FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















segunda-feira, 23 de julho de 2012

MARIA JOÃO PIRES

UMA DAS MELHORES PIANISTAS PORTUGUESAS
Maria João Pires nasceu em Lisboa, no dia 23 de Julho de 1944. Menina-prodígio com uma inclinação musical fora do vulgar, começou a tocar com cinco anos e deu o seu primeiro concerto aos sete com uma peça de Mozart. Este compositor seria aliás um dos seus preferidos durante a sua longa carreira que entretanto foi aumentando os seus conhecimentos musicais, nos melhores Conservatórios da Europa. Em Portugal estudou com os Professores Campos Coelho e Francine Benoit
Em 1970, ganhou o 1º. Prémio do Concurso do Bicentenário de Beethoven, realizado em Bruxelas, o que lhe valeu o reconhecimento internacional como pianista de grande mérito.
Seguiram-se os espectáculos por todo o mundo, actuando a solo, ou acompanhando grandes orquestras sob a batuta de famosos maestros e compositores. O seu repertório criteriosamente escolhido em obras de Mozart, Beethoven, Schuman, Schubert e Chopin, aumentou o enorme prestígio junto de um vasto mas exigente público que continua a preferir os grandes clássicos.
Maria João Pires foi uma das intérpretes seleccionadas para integrar a colecção discográfica, “Great Pianists Of The 20th Century” editada no ano 2000 pela Philips.
Com uma carreira fulgurante recheada de enormes êxitos, a pianista que entretanto tinha alcançado o mais cume da fama, viu-se rodeada de muitos amigos que professavam a mesma paixão pela música. Uns como intérpretes, outros como professores, incentivaram a nossa pianista na criação pessoal de um enorme projecto de ensino da música e do bailado, a que deu o nome de Centro Para o Estudo das Artes em Belgais – Castelo Branco”.
Chegados aqui, permitam-me o desabafo – Os responsáveis políticos e governamentais do nosso país, não têm uma relação saudável com as artes e os seus criadores. São inúmeros os exemplos de incompreensão e por vezes até de perseguição a que escritores e artistas de grande mérito têm sido confrontados. A perversa tacanhez, ignorância, inveja, e a maldade de certos responsáveis pela cultura, têm dado azo a que a maior parte dos nossos geniais intérpretes, compositores e escritores, tenham que emigrar para sobreviver.
Com Maria João Pires foi o que aconteceu, perante um projecto que em qualquer parte do mundo seria apoiado e acarinhado (até da Venezuela nos vem o exemplo do extraordinário trabalho nesta área), aqui o que a pianista recebeu foi uma constante obstrução por parte de pessoas altamente responsáveis que tudo fizeram para destruir o Centro de Artes de Belgais. Não há talento por mais força e arte que tenha que consiga sair vitorioso contra a ignorância, e a estupidez arrogante dos poderosos.
Maria João Pires que para além de ser uma genial pianista, tem valiosos conhecimentos musicais e estava acompanhada por amigos com prestígio que estavam empenhados em ajudar no bom funcionamento do Centro. O país só tinha a ganhar. Com o fim deste projecto o país ficou mais pobre.
A sua desistência do projecto deve ter sido muito traumática para a artista. Por isso não me surpreende que a sua mágoa a tenha levado para outras terras. Quem sabe, talvez nesses lugares consiga alcançar o objectivo que sonhou realizar em Portugal.

Não é difícil gostarmos de Maria João Pires, como intérprete e como pessoa. Lutadora pelos seus ideais, vertical e humanista, merecia ter vencido, aqui onde nasceu.
Neste dia do seu 68º. Aniversário aqui fica a minha modesta mas sentida homenagem e a solidariedade de um seu admirador, eternamente grato pelo que conseguiu fazer, na divulgação e no ensino musical.
Parabéns e obrigado Maria João Pires!
Martins Raposo
CV-23,07.2012
http://youtu.be/srfbdxAYIZ4

sábado, 21 de julho de 2012

ERNEST HEMINGWAY
UM DOS MELHORES ESCRITORES AMERICANOS 

Hemingway, é um dos grandes escritores americanos por quem nutro uma profunda admiração e respeito pela sua obra de incomensurável valor. Já em tempos escrevi sobre o seu livro “O Velho e o Mar” que na altura associei a uma grande figura de quem fui amigo e que morreu em circunstâncias trágicas na Foz do Rio Kwanza, em Angola. Mas hoje não se trata de falar do António Luís, foi um dos melhores pescadores de espadarte em toda a África Austral. Morreu tentando salvar o Pai, na rebentação do Rio.


