulgar que não fosse o repetido refrão de frases bombásticas, onde falha a autenticidade do conhecimento pessoal, como é o meu caso que só muito fugazmente tive a felicidade de contactar com o nosso mais famoso intérprete da música de intervenção portuguesa.
Antes dos breves encontros pessoais, tive o privilégio de em Luanda, conhecer a sua obra nos finais dos anos 60, através do Jorge que tinha conhecimentos em Cabinda por onde entravam alguns livros e música que o poder não deixava circular livremente.
Este pequeno grupo a que demos o nome de “Germinal” em homenagem ao grande escritor Émile Zola, era composto por pessoas com os mais diversos gostos, desde o Teatro à Música de que alguns de nós fazíamos parte. Cada elemento trazia para a discussão o seu saber e as suas experiências, mas aos fins de semana os sons predominavam, tanto nas conversas como na acção. Alguns de nós tocavam num Conjunto Musical.
E foi assim que conheci as canções do Zeca, do Adriano, do Letria, do Fausto e de outros que abriam o caminho da música popular e de intervenção.
O Zeca Afonso era sem dúvida o guia principal que servia de exemplo para animar os serões sobre política que interessava à maioria dos elementos do grupo. Os “Vampiros”, o “Menino do Bairro Negro” a “Menina dos Olhos Tristes” e o “Canta Camarada” vieram antes da “Balada de Outono” e do “Menino de Ouro”. Era a juventude que predominava e os seus gostos, mesmo a nível da música local Angolana, inclinavam-se predominantemente para os temas de forte conotação social e política.
Pessoalmente, assisti a dois espectáculos do Zeca Afonso em Luanda onde se deslocou algumas vezes, acompanhado de outros artistas. O mais importante foi em 1975, no novo estádio de Futebol da Cidade que encheu por completo.

Mais tarde em 1984, tive a sorte de organizar um extraordinário espectáculo em Coruche com a figura do Zeca como cabeça do cartaz que incluía ainda o Janita Salomé, e o Júlio Pereira. Quando digo da “sorte”, refiro-me ao facto de após termos concluído o acordo para sua presença, ter acontecido um problema no Cinema da Vila, que impedia a realização de qualquer actividade pública. O Concerto acabou por se realizar no amplo auditório da paróquia, graças à boa vontade do Padre Silvestre.
O grande “Trovador” apesar de se encontrar já debilitado pela doença, conseguiu levar a assistência ao rubro com a qualidade do seu repertório e a colaboração dos excelentes músicos que o acompanhavam. Foi um dos melhores espectáculos de sempre que hoje ainda muitos Coruchenses se lembram com emoção.
Lá estava a assistir o nosso querido amigo José Labaredas, autor da fotografia que o Zeca tirou em Londres de boina preta e que fez questão de inserir na capa de um dos seus álbuns.
Foi também com o José Labaredas que no dia 23 de Fevereiro de 1987, fomos a Setúbal para o último adeus e caminhámos lado a lado com milhares de pessoas que percorreram o percurso da Escola Secundária de São Julião até ao Cemitério da Senhora da Piedade, a cantar as canções mais emblemáticas do Zeca Afonso.
Por muito que os fariseus palavrosos nos façam promessas com louvaninhas de cinismo,ao falar sobre o talento do Zeca, a verdade é que neste País ainda não houve vontade suficiente para fazer a homenagem digna que o Zeca merece. Enquanto isso não acontece devemos ajudar a divulgar a sua obra em acções que não desmereçam o valor e a dignidade deste grande génio da cultura popular.
Aos mais novos é bom que não esqueçam o Zeca e continuem a ouvi-lo, não só as canções que já citei mas todas as canções que prefiguram na sua obra monumental, de que acrescentarei apenas mais alguns títulos: A Morte saiu à Rua, Coro dos Caídos, Ronda dos Paisanos, Resineiro Engraçado, O Meu Menino é de Ouro, Venham Mais Cinco, A Morte saiu à Rua, Era Um Redondo Vocábulo, o Avô Cavernoso, Coro dos Tribunais, O Que faz Falta, Era de Noite e Levaram-no,Os Fantoches de Kissinguer, Teresa Torga, O Dia da Unidade, Como Se Faz Um Canalha, Quem Diz que é Pela Rainha, a mítica Grândola Vila Morena, etc. etc. etc.
Numa opinião muito pessoal e naturalmente pouco pacífica, julgo que a Grândola Vila Morena, apenas com ligeiríssimas alterações, poderia muito bem substituir, o nosso velho e desactualizado Hino.
O Zeca Afonso para além de intérprete invulgar, foi também um Poeta de grande sensibilidade, com letras de grande significado em termos populares e nos temas de intervenção. Foi compositor e acima de tudo soube acarinhar os seus amigos com solidariedade activa, recebendo em troca a colaboração de grandes músicos, compositores e poetas portugueses e também no estrangeiro, muito principalmente em Espanha, na Galiza onde ainda hoje se mantém uma grande comunidade de fervorosos fãs do nosso Artista.
Em Portugal foi sempre aplaudido e seguido com paixão por numerosos adeptos das suas canções. O Povo adorava-o! Do poder nunca quis receber coisa alguma e os prémios para que foi indicado por Ramalho Eanes, ainda em vida e por Mário Soares a título póstumo, foram recusados com serenidade mas com firmeza.
Aos poderes constituídos antes do 25 de Abril e a muitos outros que nos governaram depois de 75, nunca lhe agradaram a gigantesca figura de intelectual e o poder e influência que exerceu efectivamente junto de muitos jovens.
Como confessei logo de início, falta-me o engenho e a arte para expressar e descrever os meus sentimentos de emoção, de respeito e de gratidão por ter tido a felicidade de viver no seu tempo e ter em muitos dos meus actos individuais e colectivos ter levado as suas canções como símbolo e bandeira para dar mais força às manifestações onde muitas vezes estive integrado, na luta por um mundo melhor de que o Zeca foi um dos mais fieis protagonistas.
Assim deixo-vos com as palavras do Poeta Manuel Alegre – o Zeca foi um homem fraterno, despojado, por vezes até ao exagero. Mas era assim, um revolucionário franciscano…Talvez as sociedades não consigam suportar a força subversiva de um tal despojamento. Por isso o Zeca foi tanta vez censurado. Por isso continua simultaneamente a encantar e a incomodar.
Até Sempre Zeca!
Olhão, 02.08.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=Io_RidA1mlI
Neste dia em que o Zeca Afonso fazia 82 anos de idade, gostava de ter o “dom” de escrever algo de invulgar que não fosse o repetido refrão de frases bombásticas, onde falha a autenticidade do conhecimento pessoal, como é o meu caso que só muito fugazmente tive a felicidade de contactar com o nosso mais famoso intérprete da música de intervenção portuguesa.
Antes dos breves encontros pessoais, tive o privilégio de em Luanda, conhecer a sua obra nos finais dos anos 60, através do Jorge que tinha conhecimentos em Cabinda por onde entravam alguns livros e música que o poder não deixava circular livremente.
Este pequeno grupo a que demos o nome de “Germinal” em homenagem ao grande escritor Émile Zola, era composto por pessoas com os mais diversos gostos, desde o Teatro à Música de que alguns de nós fazíamos parte. Cada elemento trazia para a discussão o seu saber e as suas experiências, mas aos fins de semana os sons predominavam, tanto nas conversas como na acção. Alguns de nós tocavam num Conjunto Musical.
E foi assim que conheci as canções do Zeca, do Adriano, do Letria, do Fausto e de outros que abriam o caminho da música popular e de intervenção.
O Zeca Afonso era sem dúvida o guia principal que servia de exemplo para animar os serões sobre política que interessava à maioria dos elementos do grupo. Os “Vampiros”, o “Menino do Bairro Negro” a “Menina dos Olhos Tristes” e o “Canta Camarada” vieram antes da “Balada de Outono” e do “Menino de Ouro”. Era a juventude que predominava e os seus gostos, mesmo a nível da música local Angolana, inclinavam-se predominantemente para os temas de forte conotação social e política.
Pessoalmente, assisti a dois espectáculos do Zeca Afonso em Luanda onde se deslocou algumas vezes, acompanhado de outros artistas. O mais importante foi em 1975, no novo estádio de Futebol da Cidade que encheu por completo.

Mais tarde em 1984, tive a sorte de organizar um extraordinário espectáculo em Coruche com a figura do Zeca como cabeça do cartaz que incluía ainda o Janita Salomé, e o Júlio Pereira. Quando digo da “sorte”, refiro-me ao facto de após termos concluído o acordo para sua presença, ter acontecido um problema no Cinema da Vila, que impedia a realização de qualquer actividade pública. O Concerto acabou por se realizar no amplo auditório da paróquia, graças à boa vontade do Padre Silvestre.
O grande “Trovador” apesar de se encontrar já debilitado pela doença, conseguiu levar a assistência ao rubro com a qualidade do seu repertório e a colaboração dos excelentes músicos que o acompanhavam. Foi um dos melhores espectáculos de sempre que hoje ainda muitos Coruchenses se lembram com emoção.
Lá estava a assistir o nosso querido amigo José Labaredas, autor da fotografia que o Zeca tirou em Londres de boina preta e que fez questão de inserir na capa de um dos seus álbuns.
Foi também com o José Labaredas que no dia 23 de Fevereiro de 1987, fomos a Setúbal para o último adeus e caminhámos lado a lado com milhares de pessoas que percorreram o percurso da Escola Secundária de São Julião até ao Cemitério da Senhora da Piedade, a cantar as canções mais emblemáticas do Zeca Afonso.
Por muito que os fariseus palavrosos nos façam promessas com louvaninhas de cinismo,ao falar sobre o talento do Zeca, a verdade é que neste País ainda não houve vontade suficiente para fazer a homenagem digna que o Zeca merece. Enquanto isso não acontece devemos ajudar a divulgar a sua obra em acções que não desmereçam o valor e a dignidade deste grande génio da cultura popular.
