JOHN STEINBECK
John Ernst Steinbeck, nasceu em Salinas a 27 de Fevereiro de 1902, falecendo em 1068 apenas com 66 anos, mas que nos deixou uma obra impressionante, com grande densidade humana e social que levou a Academia a galardoar o escritor com o Prémio Nobel em 1964.
Não teve uma juventude fácil mas desde sempre lutou para se impor no mundo das letras, enfrentando os desaires e as dificuldades com uma vontade férrea, trabalhando em condições muito difíceis para prosseguir os estudos.
O seu primeiro livro, “A Taça de Ouro”, foi apresentado em 1925, seguindo-se “Pastagens do Céu” e “A Um Deus Desconhecido”. No início a crítica não foi muito favorável e só com o romance “Boémios Errantes” acabou por lhe ser concedida a medalha de ouro do Commonwealt Club de São Francisco.
Jay Parini, diz-nos que o escritor “recusou sempre qualquer tipo de enquadramento… e que lutou durante mais de uma década para se estabelecer como escritor…”
A sua obra reflecte as preocupações sociais e os conflitos geracionais da época. No Romance “As Vinhas da Ira” o autor descreve-nos um País com dificuldades económicas e exploração desenfreada dos empresários com os trabalhadores agrícolas que de forma anárquica e desorganizada seguiam os protestos individuais. John Steinbeck recebeu o Prémio Pulitzer com este romance que foi levado à tela pelo Realizador John Ford, tendo Henry Fonda desempenhado a figura principal com uma extraordinária e emocionante interpretação.
Com o Romance “A Leste do Paraíso” o escritor descreve-nos em pormenor a região onde nasceu, através da história de duas famílias de fazendeiros, com os seus dramas familiares e as dificuldades em gerir as suas empresas com dificuldades na inovação, no escoamento dos seus produtos e com os problemas climáticos. Elia Kazan adaptou ao cinema este romance de uma forma muito especial, com uma boa equipa de actores entre os quais se distinguiu o jovem James Dean que representa já neste filme a figura do rebelde incompreendido que vai repetir nos papeis que lhe foram distribuídos.
Foram 17 os romances que foram adaptados ao cinema por diversos realizadores, nem sempre com o total acordo do escritor que achava por vezes a sua obra desvirtuada do sentido real que empregou na descrição das personagens e dos lugares.
Continuando a citar o seu mais conhecido biógrafo, Jay Parini, “Steinbeck é o último de uma geração de escritores americanos que incluiu F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingay e William Faulkner…jamais perdeu a legião de admiradores que ainda hoje fazem de seus livros sucesso em todo o mundo”.
Partilho inteiramente da opinião de Parini. John Steinbeck, foi a par dos escritores citados que li com a consciência de que a sua obra teve a coragem e o mérito de ser polémica ao apontar as fragilidades e contradições de um sistema que mais tarde se transformaram numa desumana e desenfreada exploração do homem pelo homem.
Para além destes romances devo realçar, “A Um Deus Desconhecido”, “Ratos e Homens”, “O Inverno do Nosso Descontentamento” e “Viva Zapata”.
Uma grande parte da minha geração foi influenciada por estes escritores Americanos, modelando os seus ideais e partilhando as suas preocupações, não sendo os únicos que na época se debatiam pelos princípios fundamentais da Democracia. Não devemos esquecer outros grandes romancistas de outros países e particularmente dos escritores portugueses, alguns dos quais tenho vindo a mencionar neste blogue.
Mas hoje é a John Steinbeck que quero render a minha simples homenagem, pela sua obra que o coloca entre os melhores escritores do Sec. XX.
CV – 27.02.2012
Martins Raposo
Dados Recolhidos: Wiquipédia, Enc. Focus e Internet
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
QUANDO A ARTE SAI VENCEDORA...
SIDNEY POITIER
UM GRANDE ACTOR QUE CONSEGUIU VER RECONHECIDO O SEU TALENTO NUMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA MAS AINDA COM GRANDES PRECONCEITOS RACIAIS.
Sidney Poitier, nasceu em Miami, no dia 20 de Fevereiro de 1927. Não foi fácil a sua ascensão no mundo do cinema. O seu talento só foi reconhecido pela persistência e pelo indiscutível mérito artístico demonstrado nas inúmeras e diferentes personagens que foi desempenhando.

A minha modestíssima homenagem, para além do reconhecimento pessoal do seu enorme talento como actor de cinema, tem como objectivo o de registar o exemplo de coragem e determinação demonstrada ao longo da sua carreira, acabando por ser reconhecido e premiado o valor incontestável da sua obra.
Não consigo decidir de qual dos dois filmes gostei mais, se em “Advinhem Quem Vem Jantar” que Sidney contracenou ao lado do famoso par Katherine Hepburn e Spencer Tracy se “No Calor da Noite” em que disputou com Rod Steiger as duas melhores interpretações de sempre destes actores. A verdade é que não me canso de os rever sempre que posso.
Se tivermos em conta, os preconceitos raciais que predominavam em muitos sectores da sociedade americana na sua juventude, temos a obrigação de saudar a sua postura de cidadão. Foi sempre com grande dignnidade que se assumiu como defensor dos direitos civis, solidário com os movimentos sociais que pessoalmente apoiou em diversas ocasiões. Apesar de nos últimos anos ter deixado de actuar com frequência no cinema, Sidney continua a ser um dos actores mais queridos e respeitados do seu país.
Dados Recolhidos na Imprensa e Internet.
CV-20.02.2012
UM GRANDE ACTOR QUE CONSEGUIU VER RECONHECIDO O SEU TALENTO NUMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA MAS AINDA COM GRANDES PRECONCEITOS RACIAIS.
Sidney Poitier, nasceu em Miami, no dia 20 de Fevereiro de 1927. Não foi fácil a sua ascensão no mundo do cinema. O seu talento só foi reconhecido pela persistência e pelo indiscutível mérito artístico demonstrado nas inúmeras e diferentes personagens que foi desempenhando.
Trabalhou ao lado de grandes actores de cinema e sob a direcção de realizadores que ajudaram Sidney a alcançar o sucesso e a primazia de ter sido o primeiro negro a ganhar o Óscar de Melhor Actor Principal, pelo papel desempenhado no Filme “Uma Voz nas Sombras”, realizado por Ralph Nelson. Em 2002, Sidney Poitier foi galardoado com o Óscar Honorário pelo conjunto da sua obra. Outros grandes Filmes se seguiram como “Adivinhem Quem Vem Jantar” de Stanley Kramer, “No Calor da Noite” de Norma Jwison e “O Ódio é Cego” de Joseph Mankiewicz.

A minha modestíssima homenagem, para além do reconhecimento pessoal do seu enorme talento como actor de cinema, tem como objectivo o de registar o exemplo de coragem e determinação demonstrada ao longo da sua carreira, acabando por ser reconhecido e premiado o valor incontestável da sua obra.
Não consigo decidir de qual dos dois filmes gostei mais, se em “Advinhem Quem Vem Jantar” que Sidney contracenou ao lado do famoso par Katherine Hepburn e Spencer Tracy se “No Calor da Noite” em que disputou com Rod Steiger as duas melhores interpretações de sempre destes actores. A verdade é que não me canso de os rever sempre que posso.
Se tivermos em conta, os preconceitos raciais que predominavam em muitos sectores da sociedade americana na sua juventude, temos a obrigação de saudar a sua postura de cidadão. Foi sempre com grande dignnidade que se assumiu como defensor dos direitos civis, solidário com os movimentos sociais que pessoalmente apoiou em diversas ocasiões. Apesar de nos últimos anos ter deixado de actuar com frequência no cinema, Sidney continua a ser um dos actores mais queridos e respeitados do seu país.
Dados Recolhidos na Imprensa e Internet.
CV-20.02.2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
ESTRELAS DE SEMPRE
CARLOS PAREDES
UM GÉNIO ADMIRÁVEL

"Quando eu morrer, morre a guitarra também.
Martins Raposo
DADOS RECOLHIDOS: Enciclopédia da Música Em Portugal no Século XX, de Salwa Castelo-Branco, Wiquipédia e Youtube.
UM GÉNIO ADMIRÁVEL