O “Papa Hemingway” viveu furiosamente, ardendo de paixões desenfreadas por belíssimas mulheres. As suas aventuras ficaram inscritas nos seus livros que são ao mesmo tempo um documento fantástico sobre uma época e sobre os acontecimentos mais marcantes do Sec. XX, como foi a Guerra Civil Espanhola que registou no livro “Por quem os Sinos Dobram” e da IIª. Grande Guerra, com o livro, “O Adeus às Armas”. Em Espanha apaixonou-se pela tauromaquia e conviveu de perto com os mais famosos toureiros. Desta sua experiência resultou o livro “O Sol também se Levanta”. Gostava de pescar e de caçar, o seu livro “As Verdes Colinas de África”, reproduzem cenas de caça inigualáveis.

                                                                               


Ernest Hemingway foi um escritor que abraçou causas nobres tendo sofrido alguns reveses e perdido algumas amizades, pelas suas opções corajosas.


Hemingway, nasceu em Oak Park, no dia 21 de Julho de 1899 e suicidou-se no ano de 1961, no dia 02 de Julho. Tal como a maioria dos seus personagens o seu fim foi uma tragédia pessoal e uma grande perda para a literatura.
Aqui fica o registo e o apreço pelo escritor e pelo homem que se identificou no seu tempo com povos cujos dramas conheci de perto, embora em contextos diferentes.
Martins Raposo
CV-21.07.2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

                       ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

                             “UMA ESTRELA GIGANTE”
Foi um “GIGANTE DA CULTURA POPULAR PORTUGUESA” com talento, grande generosidade e uma paixão determinada na defesa dos valores da nossa cultura popular, servindo-se da sua belíssima voz para divulgar os melhores poetas portugueses, escolhendo naturalmente todos aqueles que de acordo com os seus ideais defendiam a conquista da Liberdade, numa altura em que as “hienas” ao serviço da ditadura salazarenta perseguiam todos os que se erguiam em defesa dos valores Democráticos e Progressistas.
“O que pretendo fazer – afirmou Adriano nos inícios da sua carreira – é, honestamente, renovar a música portuguesa, tentando um caminho que não seja o único, dizendo às pessoas algo mais do que as chachadas”alienatórias que por aí se cantam”.
Quando Adriano chega a Coimbra em 1959, segue na esteira de Edmundo Bettecourt, Artur Paredes, Fernando Machado Soares e do Zeca Afonso, dando o seu melhor para a criação do movimento da balada que apostava fortemente na mudança de novos ritmos e letras que se inseriam na nova cação de resistência.
Nesta fase Adriano dá a sua voz a poemas de Reinaldo Ferreira, Manuel Alegre, Fiame Hasse Brandão, Urbano Tavares Rodrigues e Borges Coelho. Com músicas de José Afonso, Luís Cília, José Niza, António Portugal e Rui Pato. Ao mesmo tempo apresentava com sucesso as suas próprias composições. Vivia-se o tempo da Praça da Canção em Armas por um novo mundo.
 Em 1963, grava o EP, “Trova do Vento Que Passa”, um Poema de Manuel Alegre, com António Portugal e Rui Pato a acompanhar a voz de Adriano que nos diz: Mesmo na noite mais triste/ Em tempo de Servidão/ Há sempre alguém que resiste/ Há sempre alguém que diz não.. Esta canção torna-se de imediato um dos maiores hinos de resistência e de contestação ao regime ditatorial, a par dos “Vampiros” de Zeca Afonso, gravado no mesmo ano.
O “Canto e As Armas”n editado em 1969, com poemas de Manuel Alegre, marca uma data histórica na nova canção portuguesa, anunciando com coragem invulgar os ventos de mudança da História. Segue-se o álbum “Cantaremos” com Poemas de Rosália de Castro, Manuel Alegre, António Gedeão e Assis Pacheco, com o apoio musical de Rui Pato, José Niza e Carlos Alberto Moniz.
O Outono de 1971 marca de facto, o momento mais importante da mudança radical, imposto pelo movimento da “Nova Canção” com “Cantigas de Maio” de Zeca Afonso, “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, “Os Sobreviventes” de Sérgio Godinho e “Gente Daqui e de Agora” de Adriano Correia de Oliveira. Sobre este movimento recolhemos o depoimento de José Niza que nos dizia – “Foi esse Outono, um Outono musical histórico. O Outono de uma viragem decisiva na evolução da música popular portuguesa”.