Aos mais novos é bom que não esqueçam o Zeca e continuem a ouvi-lo, não só as canções que já citei mas todas as canções que prefiguram na sua obra monumental, de que acrescentarei apenas mais alguns títulos: A Morte saiu à Rua, Coro dos Caídos, Ronda dos Paisanos, Resineiro Engraçado, O Meu Menino é de Ouro, Venham Mais Cinco, A Morte saiu à Rua, Era Um Redondo Vocábulo, o Avô Cavernoso, Coro dos Tribunais, O Que faz Falta, Era de Noite e Levaram-no,Os Fantoches de Kissinguer, Teresa Torga, O Dia da Unidade, Como Se Faz Um Canalha, Quem Diz que é Pela Rainha, a mítica Grândola Vila Morena, etc. etc. etc.
Numa opinião muito pessoal e naturalmente pouco pacífica, julgo que a Grândola Vila Morena, apenas com ligeiríssimas alterações, poderia muito bem substituir, o nosso velho e desactualizado Hino.
O Zeca Afonso para além de intérprete invulgar, foi também um Poeta de grande sensibilidade, com letras de grande significado em termos populares e nos temas de intervenção. Foi compositor e acima de tudo soube acarinhar os seus amigos com solidariedade activa, recebendo em troca a colaboração de grandes músicos, compositores e poetas portugueses e também no estrangeiro, muito principalmente em Espanha, na Galiza onde ainda hoje se mantém uma grande comunidade de fervorosos fãs do nosso Artista.
Em Portugal foi sempre aplaudido e seguido com paixão por numerosos adeptos das suas canções. O Povo adorava-o! Do poder nunca quis receber coisa alguma e os prémios para que foi indicado por Ramalho Eanes, ainda em vida e por Mário Soares a título póstumo, foram recusados com serenidade mas com firmeza.
Aos poderes constituídos antes do 25 de Abril e a muitos outros que nos governaram depois de 75, nunca lhe agradaram a gigantesca figura de intelectual e o poder e influência que exerceu efectivamente junto de muitos jovens.
Como confessei logo de início, falta-me o engenho e a arte para expressar e descrever os meus sentimentos de emoção, de respeito e de gratidão por ter tido a felicidade de viver no seu tempo e ter em muitos dos meus actos individuais e colectivos ter levado as suas canções como símbolo e bandeira para dar mais força às manifestações onde muitas vezes estive integrado, na luta por um mundo melhor de que o Zeca foi um dos mais fieis protagonistas.
Assim deixo-vos com as palavras do Poeta Manuel Alegre – o Zeca foi um homem fraterno, despojado, por vezes até ao exagero. Mas era assim, um revolucionário franciscano…Talvez as sociedades não consigam suportar a força subversiva de um tal despojamento. Por isso o Zeca foi tanta vez censurado. Por isso continua simultaneamente a encantar e a incomodar.
Até Sempre Zeca!
Olhão, 02.08.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=Io_RidA1mlI
sábado, 9 de julho de 2011
ESTREALAS DE SEMPRE
MERCEDES SOSA – LA NEGRA
Mercedes Sosa teria hoje 76 anos e com toda a certeza continuaria a encantar-nos com a sua voz “caliente” e luminosa. Ela mesmo disse como seria a sua forma de viver: “até ao fim da minha vida, continuarei cantando como uma cigarra”.
Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tecuman, a 09 de Julho de 1935, no mesmo dia e na mesma cidade na qual foi assinada a declaração de Independência da Argentina no ano de 1816.
Durante a sua juventude viveu no meio musical onde se distinguiu aos 15 anos. Foi uma fervorosa seguidora da ala esquerda do peronismo ao qual se manteve fiel durante grande parte da sua vida. Mas mais do que no plano político, a sua intervenção caracterizou-se essencialmente pela defesa dos direitos sociais dos mais desprotegidos.
Mercedes Sosa iniciou a sua longa carreira com o lançamento do álbum “La Voz De La Zafra” e a partir daí nunca mais deixou de nos oferecer o melhor da música popular Argentina, com canções que se tornaram autênticos hinos, escritos pelos melhores poetas e pelos melhores compositores aos quais a voz inconfundível da artista contribuiu para a sua divulgação a nível mundial.
No álbum editado em 1965, “Canciones Com Fundamiento” que teve a colaboração do seu marido, Manuel Óscar Mateus, ficaram registadas algumas das canções mais importantes do cancioneiro Argentino. Esse trabalho foi enriquecido com os álbuns, “Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas” que teve para além do seu marido a colaboração dos Compositores Ariel Ramirez e Victor Heredia e do Poeta Feliz Luna. Todo este trabalho levou a que a Artista fosse considerada como um dos pilares mais importantes do “Movimiento del Nuevo Cancionero”.
Mercedes Sosa atingiu o auge da sua carreira, nos anos 70, com espectáculos realizados em todo o mundo. É desses anos a sua parceria com outros grandes músicos e intérpretes, entre os quais se contam os nomes de Chico Buarque, Joana Baez, Sting, Andreia Bocelli, Luciano Pavaroti, Pablo Milanês, Milton Nascimento, Gal Costa e Beth Carvalho.É também deste período a preocupação da intérprete dedicar a sua atenção ao trabalho de outros grandes músicos da América do Sul, com especial relevo para a música popular e de intervenção dos respectivos países. A Canção “Gracias à La Vida” escrita e interpretada por Violeta Parra é um dos muitos exemplos que seguiu nos anos seguintes.
Perseguida pela ditadura do General Jorge Videla a cantora teve que se exilar na Europa, continuando aí a sua actividade artística com grande sucesso.
Mercedes Sosa viu a sua obra ser premiada com três Gramy’s nos anos de 2000, 2003 e 2006, respectivamente com as canções; Misa Criola, Acústico e Corazon Libré o que por si só atesta a trabalho incansável que Mercedes Sosa, tinha nos anos mais recentes. Pela sua obra e pela e pela sua postura cívica, foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade junto da UNESCO, para a América Latina e o Caribe.
Numa noite de Setembro, em 1979, Mercedes de Sosa iniciou o seu espectáculo com “Gracias à la Vida” a que seguiram algumas das suas melhores canções que tivemos a sorte de ouvir directamente no Alto da Ajuda. Os milhares de espectadores presentes, brindaram a sua actuação com calorosos e prolongados aplausos. Foi uma noite deslumbrante, animada pela presença de uma das estrelas mais brilhantes do firmamento musical.
A sua morte em 04 de Outubro de 2009, deixou consternados os milhares de amigos espalhados pelo mundo, tendo merecido da Jornalista da Reuter, Helen Poopper as seguintes palavras: Mercedes Sosa lutou contra os ditadores da América do Sul “com a sua voz e se tornou uma gigante da música latino americana. La Negra, saiu da vida para entrar na história como um verdadeiro mito”.
Hasta Siempre!
CV-09.07.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I
Mercedes Sosa teria hoje 76 anos e com toda a certeza continuaria a encantar-nos com a sua voz “caliente” e luminosa. Ela mesmo disse como seria a sua forma de viver: “até ao fim da minha vida, continuarei cantando como uma cigarra”.
Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tecuman, a 09 de Julho de 1935, no mesmo dia e na mesma cidade na qual foi assinada a declaração de Independência da Argentina no ano de 1816.
Durante a sua juventude viveu no meio musical onde se distinguiu aos 15 anos. Foi uma fervorosa seguidora da ala esquerda do peronismo ao qual se manteve fiel durante grande parte da sua vida. Mas mais do que no plano político, a sua intervenção caracterizou-se essencialmente pela defesa dos direitos sociais dos mais desprotegidos.
Mercedes Sosa iniciou a sua longa carreira com o lançamento do álbum “La Voz De La Zafra” e a partir daí nunca mais deixou de nos oferecer o melhor da música popular Argentina, com canções que se tornaram autênticos hinos, escritos pelos melhores poetas e pelos melhores compositores aos quais a voz inconfundível da artista contribuiu para a sua divulgação a nível mundial.
No álbum editado em 1965, “Canciones Com Fundamiento” que teve a colaboração do seu marido, Manuel Óscar Mateus, ficaram registadas algumas das canções mais importantes do cancioneiro Argentino. Esse trabalho foi enriquecido com os álbuns, “Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas” que teve para além do seu marido a colaboração dos Compositores Ariel Ramirez e Victor Heredia e do Poeta Feliz Luna. Todo este trabalho levou a que a Artista fosse considerada como um dos pilares mais importantes do “Movimiento del Nuevo Cancionero”.
Mercedes Sosa atingiu o auge da sua carreira, nos anos 70, com espectáculos realizados em todo o mundo. É desses anos a sua parceria com outros grandes músicos e intérpretes, entre os quais se contam os nomes de Chico Buarque, Joana Baez, Sting, Andreia Bocelli, Luciano Pavaroti, Pablo Milanês, Milton Nascimento, Gal Costa e Beth Carvalho.É também deste período a preocupação da intérprete dedicar a sua atenção ao trabalho de outros grandes músicos da América do Sul, com especial relevo para a música popular e de intervenção dos respectivos países. A Canção “Gracias à La Vida” escrita e interpretada por Violeta Parra é um dos muitos exemplos que seguiu nos anos seguintes.
Perseguida pela ditadura do General Jorge Videla a cantora teve que se exilar na Europa, continuando aí a sua actividade artística com grande sucesso.
Mercedes Sosa viu a sua obra ser premiada com três Gramy’s nos anos de 2000, 2003 e 2006, respectivamente com as canções; Misa Criola, Acústico e Corazon Libré o que por si só atesta a trabalho incansável que Mercedes Sosa, tinha nos anos mais recentes. Pela sua obra e pela e pela sua postura cívica, foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade junto da UNESCO, para a América Latina e o Caribe.
Numa noite de Setembro, em 1979, Mercedes de Sosa iniciou o seu espectáculo com “Gracias à la Vida” a que seguiram algumas das suas melhores canções que tivemos a sorte de ouvir directamente no Alto da Ajuda. Os milhares de espectadores presentes, brindaram a sua actuação com calorosos e prolongados aplausos. Foi uma noite deslumbrante, animada pela presença de uma das estrelas mais brilhantes do firmamento musical.