"Quando eu morrer, morre a guitarra também.
O meu pai dizia que, quando morresse,
queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele.
Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”
Carlos Paredes nasceu em Coimbra, no dia 16 de Fevereiro de 1925. Filho do Mestre e compositor Artur Paredes, o jovem recebeu na sua juventude fortes influências do estilo coimbrão no qual a família Paredes se tinha destacado.
Quando a família se mudou para Lisboa, Carlos Paredes ainda não tinha definido a carreira a seguir, dividido entre os conselhos da mãe e os sons da guitarra do Pai.
Aos 24 anos entra para o funcionalismo público, retardando por isso a sua ascensão que não foi rápida nem fulgurante no seu início.
Só a partir de 1957 é que edita como acompanhador os seus primeiros trabalhos. Entretanto, sendo conhecida a sua oposição ao salazarismo, a PIDE levou-o para a prisão e o regime moveu-lhe um processo disciplinar expulsando-o da função pública.
Há males que vêm por bem (com todo o respeito pela forma digna como sempre se comportou), é a partir desta data que Carlos Paredes se dedica mais afincadamente à execução e composição de algumas das suas melhores obras.
Em 1962 grava o seu primeiro EP a solo, com a colaboração de Fernando Alvim e logo a seguir escreve as Bandas musicais dos Filmes “Verdes Anos” e “Mudar de Vida” de Paulo Rocha. Seguiram-se muitos outros trabalhos, entre eles para uma Peça Teatral de José Cardoso Pires, “O Render dos Heróis” e para a peça “António Marinheiro”de Bernardo Santareno.
A edição do LP “Guitarra Portuguesa” com a colaboração de Alain Houlman e do “Movimento Perpétuo” reafirma o seu génio como compositor e intérprete da guitarra portuguesa. Entretanto colabora musicalmente em peças do Grupo de Teatro de Campolide e participa na edição de um disco de Poemas de José Carlos Ary dos Santos.
Com o 25 de Abril, vemos Carlos Paredes empenhado fervorosamente na participação de numerosos espectáculos populares, animando musicalmente algumas sessões públicas do PCP, partido a que sempre pertenceu.
Foi também a partir dos anos 70 e 80, que a sua obra começou a ser conhecida internacionalmente, tendo sido convidado a tocar com outros grandes intérpretes a nível mundial e actuar em espectáculos de grande sucesso no país e no estrangeiro.
A fama e o génio do artista consolida-se e em 1992, “O Homem Dos Mil Dedos” foi homenageado numa série de grandes espectáculos musicais a que se associaram muitos dos nossos melhores artistas. Ainda neste ano foi-lhe atribuída pelo então Presidente da República, Mário Soares, a Comenda da Ordem de Santiago e Espada.
Nos últimos anos da sua brilhante carreira, teve a seu lado como acompanhante da guitarra, a jovem Luísa Amaro que é hoje já uma artista consagrada, tem dedicado a sua vida à execução e divulgação da obra de Carlos Paredes.
O Professor e Mestre da guitarra, António Eustáquio adoptou nos últimos anos o Guitolão como instrumento de sua predilecção nas obras que executa com reconhecido mérito pessoal, tendo participado em espectáculos de grande qualidade e enorme sucesso popular.
O Guitolão foi construído por Gilberto Grácio a pedido de Carlos Paredes que pretendia composições com sonoridades particulares que a Guitarra Clássica não conseguia atingir. Infelizmente a saúde do grande músico e compositor foi-se deteriorando a partir do ano de 2003, vindo a falecer em 23 de Julho de 2004.
Carlos Paredes ficará para sempre conhecido como um dos mais carismáticos guitarristas portugueses, com um estilo pessoal inconfundível e de grande beleza estética em que predominam as “variações livres” com um lirismo que por vezes atingem um dramatismo muito singular. Ele é de facto, “um símbolo ímpar da cultura portuguesa”.
CV-16.02.2012Martins Raposo
DADOS RECOLHIDOS: Enciclopédia da Música Em Portugal no Século XX, de Salwa Castelo-Branco, Wiquipédia e Youtube.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
OS SINDICATOS FAZEM FALTA E RECOMENDAM-SE!
O TERREIRO DO POVO
"Sindicalismo é o movimento social de associação de trabalhadores assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma doutrina política segundo a qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da sociedade." In Wiquipédia.
Foi graças à dinâmica e força dos Sindicatos que apoiados pelos seus associados conseguiram alcançar para todos os trabalhadores em geral, alguns dos direitos fundamentais que hoje estão seriamente ameaçados. O Horário de Trabalho, Os Vencimentos e as Férias foram introduzidos em Contractos de Trabalho, com lutas que duraram anos e levaram muitos dos seus líderes a serem presos e discriminados na sua vida profissional. Só os patrões, a inexperiência de vida dos muito jovens e todos aqueles que se deixaram contaminar radicalmente pelas ideias anti – sociais, anti-sindicalismo, anti – tudo o que sejam Organizações que lutam por defender os legítimos direitos dos trabalhadores, podem explodir o seu veneno contra o Sindicalismo.
Para esses só uma resposta como a que foi dada hoje na Praça do Comércio, por mais de 300.000 pessoas que manifestaram claramente que os Trabalhadores estão unidos e sabem que só devidamente organizados, poderão enfrentar o ataque feroz que o sistema defendido pelo Governo, está a infligir a todos os que trabalham neste país. Foi muito feliz a ideia de chamar àquele local “O TERREIRO DO POVO”. Pessoalmente, penso que era urgente haver em Lisboa, um lugar que sirva de referência, para que os Sindicalistas, os Desempregados, os Indignados, os Precários, a Geração à Rasca e os Partidos Políticos possam manifestar pacificamente as suas ideias.

Já agora, gostaria de deixar aqui expresso a solidariedade com todos os manifestantes e com os responsáveis da CGTP que organizaram esta histórica manifestação. A todos os incautos que se têm deixado imbuir das velhas ladainhas que intencionalmente são lançadas nestas ocasiões de mudança, devem reflectir muito seriamente sobre a sua ingénua forma de colaborar com os inimigos do Sindicalismo.
Refiro-me à ideia que sempre tenho defendido de que um "Grande Homem de Causas", nunca trabalha sózinho e quando passa o testemunho sabendo cumprido o seu dever, tem a consciência plena de que o seu legado vai ser entregue a responsáveis que estão perfeitamente à altura de assumir com nobreza os compromissos que ele defendeu. Estou naturalmente a referir-me à saída honrosa de Carvalho da Silva que sempre admirei como um dos grandes defensores do Sindicalismo em Portugal.
Estou confiante de que com Arménio Carlos e a sua equipa, os trabalhadores do meu país estão dignamente representados e que a luta vai continuar com a mesma determinação e coragem que os antecessores dirigentes souberam honrar a CGTP. A única Central Sindical que tem sempre defendido os direitos dos trabalhadores com grande determinação, coerência e dignidade.
Parafraseando São José de Almeida, “OS SINDICATOS FAZEM FALTA E RECOMENDAM-SE”!
CV – 11.02.2012
"Sindicalismo é o movimento social de associação de trabalhadores assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma doutrina política segundo a qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da sociedade." In Wiquipédia.
Foi graças à dinâmica e força dos Sindicatos que apoiados pelos seus associados conseguiram alcançar para todos os trabalhadores em geral, alguns dos direitos fundamentais que hoje estão seriamente ameaçados. O Horário de Trabalho, Os Vencimentos e as Férias foram introduzidos em Contractos de Trabalho, com lutas que duraram anos e levaram muitos dos seus líderes a serem presos e discriminados na sua vida profissional. Só os patrões, a inexperiência de vida dos muito jovens e todos aqueles que se deixaram contaminar radicalmente pelas ideias anti – sociais, anti-sindicalismo, anti – tudo o que sejam Organizações que lutam por defender os legítimos direitos dos trabalhadores, podem explodir o seu veneno contra o Sindicalismo.
Para esses só uma resposta como a que foi dada hoje na Praça do Comércio, por mais de 300.000 pessoas que manifestaram claramente que os Trabalhadores estão unidos e sabem que só devidamente organizados, poderão enfrentar o ataque feroz que o sistema defendido pelo Governo, está a infligir a todos os que trabalham neste país. Foi muito feliz a ideia de chamar àquele local “O TERREIRO DO POVO”. Pessoalmente, penso que era urgente haver em Lisboa, um lugar que sirva de referência, para que os Sindicalistas, os Desempregados, os Indignados, os Precários, a Geração à Rasca e os Partidos Políticos possam manifestar pacificamente as suas ideias.

Já agora, gostaria de deixar aqui expresso a solidariedade com todos os manifestantes e com os responsáveis da CGTP que organizaram esta histórica manifestação. A todos os incautos que se têm deixado imbuir das velhas ladainhas que intencionalmente são lançadas nestas ocasiões de mudança, devem reflectir muito seriamente sobre a sua ingénua forma de colaborar com os inimigos do Sindicalismo.
Refiro-me à ideia que sempre tenho defendido de que um "Grande Homem de Causas", nunca trabalha sózinho e quando passa o testemunho sabendo cumprido o seu dever, tem a consciência plena de que o seu legado vai ser entregue a responsáveis que estão perfeitamente à altura de assumir com nobreza os compromissos que ele defendeu. Estou naturalmente a referir-me à saída honrosa de Carvalho da Silva que sempre admirei como um dos grandes defensores do Sindicalismo em Portugal.
Estou confiante de que com Arménio Carlos e a sua equipa, os trabalhadores do meu país estão dignamente representados e que a luta vai continuar com a mesma determinação e coragem que os antecessores dirigentes souberam honrar a CGTP. A única Central Sindical que tem sempre defendido os direitos dos trabalhadores com grande determinação, coerência e dignidade.
Parafraseando São José de Almeida, “OS SINDICATOS FAZEM FALTA E RECOMENDAM-SE”!
CV – 11.02.2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
ESTRELAS DE SEMPRE
MOZART - DE MENINO PRODÍGIO,
A COMPOSITOR GENIAL
Não é fácil escrever sobre uma figura tão carismática e ao mesmo tempo tão festejada por instituições públicas e privadas, como tem sido Mozart. Quase toda a gente conhece a biografia e uma grande parte das obras deste genial compositor. Os livros e o cinema têm se encarregue de publicitar a sua obra e de descrever alguns dos factos mais marcantes de uma personalidade verdadeiramente popular, com dotes excepcionais na arte de executante e de compositor.
Aproveitando a passagem de mais um aniversário do seu nascimento que se deu a 27 de Janeiro de 1756 na cidade de Salzburgo, proponho-me humildemente a escrever sobre algumas das suas obras que mais admiro e mesmo assim condicionando o seu número porque na verdade é um dos compositores de que mais gosto de ouvir e que escreveu sempre com inegável qualidade.