                                       
O álbum “Gente Daqui e de Agora” é uma das obras imprescindíveis para compreendermos a evolução da MPP, seguindo rigorosamente os princípios enunciados por Adriano que nos diz – “A intenção é a de dar voz à poesia que tratem de temas que tenham a ver com a nova realidade social”. Na canção “E Alegre Se Fez Triste” Poema de Manuel Alegre, ouvimos a voz do Adriano – Aquela clara madrugada que/viu lágrimas correram no teu rosto/ e alegre se fez triste como se/ chovesse de repente em pleno Agosto…
Quando chegámos ao 25 de Abril, Adriano lançou o álbum “Que Nunca Mais” com poemas de Manuel da Fonseca que na altura a crítica considerou um dos melhores álbuns do cantor. Uma das canções mais famosas deste álbum, “Tejo Que Lavas No Rio” que muita gente desconhece ser daquele escritor Alentejano.

Os anos próximos são de grandes e pequenos espectáculos, percorrendo o País de lés a lés, passando por cidades e aldeias, levando a mensagem das suas canções de intervenção, junto de um povo que em muitos sítios nunca tinha ouvido a sua voz e a sua música. Fazia esse trabalho junto do povo, com imensa alegria, generosamente, não recebendo nada em troca, para além de um bom petisco e um bom vinho de que era apreciador.
Os anos passam e algumas situações políticas trazem-lhe o amargo da desilusão. Já então os “fariseus” da política portuguesa, se lançavam encarniçadamente contra os ideais do 25 de Abril, atacando as suas conquistas mais emblemáticas, como foi o caso da Reforma Agrária que começou logo no ano de 1975, no Governo de Mário Soares, com António Barreto, ambos servirem de carrascos destruidores de uma das mais belas conquistas da Revolução.
Adriano lança em 1978, “Notícias de Abril” que relatam a sua experiência em Trás-os-Montes, junto de um povo que ainda tinha muito por descobrir da sua música tradicional e popular. A canção “na Herdade dos Cortiços” põe nas palavras de um pastor essa frase de imenso significado –“Homem que manda no homem/como quem manda no gado/não cabe aqui entre a gente…”. É mais uma canção de denúncia, mas cheia de esperança.