A sua morte em 04 de Outubro de 2009, deixou consternados os milhares de amigos espalhados pelo mundo, tendo merecido da Jornalista da Reuter, Helen Poopper as seguintes palavras: Mercedes Sosa lutou contra os ditadores da América do Sul “com a sua voz e se tornou uma gigante da música latino americana. La Negra, saiu da vida para entrar na história como um verdadeiro mito”.
Hasta Siempre!
CV-09.07.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I
sexta-feira, 1 de julho de 2011
ESTRELAS DE SEMPRE
AMÁLIA RODRIGUES
Mesmo para os que não têm apreço especial por este estilo musical, não podem ficar indiferentes à extraordinária voz de Amália, considerada a Rainha do Fado. Foi durante muitos anos a melhor Embaixadora de Portugal. Foi uma verdadeira diva que encantou os seus milhares de admiradores, no Cinema, no Teatro, na Televisão e nos Espectáculos Musicais, onde interpretou os melhores Poetas Portugueses.
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A sua longa carreira teve momentos inesquecíveis, alcançando êxitos retumbantes em todos os Continentes, com a sua voz maravilhosa.
Amália Rodrigues, nasceu no dia (!), 01 de Julho de 1920, filha de gente pobre não há ninguém que não conheça a sua vida e os seus memoráveis sucessos que foram galardoados com as mais altas distinções e insígnias no país e no estrangeiro.
Por isso mais do que falar de Amália, importa não esquecer as suas canções levando os jovens de hoje a ouvi-las com a atenção e o respeito que nos merece esta Artista com um talento fora do vulgar. Mencionemos apenas aquelas que foram os seus maiores êxitos - Ai Mouraria, Povo Que Lavas no Rio, Que Estranha Forma de Vide e Gaivota.
Ouvir Amália é também ouvir alguns dos melhores músicos que a acompanharam e os poemas mais lindos que se escreveram para o nosso povo de ontem, de hoje e de sempre!
CV - 01.07.2011
http://youtu.be/uFgctURyGp4
Mesmo para os que não têm apreço especial por este estilo musical, não podem ficar indiferentes à extraordinária voz de Amália, considerada a Rainha do Fado. Foi durante muitos anos a melhor Embaixadora de Portugal. Foi uma verdadeira diva que encantou os seus milhares de admiradores, no Cinema, no Teatro, na Televisão e nos Espectáculos Musicais, onde interpretou os melhores Poetas Portugueses.
A sua longa carreira teve momentos inesquecíveis, alcançando êxitos retumbantes em todos os Continentes, com a sua voz maravilhosa.
Amália Rodrigues, nasceu no dia (!), 01 de Julho de 1920, filha de gente pobre não há ninguém que não conheça a sua vida e os seus memoráveis sucessos que foram galardoados com as mais altas distinções e insígnias no país e no estrangeiro.
Por isso mais do que falar de Amália, importa não esquecer as suas canções levando os jovens de hoje a ouvi-las com a atenção e o respeito que nos merece esta Artista com um talento fora do vulgar. Mencionemos apenas aquelas que foram os seus maiores êxitos - Ai Mouraria, Povo Que Lavas no Rio, Que Estranha Forma de Vide e Gaivota.
Ouvir Amália é também ouvir alguns dos melhores músicos que a acompanharam e os poemas mais lindos que se escreveram para o nosso povo de ontem, de hoje e de sempre!
CV - 01.07.2011
http://youtu.be/uFgctURyGp4
quinta-feira, 23 de junho de 2011
UM LIVRO PROVOCADOR
ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS
“Este País Não É Para Velhos” é uma obra controversa, do consagrado escritor americano, Cornac McArthur, editada em 2005 e adaptada ao cinema pelos irmãos Coen que conquistaram em 2008 quatro Óscares da academia de Hollywood, entre eles o de melhor filme.
O Livro revela-nos um país submerso pelo ódio e pela violência, com cenas assombrosas e desumanas que nos deixam confusos e desamparados. É difícil de entender e aceitar em pleno Sec. XXI um mundo assim.
No meio do trama o autor introduz-nos uma personagem banal, de inteligência mediana e de fraco carácter, aparentemente marcada pela guerra do Vietname que terá tido influência na escolha da caça grossa como o seu desporto favorito. É sem dúvida um sinal, mas que não justifica o comportamento do assassino que o persegue.
A figura mais marcante de todo o Livro, chama-se Chigurg, assassino profissional que fica encarregue de recuperar a mala cheia de dinheiro que Moss acidentalmente retirou do massacre havido entre dois gangs, envolvidos num negócio de drogas que decorreu da pior forma para ambos.
Chigurg é um parente próximo de Dellinger e de All Capone que não obedece a nenhuma lei institucional e que se assume acima de todos os homens. Como um deus sanguinário, mata para satisfazer o seu ego que pretende ser um código de honra pessoal.
Para contrabalançar todo este ambiente assustador e imoral, o autor coloca o Xerife Bell que em voz off vai apresentando as suas dúvidas em relação ao sistema e tentando contrariar sem grande convicção a degradação dos valores e o aumento da criminalidade que observa mesmo junto da juventude e da população em geral e desabafa “… muitas vezes que eu digo que o mundo está a ir direitinho para o Inferno, ou alguma coisa do género, as pessoas limitam-se a fazer-me um sorriso e dizem-me que eu estou a ficar velho. Que este é um dos sintomas. Mas cá no meu entender, se alguém não vê a diferença entre violar e assassinar pessoas e mascar pastilha elástica é porque tem um problema muito mais grave do que o meu”.
Há poucos dias a RTP, promoveu um debate sobre o pretexto de que se fala num aumento da violência no nosso país. Apesar de estarem presentes pessoas com conhecimentos e experiência do nosso mundo social, o programa terminou sem conclusões práticas e sem consensos nas medidas a tomar para inverter esta situação que alguns sociólogos consideram de muito grave.
No meu fraco entender a nossa juventude actual não é muito diferente daquelas que fizeram parte da geração dos anos 60 do Sec. XX. Os meios mediáticos, esses sim sofreram em todos os aspectos uma alteração considerável que na maioria dos casos aplica métodos sensacionalistas, ampliando e distorcendo os factos de forma negativa. É evidente que há honrosas excepções sobre esta lamentável forma de informar, mas em regra geral quase todos afinam pelo mesmo diapasão.
Nos Estados Unidos sempre houve uma parte da sociedade que se manifestou a favor da violência pura e dura. Basta lembrar-nos das grandes famílias da Máfia que chegaram a dominar o poder em Cidades como Chicago de grande importância em termos económicos e financeiros. Lembremo-nos ainda de grupos e seitas de fundamentalistas religiosos e raciais, como o Klus Klus Kan.
Nos anos mais recentes, muitos escritores têm apontado os traumas da guerra, do Vietname e do Iraque como os causadores de cenas de violência individuais e de grupos que se envolvem por vezes em verdadeiras chacinas de morte e destruição.
Na Europa também houve períodos conturbados que provocaram autênticas catástrofes em termos desumanos de selvajaria e de crueldade que deixaram milhares de pessoas traumatizadas para sempre, como foi o caso do Nazismo, do Estalinismo, do Colonialismo e de muitas tentativas de eliminar povos e etnias desprotegidas. Isto sem mencionar outras guerras injustas que provocaram imensas vítimas inocentes, como foi o caso da Guerra Civil Espanhola e da Guerra da Argélia.
O Governo fascista de Salazar, envolveu-se a partir dos anos 60 (já para não falar das guerras da expansão colonial nos Sec . XIX e princípios do Sec. XX), numa guerra fratricida que durou mais de 14 anos e provocou a morte e a mutilação de milhares de jovens de ambos os lados da contenda. Sem nos alongarmos muito no tema é bom não esquecer os milhares de famílias que de um momento para o outro, foram espoliados dos seus haveres, na grande maioria dos casos, alcançados com enormes sacrifícios, ao fim de muitos anos de trabalho honesto e nem sempre devidamente remunerado.
Estes problemas enunciados no nosso país, provocaram grandes traumas e sofrimento, mas não se vislumbram actos individuais ou colectivos que sejam directamente imputados a esse triste e lamentável período da nossa história. Muito pelo contrário, é ponto assente que a contestação da Juventude Militar que veio transformar-se no Movimento que assumiu o papel principal na Revolução dos Cravos.
Voltando de novo ao livro de Cornac McArthur devo confessar que me desgosta a descrição de uma sociedade permissiva impotente para evitar a "violência niilista" que nos assusta pela sua aparente impunidade, sem arrependimentos e sem redenção. O autor descreve-nos um quadro negro assustador do seu país que tantas vezes tem servido de árbitro entre outros povos e imposto a sua democracia a outros tantos pela força das armas, impunemente e acima de todas as leis universais.
O Xerife, tímido moralista da história, retira-se vencido a ouvir a mulher a falar do Apocalipse e a "...sentir uma sensação mais amarga do que a própria morte”.
Fecho o livro desanimado, mas desperto! Fico a pensar…
Nem todas as obras que me fazem pensar se podem classificar como excelentes e algumas até nem são de autores conhecidos do grande público. Depende do assunto ser ou não ser importante para a minha sensibilidade que considero muito heterogénea e abrangente nos diversos géneros literários.
Há quem considere Cornac McArthur muito próximo da maestria e do talento de Philip Roth que tem uma Obra notável a todos os títulos e que já registei neste Blogue com a leitura de “A Conspiração Contra a América”. Se alguma coisa os liga é a idade, pois ambos nasceram em 1933, mas a diferença entre os dois escritores é muito grande, a não ser que…
Tenho estado para aqui às voltas com a conclusão deste meu apontamento, no fundo não queria que ficasse uma imagem totalmente negativa que o autor da Estrada (outro bom livro do Escritor) não merece de todo. No fundo, acho que o autor nos provoca intencionalmente, obrigando-nos a parar e olhar sem falsos moralismos, de forma crítica, para o mundo e a sociedade de que fazemos parte e da qual somos de uma ou outra forma os cúmplices do sistema.
“Este País Não É Para Velhos” é um Livro provocador! Ponto Final.