Vários estudos apontam para mais 600 as obras que Wolfgand Amadeus Mozart compôs na sua breve passagem por este mundo. É verdade que foi um menino prodígio, com três anos de idade já deslumbrava os ouvintes com músicas difíceis que tocava ao piano e escreveu a sua primeira sinfonia apenas com 9 anos de idade. Até falecer compôs obras em vários estilos e temas com uma velocidade impressionante que deixava os amigos deslumbrados com a facilidade e rapidez de escrever obras originais.
Muitos dos seus companheiros testemunharam a disposição sempre alegre e divertida com que trabalhava. Podia estar a compor uma sinfonia ou uma sonata e ao mesmo tempo a conversar animadamente sobre os temas mais diversos.
Tinha uma enorme capacidade de aprendizagem e as numerosas viagens que fez por toda a Europa aumentaram o seu saber na convivência fácil que desenvolvia com outros músicos. Entre muitos outros, Mozart recolheu importantes conhecimentos musicais ministrados por Johan Christian Bach que lhe deu também a conhecer a melodia e o ritmo harmonioso das Óperas Italianas.
Outra das suas grandes amizades foi o compositor Joseph Haydn que influenciou o compositor nas suas primeiras sinfonias, sem desvirtuar as características pessoais que Mozart soube sempre imprimir nas suas composições com uma originalidade inconfundível.
Uma boa parte das suas obras foram encomendadas por personalidades de grande relevo, nos quais se contam soberanos e príncipes que possuíam muito dinheiro e influências. A todos o compositor tentou corresponder sempre com a máxima honestidade. Para Mozart o verdadeiro interesse era poder compor a sua música e apesar de ter passado por grandes dificuldades económicas ao constituír família, nunca deu grande importância ao dinheiro.
As “Bodas de Fígaro” quando foi apresentada em Viena, não recebeu o melhor acolhimento por um público sempre muito exigente. Foi em Praga que esta obra alcançou de imediato os favores do público e dos críticos, de tal forma que o compositor entusiasmado se comprometeu a escrever o “Don Giovanni” apresentado no ano a seguir, com grande êxito nesta mesma cidade.
Sem desmerecer o valor e a qualidade destas duas obras as minhas preferências vão para a “Flauta Mágica” que alguns críticos da arte têm assinalado como uma das melhores óperas a nível mundial. Esta obra foi estreada em Viena no ano de 1791 e reproduz uma história de amor integrada num ambiente favorecido pela filosofia iluminista em ruptura radical com o mundo antigo, defendendo os valores da liberdade, da justiça e da igualdade entre os homens.
O êxito alcançado com esta obra, veio a reanimar o estado de desânimo e de debilidade física que Mozart então estava vivendo. Com mais de 200 anos após a sua apresentação a Flauta Mágica continua a encantar os amantes de boa música influenciando artistas de variados ramos da cultura, como o cinema, o teatro e a literatura em geral.
Infelizmente a saúde do compositor foi-se agravando paulatinamente com a agravante de se sentir desamparado e desprotegido, passando os últimos anos da sua vida com grandes dificuldades económicas.
A sua última obra “O Requiem” é sem dúvida o prenúncio fatal de um génio que sentia aproximar-se o seu fim, convencendo-se que estava a escrever a sua música fúnebre. Não conseguiu terminar esta obra e os compassos de “Lacrimosa” foram ditados ao seu aluno Sussmayer no seu leito de morte. A sua esposa incumbiu este seu aluno e amigo de terminar o Requiem.
Ele que tinha dominado com a sua arte os salões mais ricos e famosos da Europa, faleceu numa situação de lamentável indiferença e abandono acompanhado apenas por sua esposa foi enterrado numa vala comum. A ingratidão dos homens para com aqueles “que por obras valorosas, se vão da lei da morte libertando” é a marca da distinção entre os que se elevaram com o seu génio à dignidade dos deuses e a profunda e mesquinha inveja que rói a as entranhas dos incapazes e dos inúteis.
Não é fácil escrever sobre uma figura tão carismática e ao mesmo tempo tão festejada por instituições públicas e privadas, como tem sido Mozart. Quase toda a gente conhece a biografia e uma grande parte das obras deste genial compositor. Os livros e o cinema têm se encarregue de publicitar a sua obra e de descrever alguns dos factos mais marcantes de uma personalidade verdadeiramente popular, com dotes excepcionais na arte de executante e de compositor.
Aproveitando a passagem de mais um aniversário do seu nascimento que se deu a 27 de Janeiro de 1756 na cidade de Salzburgo, proponho-me humildemente a escrever sobre algumas das suas obras que mais admiro e mesmo assim condicionando o seu número porque na verdade é um dos compositores de que mais gosto de ouvir e que escreveu sempre com inegável qualidade.