Apesar das contrariedades, do silêncio a que parte da comunicação social ostensivamente o cercavam, Adriano continuava incansável a trabalhar em projectos musicais de grande qualidade, como foi o álbum “Cantigas Portuguesas” uma obra feita com o brilhante profissionalismo a que o artista já nos habituara., onde pontuam as canções: Lira, Canto dos Ceifeiros e Quando eu Chegar ao Barreiro e a Canção do Linho” que nos diz: “Já se vai tecendo no Norte/um linho novo/Já se vai mudando a sorte/da nossa gente/ do nosso povo…ou então este verso tão denso e esperançoso – “Eu canto o Alentejo novo e colectivo/ Como quem canta um amigo que parte/Ninguém pode vencer um povo que resiste/ E tem Catarina por estandarte”.
Adriano morre no dia 16 de Outubro de 1982, em Avintes, sua terra natal, tem apenas 40 Anos de idade e uma montanha de projectos por concretizar, alguns já quase em fase de conclusão e que serão postumamente editados.
Todos os Escritores, Poetas, Músicos e Compositores que trabalharam com o Adriano Correia de Oliveira ou que simplesmente tiveram o privilégio de o conhecer, são unânimes em lhe tecerem os maiores louvores, reconhecendo o seu génio como intérprete e compositor e ao mesmo tempo a verticalidade e coerência com que sempre defendeu o seu ideal humanista. Defensor acérrimo dos mais desfavorecidos, incansável lutador da liberdade, da fraternidade e da igualdade.
José Niza, caracteriza assim o Adriano –“ Porta-voz da juventude dos anos difíceis de 60, trovador da resistência ao fascismo e à guerra colonial, Adriano cantou os grandes poetas da sua geração. O que Manuel Alegre escrevia na clandestinidade, no exílio, na guerra, Adriano cantava. E, cantando, a poesia ganhava novas dimensões, andava de boca em boca, transformava-se em armas corrosivas do sistema, impossível de encarcerar – Não se pode cortar a raiz ao pensamento – como diz o Poeta”.
Manuel Alegre na hora da despedida do grande cantor, também não lhe poupou elogios: “Adriano Correia de Oliveira foi e é um dos grandes símbolos duma luta de uma geração. Uma geração marcada, que ao longo deste ano viu partir alguns dos seus. Ele foi o mais corajoso dos trovadores do seu tempo, o mais generoso. O que mais deu e o que menos quis para si”
Vou terminar esta pequena homenagem registando mais uma vez as palavras de um dos seus melhores amigos, que nunca o traiu, nem abandonou e que definiu quanto a mim de uma forma absolutamente genial o verdadeiro carácter e a personalidade de uma dos melhores cantores de todos os tempos. As palavras finais são de José Niza: “Disse há dias numa entrevista que o Adriano era o Salgueiro Maia da revolução dos cravos que as suas canções ajudaram a fazer. É que ele arrancou com elas como se fossem carros de combate que, naquela noite de Abril, saíram de Santarém. Sem medo, como Salgueiro Maia.
Não quis benesses. Não quis coisa nenhuma, como Salgueiro Maia. Não tirou o lugar a ninguém. E assistiu paciente, à subida daqueles que trepavam nas suas costas. Sem sequer os sacudir.
Morreu pobre, como sempre foi, não quis enriquecer, não quis servir-se do seu nome para ser vedeta. Não cedeu a ninguém, a nenhuma coisa. Não se vendeu por preço nenhum”.
O nosso país tem tido ao longo da sua história alguns heróis que lutaram pelas suas ideias até à morte. Grande parte foi deliberadamente esquecida com as habituais barras de silêncio impostas por pessoas que têm interesse em reescrever a história à sua maneira, servindo-se de todos os falsos pretextos para destruir os feitos e as obras, daqueles que se baterem pelos ideais da democracia e da liberdade.
Adriano Correia de Oliveira, tem sido vítima deste processo. Digamos o mesmo em relação a todos os seus companheiros de que relembrarei alguns dos nomes, como Carlos Paredes, Fausto, José Jorge Letria, Sérgio Godinho, Francisco Naia, Fernando Tordo, Luís Cília, Zeca Afonso, Vitorino, José Mário Branco, Luísa Basto, Samuel, Padre Fanhais, Pedro Barroso, Pedro Caldeira Cabral, José Barata Moura, Júlio Pereira, Maria Guinot, Rão Kyao, Carlos Mendes, Ermelinda Duarte, Janita Salomé, Manuel Freire e muitos, muitos outros.
A indicação destes nomes que alguns críticos podem acintosamente dizer que nem todos foram heróis da resistência e já não falo dos Grupos Musicais que os houve também de grande valor, eu direi apenas que nunca é demais lembrarmos as vítimas do ostracismo e do silêncio imposto para que os mais novos não cheguem a conhecer os nossos cantores mais emblemáticos na luta contra o fascismo. "A lavagem da história" continua e os seus hediondos autores continuam a sua obra destruidora e criminosa.
Recuso-me a assinalar os nomes com graus de distinção ilimitada. Quero dizer, tenho sérias dificuldades em dizer – este ou aquele é o maior de todos! Tenho uma grande admiração por todos que dentro das suas capacidades, conhecimentos e qualidades naturais souberam impor a sua obra, mas repugna-me ouvir gente de duvidosa estirpe, classificar hipocritamente como o maior, seja ele, cantor, músico, poeta ou escritor, como sendo o maior de todos, deixando muitos jovens na dúvida. Por isso considero que todos os nomes que mencionei tiveram e alguns felizmente ainda têm o direito de pertencer a essa grande plêiade de lutadores pela Democracia e pela Liberdade.
Adriano está entre os maiores cantores de todos os tempos! É sem dúvida um dos heróis do 25 de Abril.
VIVA O 25 DE ABRIL!
25 de Abril de 2012
NOTAS: In Livro "Adriano Correia de Oliveira -Vida e Obra por Mário Correia