CV -Junho de 2011
Martins Raposo
“Este País Não É Para Velhos” é uma obra controversa, do consagrado escritor americano, Cornac McArthur, editada em 2005 e adaptada ao cinema pelos irmãos Coen que conquistaram em 2008 quatro Óscares da academia de Hollywood, entre eles o de melhor filme.
O Livro revela-nos um país submerso pelo ódio e pela violência, com cenas assombrosas e desumanas que nos deixam confusos e desamparados. É difícil de entender e aceitar em pleno Sec. XXI um mundo assim.
No meio do trama o autor introduz-nos uma personagem banal, de inteligência mediana e de fraco carácter, aparentemente marcada pela guerra do Vietname que terá tido influência na escolha da caça grossa como o seu desporto favorito. É sem dúvida um sinal, mas que não justifica o comportamento do assassino que o persegue.
A figura mais marcante de todo o Livro, chama-se Chigurg, assassino profissional que fica encarregue de recuperar a mala cheia de dinheiro que Moss acidentalmente retirou do massacre havido entre dois gangs, envolvidos num negócio de drogas que decorreu da pior forma para ambos.
Chigurg é um parente próximo de Dellinger e de All Capone que não obedece a nenhuma lei institucional e que se assume acima de todos os homens. Como um deus sanguinário, mata para satisfazer o seu ego que pretende ser um código de honra pessoal.
Para contrabalançar todo este ambiente assustador e imoral, o autor coloca o Xerife Bell que em voz off vai apresentando as suas dúvidas em relação ao sistema e tentando contrariar sem grande convicção a degradação dos valores e o aumento da criminalidade que observa mesmo junto da juventude e da população em geral e desabafa “… muitas vezes que eu digo que o mundo está a ir direitinho para o Inferno, ou alguma coisa do género, as pessoas limitam-se a fazer-me um sorriso e dizem-me que eu estou a ficar velho. Que este é um dos sintomas. Mas cá no meu entender, se alguém não vê a diferença entre violar e assassinar pessoas e mascar pastilha elástica é porque tem um problema muito mais grave do que o meu”.
Há poucos dias a RTP, promoveu um debate sobre o pretexto de que se fala num aumento da violência no nosso país. Apesar de estarem presentes pessoas com conhecimentos e experiência do nosso mundo social, o programa terminou sem conclusões práticas e sem consensos nas medidas a tomar para inverter esta situação que alguns sociólogos consideram de muito grave.
No meu fraco entender a nossa juventude actual não é muito diferente daquelas que fizeram parte da geração dos anos 60 do Sec. XX. Os meios mediáticos, esses sim sofreram em todos os aspectos uma alteração considerável que na maioria dos casos aplica métodos sensacionalistas, ampliando e distorcendo os factos de forma negativa. É evidente que há honrosas excepções sobre esta lamentável forma de informar, mas em regra geral quase todos afinam pelo mesmo diapasão.
Nos Estados Unidos sempre houve uma parte da sociedade que se manifestou a favor da violência pura e dura. Basta lembrar-nos das grandes famílias da Máfia que chegaram a dominar o poder em Cidades como Chicago de grande importância em termos económicos e financeiros. Lembremo-nos ainda de grupos e seitas de fundamentalistas religiosos e raciais, como o Klus Klus Kan.
Nos anos mais recentes, muitos escritores têm apontado os traumas da guerra, do Vietname e do Iraque como os causadores de cenas de violência individuais e de grupos que se envolvem por vezes em verdadeiras chacinas de morte e destruição.
Na Europa também houve períodos conturbados que provocaram autênticas catástrofes em termos desumanos de selvajaria e de crueldade que deixaram milhares de pessoas traumatizadas para sempre, como foi o caso do Nazismo, do Estalinismo, do Colonialismo e de muitas tentativas de eliminar povos e etnias desprotegidas. Isto sem mencionar outras guerras injustas que provocaram imensas vítimas inocentes, como foi o caso da Guerra Civil Espanhola e da Guerra da Argélia.
O Governo fascista de Salazar, envolveu-se a partir dos anos 60 (já para não falar das guerras da expansão colonial nos Sec . XIX e princípios do Sec. XX), numa guerra fratricida que durou mais de 14 anos e provocou a morte e a mutilação de milhares de jovens de ambos os lados da contenda. Sem nos alongarmos muito no tema é bom não esquecer os milhares de famílias que de um momento para o outro, foram espoliados dos seus haveres, na grande maioria dos casos, alcançados com enormes sacrifícios, ao fim de muitos anos de trabalho honesto e nem sempre devidamente remunerado.
Estes problemas enunciados no nosso país, provocaram grandes traumas e sofrimento, mas não se vislumbram actos individuais ou colectivos que sejam directamente imputados a esse triste e lamentável período da nossa história. Muito pelo contrário, é ponto assente que a contestação da Juventude Militar que veio transformar-se no Movimento que assumiu o papel principal na Revolução dos Cravos.
Voltando de novo ao livro de Cornac McArthur devo confessar que me desgosta a descrição de uma sociedade permissiva impotente para evitar a "violência niilista" que nos assusta pela sua aparente impunidade, sem arrependimentos e sem redenção. O autor descreve-nos um quadro negro assustador do seu país que tantas vezes tem servido de árbitro entre outros povos e imposto a sua democracia a outros tantos pela força das armas, impunemente e acima de todas as leis universais.
O Xerife, tímido moralista da história, retira-se vencido a ouvir a mulher a falar do Apocalipse e a "...sentir uma sensação mais amarga do que a própria morte”.
Fecho o livro desanimado, mas desperto! Fico a pensar…
Nem todas as obras que me fazem pensar se podem classificar como excelentes e algumas até nem são de autores conhecidos do grande público. Depende do assunto ser ou não ser importante para a minha sensibilidade que considero muito heterogénea e abrangente nos diversos géneros literários.
Há quem considere Cornac McArthur muito próximo da maestria e do talento de Philip Roth que tem uma Obra notável a todos os títulos e que já registei neste Blogue com a leitura de “A Conspiração Contra a América”. Se alguma coisa os liga é a idade, pois ambos nasceram em 1933, mas a diferença entre os dois escritores é muito grande, a não ser que…
Tenho estado para aqui às voltas com a conclusão deste meu apontamento, no fundo não queria que ficasse uma imagem totalmente negativa que o autor da Estrada (outro bom livro do Escritor) não merece de todo. No fundo, acho que o autor nos provoca intencionalmente, obrigando-nos a parar e olhar sem falsos moralismos, de forma crítica, para o mundo e a sociedade de que fazemos parte e da qual somos de uma ou outra forma os cúmplices do sistema.
“Este País Não É Para Velhos” é um Livro provocador! Ponto Final.
CV -Junho de 2011
Martins Raposo
domingo, 19 de junho de 2011
PATRIMÓNIO
A LAPA DOS GAVIÕES
Estas Pinturas Rupestres situam-se muito perto da Freguesia da Esperança, Concelho de Arronches, inseridas no belíssimo Parque Natural da Serra de S. Mamede. Calcula-se que tenham cerca de 5000 anos, pertencendo ao período do Neolítico e do Calcolito.
As pinturas descobertas em 1916, pelo célebre Abade Breuil, representam figuras humanas, de animais, astrais e geométricas efectuadas pelos povos que habitaram esta região e que registaram na pedra um pouco da sua história, da sua maneira de sentir e de viver.
Foram localizados no Parque seis “Lapas” identificadas como pertencendo ao mesmo período, mas apenas estas são visitáveis, atravez de um amplo e bem construído passadiço em madeira, que protege o “Abrigo” e nos possibilita uma grande proximidade com as figuras representadas. Trata-se de um excelente trabalho que merece uma visita atenta e respeitosa.
Arroches, Maio 2011
Martins Raposo
Estas Pinturas Rupestres situam-se muito perto da Freguesia da Esperança, Concelho de Arronches, inseridas no belíssimo Parque Natural da Serra de S. Mamede. Calcula-se que tenham cerca de 5000 anos, pertencendo ao período do Neolítico e do Calcolito.
As pinturas descobertas em 1916, pelo célebre Abade Breuil, representam figuras humanas, de animais, astrais e geométricas efectuadas pelos povos que habitaram esta região e que registaram na pedra um pouco da sua história, da sua maneira de sentir e de viver.
Foram localizados no Parque seis “Lapas” identificadas como pertencendo ao mesmo período, mas apenas estas são visitáveis, atravez de um amplo e bem construído passadiço em madeira, que protege o “Abrigo” e nos possibilita uma grande proximidade com as figuras representadas. Trata-se de um excelente trabalho que merece uma visita atenta e respeitosa.
Arroches, Maio 2011
Martins Raposo
O PRÉMIO CAMÕES
O prémio deste ano foi atribuído a Manuel António Pina que ao ter conhecimento da escolha do júri, não escondeu a sua surpresa que o levaram a dizer – “Quando soube do prémio Camões, perguntei-me: Terei feito batota, terei enganado aquela gente toda?”
O Escritor impôs-se no campo da poesia, abordando temas de grande sensibilidade criativa que desafia constantemente a inteligência dos leitores. O seu primeiro Livro, “O País das Pessoas de Pernas para o Ar”, foi escrito em 1973 e nunca mais parou de escrever os seus livros com temas juvenis, de poesia e teatro, com incursões na área da crítica literária.
Manuel António Pina tem ganho muitos prémios, em todas as diferentes áreas da sua escrita. O Prémio Camões inclui o seu nome ao lado de escritores como Miguel Torga, Virgílio Ferreira, Jorge Amado, Sophia de Melo Breyner, José Saramago. No ano passado foi premiado o Poeta Brasileiro, Ferreira Gular, também ele, um desconhecido do grande público, creio que esta diversidade enriquece o papel deste prémio que tem revelado grandes escritores do mundo lusófono.
O escritor nasceu no Sabugal, no dia 18 de Novembro de 1943, licenciou-se em advocacia na Universidade de Coimbra, mas ainda muito jovem abraçou a carreira de Jornalista e de Escritor.
Confesso que apenas conheço algumas dos poemas e a ensaios de crítica deste escritor, mas o que tenho lido nos últimos dias, tem despertado a minha curiosidade.