Vários estudos apontam para mais 600 as obras que Wolfgand Amadeus Mozart compôs na sua breve passagem por este mundo. É verdade que foi um menino prodígio, com três anos de idade já deslumbrava os ouvintes com músicas difíceis que tocava ao piano e escreveu a sua primeira sinfonia apenas com 9 anos de idade. Até falecer compôs obras em vários estilos e temas com uma velocidade impressionante que deixava os amigos deslumbrados com a facilidade e rapidez de escrever obras originais.
Muitos dos seus companheiros testemunharam a disposição sempre alegre e divertida com que trabalhava. Podia estar a compor uma sinfonia ou uma sonata e ao mesmo tempo a conversar animadamente sobre os temas mais diversos.
Tinha uma enorme capacidade de aprendizagem e as numerosas viagens que fez por toda a Europa aumentaram o seu saber na convivência fácil que desenvolvia com outros músicos. Entre muitos outros, Mozart recolheu importantes conhecimentos musicais ministrados por Johan Christian Bach que lhe deu também a conhecer a melodia e o ritmo harmonioso das Óperas Italianas.
Outra das suas grandes amizades foi o compositor Joseph Haydn que influenciou o compositor nas suas primeiras sinfonias, sem desvirtuar as características pessoais que Mozart soube sempre imprimir nas suas composições com uma originalidade inconfundível.
Uma boa parte das suas obras foram encomendadas por personalidades de grande relevo, nos quais se contam soberanos e príncipes que possuíam muito dinheiro e influências. A todos o compositor tentou corresponder sempre com a máxima honestidade. Para Mozart o verdadeiro interesse era poder compor a sua música e apesar de ter passado por grandes dificuldades económicas ao constituír família, nunca deu grande importância ao dinheiro.
Constança
Mozart compôs em quase todos os estilos musicais conhecidos na época, desde Concertos para Instrumentos, Serenatas, Sinfonias, Minuetes e Música sacra. Das inúmeras sinfonias que escreveu, a minha preferência vai para a Sinfonia nº. 40, escrita em 1788 que Mozart escreveu após o falecimento prematuro de sua filha Theresia. É uma obra de grande melancolia dramática.As “Bodas de Fígaro” quando foi apresentada em Viena, não recebeu o melhor acolhimento por um público sempre muito exigente. Foi em Praga que esta obra alcançou de imediato os favores do público e dos críticos, de tal forma que o compositor entusiasmado se comprometeu a escrever o “Don Giovanni” apresentado no ano a seguir, com grande êxito nesta mesma cidade.
Sem desmerecer o valor e a qualidade destas duas obras as minhas preferências vão para a “Flauta Mágica” que alguns críticos da arte têm assinalado como uma das melhores óperas a nível mundial. Esta obra foi estreada em Viena no ano de 1791 e reproduz uma história de amor integrada num ambiente favorecido pela filosofia iluminista em ruptura radical com o mundo antigo, defendendo os valores da liberdade, da justiça e da igualdade entre os homens.
O êxito alcançado com esta obra, veio a reanimar o estado de desânimo e de debilidade física que Mozart então estava vivendo. Com mais de 200 anos após a sua apresentação a Flauta Mágica continua a encantar os amantes de boa música influenciando artistas de variados ramos da cultura, como o cinema, o teatro e a literatura em geral.
Infelizmente a saúde do compositor foi-se agravando paulatinamente com a agravante de se sentir desamparado e desprotegido, passando os últimos anos da sua vida com grandes dificuldades económicas.
A sua última obra “O Requiem” é sem dúvida o prenúncio fatal de um génio que sentia aproximar-se o seu fim, convencendo-se que estava a escrever a sua música fúnebre. Não conseguiu terminar esta obra e os compassos de “Lacrimosa” foram ditados ao seu aluno Sussmayer no seu leito de morte. A sua esposa incumbiu este seu aluno e amigo de terminar o Requiem.Ele que tinha dominado com a sua arte os salões mais ricos e famosos da Europa, faleceu numa situação de lamentável indiferença e abandono acompanhado apenas por sua esposa foi enterrado numa vala comum. A ingratidão dos homens para com aqueles “que por obras valorosas, se vão da lei da morte libertando” é a marca da distinção entre os que se elevaram com o seu génio à dignidade dos deuses e a profunda e mesquinha inveja que rói a as entranhas dos incapazes e dos inúteis.
Mozart faleceu no dia 05 de Dezembro de 1791. O seu génio como compositor ainda foi reconhecido em vida, mas o tempo tem consolidado e valorizado a sua obra como um dos expoentes máximos da música de todos os tempos.
CV – 27.01.2012
http://www.youtube.com/watch?v=nE7SbiKzDzE
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
ESTRELAS NA 7ª. ARTE
PAUL NEWMAN UM GRANDEE ACTOR!
Paul Newman, nasceu em 26 de Janeiro de 1925. Depois de se ter formado no Kenyon College, decidiu entrar para o Actors Studio dirigido por Lee Strasberg, tendo sido companheiro de outros nomes famosos como Marlon Brando, Al Pacino, Gene Hackman, Jack Nicolson e James Dean, isto para só falar de actores.
O seu primeiro papel de destaque foi no Filme de Robert Wise, interpretando a figura do lendário pugilista Kocky Graziano. Como nota à margem diga-se que este papel estava para ser interpretado por James Dean que a morte inesperada impediu de o fazer. Paul saiu-se muito beme apartir daí deu-se início à sua brilhante carreira, conseguindo-se impor com talento à altura dos mais famosos da 7ª. Arte e a partir dos anos 50, o seu nome figurou como actor principal em filmes de grande sucesso, como “ Gata em Telhado de Zinco Quente, Paixões Desenfreadas; O Prémio, A Cortina Rasgada, A Cor do Dinheiro, Raquel Raquel, e muitos outros. Hud (O Mais Selvagem Entre Mil) foi o primeiro Filme que vi de Paul Newman, onde ele contracenavam com uma bonita actriz Patrícia Neal.
Praticamente trabalhou até falecer de doença cancerosa em 2008. Um dos seus últimos êxitos chama-se “Indomável - Assim é a Minha Vida” com o qual alcançou o Prémio o Urso de Prata como o melhor actor, no Festival de Berlim de 1995.Emparceirou algumas vezes com a Elisabeth Taylor do qual nos deixou essa magnífica interpretação de Gata em Telhado de Zinco Quente.
Aqui fica a minha modesta homenagem a esse grande actor de cinema que recriou com o seu enorme talento figuras inesquecíveis em filmes que aconselho vivamente a revisitar.
sábado, 21 de janeiro de 2012
ESTRELAS DE SEMPRE
PLÁCIDO DOMINGO
UM TENOR DE OIRO!
Plácido Domingo, nasceu em Madrid, no dia 21 de Janeiro de 1941. Seus Pais trabalharam no Teatro e influenciaram o jovem Plácido, no ensino música que começou com aulas de piano. Aos 16 anos fez a sua estreia como cantor de zarzuelas, mas só em 1961, com a sua fabulosa interpretação de “Alfredo” na Traviata é que fez a sua entrada como cantor de ópera onde alcançou de imediato enormes sucessos que o levariam o público e a crítica considera-lo um dos melhores tenores de todos os tempos.
Plácido Domingo pode orgulhar-se de ter actuado nas mais famosas Óperas do Mundo e ao mesmo tempo de com as suas geniais interpretações ter contribuído para reforçar a notoriedade dos compositores, dando a conhecer ao grande público as suas obras. Trabalhou com os melhores maestros e teve a seu lado as melhores cantoras líricas do seu tempo, entre as quais se destacam Victoria de los Angeles, Teresa Berganza, Montesserrat Caballe e Renata Tebaldi, entre muitas outras.
Num determinado momento, o mundo teve o privilégio de contar com a amizade que se estabeleceu entre os três mais famosos cantores de ópera, Luciano Pavaroti, José Carreras e o Próprio Plácidoi Domingo que constituiram o grupo dos "Três Famosos Tenores", encantando as plateias de todo o mundo, com espectaculos que ficaram memoráveis.

A sua estreia oficial no Metropolitan Ópera House de Nova Iorque, deu-se no ano de 1968, tendo participado em 21 aberturas de temporadas do “Met”, superando o recorde que pertencia a Enriço Caruso.
A sua carreira triunfal tem sido justamente premiada com os melhores prémios musicais e as distinções mais honrosas entre as quais destacamos os sete Prémios Grammys e os três Emmys. Em 1991 foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias e em 2002 foi condecorado com a Grã Cruz da Ordem de Mérito Civil, mas são muito mais os Prémios, as distinções e condecorações que Plácido Domingo tem ganho um pouco por todo o mundo.
José Plácido Domingo Embil, ainda não terminou a sua carreira, mas por tudo aquilo que já nos deu com o seu talento e a sua maravilhosa voz, coloca-o em evidência como umas estrelas mais brilhantes do firmamento musical.

Quase todos os grandes artistas e criadores se evidenciam nas relações humanas e por terem uma visão humanística mais apurada em relação aos problemas que nos afligem, Plácido Domingo é nesse campo um bom exemplo de solidariedade e de apoio a causas sociais. É graças ao seu nobre carácter (e de outros como ele) e à sua intervenção cívica que continuo a manter a minha empedernida crença na humanidade, nos valores e na força que a arte tem de produzir os sonhos de um mundo melhor.
Hasta Siempre e obrigado Plácido Domingo.
CV- 21.01.2012
UM TENOR DE OIRO!
Plácido Domingo, nasceu em Madrid, no dia 21 de Janeiro de 1941. Seus Pais trabalharam no Teatro e influenciaram o jovem Plácido, no ensino música que começou com aulas de piano. Aos 16 anos fez a sua estreia como cantor de zarzuelas, mas só em 1961, com a sua fabulosa interpretação de “Alfredo” na Traviata é que fez a sua entrada como cantor de ópera onde alcançou de imediato enormes sucessos que o levariam o público e a crítica considera-lo um dos melhores tenores de todos os tempos.
Plácido Domingo pode orgulhar-se de ter actuado nas mais famosas Óperas do Mundo e ao mesmo tempo de com as suas geniais interpretações ter contribuído para reforçar a notoriedade dos compositores, dando a conhecer ao grande público as suas obras. Trabalhou com os melhores maestros e teve a seu lado as melhores cantoras líricas do seu tempo, entre as quais se destacam Victoria de los Angeles, Teresa Berganza, Montesserrat Caballe e Renata Tebaldi, entre muitas outras.
Num determinado momento, o mundo teve o privilégio de contar com a amizade que se estabeleceu entre os três mais famosos cantores de ópera, Luciano Pavaroti, José Carreras e o Próprio Plácidoi Domingo que constituiram o grupo dos "Três Famosos Tenores", encantando as plateias de todo o mundo, com espectaculos que ficaram memoráveis.

A sua estreia oficial no Metropolitan Ópera House de Nova Iorque, deu-se no ano de 1968, tendo participado em 21 aberturas de temporadas do “Met”, superando o recorde que pertencia a Enriço Caruso.
A sua carreira triunfal tem sido justamente premiada com os melhores prémios musicais e as distinções mais honrosas entre as quais destacamos os sete Prémios Grammys e os três Emmys. Em 1991 foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias e em 2002 foi condecorado com a Grã Cruz da Ordem de Mérito Civil, mas são muito mais os Prémios, as distinções e condecorações que Plácido Domingo tem ganho um pouco por todo o mundo.
José Plácido Domingo Embil, ainda não terminou a sua carreira, mas por tudo aquilo que já nos deu com o seu talento e a sua maravilhosa voz, coloca-o em evidência como umas estrelas mais brilhantes do firmamento musical.