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

UM ESCRITOR QUE MARCOU A SUA ÉPOCA!

                          JOHN STEINBECK

John Ernst Steinbeck, nasceu em Salinas a 27 de Fevereiro de 1902, falecendo em 1068 apenas com 66 anos, mas que nos deixou uma obra impressionante, com grande densidade humana e social que levou a Academia a galardoar o escritor com o Prémio Nobel em 1964.
Não teve uma juventude fácil mas desde sempre lutou para se impor no mundo das letras, enfrentando os desaires e as dificuldades com uma vontade férrea, trabalhando em condições muito difíceis para prosseguir os estudos.
O seu primeiro livro, “A Taça de Ouro”, foi apresentado em 1925, seguindo-se “Pastagens do Céu” e “A Um Deus Desconhecido”. No início a crítica não foi muito favorável e só com o romance “Boémios Errantes” acabou por lhe ser concedida a medalha de ouro do Commonwealt Club de São Francisco.
Jay Parini, diz-nos que o escritor “recusou sempre qualquer tipo de enquadramento… e que lutou durante mais de uma década para se estabelecer como escritor…”
A sua obra reflecte as preocupações sociais e os conflitos geracionais da época. No Romance “As Vinhas da Ira” o autor descreve-nos um País com dificuldades económicas e exploração desenfreada dos empresários com os trabalhadores agrícolas que de forma anárquica e desorganizada seguiam os protestos individuais. John Steinbeck recebeu o Prémio Pulitzer com este romance que foi levado à tela pelo Realizador John Ford, tendo Henry Fonda desempenhado a figura principal com uma extraordinária e emocionante interpretação.
Com o Romance “A Leste do Paraíso” o escritor descreve-nos em pormenor a região onde nasceu, através da história de duas famílias de fazendeiros, com os seus dramas familiares e as dificuldades em gerir as suas empresas com dificuldades na inovação, no escoamento dos seus produtos e com os problemas climáticos. Elia Kazan adaptou ao cinema este romance de uma forma muito especial, com uma boa equipa de actores entre os quais se distinguiu o jovem James Dean que representa já neste filme a figura do rebelde incompreendido que vai repetir nos papeis que lhe foram distribuídos.
Foram 17 os romances que foram adaptados ao cinema por diversos realizadores, nem sempre com o total acordo do escritor que achava por vezes a sua obra desvirtuada do sentido real que empregou na descrição das personagens e dos lugares.
Continuando a citar o seu mais conhecido biógrafo, Jay Parini, “Steinbeck é o último de uma geração de escritores americanos que incluiu F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingay e William Faulkner…jamais perdeu a legião de admiradores que ainda hoje fazem de seus livros sucesso em todo o mundo”.
Partilho inteiramente da opinião de Parini. John Steinbeck, foi a par dos escritores citados que li com a consciência de que a sua obra teve a coragem e o mérito de ser polémica ao apontar as fragilidades e contradições de um sistema que mais tarde se transformaram numa desumana e desenfreada exploração do homem pelo homem.
Para além destes romances devo realçar, “A Um Deus Desconhecido”, “Ratos e Homens”, “O Inverno do Nosso Descontentamento” e “Viva Zapata”.
Uma grande parte da minha geração foi influenciada por estes escritores Americanos, modelando os seus ideais e partilhando as suas preocupações, não sendo os únicos que na época se debatiam pelos princípios fundamentais da Democracia. Não devemos esquecer outros grandes romancistas de outros países e particularmente dos escritores portugueses, alguns dos quais tenho vindo a mencionar neste blogue.
Mas hoje é a John Steinbeck que quero render a minha simples homenagem, pela sua obra que o coloca entre os melhores escritores do Sec. XX.
CV – 27.02.2012
Martins Raposo
Dados Recolhidos: Wiquipédia, Enc. Focus e Internet