Este apontamento está ligado à orientação seguida por este blogue que procura registar acontecimentos considerados de relevo nas artes em geral. O Prémio Camões, pela sua importância no mundo literário, justifica plenamente a sua divulgação.
Aos Filhos
Já nada nos pertence,
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!
Manuel António Pina, in "Um Sítio onde Pousar a Cabeça"
Amor como em Casa
Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
CV-16.06.11
Martins Raposo
O prémio deste ano foi atribuído a Manuel António Pina que ao ter conhecimento da escolha do júri, não escondeu a sua surpresa que o levaram a dizer – “Quando soube do prémio Camões, perguntei-me: Terei feito batota, terei enganado aquela gente toda?”
O Escritor impôs-se no campo da poesia, abordando temas de grande sensibilidade criativa que desafia constantemente a inteligência dos leitores. O seu primeiro Livro, “O País das Pessoas de Pernas para o Ar”, foi escrito em 1973 e nunca mais parou de escrever os seus livros com temas juvenis, de poesia e teatro, com incursões na área da crítica literária.
Manuel António Pina tem ganho muitos prémios, em todas as diferentes áreas da sua escrita. O Prémio Camões inclui o seu nome ao lado de escritores como Miguel Torga, Virgílio Ferreira, Jorge Amado, Sophia de Melo Breyner, José Saramago. No ano passado foi premiado o Poeta Brasileiro, Ferreira Gular, também ele, um desconhecido do grande público, creio que esta diversidade enriquece o papel deste prémio que tem revelado grandes escritores do mundo lusófono.
O escritor nasceu no Sabugal, no dia 18 de Novembro de 1943, licenciou-se em advocacia na Universidade de Coimbra, mas ainda muito jovem abraçou a carreira de Jornalista e de Escritor.
Confesso que apenas conheço algumas dos poemas e a ensaios de crítica deste escritor, mas o que tenho lido nos últimos dias, tem despertado a minha curiosidade.
Este apontamento está ligado à orientação seguida por este blogue que procura registar acontecimentos considerados de relevo nas artes em geral. O Prémio Camões, pela sua importância no mundo literário, justifica plenamente a sua divulgação.
Aos Filhos
Já nada nos pertence,
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!
Manuel António Pina, in "Um Sítio onde Pousar a Cabeça"
Amor como em Casa
Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
CV-16.06.11
Martins Raposo
quarta-feira, 8 de junho de 2011
ESTRELAS DO MEU PAÍS
JORGE PALMA
O Jorge Palma é um dos Artistas por quem tenho sincera admiração e que gostava de ter falado da sua obra, no dia do seu aniversário que foi no passado dia 04 de Junho, aliás como vem sendo hábito com as pesquisas que vou fazendo a partir do meu recanto “bloguista” e que vou partilhando com alguns dos poucos mas bons amigos que ainda possuo.
Trata-se de um trabalho sem pretensiosismo e que reconheço com algumas falhas imperdoáveis por insuficiências diversas. Por vezes, omitindo involuntariamente, alguns dos bons nomes do universo musical.
As minhas pobres crónicas pretendem relembrar o nome de artistas, poetas, escritores e até mesmo da ciência, alguns há muito afastados das luzes da ribalta, outros empurrados para os armários do esquecimento, por razões diversas. Na maior parte das vezes, pela sua rebeldia, pelas suas convicções e até mesmo pela militância por causas justas e humanas. Os poderes constituídos ordenam que se retirem da circulação da média, as suas vozes certas mas discordantes e tempos houve em que os metiam nas masmorras para sempre.
O caso particular do Jorge é muito original e interessante de seguir, por que fez da maior parte da sua vida, numa fuga constante a todos os tentáculos dos poderosos. Fechando os ouvidos a falsas sereias que a tantos têm des-encantado, ele correu mundo, furtou-se a servir no Exército no tempo da ditadura, e de guitarra às costas, comeu o pão que o diabo amassou e saltou por cima, sacudindo a poeira nevoenta e sufocante que se vivia nesses tempos pardacentos.
Praticou o rock’in roll na sua juventude, mas foi evoluindo para o pop-rock e mais tarde para um estilo muito pessoal a que não foi alheio, numa primeira fase, aproveitou com inteligência a amizade e colaboração com o Poeta Maior, José Carlos Ary dos Santos, com o qual editou o seu primeiro EP, “A Última Canção”.
O 25 de Abril traz-nos um Jorge Palma, com uma bagagem de conhecimentos musicais muito importantes e colabora de perto com Pedro Barroso, José Barata Moura, e José Jorge Letria.
Em breve se enfastia do lugar e da atmosfera da Capital, que começa já a reflectir os tempos de cinzentismo que se avizinhavam. Estamos em 1977, o andarilho vai de novo correr o mundo e só regressa na década seguinte.
Na sua bagagem traz-nos as canções de grandes músicos, como Bob Dylan, Leonard Cohen, Neyl Young e dos Simon & Garfunkel. É a partir destas influências que edita o álbum “Qualquer Coisa pá Música”.
Trabalha incansavelmente, compondo, escrevendo letras, fazendo arranjos e editando alguns dos seus melhores êxitos, como Portugal, Portugal, Deixa-me Rir, Frágil, Dá-me Lume e Bairro do Amor, são destes tempos, os seus melhores êxitos.
Actua ao lado de grandes músicos; Zé Nabo, Guilherme Inês, Zé da Pinte, Rui Velosos, Júlio Pereira e muitos outros que valorizam o seu trabalho e lhe dão um suporte de grandes audiências nos seus espectáculos, criando uma empatia muito interessante com a juventude.
Na década de 90 a sua popularidade não só se solidifica como aumenta de forma espectacular. O seu estilo confirma-se numa certa versatilidade que sempre dominou parte da sua obra, explorando os ritmos e os estilos da música country, do rock’n’roll dos blue. Geralmente acompanha-se ao piano e à guitarra eléctrica, emprestando com a sua voz grave, uma interpretação expressiva, abordando temas da sua experiência pessoal, com letras muito cuidadas e de fácil memorização. Ficam bem no ouvido, dão uma sensação de paz social e familiar.
Jorge Palma é um lutador de esperanças que tem conseguido sobreviver, apesar do “circo de feras” de que é formado o ambiente cultural no nosso país.
Força Amigo e segue em frente e quando puderes vai de novo dar uma volta, Tu sabes também como eu, quanto é necessário, após algum tempo, sair deste pequeno quintal, para renovar as forças e o espírito, e… voltar sempre.
CV-07.06.11
NOTAS: Informação obtida na "Enciclopédia da Música em Portugal no Sec.XX e na Internet.
http://www.youtube.com/watch?v=Tu9HPz__3ys
O Jorge Palma é um dos Artistas por quem tenho sincera admiração e que gostava de ter falado da sua obra, no dia do seu aniversário que foi no passado dia 04 de Junho, aliás como vem sendo hábito com as pesquisas que vou fazendo a partir do meu recanto “bloguista” e que vou partilhando com alguns dos poucos mas bons amigos que ainda possuo.
Trata-se de um trabalho sem pretensiosismo e que reconheço com algumas falhas imperdoáveis por insuficiências diversas. Por vezes, omitindo involuntariamente, alguns dos bons nomes do universo musical.
As minhas pobres crónicas pretendem relembrar o nome de artistas, poetas, escritores e até mesmo da ciência, alguns há muito afastados das luzes da ribalta, outros empurrados para os armários do esquecimento, por razões diversas. Na maior parte das vezes, pela sua rebeldia, pelas suas convicções e até mesmo pela militância por causas justas e humanas. Os poderes constituídos ordenam que se retirem da circulação da média, as suas vozes certas mas discordantes e tempos houve em que os metiam nas masmorras para sempre.
O caso particular do Jorge é muito original e interessante de seguir, por que fez da maior parte da sua vida, numa fuga constante a todos os tentáculos dos poderosos. Fechando os ouvidos a falsas sereias que a tantos têm des-encantado, ele correu mundo, furtou-se a servir no Exército no tempo da ditadura, e de guitarra às costas, comeu o pão que o diabo amassou e saltou por cima, sacudindo a poeira nevoenta e sufocante que se vivia nesses tempos pardacentos.
Praticou o rock’in roll na sua juventude, mas foi evoluindo para o pop-rock e mais tarde para um estilo muito pessoal a que não foi alheio, numa primeira fase, aproveitou com inteligência a amizade e colaboração com o Poeta Maior, José Carlos Ary dos Santos, com o qual editou o seu primeiro EP, “A Última Canção”.
O 25 de Abril traz-nos um Jorge Palma, com uma bagagem de conhecimentos musicais muito importantes e colabora de perto com Pedro Barroso, José Barata Moura, e José Jorge Letria.
Em breve se enfastia do lugar e da atmosfera da Capital, que começa já a reflectir os tempos de cinzentismo que se avizinhavam. Estamos em 1977, o andarilho vai de novo correr o mundo e só regressa na década seguinte.
Na sua bagagem traz-nos as canções de grandes músicos, como Bob Dylan, Leonard Cohen, Neyl Young e dos Simon & Garfunkel. É a partir destas influências que edita o álbum “Qualquer Coisa pá Música”.
Trabalha incansavelmente, compondo, escrevendo letras, fazendo arranjos e editando alguns dos seus melhores êxitos, como Portugal, Portugal, Deixa-me Rir, Frágil, Dá-me Lume e Bairro do Amor, são destes tempos, os seus melhores êxitos.
Actua ao lado de grandes músicos; Zé Nabo, Guilherme Inês, Zé da Pinte, Rui Velosos, Júlio Pereira e muitos outros que valorizam o seu trabalho e lhe dão um suporte de grandes audiências nos seus espectáculos, criando uma empatia muito interessante com a juventude.
Na década de 90 a sua popularidade não só se solidifica como aumenta de forma espectacular. O seu estilo confirma-se numa certa versatilidade que sempre dominou parte da sua obra, explorando os ritmos e os estilos da música country, do rock’n’roll dos blue. Geralmente acompanha-se ao piano e à guitarra eléctrica, emprestando com a sua voz grave, uma interpretação expressiva, abordando temas da sua experiência pessoal, com letras muito cuidadas e de fácil memorização. Ficam bem no ouvido, dão uma sensação de paz social e familiar.