Quase todos os grandes artistas e criadores se evidenciam nas relações humanas e por terem uma visão humanística mais apurada em relação aos problemas que nos afligem, Plácido Domingo é nesse campo um bom exemplo de solidariedade e de apoio a causas sociais. É graças ao seu nobre carácter (e de outros como ele) e à sua intervenção cívica que continuo a manter a minha empedernida crença na humanidade, nos valores e na força que a arte tem de produzir os sonhos de um mundo melhor.
Hasta Siempre e obrigado Plácido Domingo.
CV- 21.01.2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
ESTRELAS DE SEMPRE
JOAN MANUEL SERRAT
Nasceu em Barcelona em 27 de Dezembro de 1943. Poderia ter sido um bom Engenheiro, mas felizmente para todos os que amamos a música, ele tornou-se num dos melhores Compositores e intérpretes da nova canção espanhola. Foi mesmo um dos fundadores do movimento “Nova Canção” apresentando temas como “Agora Tenho Vinte Anos”, “Palavras de Amor” e “Como Faz o Vento.
Com o álbum “Mediterrâneo” atinge um dos maiores êxitos da sua carreira. O Cantor inspirou-se nos poemas de António Machado. Anos mais tarde editou o Álbum “El Sur También Existe”, compondo as suas músicas com poemas de Mário Benedetti.
Joan Manuel Serrat esteve exilado durante a ditadura de Franco, mas hoje o seu país reconhece-lhe o seu enorme talento com prémios e várias distinções honrosas.
São muitos os milhares de fãns espalhados por todo o mundo e a França atribuiu-lhe a Legião de Honra, o mais alto galardão daquele país.
Como cidadão são conhecidas as suas posições na defesa das causas humanísticas que ultrapassam as fronteiras do seu país.
Tem actuado algumas vezes em Portugal onde também existem muitos admiradores da sua imensa obra musical.
Aqui fica a minha pequena homenagem pelo seu enorme talento e também pela sua coragem e coerência nos temas das suas bonitas canções.
Hasta Siempre Companhero!
CV-27.12.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=FOLV1tVErDQ
Nasceu em Barcelona em 27 de Dezembro de 1943. Poderia ter sido um bom Engenheiro, mas felizmente para todos os que amamos a música, ele tornou-se num dos melhores Compositores e intérpretes da nova canção espanhola. Foi mesmo um dos fundadores do movimento “Nova Canção” apresentando temas como “Agora Tenho Vinte Anos”, “Palavras de Amor” e “Como Faz o Vento.
Com o álbum “Mediterrâneo” atinge um dos maiores êxitos da sua carreira. O Cantor inspirou-se nos poemas de António Machado. Anos mais tarde editou o Álbum “El Sur También Existe”, compondo as suas músicas com poemas de Mário Benedetti.
Joan Manuel Serrat esteve exilado durante a ditadura de Franco, mas hoje o seu país reconhece-lhe o seu enorme talento com prémios e várias distinções honrosas.
São muitos os milhares de fãns espalhados por todo o mundo e a França atribuiu-lhe a Legião de Honra, o mais alto galardão daquele país.
Como cidadão são conhecidas as suas posições na defesa das causas humanísticas que ultrapassam as fronteiras do seu país.
Tem actuado algumas vezes em Portugal onde também existem muitos admiradores da sua imensa obra musical.
Aqui fica a minha pequena homenagem pelo seu enorme talento e também pela sua coragem e coerência nos temas das suas bonitas canções.
Hasta Siempre Companhero!
CV-27.12.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=FOLV1tVErDQ
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
ESTRELAS DE SEMPRE
CARLOS DO CARMO
O Povo costuma dizer que “filho de peixe sabe nadar”. A sua Mãe, Lucília do Carmo foi uma cantora do fado que teve uma carreira fulgurante. Carlos do Carmo, nasceu em Lisboa, no dia 21 de Dezembro no ano de 1939, iniciando em 1963, a sua carreira com a canção “Loucura” que fazia parte do repertório de sua Mãe e que foi bem aceite pela crítica. A partir de então nunca mais parou até hoje, imprimindo desde o princípio um estilo muito pessoal, adoptando novos ritmos e composições musicais que exigiam a participação de novos instrumentos musicais.
Para além das influências que naturalmente adquiriu de sua Mãe, não deixam de ser importantes outras figuras que foram determinantes na sua carreira, tais como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Maria Teresa de Noronha. Musicalmente, na bossa nova com João Gilberto, Tom Jobim e Ellis Regina nos blues americanos com Frank Sinatra e na canção francesa com o Jacques Brell e nos músicos portugueses, José Luís Tinoco, António Vitorino, Raul Nery e o Zeca, exerceram grande fascínio no jovem Artista que rapidamente granjeou as simpatias de um vasto público que se manteve fiel ao longo de toda a sua carreira.
Os temas escolhidos por Carlos do Carmo, apoiam-se em cenas e figuras populares da Lisboa dos Sec. Passado mas que ainda perduram em alguns bairros típicos da nossa Capital. Por outro lado não se inibe de dar voz aos nossos Poetas mais queridos. Os músicos que acompanham são de primeira água e alguns como o José Maria da Nóbrega já há mais de trinta anos que trabalham juntos.
Algumas das suas canções com as quais já percorreu o mundo inteiro, tornaram-se famosas na sua voz sensível e envolvente, como são o caso de “Um Homem na Cidade”, “Mais do que Amor é Amar”,”Por Morrer Uma Andorinha, “Lisboa Menina e Moça”, “Canoas do Tejo”, “Os Putos”, “O Homem das Castanhas” e muitas, muitas mais. O seu trabalho tem sido premiado a nível nacional e internacional, sendo o Prémio José Afonso, O Globo de Ouro de Mérito e Excelência, O Prémio de Consagração da Carreira, a Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya, apenas alguns dos muitos que ao longo da sua carreira já recebeu.
Participou no Filme “Fados” de Carlos Saura e no “Douro Filme Harvest”. Neste último fez questão de dedicar algumas das canções à mítica estrela do cinema Sophia Loren.
Carlos do Carmo tem manifestado ao longo da sua carreira uma constante atitude de solidariedade para com todos os Artistas, Poetas e Compositores que com ele têm trabalhado ou que simplesmente têm participado nos seus espectáculos e colaborado com a sua obra. São numerosos os testemunhos dessa generosa acção de que destaco o Concerto de Homenagem a José Carlos Ary dos Santos.
Sem menosprezar o valor dos outros intervenientes, registe-se o importante papel que Carlos do Carmo. Desempenhou na Equipa Coordenadora que lançou e conquistou para o Fado, o mais alto galardão mundial, passando este estilo musical a fazer parte do Património Imaterial da Humanidade.
Esta nossa Estrela do Fado, nasceu em Lisboa, faz hoje dia 21 de Dezembro, 72 Anos. Ele tem sido considerado uma das maiores referências do fado, com reconhecimento a nível nacional e internacional. Quem o conhece afirma que vamos ouvi-lo durante muito anos. É esse o meu desejo neste dia do seu Aniversário. Bons êxitos Amigo Carlos!
CV – 21.12-2011
Martins Raposo
O Povo costuma dizer que “filho de peixe sabe nadar”. A sua Mãe, Lucília do Carmo foi uma cantora do fado que teve uma carreira fulgurante. Carlos do Carmo, nasceu em Lisboa, no dia 21 de Dezembro no ano de 1939, iniciando em 1963, a sua carreira com a canção “Loucura” que fazia parte do repertório de sua Mãe e que foi bem aceite pela crítica. A partir de então nunca mais parou até hoje, imprimindo desde o princípio um estilo muito pessoal, adoptando novos ritmos e composições musicais que exigiam a participação de novos instrumentos musicais.
Para além das influências que naturalmente adquiriu de sua Mãe, não deixam de ser importantes outras figuras que foram determinantes na sua carreira, tais como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Maria Teresa de Noronha. Musicalmente, na bossa nova com João Gilberto, Tom Jobim e Ellis Regina nos blues americanos com Frank Sinatra e na canção francesa com o Jacques Brell e nos músicos portugueses, José Luís Tinoco, António Vitorino, Raul Nery e o Zeca, exerceram grande fascínio no jovem Artista que rapidamente granjeou as simpatias de um vasto público que se manteve fiel ao longo de toda a sua carreira.
Os temas escolhidos por Carlos do Carmo, apoiam-se em cenas e figuras populares da Lisboa dos Sec. Passado mas que ainda perduram em alguns bairros típicos da nossa Capital. Por outro lado não se inibe de dar voz aos nossos Poetas mais queridos. Os músicos que acompanham são de primeira água e alguns como o José Maria da Nóbrega já há mais de trinta anos que trabalham juntos.
Algumas das suas canções com as quais já percorreu o mundo inteiro, tornaram-se famosas na sua voz sensível e envolvente, como são o caso de “Um Homem na Cidade”, “Mais do que Amor é Amar”,”Por Morrer Uma Andorinha, “Lisboa Menina e Moça”, “Canoas do Tejo”, “Os Putos”, “O Homem das Castanhas” e muitas, muitas mais. O seu trabalho tem sido premiado a nível nacional e internacional, sendo o Prémio José Afonso, O Globo de Ouro de Mérito e Excelência, O Prémio de Consagração da Carreira, a Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya, apenas alguns dos muitos que ao longo da sua carreira já recebeu.
Participou no Filme “Fados” de Carlos Saura e no “Douro Filme Harvest”. Neste último fez questão de dedicar algumas das canções à mítica estrela do cinema Sophia Loren.
Carlos do Carmo tem manifestado ao longo da sua carreira uma constante atitude de solidariedade para com todos os Artistas, Poetas e Compositores que com ele têm trabalhado ou que simplesmente têm participado nos seus espectáculos e colaborado com a sua obra. São numerosos os testemunhos dessa generosa acção de que destaco o Concerto de Homenagem a José Carlos Ary dos Santos.
Sem menosprezar o valor dos outros intervenientes, registe-se o importante papel que Carlos do Carmo. Desempenhou na Equipa Coordenadora que lançou e conquistou para o Fado, o mais alto galardão mundial, passando este estilo musical a fazer parte do Património Imaterial da Humanidade.
Esta nossa Estrela do Fado, nasceu em Lisboa, faz hoje dia 21 de Dezembro, 72 Anos. Ele tem sido considerado uma das maiores referências do fado, com reconhecimento a nível nacional e internacional. Quem o conhece afirma que vamos ouvi-lo durante muito anos. É esse o meu desejo neste dia do seu Aniversário. Bons êxitos Amigo Carlos!
CV – 21.12-2011
Martins Raposo
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O MAIOR ENTRE OS MAIORES...
O NOSSO PRÉMIO NOBEL NASCEU HÁ 89 ANOS!
JOSÉ SARAMAGO, Prémio Nobel da Literatura, nasceu na Freguesia da Azinhaga, no ano de 1922 a 16 de Novembro. Filho de gente pobre mas inconformada veio com dois anos para Lisboa, onde estudou no Técnico e foi operário de uma oficina de serralharia. Mais tarde entra para o funcionalismo público e desde muito jovem, dedica todo os seus tempos livres à leitura dos escritores mais conhecidos na época. Tem apenas 25 anos quando escreve o seu primeiro livro “A Viúva” e um ano depois escreve “Clarabóia”.
Depois há um longo interregno inexplicável porque a crítica até nem tinha sido muito severa com a sua estreia.
Só em 1966 aparece com o livro “Os Poemas Possíveis”, seguindo-se, “Provavelmente Alegria”, não parando mais na sua escrita de Poesia, Romances e Ensaios diversos.
José Saramago deixou-nos uma imensa obra, com romances de inigualável beleza. Alguns bastante polémicos, mas é difícil ficar indiferente, mesmo que se não concorde de forma igual, com todos os temas, não há nenhum livro de Saramago que não nos faça pensar e questionar os desafios que o escritor nos lança e ao mesmo tempo nos adverte sobre os dramas de uma sociedade injusta, com inusitada coragem e ao mesmo tempo de uma “fé” inquebrantável, na transformação de uma sociedade mais humana e mais justa.
Que pena já não poder ouvir a tua voz sábia, arrastada mas sempre de uma lucidez fantástica. A tua obra é para ler e reler e em cada dia que passa vemos com mais clareza a crítica certeira sobre um mundo que há muito nos prevenistes que estava a apodrecer.
Até sempre meu bom amigo!
CV-16.11.11
Martins Raposo
JOSÉ SARAMAGO, Prémio Nobel da Literatura, nasceu na Freguesia da Azinhaga, no ano de 1922 a 16 de Novembro. Filho de gente pobre mas inconformada veio com dois anos para Lisboa, onde estudou no Técnico e foi operário de uma oficina de serralharia. Mais tarde entra para o funcionalismo público e desde muito jovem, dedica todo os seus tempos livres à leitura dos escritores mais conhecidos na época. Tem apenas 25 anos quando escreve o seu primeiro livro “A Viúva” e um ano depois escreve “Clarabóia”.
Depois há um longo interregno inexplicável porque a crítica até nem tinha sido muito severa com a sua estreia.
Só em 1966 aparece com o livro “Os Poemas Possíveis”, seguindo-se, “Provavelmente Alegria”, não parando mais na sua escrita de Poesia, Romances e Ensaios diversos.
José Saramago deixou-nos uma imensa obra, com romances de inigualável beleza. Alguns bastante polémicos, mas é difícil ficar indiferente, mesmo que se não concorde de forma igual, com todos os temas, não há nenhum livro de Saramago que não nos faça pensar e questionar os desafios que o escritor nos lança e ao mesmo tempo nos adverte sobre os dramas de uma sociedade injusta, com inusitada coragem e ao mesmo tempo de uma “fé” inquebrantável, na transformação de uma sociedade mais humana e mais justa.
Levantado do Chão, o Memorial do Convento, A Jangada de Pedra, o Ensaio Sobre a Cegueira, A caverna e a Viagem do Elefante, são apenas alguns dos livros da sua grandiosa obra que foi distinguida com o mais alto galardão a nível mundial – O Prémio Nobel da Literatura, atribuído ao autor em 1998.
A obra de José Saramago não é de fácil leitura, assim como não foram as obras de Joyce, de Kafka, de Becket, Thomas Man e até as de Sartre, Pablo Neruda ou as de Gabriel Garcia Marques. O nosso Prémio Nobel conquistou com o seu génio literário um lugar entre os seus pares com saber e dignidade, mantendo em toda a sua vida uma coerência inabalável com os ideais que sempre defendeu.Que pena já não poder ouvir a tua voz sábia, arrastada mas sempre de uma lucidez fantástica. A tua obra é para ler e reler e em cada dia que passa vemos com mais clareza a crítica certeira sobre um mundo que há muito nos prevenistes que estava a apodrecer.
Até sempre meu bom amigo!
CV-16.11.11
Martins Raposo
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
ERSTRELAS DE SEMPRE - MÚSICA
BRUCE SPRINGSTEEN
Compositor, cantor, violinista e guitarrista são os atributos consignados a um dos melhores intérpretes da música R&B de todo o mundo. No entanto os média raramente se referem aos numerosos êxitos de Bruce Springsteen. Ele de facto não se atira para a frente dos holofotes, não gosta dos paparazzi e não tem grande simpatia pelas habituais festas espampanantes das estrelas.
Depois existem outros anticorpos, que os patrões dos média não gostam mesmo nada, a começar pela sua música de intervenção com canções de crítica político-social e de defesa da classe trabalhadora. Nos EU como aqui em Portugal a indústria da informação é controlada pelos tubarões ligados aos grandes interesses económicos.
Bruce nasceu em Long Branch a 23 de Setembro, e, iniciou a sua carreira em 1965 com a formação da banda “The Cartiles” a que se seguiram outras pequenas bandas. Os seus primeiros álbuns não tiveram boa recepção do público e só em 1975 com “Born To Run” conseguiu o seu primeiro êxito.
Por esta altura constituiu o grupo “E Street Banda” e os êxitos repetiram-se com “Darkness On The Edge Of Town”, “The River” e “Nebraska”.
The River consolidou as suas opções de classe, na defesa dos valores e ideais por um mundo melhor sem explorados nem exploradores. Musicalmente o seu estilo aproximou-se mais da Pop-Rock e os críticos renderam-se finalmente ao valor incontestável da sua obra.
Born In The U.S.A., não teve de início o êxito comercial que merecia, mas insistência de Bruce em apresentar esta canção em todos os seus espectáculos, acabaram por surtir o efeito desejado. A crítica desta vez não podia alterar os dados. Os 15 milhões de discos vendidos acabaram por ajudar a catalogar legitimamente esta canção como uma das melhores de sempre.
Depois de participar activamente em vários movimentos de contestação musical, foi convidado a colaborar no disco “We Are The World” e no movimento “Human Right Now”, o primeiro a favor dos africanos desprotegidos e o segundo como uma valiosa ajuda à Amnistia Internacional.
Após o seu casamento com Pati Scialfa em 1991, Bruce mudou-se para a Califórnia e a sua actividade musical foi diminuindo. Em 1992 produziu o álbum “Human Touch e Lucky Town” e em 1994 compôs a música para o extraordinário Filme “Philadelfhia” de Joathan Demme que teve em Tom Hanks e Denzel Washington os principais actores, ambos com excelentes interpretações.
Bruce foi distinguido com numerosos prémios e a sua Obra valoriza e dignifica o imenso património histórico da música.
Mas hoje é o dia do 62º. Aniversário de Bruce Springsteen é de bom tom que não nos afastemos da razão fundamental deste texto que tem como objectivo o de relembrar aos meus amigos que não podemos esquecer o genial intérprete de “Born to Run”, de n the Edge of Town”, “ Hungry Heart” , “Glory Days” e “Born in the U.S.A.”. Vale a pena ouvi-lo e informar os nossos filhos que cada vez têm menos tempo para se interessarem por música autêntica com valor e substância.
É bom enaltecer a sua coragem, neste mundo em que muitos se escondem cobardemente, fechando os olhos aos problemas que nos cercam.
Por tudo quanto este magnífico músico tem feito, aqui fica a minha modesta homenagem.
Longa Vida e Bons êxitos!
CV- 23.09.11
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs
Compositor, cantor, violinista e guitarrista são os atributos consignados a um dos melhores intérpretes da música R&B de todo o mundo. No entanto os média raramente se referem aos numerosos êxitos de Bruce Springsteen. Ele de facto não se atira para a frente dos holofotes, não gosta dos paparazzi e não tem grande simpatia pelas habituais festas espampanantes das estrelas.
Depois existem outros anticorpos, que os patrões dos média não gostam mesmo nada, a começar pela sua música de intervenção com canções de crítica político-social e de defesa da classe trabalhadora. Nos EU como aqui em Portugal a indústria da informação é controlada pelos tubarões ligados aos grandes interesses económicos.
Bruce nasceu em Long Branch a 23 de Setembro, e, iniciou a sua carreira em 1965 com a formação da banda “The Cartiles” a que se seguiram outras pequenas bandas. Os seus primeiros álbuns não tiveram boa recepção do público e só em 1975 com “Born To Run” conseguiu o seu primeiro êxito.
Por esta altura constituiu o grupo “E Street Banda” e os êxitos repetiram-se com “Darkness On The Edge Of Town”, “The River” e “Nebraska”.
The River consolidou as suas opções de classe, na defesa dos valores e ideais por um mundo melhor sem explorados nem exploradores. Musicalmente o seu estilo aproximou-se mais da Pop-Rock e os críticos renderam-se finalmente ao valor incontestável da sua obra.
Born In The U.S.A., não teve de início o êxito comercial que merecia, mas insistência de Bruce em apresentar esta canção em todos os seus espectáculos, acabaram por surtir o efeito desejado. A crítica desta vez não podia alterar os dados. Os 15 milhões de discos vendidos acabaram por ajudar a catalogar legitimamente esta canção como uma das melhores de sempre.
Depois de participar activamente em vários movimentos de contestação musical, foi convidado a colaborar no disco “We Are The World” e no movimento “Human Right Now”, o primeiro a favor dos africanos desprotegidos e o segundo como uma valiosa ajuda à Amnistia Internacional.
Após o seu casamento com Pati Scialfa em 1991, Bruce mudou-se para a Califórnia e a sua actividade musical foi diminuindo. Em 1992 produziu o álbum “Human Touch e Lucky Town” e em 1994 compôs a música para o extraordinário Filme “Philadelfhia” de Joathan Demme que teve em Tom Hanks e Denzel Washington os principais actores, ambos com excelentes interpretações.
Bruce foi distinguido com numerosos prémios e a sua Obra valoriza e dignifica o imenso património histórico da música.
Mas hoje é o dia do 62º. Aniversário de Bruce Springsteen é de bom tom que não nos afastemos da razão fundamental deste texto que tem como objectivo o de relembrar aos meus amigos que não podemos esquecer o genial intérprete de “Born to Run”, de n the Edge of Town”, “ Hungry Heart” , “Glory Days” e “Born in the U.S.A.”. Vale a pena ouvi-lo e informar os nossos filhos que cada vez têm menos tempo para se interessarem por música autêntica com valor e substância.
É bom enaltecer a sua coragem, neste mundo em que muitos se escondem cobardemente, fechando os olhos aos problemas que nos cercam.
Por tudo quanto este magnífico músico tem feito, aqui fica a minha modesta homenagem.
Longa Vida e Bons êxitos!
CV- 23.09.11
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O LIVRO DO MÊS
À BEIRA DO ABISMO
Li à dias este livro extraordinário de Raymond Chandler, considerado um dos melhores escritores de romances policiais que já com mais de quarenta anos iniciou a sua obra precisamente com este livro que se tornou um marco neste estilo literário que nem sempre a crítica aceitou o seu verdadeiro valor.
É um livro fantástico, com um enredo muito bem estruturado com a sua principal personagem a encarnar a figura do célebre detective particular Philipe Marlowe que faria parte de outros romances, com o seu porte romântico, temperado com algum cinismo e desapego pela vida, mas obedecendo a uma ética particular, no qual a justiça praticada individualmente se regia pela honestidade imparcial.
Raymond Chandler nasceu em Chicago no ano de 1888 e durante grande parte da sua vida sofreu sérias adversidades que o levaram a procurar no álcool o refúgio dos seu dramas profissionais e familiares.
O seu primeiro livro lançou-o definitivamente como escritor de referência, servindo de modelo a muitos outros escritores deste género. O escritor teve a sorte de ver parte da sua obra adaptada ao cinema como foi o caso de “À Beira do Abismo”, realizado em 1946 por Howard Hanks e com Humphrey Bogart e Lauren Bacall como principais protagonistas.