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

QUANDO A ARTE SAI VENCEDORA...

SIDNEY POITIER

UM GRANDE ACTOR QUE CONSEGUIU VER RECONHECIDO O SEU TALENTO NUMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA MAS AINDA COM GRANDES PRECONCEITOS RACIAIS.
Sidney Poitier, nasceu em Miami, no dia 20 de Fevereiro de 1927. Não foi fácil a sua ascensão no mundo do cinema. O seu talento só foi reconhecido pela persistência e pelo indiscutível mérito artístico demonstrado nas inúmeras e diferentes personagens que foi desempenhando.
Trabalhou ao lado de grandes actores de cinema e sob a direcção de realizadores que ajudaram Sidney a alcançar o sucesso e a primazia de ter sido o primeiro negro a ganhar o Óscar de Melhor Actor Principal, pelo papel desempenhado no Filme “Uma Voz nas Sombras”, realizado por Ralph Nelson. Em 2002, Sidney Poitier foi galardoado com o Óscar Honorário pelo conjunto da sua obra. Outros grandes Filmes se seguiram como “Adivinhem Quem Vem Jantar” de Stanley Kramer, “No Calor da Noite” de Norma Jwison e “O Ódio é Cego” de Joseph Mankiewicz.
                                     
 A minha modestíssima homenagem, para além do reconhecimento pessoal do seu enorme talento como actor de cinema, tem como objectivo o de registar o exemplo de coragem e determinação demonstrada ao longo da sua carreira, acabando por ser reconhecido e premiado o valor incontestável da sua obra.
Não consigo decidir de qual dos dois filmes gostei mais, se em “Advinhem Quem Vem Jantar” que Sidney contracenou ao lado do famoso par Katherine Hepburn e Spencer Tracy se “No Calor da Noite” em que disputou com Rod Steiger as duas melhores interpretações de sempre destes actores. A verdade é que não me canso de os rever sempre que posso.
Se tivermos em conta, os preconceitos raciais que predominavam em muitos sectores da sociedade americana na sua juventude, temos a obrigação de  saudar a sua postura de cidadão. Foi sempre com grande  dignnidade que se assumiu como defensor dos direitos civis, solidário com os movimentos sociais que pessoalmente apoiou em diversas ocasiões. Apesar de nos últimos anos ter deixado de actuar com frequência no cinema, Sidney continua a ser um dos actores mais queridos e respeitados do seu país.
Dados Recolhidos na Imprensa e Internet.
CV-20.02.2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ESTRELAS DE SEMPRE

                                        CARLOS PAREDES
                                     UM GÉNIO ADMIRÁVEL
                                 
                                          
                                           "Quando eu morrer, morre a guitarra também.
                                             O meu pai dizia que, quando morresse,
                                             queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele.
                                             Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.”
Carlos Paredes nasceu em Coimbra, no dia 16 de Fevereiro de 1925. Filho do Mestre e compositor Artur Paredes, o jovem recebeu na sua juventude fortes influências do estilo coimbrão no qual a família Paredes se tinha destacado.
Quando a família se mudou para Lisboa, Carlos Paredes ainda não tinha definido a carreira a seguir, dividido entre os conselhos da mãe e os sons da guitarra do Pai.
Aos 24 anos entra para o funcionalismo público, retardando por isso a sua ascensão que não foi rápida nem fulgurante no seu início.
Só a partir de 1957 é que edita como acompanhador os seus primeiros trabalhos. Entretanto, sendo conhecida a sua oposição ao salazarismo, a PIDE levou-o para a prisão e o regime moveu-lhe um processo disciplinar expulsando-o da função pública.
                                     