Jorge Palma é um lutador de esperanças que tem conseguido sobreviver, apesar do “circo de feras” de que é formado o ambiente cultural no nosso país.
Força Amigo e segue em frente e quando puderes vai de novo dar uma volta, Tu sabes também como eu, quanto é necessário, após algum tempo, sair deste pequeno quintal, para renovar as forças e o espírito, e… voltar sempre.
CV-07.06.11
NOTAS: Informação obtida na "Enciclopédia da Música em Portugal no Sec.XX e na Internet.
http://www.youtube.com/watch?v=Tu9HPz__3ys
sexta-feira, 3 de junho de 2011
MÚSICOS DE SEMPRE!
LEONARD COHEN
O famoso músico foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias que aliás já tinha nesta área distinguido nomes como Paço de Lúcia e de Bob Dylan. Este ano um dos candidatos nomeados foi o escritor Lobo Antunes que pela sua Obra Literária já há muito deveria ter sido contemplado com um Prémio desta categoria. Tendo sido atribuído aos escritores, Mário Vargas Llosa, Camilo José Cela, Gunter Grass, Arthur Miller, Nélida Pinon, Paul Auster e muitos outros que alguns críticos asseguram de valor igual ao nosso grande romancista.
É natural a amargura Lobo Antunes, pela injustiça que persegue a sua obra por um Prémio que se equiparasse mais ou menos ao Nobel da Literatura, ao qual se acha há muito com o direito de receber. Mas os anos vão passando e a qualidade dos seus livros mais recentes vai perdendo, na minha modesta opinião, o fulgor e a originalidade.
Este ano o premiado, é um cantor romântico, baladeiro, natural lá dos confins da Austrália. Que raiva…
Continuo tecendo comentários de um Músico de que apenas conhece as suas extraordinárias canções que para além de interprete é um Poeta de refinada sensibilidade, com uma longa carreira que tem acumulado êxitos retumbantes a nível mundial. Considerado um verdadeiro génio da arte musical, mas que no meu fraco entender, não tinha como ambição ganhar mais este fabuloso prémio que se vem juntar aos muitos outros com que já foi distinguido ao longo da sua carreira.
Sabemos o ódio que Lobo Antunes devotava a José Saramago, que no seu entender nem lhe chegava aos calcanhares, para além de ser um perigoso comunista. Por ironia do destino, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, por ter escrito o Memorial do Convento, A Jangada de Pedra, O Ensaio Sobre a Cegueira, A Caverna e o meu mais amado, Levantado do Chão.
O autor dos “Cus de Judas” e de “Memória de Elefante” deve ter sofrido imenso com a sua desditosa sorte e agora fico na dúvida se ele mais alguma vez vai ouvir esse talentoso artista que se chama Leonard Cohen, pormenor que ao próprio não deve preocupar.
Pela minha parte, tal como disse em relação a Souto Moura aquém foi atribuído muito justamente o Prémio Tritzker, eu torço sempre para que seja um português a ganhar estes Prémios, assim como foi imensa a alegria que tive ao saber da atribuição do Nobel a José Saramago. Não sendo um incondicional admirador da obra de Lobo Antunes e sem desmerecer o valor do músico, a verdade é que gostava que fosse ele o nomeado.
Não foi assim que entendeu o Júri, logo por este ano, os parabéns vão para Leonard Cohen que também é merecedor deste importante galardão
Que não lhe falte a voz e a inspiração! Viva Leonard!
CV-03.06.11
O famoso músico foi galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias que aliás já tinha nesta área distinguido nomes como Paço de Lúcia e de Bob Dylan. Este ano um dos candidatos nomeados foi o escritor Lobo Antunes que pela sua Obra Literária já há muito deveria ter sido contemplado com um Prémio desta categoria. Tendo sido atribuído aos escritores, Mário Vargas Llosa, Camilo José Cela, Gunter Grass, Arthur Miller, Nélida Pinon, Paul Auster e muitos outros que alguns críticos asseguram de valor igual ao nosso grande romancista.
É natural a amargura Lobo Antunes, pela injustiça que persegue a sua obra por um Prémio que se equiparasse mais ou menos ao Nobel da Literatura, ao qual se acha há muito com o direito de receber. Mas os anos vão passando e a qualidade dos seus livros mais recentes vai perdendo, na minha modesta opinião, o fulgor e a originalidade.
Este ano o premiado, é um cantor romântico, baladeiro, natural lá dos confins da Austrália. Que raiva…
Continuo tecendo comentários de um Músico de que apenas conhece as suas extraordinárias canções que para além de interprete é um Poeta de refinada sensibilidade, com uma longa carreira que tem acumulado êxitos retumbantes a nível mundial. Considerado um verdadeiro génio da arte musical, mas que no meu fraco entender, não tinha como ambição ganhar mais este fabuloso prémio que se vem juntar aos muitos outros com que já foi distinguido ao longo da sua carreira.
Sabemos o ódio que Lobo Antunes devotava a José Saramago, que no seu entender nem lhe chegava aos calcanhares, para além de ser um perigoso comunista. Por ironia do destino, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, por ter escrito o Memorial do Convento, A Jangada de Pedra, O Ensaio Sobre a Cegueira, A Caverna e o meu mais amado, Levantado do Chão.
O autor dos “Cus de Judas” e de “Memória de Elefante” deve ter sofrido imenso com a sua desditosa sorte e agora fico na dúvida se ele mais alguma vez vai ouvir esse talentoso artista que se chama Leonard Cohen, pormenor que ao próprio não deve preocupar.
Pela minha parte, tal como disse em relação a Souto Moura aquém foi atribuído muito justamente o Prémio Tritzker, eu torço sempre para que seja um português a ganhar estes Prémios, assim como foi imensa a alegria que tive ao saber da atribuição do Nobel a José Saramago. Não sendo um incondicional admirador da obra de Lobo Antunes e sem desmerecer o valor do músico, a verdade é que gostava que fosse ele o nomeado.
Não foi assim que entendeu o Júri, logo por este ano, os parabéns vão para Leonard Cohen que também é merecedor deste importante galardão
Que não lhe falte a voz e a inspiração! Viva Leonard!
CV-03.06.11
SOUTO MOURA E O PRÉMIO PRITZKER
SOUTO MOURA
A Arquitectura, não é uma área de que tenha o mínimo conhecimento, para além da normal sensibilidade para apreciar esta arte nas suas diversas formas, desde a antiguidade até aos tempos modernos. Talvez não fosse necessário esta introdução justificativa quando o motivo se deve ao facto histórico do Arquitecto Souto Moura ter sido hoje agraciado com o Prémio Pritzker que é considerado o Nobel da Arquitectura. O prémio é anualmente atribuído por um Júri indicado pela Fundação Hyat, que nomeia um Arquitecto contemporâneo que se tenha distinguido pela sua obra.
Todos os portugueses se devem sentir orgulhosos e dar os parabéns a Souto Moura que vê assim a sua obra ser premiada, pelo seu estilo moderno, mas inteiramente pessoal, com um traço inconfundível na complexidade e dinamismo das formas e pela horizontalidade das linhas condutora de Mies van der Wohe dequem inicialmente teve grandes influências.
As suas obras recentes, a Casa de Cascais e o Estádio Municipal de Braga, apontam claramente para uma tendência que se afasta claramente da “escola miesziana” e determinam o seu estilo próprio e independente.
Para além das citadas obras, distinguem-se ainda, a Estação da Trindade, do Metro do Porto, o Mercado Municipal de Braga, a Casa das Artes no Porto, Hotel em Salzburgo e imensas moradias espalhadas pelo país. Foi ainda co-autor com Siza Vieira, do Pavilhão de Portugal na Expo 2000 em Lisboa.
Tem ganho vários Prémios a nível nacional e internacional, mas este é sem dúvida o de maior prestígio, onde pontuam arquitectos de renome mundial, entre os quais o brasileiro, Óscar Niemeyer.
A Arquitectura em Portugal está bem representada por nomes que se salientaram com valor e arte na suas obras, Souto Moura passam a ser um dos nomes cimeiros que enobrecem esta arte.
CV-03.06.11
Martins Raposo
A Arquitectura, não é uma área de que tenha o mínimo conhecimento, para além da normal sensibilidade para apreciar esta arte nas suas diversas formas, desde a antiguidade até aos tempos modernos. Talvez não fosse necessário esta introdução justificativa quando o motivo se deve ao facto histórico do Arquitecto Souto Moura ter sido hoje agraciado com o Prémio Pritzker que é considerado o Nobel da Arquitectura. O prémio é anualmente atribuído por um Júri indicado pela Fundação Hyat, que nomeia um Arquitecto contemporâneo que se tenha distinguido pela sua obra.
Todos os portugueses se devem sentir orgulhosos e dar os parabéns a Souto Moura que vê assim a sua obra ser premiada, pelo seu estilo moderno, mas inteiramente pessoal, com um traço inconfundível na complexidade e dinamismo das formas e pela horizontalidade das linhas condutora de Mies van der Wohe dequem inicialmente teve grandes influências.
As suas obras recentes, a Casa de Cascais e o Estádio Municipal de Braga, apontam claramente para uma tendência que se afasta claramente da “escola miesziana” e determinam o seu estilo próprio e independente.
Para além das citadas obras, distinguem-se ainda, a Estação da Trindade, do Metro do Porto, o Mercado Municipal de Braga, a Casa das Artes no Porto, Hotel em Salzburgo e imensas moradias espalhadas pelo país. Foi ainda co-autor com Siza Vieira, do Pavilhão de Portugal na Expo 2000 em Lisboa.
Tem ganho vários Prémios a nível nacional e internacional, mas este é sem dúvida o de maior prestígio, onde pontuam arquitectos de renome mundial, entre os quais o brasileiro, Óscar Niemeyer.
A Arquitectura em Portugal está bem representada por nomes que se salientaram com valor e arte na suas obras, Souto Moura passam a ser um dos nomes cimeiros que enobrecem esta arte.