O Filme já o vi várias vezes porque adoro ver a representação fantástica de Humphrey Bogart que considero um dos melhores actores de sempre, mas que hoje não vou dedicar mais tempo, até porque que é a sua parceira e Lauren Bacall que faz hoje anos e que por isso, merece mais umas palavras de atenção.
Lauren Bacall não teve a grandeza mítica de Ava Gardner, Liz Taylor, ou mesmo de Ingrid Bergman, mas foi no seu tempo uma artista muito procurada pelo seu talento e pela sua beleza sensual a que a voz rouca dava um toque muito especial. Entrou em numerosos filmes e obteve prémios valiosos pelas suas brilhantes actuações em se destacam para além deste filme, Prisioneiro do Passado, O Espelho tem Duas Faces Paixões em Fúria e Uma Aventura na Martinica. Alguns destes Filmes teve a seu lado Humphrey Bogart a paixão maior da sua vida.
Lauren faz hoje 87 anos, pois nasceu a 16 de Setembro de 1924, na cidade de Nova Iorque e de vez em quando ainda aparece no Teatro onde desempenhou também grandes personagens. Parabéns Lauren!
Voltando ao Livro “ Beira do Abismo”, devo confessar que tal como no filme prendeu totalmente a minha atenção e li-o de fio a pavio e fico agradecido a Raymond Chandler por momentos de leitura inesquecíveis. Atrevo-me a confessar que ao ler esta magnífica obra se acentua ainda mais a minha descrença por alguns jovens escritores que no afã de produziram mecanicamente enormes calhamaços apoiados por incríveis campanhas de publicidade, deveria antes procurar entender porque escritores como Chandler continuam a refrescar-nos saudavelmente com boa literatura.
Este escritor que influenciou muitos outros escritores famosos, defendeu e honrou com grande dignidade o género policial que hoje tem imensos seguidores.
CV-16.09.2011
Martins Raposo
É um livro fantástico, com um enredo muito bem estruturado com a sua principal personagem a encarnar a figura do célebre detective particular Philipe Marlowe que faria parte de outros romances, com o seu porte romântico, temperado com algum cinismo e desapego pela vida, mas obedecendo a uma ética particular, no qual a justiça praticada individualmente se regia pela honestidade imparcial.
Raymond Chandler nasceu em Chicago no ano de 1888 e durante grande parte da sua vida sofreu sérias adversidades que o levaram a procurar no álcool o refúgio dos seu dramas profissionais e familiares.
O seu primeiro livro lançou-o definitivamente como escritor de referência, servindo de modelo a muitos outros escritores deste género. O escritor teve a sorte de ver parte da sua obra adaptada ao cinema como foi o caso de “À Beira do Abismo”, realizado em 1946 por Howard Hanks e com Humphrey Bogart e Lauren Bacall como principais protagonistas.