Há males que vêm por bem (com todo o respeito pela forma digna como sempre se comportou), é a partir desta data que Carlos Paredes se dedica mais afincadamente à execução e composição de algumas das suas melhores obras.
Em 1962 grava o seu primeiro EP a solo, com a colaboração de Fernando Alvim e logo a seguir escreve as Bandas musicais dos Filmes “Verdes Anos” e “Mudar de Vida” de Paulo Rocha. Seguiram-se muitos outros trabalhos, entre eles para uma Peça Teatral de José Cardoso Pires, “O Render dos Heróis” e para a peça “António Marinheiro”de Bernardo Santareno.
                                        
A edição do LP “Guitarra Portuguesa” com a colaboração de Alain Houlman e do “Movimento Perpétuo” reafirma o seu génio como compositor e intérprete da guitarra portuguesa. Entretanto colabora musicalmente em peças do Grupo de Teatro de Campolide e participa na edição de um disco de Poemas de José Carlos Ary dos Santos.
Com o 25 de Abril, vemos Carlos Paredes empenhado fervorosamente na participação de numerosos espectáculos populares, animando musicalmente algumas sessões públicas do PCP, partido a que sempre pertenceu.
Foi também a partir dos anos 70 e 80, que a sua obra começou a ser conhecida internacionalmente, tendo sido convidado a tocar com outros grandes intérpretes a nível mundial e actuar em espectáculos de grande sucesso no país e no estrangeiro.
A fama e o génio do artista consolida-se e em 1992, “O Homem Dos Mil Dedos” foi homenageado numa série de grandes espectáculos musicais a que se associaram muitos dos nossos melhores artistas. Ainda neste ano foi-lhe atribuída pelo então Presidente da República, Mário Soares, a Comenda da Ordem de Santiago e Espada.

                                          
Nos últimos anos da sua brilhante carreira, teve a seu lado como acompanhante da guitarra, a jovem Luísa Amaro que é hoje já uma artista consagrada, tem dedicado a sua vida à execução e divulgação da obra de Carlos Paredes.
O Professor e Mestre da guitarra, António Eustáquio adoptou nos últimos anos o Guitolão como instrumento de sua predilecção nas obras que executa com reconhecido mérito pessoal, tendo participado em espectáculos de grande qualidade e enorme sucesso popular.
                                    
O Guitolão foi construído por Gilberto Grácio a pedido de Carlos Paredes que pretendia composições com sonoridades particulares que a Guitarra Clássica não conseguia atingir. Infelizmente a saúde do grande músico e compositor foi-se deteriorando a partir do ano de 2003, vindo a falecer em 23 de Julho de 2004.
Carlos Paredes ficará para sempre conhecido como um dos mais carismáticos guitarristas portugueses, com um estilo pessoal inconfundível e de grande beleza estética em que predominam as “variações livres” com um lirismo que por vezes atingem um dramatismo muito singular. Ele é de facto, “um símbolo ímpar da cultura portuguesa”.
CV-16.02.2012
Martins Raposo

DADOS RECOLHIDOS: Enciclopédia da Música Em Portugal no Século XX, de Salwa Castelo-Branco, Wiquipédia e Youtube.

ESTRELAS DE SEMPRE!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

OS SINDICATOS FAZEM FALTA E RECOMENDAM-SE!