CV-03.06.11
Martins Raposo
segunda-feira, 30 de maio de 2011
TITO PARIS
Tito Paris, é considerado um dos músicos mais importantes da sua geração que apesar da sua idade tem sido um dos principais responsáveis pela renovação da música cabo-verdiana. Sem rupturas radicais com a cultura e os ritmos da sua terra natal.
Nascido na cidade do Mindelo a 30 de Maio de 1963, no seio de uma família de músicos, cedo começou a estudar e a tocar viola baixo, em grupos de jovens músicos em São Vicente.
Tinha apenas 19 anos, quando a convite do músico Bana, veio para Lisboa, começando por integrar o Grupo “A Voz de Cabo Verde” que desde logo ganhou notoriedade e algum sucesso.
Dany Silva, convidou o jovem músico a trabalhar no seu grupo musical, no qual se manteve até ao ano de 1987. A partir desta data com a constituição do seu próprio agrupamento, inicia-se um período de grandes espectáculos e do lançamento do seu primeiro álbum “Dança Ma Mi Crioula” que alcançou enorme sucesso.
A partir do ano de 1994, apoiado pela Editora “Lusáfrica”, edita o álbum “Graça Tchega” que confirma Tito Paris como grande intérprete e compositor. O seu nome começa a ser conhecido em toda a Europa, com enorme aceitação nos clubes de Paris.
O estilo musical de Tito Paris, prossegue na linha de B. Leza, Paulinho Vieira, Luís Morais e Chico Serra, com um ritmo e sonorização própria de cadência mais rápida e com sons mais fortes, sem perder a sensibilidade dos temas clássicos da morna e da coladera, com os sentimentos apelativos da tristeza e da saudade, evocando os problemas sociais e a ausência da terra de origem.
Já por mais de uma vez tive a ocasião de assistir aos seus espectáculos, mas foi na Discoteca “Cristal” na Quinta do Conde que a convite do seu proprietário, tive o privilégio de ouvir um concerto espectacular, num ambiente caloroso e intimista que o público presente, não se cansou de aplaudir e de elogiar a sua música e a suas melhores canções, nessa noite fantástica.
Estavam presentes muitos cabo-verdianos, mas também muitos angolanos que não esconderam a emoção que nos envolveu a todos. Nada de inédito para mim que tive em Angola muitos amigos de Cabo Verde (alguns ligados ao meio artístico), e, pude testemunhar a enorme importância da música e da cultura deste país tinha em Angola. Mas este aparte fica para desenvolver noutras crónicas porque hoje é o dia deste excelente músico que faz 48 anos de idade com mais de 20 de carreira artística!
Neste dia do seu aniversário que guardei para lhe prestar esta singela homenagem, considerando-o um dos valores importantes da música contemporânea que atravessa as fronteiras da lusofonia, dando-lhe prestígio a nível internacional, ao mesmo tempo que manifesto a minha total confiança em relação ao futuro da sua obra que prevejo recheada de grandes êxitos.
Pelo passado, pelo presente e pelo futuro, parabéns, Tito Paris.
CV – 30.05.2011
Martins Raposo
http://youtu.be/WxBVRpfwtPg
Tito Paris, é considerado um dos músicos mais importantes da sua geração que apesar da sua idade tem sido um dos principais responsáveis pela renovação da música cabo-verdiana. Sem rupturas radicais com a cultura e os ritmos da sua terra natal.
Nascido na cidade do Mindelo a 30 de Maio de 1963, no seio de uma família de músicos, cedo começou a estudar e a tocar viola baixo, em grupos de jovens músicos em São Vicente.
Tinha apenas 19 anos, quando a convite do músico Bana, veio para Lisboa, começando por integrar o Grupo “A Voz de Cabo Verde” que desde logo ganhou notoriedade e algum sucesso.
Dany Silva, convidou o jovem músico a trabalhar no seu grupo musical, no qual se manteve até ao ano de 1987. A partir desta data com a constituição do seu próprio agrupamento, inicia-se um período de grandes espectáculos e do lançamento do seu primeiro álbum “Dança Ma Mi Crioula” que alcançou enorme sucesso.
A partir do ano de 1994, apoiado pela Editora “Lusáfrica”, edita o álbum “Graça Tchega” que confirma Tito Paris como grande intérprete e compositor. O seu nome começa a ser conhecido em toda a Europa, com enorme aceitação nos clubes de Paris.
O estilo musical de Tito Paris, prossegue na linha de B. Leza, Paulinho Vieira, Luís Morais e Chico Serra, com um ritmo e sonorização própria de cadência mais rápida e com sons mais fortes, sem perder a sensibilidade dos temas clássicos da morna e da coladera, com os sentimentos apelativos da tristeza e da saudade, evocando os problemas sociais e a ausência da terra de origem.
Já por mais de uma vez tive a ocasião de assistir aos seus espectáculos, mas foi na Discoteca “Cristal” na Quinta do Conde que a convite do seu proprietário, tive o privilégio de ouvir um concerto espectacular, num ambiente caloroso e intimista que o público presente, não se cansou de aplaudir e de elogiar a sua música e a suas melhores canções, nessa noite fantástica.
Estavam presentes muitos cabo-verdianos, mas também muitos angolanos que não esconderam a emoção que nos envolveu a todos. Nada de inédito para mim que tive em Angola muitos amigos de Cabo Verde (alguns ligados ao meio artístico), e, pude testemunhar a enorme importância da música e da cultura deste país tinha em Angola. Mas este aparte fica para desenvolver noutras crónicas porque hoje é o dia deste excelente músico que faz 48 anos de idade com mais de 20 de carreira artística!
Neste dia do seu aniversário que guardei para lhe prestar esta singela homenagem, considerando-o um dos valores importantes da música contemporânea que atravessa as fronteiras da lusofonia, dando-lhe prestígio a nível internacional, ao mesmo tempo que manifesto a minha total confiança em relação ao futuro da sua obra que prevejo recheada de grandes êxitos.
Pelo passado, pelo presente e pelo futuro, parabéns, Tito Paris.
CV – 30.05.2011
Martins Raposo
http://youtu.be/WxBVRpfwtPg
CONCERTO DA PRIMAVERA
A convite do nosso amigo Luís Pargana, ligado ao Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Crato, fomos assistir ao Concerto da Primavera, realizado no Convento da Flor da Rosa, com a actuação do Grupo Coral “Publia Hortênsia” e do “Quarteto de Guitarras Zyryaba” que interpretaram música clássica e de câmara com canções dos compositores John Ireland, Charles Stanford, Isaac Albéniz e Claude Debussy.

O público que enchia por completo a nave da Igreja do Convento, aplaudiu entusiasticamente os "Publia Hortênsia" que nos deliciaram com as suas vozes magníficas sob regência do Maestro Paulo Brandão que dirige este grupo desde a sua fundação em 1973.
O Quarteto de Guitarras Zyryab, constituíido por Luís Aveiro, Daniel Sousa, Ricardo Nogueira e Luís Roldão, escolheu para este espectáculo uma selecção muito cuidada de música espanhola do compositor Isaac Albénis e de Claude Debussy, recebendo igualmente fortes aplausos da assistência.
Ambos os grupos contribuíram com a suas interpretações para nos darem um magnífico espectáculo que as condições acústicas do lugar realçaram em momentos de grande sensibilidade e beleza, com as vozes dos solistas do "Publia Hortênsia" e do "Quarteto Zyryab” a elevarem-se em sonoridades quase místicas.
No final os dois Grupos interpretaram em conjunto uma peça musical de Mário Castelnuovo, baseada no Romancero Gitano de Garcia Lorca que levou a assistência ao rubro, aplaudindo pé durante vários minutos e obrigado-os a oferecerem um encore com o último andamento musical do Romancero.
Foi um concerto muito especial, este Concerto de Primavera, espelhando a preocupação que a Câmara do Crato, tem mantido desde há alguns anos, em nos proporcionar espectáculos de grande qualidade musical e artística.
Este é o lado bom da Primavera!
CV-30.05.11
Martins Raposo
http://youtu.be/4_0UJ17gsZM
A convite do nosso amigo Luís Pargana, ligado ao Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Crato, fomos assistir ao Concerto da Primavera, realizado no Convento da Flor da Rosa, com a actuação do Grupo Coral “Publia Hortênsia” e do “Quarteto de Guitarras Zyryaba” que interpretaram música clássica e de câmara com canções dos compositores John Ireland, Charles Stanford, Isaac Albéniz e Claude Debussy.

O público que enchia por completo a nave da Igreja do Convento, aplaudiu entusiasticamente os "Publia Hortênsia" que nos deliciaram com as suas vozes magníficas sob regência do Maestro Paulo Brandão que dirige este grupo desde a sua fundação em 1973.
O Quarteto de Guitarras Zyryab, constituíido por Luís Aveiro, Daniel Sousa, Ricardo Nogueira e Luís Roldão, escolheu para este espectáculo uma selecção muito cuidada de música espanhola do compositor Isaac Albénis e de Claude Debussy, recebendo igualmente fortes aplausos da assistência.
Ambos os grupos contribuíram com a suas interpretações para nos darem um magnífico espectáculo que as condições acústicas do lugar realçaram em momentos de grande sensibilidade e beleza, com as vozes dos solistas do "Publia Hortênsia" e do "Quarteto Zyryab” a elevarem-se em sonoridades quase místicas.
No final os dois Grupos interpretaram em conjunto uma peça musical de Mário Castelnuovo, baseada no Romancero Gitano de Garcia Lorca que levou a assistência ao rubro, aplaudindo pé durante vários minutos e obrigado-os a oferecerem um encore com o último andamento musical do Romancero.
Foi um concerto muito especial, este Concerto de Primavera, espelhando a preocupação que a Câmara do Crato, tem mantido desde há alguns anos, em nos proporcionar espectáculos de grande qualidade musical e artística.
Este é o lado bom da Primavera!
CV-30.05.11
Martins Raposo
http://youtu.be/4_0UJ17gsZM
quarta-feira, 25 de maio de 2011
ESTRELAS DO MEU PAÍS!