O Filme já o vi várias vezes porque adoro ver a representação fantástica de Humphrey Bogart que considero um dos melhores actores de sempre, mas que hoje não vou dedicar mais tempo, até porque que é a sua parceira e Lauren Bacall que faz hoje anos e que por isso, merece mais umas palavras de atenção.
Lauren Bacall não teve a grandeza mítica de Ava Gardner, Liz Taylor, ou mesmo de Ingrid Bergman, mas foi no seu tempo uma artista muito procurada pelo seu talento e pela sua beleza sensual a que a voz rouca dava um toque muito especial. Entrou em numerosos filmes e obteve prémios valiosos pelas suas brilhantes actuações em se destacam para além deste filme, Prisioneiro do Passado, O Espelho tem Duas Faces Paixões em Fúria e Uma Aventura na Martinica. Alguns destes Filmes teve a seu lado Humphrey Bogart a paixão maior da sua vida.
Lauren faz hoje 87 anos, pois nasceu a 16 de Setembro de 1924, na cidade de Nova Iorque e de vez em quando ainda aparece no Teatro onde desempenhou também grandes personagens. Parabéns Lauren!
Voltando ao Livro “ Beira do Abismo”, devo confessar que tal como no filme prendeu totalmente a minha atenção e li-o de fio a pavio e fico agradecido a Raymond Chandler por momentos de leitura inesquecíveis. Atrevo-me a confessar que ao ler esta magnífica obra se acentua ainda mais a minha descrença por alguns jovens escritores que no afã de produziram mecanicamente enormes calhamaços apoiados por incríveis campanhas de publicidade, deveria antes procurar entender porque escritores como Chandler continuam a refrescar-nos saudavelmente com boa literatura.
Este escritor que influenciou muitos outros escritores famosos, defendeu e honrou com grande dignidade o género policial que hoje tem imensos seguidores.
CV-16.09.2011
Martins Raposo
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
ESTRELAS DE SEMPRE
SÉRGIO GODINHO
Português, Artista e Cidadão do Mundo Exemplar!
O Sérgio faz parte da Geração de Ouro da música popular portuguesa, emparceirando com os nomes de Fausto, J. Mário Branco, Vitorino, Luís Cília, Pedro Barroso, Jorge Palma, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Paulo de Carvalho e outros que não relembro de momento, mas que souberam com grande mérito e dignidade, dar seguimento à Obra de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
As minhas referências neste estilo musical, visam apenas qualificar os intérpretes mais conhecidos da minha colectânea que como os meus amigos sabem é bastante diversificada e não contempla apenas este género musical.
Hoje importa falarmos de Sérgio Godinho, porque é o dia do seu 66º. Aniversário e acima de tudo porque é um músico que muito admiro e estimo.
A primeira vez que ouvi falar do seu Sérgio foi quando entrou na célebre peça musical “Hair”. Estávamos em 1969 e o nosso artista estava em França depois de se ter escapado ao serviço militar e de ter passado pela Suíça. É neste país que conhece Luís Cília e José Mário Branco, iniciando uma amizade e colaboração que ainda hoje perdura.
Colabora como músico e letrista no álbum “Mudam-se Os Tempos, Mudam-se as Vontades” de JMB em 1971 e nesse mesmo ano, edita o seu primeiro LP, “Romance de um dia de Estrada”.
No ano a seguir edita “Sobreviventes” que é muito bem aceite pela crítica e com o qual ganha o Prémio de Melhor Disco Português, atribuído pela Casa da Imprensa. Seguem-se “Pré-História” e “À Queima Roupa”, todos alcançam enorme sucesso
As suas deambulações continuam pela Holanda, Brasil e Canadá. Neste último país, junta-se ao teatro “Génesis” e casa-se com Shila em Montreal, no ano de 1972.
Volta a Portugal depois do 25 de Abril e participa em conjunto com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do Filme “A Confederação” de Luís Galvão Teles” e escreve a canção-tema do Filme “Os Demónios de Alcácer Quibir” de José Fonseca e Costa e escreve a música do Filme “Kilas o Mau da Fita” do mesmo Realizador.
Em 1978, edita “Nós Por Cá Todos Bem”, seguindo-se “Pano Cru” e Campolide, todos com êxito absoluto.
Em 1981, ganha o Disco de Prata, com o álbum “Canto da Boca”. É neste álbum que se encontram algumas das canções mais populares de Sérgio Godinho, entre as quais se distinguem, “Com um Brilhozinho nos Olhos”, “O Porto Aqui Tão Perto” e “É Terça Feira”. Recebe o Sete de Ouro de melhor cantor português do ano.
No ano a seguir volta ao Brasil e é preso injustamente acusado por possuir droga, quando na verdade, tudo se deveu às suas posições políticas que a ditadura militar quis castigar duramente. Só o protesto que se levantou na opinião pública, em sua defesa a nível mundial, conseguiu a sua libertação forçada. “Os Sobreviventes” é um álbum composto com letras que denunciam este difícil período vivido pelo artista.
Volta a participar no teatro, na peça “Um jeep em Segunda Mão” e edita “Salão de Festas” e “Na Vida Real” com algum sucesso.
Em 1989, ganha o Prémio José Afonso, com o LP “Aos Amores”, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora. Edita a seguir “Escritor de Canções” e compões musicas para curtas metragens. Pelo meio vai obtendo enormes sucessos com actuações no Coliseu dos Recreios e em digressões que faz pelo país. Participa como actor no teatro e em alguns filmes de valor reduzido.
Em 1993 edita o álbum, “Tinta Permanente” que conta com a colaboração de João Esteves Silva, nos arranjos e Teresa Salgueiro, Filipa Pais e Sandra Fidalgo como intérpretes. A seguir edita, “Domingo No Mundo” com poemas de Rimbaud, Alexandre O’Neill e José Afonso.
Em 2001, comemora com um espectáculo de grande êxito os 30 anos da sua extraordinária obra musical, nos quais apresenta uma Colectânea de Canções de Amor (Afinidades). Partilha ainda com grandes músicos da cena portuguesa, num noutro espectáculo belíssimo espectáculo.
O Sérgio, esteve em Castelo de Vide, em 2009, apresentando o seu último livro “Afrontamento”, na Biblioteca Municipal. Nessa ocasião tive o privilégio de falar com o artista, trocando impressões sobre a sua obra magnífica. Na altura recordei-lhe uma das cenas que presenciei num dos filmes que foi rodado em Castelo de Vide e de que nenhum de nós se lembra de o ter visto depois. Tratou-se segundo me disse de mais um dos muitos episódios da sua multifacetada vida artística.

Mas é sem dúvida a música que comanda o primado das suas paixões e onde tem ganho projecção mundial como um dos compositores e músicos mais célebres da sua geração. Neste dia em festeja os seus 66 anos de idade, envio-lhe um abraço fraterno de amizade manifestando o desejo para que continue a dar-nos o seu melhor como Poeta, Músico e Compositor.
Parabéns e longa Vida!
De um amigo e admirador sincero,
José Martins Raposo
31.08.2011
http://youtu.be/aMKHMcS7X3g
Português, Artista e Cidadão do Mundo Exemplar!
O Sérgio faz parte da Geração de Ouro da música popular portuguesa, emparceirando com os nomes de Fausto, J. Mário Branco, Vitorino, Luís Cília, Pedro Barroso, Jorge Palma, Fernando Tordo, Francisco Fanhais, Paulo de Carvalho e outros que não relembro de momento, mas que souberam com grande mérito e dignidade, dar seguimento à Obra de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
As minhas referências neste estilo musical, visam apenas qualificar os intérpretes mais conhecidos da minha colectânea que como os meus amigos sabem é bastante diversificada e não contempla apenas este género musical.
Hoje importa falarmos de Sérgio Godinho, porque é o dia do seu 66º. Aniversário e acima de tudo porque é um músico que muito admiro e estimo.
A primeira vez que ouvi falar do seu Sérgio foi quando entrou na célebre peça musical “Hair”. Estávamos em 1969 e o nosso artista estava em França depois de se ter escapado ao serviço militar e de ter passado pela Suíça. É neste país que conhece Luís Cília e José Mário Branco, iniciando uma amizade e colaboração que ainda hoje perdura.
Colabora como músico e letrista no álbum “Mudam-se Os Tempos, Mudam-se as Vontades” de JMB em 1971 e nesse mesmo ano, edita o seu primeiro LP, “Romance de um dia de Estrada”.
No ano a seguir edita “Sobreviventes” que é muito bem aceite pela crítica e com o qual ganha o Prémio de Melhor Disco Português, atribuído pela Casa da Imprensa. Seguem-se “Pré-História” e “À Queima Roupa”, todos alcançam enorme sucesso
As suas deambulações continuam pela Holanda, Brasil e Canadá. Neste último país, junta-se ao teatro “Génesis” e casa-se com Shila em Montreal, no ano de 1972.
Volta a Portugal depois do 25 de Abril e participa em conjunto com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do Filme “A Confederação” de Luís Galvão Teles” e escreve a canção-tema do Filme “Os Demónios de Alcácer Quibir” de José Fonseca e Costa e escreve a música do Filme “Kilas o Mau da Fita” do mesmo Realizador.
Em 1978, edita “Nós Por Cá Todos Bem”, seguindo-se “Pano Cru” e Campolide, todos com êxito absoluto.
Em 1981, ganha o Disco de Prata, com o álbum “Canto da Boca”. É neste álbum que se encontram algumas das canções mais populares de Sérgio Godinho, entre as quais se distinguem, “Com um Brilhozinho nos Olhos”, “O Porto Aqui Tão Perto” e “É Terça Feira”. Recebe o Sete de Ouro de melhor cantor português do ano.
No ano a seguir volta ao Brasil e é preso injustamente acusado por possuir droga, quando na verdade, tudo se deveu às suas posições políticas que a ditadura militar quis castigar duramente. Só o protesto que se levantou na opinião pública, em sua defesa a nível mundial, conseguiu a sua libertação forçada. “Os Sobreviventes” é um álbum composto com letras que denunciam este difícil período vivido pelo artista.
Volta a participar no teatro, na peça “Um jeep em Segunda Mão” e edita “Salão de Festas” e “Na Vida Real” com algum sucesso.
Em 1989, ganha o Prémio José Afonso, com o LP “Aos Amores”, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora. Edita a seguir “Escritor de Canções” e compões musicas para curtas metragens. Pelo meio vai obtendo enormes sucessos com actuações no Coliseu dos Recreios e em digressões que faz pelo país. Participa como actor no teatro e em alguns filmes de valor reduzido.
Em 1993 edita o álbum, “Tinta Permanente” que conta com a colaboração de João Esteves Silva, nos arranjos e Teresa Salgueiro, Filipa Pais e Sandra Fidalgo como intérpretes. A seguir edita, “Domingo No Mundo” com poemas de Rimbaud, Alexandre O’Neill e José Afonso.
Em 2001, comemora com um espectáculo de grande êxito os 30 anos da sua extraordinária obra musical, nos quais apresenta uma Colectânea de Canções de Amor (Afinidades). Partilha ainda com grandes músicos da cena portuguesa, num noutro espectáculo belíssimo espectáculo.
O Sérgio, esteve em Castelo de Vide, em 2009, apresentando o seu último livro “Afrontamento”, na Biblioteca Municipal. Nessa ocasião tive o privilégio de falar com o artista, trocando impressões sobre a sua obra magnífica. Na altura recordei-lhe uma das cenas que presenciei num dos filmes que foi rodado em Castelo de Vide e de que nenhum de nós se lembra de o ter visto depois. Tratou-se segundo me disse de mais um dos muitos episódios da sua multifacetada vida artística.

Mas é sem dúvida a música que comanda o primado das suas paixões e onde tem ganho projecção mundial como um dos compositores e músicos mais célebres da sua geração. Neste dia em festeja os seus 66 anos de idade, envio-lhe um abraço fraterno de amizade manifestando o desejo para que continue a dar-nos o seu melhor como Poeta, Músico e Compositor.
Parabéns e longa Vida!
De um amigo e admirador sincero,
José Martins Raposo
31.08.2011
http://youtu.be/aMKHMcS7X3g
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