JOSÉ MÁRIO BRANCO
Faz hoje 69 anos! Chegou à minha idade, este companheiro que tenho seguido com admiração e respeito pela sua obra de incomensurável valor artístico. José Mário Branco é muito justamente considerado como músico e compositor de algumas das melhores canções de intervenção da música portuguesa.
O seu nome deve figurar com o mesmo relevo com que distinguimos Zeca Afonso, Adriano, Fausto, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Luís Cília e tantos outros que fazem parte da galeria de ouro da música popular portuguesa e de intervenção.

Barbaramente afastado pelos responsáveis dos mídea que continuam a silenciar uma das vozes mais importantes das canções de protesto e que não lhe perdoam o facto de nunca se ter afastado da linha de rumo como iniciou a sua brilhante carreira, continua mesmo assim infatigável a compor e a escrever com grande qualidade musical.
Tem sido um preço muito alto que os patrões da indústria de informação que manda neste país lhe tem imposto, silenciando a sua obra, mas o Povo jamais esquecerá as suas mais lindas canções, como foram “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, “O Ldrão do Pão”, “A Cantiga é Uma Arma”, “Qual é a Tua Ó Meu”, “ Ser Solidário” e o célebre FMI que hoje andam tão falado na boca dos Desempregados, dos Precários, dos Jovens e dos Velhos deste País.

“O que faz falta… não é só avisar a malta” é necessário e urgente que seja constituído um amplo movimento de protesto a nível nacional, para que se acabe de vez com o silêncio forçado a que são obrigados alguns dos melhores artistas da nossa música popular.
Parabéns José Mário Branco e que nunca te faltem as forças para continuares a resistir e a compor que nós vamos sempre a ouvir as tuas músicas, mesmo que em semi-clandestinidade.
Até sempre Camarada!
CV – 25.05.2011
http://youtu.be/vCu65BPWqdk
Faz hoje 69 anos! Chegou à minha idade, este companheiro que tenho seguido com admiração e respeito pela sua obra de incomensurável valor artístico. José Mário Branco é muito justamente considerado como músico e compositor de algumas das melhores canções de intervenção da música portuguesa.
O seu nome deve figurar com o mesmo relevo com que distinguimos Zeca Afonso, Adriano, Fausto, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Luís Cília e tantos outros que fazem parte da galeria de ouro da música popular portuguesa e de intervenção.

Barbaramente afastado pelos responsáveis dos mídea que continuam a silenciar uma das vozes mais importantes das canções de protesto e que não lhe perdoam o facto de nunca se ter afastado da linha de rumo como iniciou a sua brilhante carreira, continua mesmo assim infatigável a compor e a escrever com grande qualidade musical.
Tem sido um preço muito alto que os patrões da indústria de informação que manda neste país lhe tem imposto, silenciando a sua obra, mas o Povo jamais esquecerá as suas mais lindas canções, como foram “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, “O Ldrão do Pão”, “A Cantiga é Uma Arma”, “Qual é a Tua Ó Meu”, “ Ser Solidário” e o célebre FMI que hoje andam tão falado na boca dos Desempregados, dos Precários, dos Jovens e dos Velhos deste País.

“O que faz falta… não é só avisar a malta” é necessário e urgente que seja constituído um amplo movimento de protesto a nível nacional, para que se acabe de vez com o silêncio forçado a que são obrigados alguns dos melhores artistas da nossa música popular.
Parabéns José Mário Branco e que nunca te faltem as forças para continuares a resistir e a compor que nós vamos sempre a ouvir as tuas músicas, mesmo que em semi-clandestinidade.
Até sempre Camarada!
CV – 25.05.2011
http://youtu.be/vCu65BPWqdk
ESTRELAS DE SEMPRE
Robert Allen Zimmerman, mais conhecido com o seu nome artístico de BOB DYLAN, nasceu em 24 de Maio, de 1941no estado do Minnesota, EUA, fez por tanto hoje a bonita idade de 70 Anos e segundo dizem os seus amigos e conhecidos, para bem de quem gosta de música, está longe de se reformar.
O seu talento musical revelou-se desde muita tenra idade, começando a tocar piano, guitarra e a escrever poesia, destacando-se como vocalista de grupos de música rock.
A partir dos anos 60, Bob Dylan revela a suas preferências pela folk music, inflenciado por Woody Guntrie. The Freewhelliu atingiu enorme sucesso com a canção “Blowin In the Wind” que foi adoptada como o hino do movimento dos direitos cívicos. Durante alguns anos o cantor torna-se uma das vozes mais importantes da canção de protesto, ao lado de outra lenda mítica chamada Joana Baez.
Este período marcante da sua carreira, termina abruptamente com o álbum “The Times They Are a Chaging” e a canção intitulada “With God On Our Side” na qual o Dylan descreve o lado mais obscuro da história americana. Logo a seguir edita “Another Side of Bob Dylan” assumindo claramente uma ruptura radical com o estilo anterior, com os seus poemas de índole intimista e confessional.
Muitos dos seus admiradores acusaram o cantor de traição aos seus ideais e de submissão completa aos poderes instituídos que antes criticava. Esta atitude totalmente desfasada com os seus trabalhos anteriores é confirmada com o álbum, “John Wesley Harding” com canções que nos apresentam o artista com problemas pessoais, de ordem mística e religiosa que o afectaram profundamente, a partir do divorcio em 1977, de Sara Lowds com quem estava casado à muitos anos.
Nos anos 80, Bob Dylan, afasta-se do catolicismo e aproxima-se do judaísmo, religião de seus antepassados, o avô era um imigrante judeu. Os seus concertos são cada vez mais espaçados e apenas se realça a sua participação no movimento musical “We Are The World”, ao lado de grandes artistas, como Michael Jackson, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder, numa importante campanha contra a fome em África.
Nos anos mais recentes, os seus concertos vão sendo cada vez mais irregulares, cruzando-se os bons momentos com outros de pouco interesse musical, com alguns êxitos pontuais, como foi caso de em 2006, com o lançamento do álbum “Moder Times” que alcançou o top de vendas nos EUA.
Personagem muito complexa a deste grande artista, excepcionalmente dotado. No entanto, quer se goste ou não da sua obra, Bob Dylan será sempre uma das maiores referências como intérprete e compositor de canções fantásticas que ficarão para sempre a fazer parte da história da música a nível mundial e foi sem dúvida um dos ídolos da minha juventude que sempre associei no meu imaginário, como um dos companheiros de Joana Baez,Patsy Cline, Willie Nelson e Kenny Rogers.
Hoje que o cantor comemora o seu 70º. Aniversário para além de lhe prestar a minha modesta homenagem e que continue a trabalhar naquilo que tem sido a sua maior paixão – a música. Que continue a surpreender-nos pelo lado que consideramos ser o seu lado mais positivo.
Até sempre e felicidades Bob Dylan!
CV-24.05.2011
Martins Raposo
NOTAS: Apontamentos da Wiquipédia (Internet) e do Livro “BOB DYLAN – POEMAS” de Francisco Pacheco.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
ESTRELAS DO JAZ
ARTIE SHAW
Foi um dos melhores Clarinetistas de todos os tempos, ombreando com nomes como Jimmy Hamilton, Tony Scott , Bob Wilder e do “Rei do Swing” Benny Goodman. A sua Orquestra atingiu o seu maior apogeu nos anos 40 com músicos de grande profissionalismo e canções que nos ficaram na memória, tais como Begin to Negin, Blues in the Night, Dacin in The Dark, Stardust e muitas mais.
A sua orquestra correu mundo, com espectáculos de grande sucesso e foi uma das mais bem pagas do meio musical que então se vivia com grande intensidade, com outras grandes orquestras, com maestros e músicos famosos.
Apoiou sempre os seus colegas e tinha um grande respeito pelos jovens que começaram no seu tempo a iniciar-se na arte do Jaz, como foi o caso de Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Lena Horne e muitos outros.
Artie Shaw que nasceu em Nova Iorque em 23 de Maio de 1910 teve uma vida sentimental agitada, com oito casamentos, entre os quais com duas famosas estrelas do cinema, Lana Turner e a célebre Ava Gardner.
Aqui fica a minha modesta homenagem, a esse grande músico do Jaz. Eu, que andei uma vida a “anhar” com o meu clarinete, tendo começado como ele com um instrumento de treze chaves, fico sempre deslumbrado com o maravilhoso som que sobressai com belíssima sonoridade e grande sensibilidade.
Mesmo para aqueles que não apreciam este estilo musical, penso que ninguém ficará indiferente a este BEGIN TO BEGIN!
Até sempre!
CV – 23 de Maio de 2011
http://youtu.be/bP6y7Qs2A-o
Foi um dos melhores Clarinetistas de todos os tempos, ombreando com nomes como Jimmy Hamilton, Tony Scott , Bob Wilder e do “Rei do Swing” Benny Goodman. A sua Orquestra atingiu o seu maior apogeu nos anos 40 com músicos de grande profissionalismo e canções que nos ficaram na memória, tais como Begin to Negin, Blues in the Night, Dacin in The Dark, Stardust e muitas mais.
A sua orquestra correu mundo, com espectáculos de grande sucesso e foi uma das mais bem pagas do meio musical que então se vivia com grande intensidade, com outras grandes orquestras, com maestros e músicos famosos.
Apoiou sempre os seus colegas e tinha um grande respeito pelos jovens que começaram no seu tempo a iniciar-se na arte do Jaz, como foi o caso de Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Lena Horne e muitos outros.
Artie Shaw que nasceu em Nova Iorque em 23 de Maio de 1910 teve uma vida sentimental agitada, com oito casamentos, entre os quais com duas famosas estrelas do cinema, Lana Turner e a célebre Ava Gardner.
Aqui fica a minha modesta homenagem, a esse grande músico do Jaz. Eu, que andei uma vida a “anhar” com o meu clarinete, tendo começado como ele com um instrumento de treze chaves, fico sempre deslumbrado com o maravilhoso som que sobressai com belíssima sonoridade e grande sensibilidade.
Mesmo para aqueles que não apreciam este estilo musical, penso que ninguém ficará indiferente a este BEGIN TO BEGIN!
Até sempre!
CV – 23 de Maio de 2011
http://youtu.be/bP6y7Qs2A-o
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