                                                O TERREIRO DO POVO
"Sindicalismo é o movimento social de associação de trabalhadores assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma doutrina política segundo a qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da sociedade." In Wiquipédia.
Foi graças à dinâmica e força dos Sindicatos que apoiados pelos seus associados conseguiram alcançar para todos os trabalhadores em geral, alguns dos direitos fundamentais que hoje estão seriamente ameaçados. O Horário de Trabalho, Os Vencimentos e as Férias foram introduzidos em Contractos de Trabalho, com lutas que duraram anos e levaram muitos dos seus líderes a serem presos e discriminados na sua vida profissional. Só os patrões, a inexperiência de vida dos muito jovens e todos aqueles que se deixaram contaminar radicalmente pelas ideias anti – sociais, anti-sindicalismo, anti – tudo o que sejam Organizações que lutam por defender os legítimos direitos dos trabalhadores, podem explodir o seu veneno contra o Sindicalismo.
Para esses só uma resposta como a que foi dada hoje na Praça do Comércio, por mais de 300.000 pessoas que manifestaram claramente que os Trabalhadores estão unidos e sabem que só devidamente organizados, poderão enfrentar o ataque feroz que o sistema defendido pelo Governo, está a infligir a todos os que trabalham neste país. Foi muito feliz a ideia de chamar àquele local “O TERREIRO DO POVO”. Pessoalmente, penso que era urgente haver em Lisboa, um lugar que sirva de referência, para que os Sindicalistas, os Desempregados, os Indignados, os Precários, a Geração à Rasca e os Partidos Políticos possam manifestar pacificamente as suas ideias.
                             
Já agora, gostaria de deixar aqui expresso a solidariedade com todos os manifestantes e com os responsáveis da CGTP que organizaram esta histórica manifestação. A todos os incautos que se têm deixado imbuir das velhas ladainhas que intencionalmente são lançadas nestas ocasiões de mudança, devem reflectir muito seriamente sobre a sua ingénua forma de colaborar com os inimigos do Sindicalismo.

 Refiro-me à ideia que sempre tenho defendido de que um "Grande Homem de Causas", nunca trabalha sózinho e quando passa o testemunho sabendo cumprido o seu dever, tem a consciência plena de que o seu legado vai ser entregue a responsáveis que estão perfeitamente à altura de assumir com nobreza os compromissos que ele defendeu. Estou naturalmente a referir-me à saída honrosa de Carvalho da Silva que sempre admirei como um dos grandes defensores do Sindicalismo em Portugal.

Estou confiante de que com Arménio Carlos e a sua equipa, os trabalhadores do meu país estão dignamente representados e que a luta vai continuar com a mesma determinação e coragem que os antecessores dirigentes souberam honrar a CGTP.  A  única Central Sindical que tem sempre defendido os direitos dos trabalhadores com grande determinação, coerência e dignidade.
Parafraseando São José de Almeida, “OS SINDICATOS FAZEM FALTA E RECOMENDAM-SE”!
CV – 11.02.2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ESTRELAS DE SEMPRE

                                  MOZART  - DE MENINO PRODÍGIO,

                      A COMPOSITOR GENIAL
Não é fácil escrever sobre uma figura tão carismática e ao mesmo tempo tão festejada por instituições públicas e privadas, como tem sido Mozart. Quase toda a gente conhece a biografia e uma grande parte das obras deste genial compositor. Os livros e o cinema têm se encarregue de publicitar a sua obra e de descrever alguns dos factos mais marcantes de uma personalidade verdadeiramente popular, com dotes excepcionais na arte de executante e de compositor.
Aproveitando a passagem de mais um aniversário do seu nascimento que se deu a 27 de Janeiro de 1756 na cidade de Salzburgo, proponho-me humildemente a escrever sobre algumas das suas obras que mais admiro e mesmo assim condicionando o seu número porque na verdade é um dos compositores de que mais gosto de ouvir e que escreveu sempre com inegável qualidade.
                                      
Vários estudos apontam para mais 600 as obras que Wolfgand Amadeus Mozart compôs na sua breve passagem por este mundo. É verdade que foi um menino prodígio, com três anos de idade já deslumbrava os ouvintes com músicas difíceis que tocava ao piano e escreveu a sua primeira sinfonia apenas com 9 anos de idade. Até falecer compôs obras em vários estilos e temas com uma velocidade impressionante que deixava os amigos deslumbrados com a facilidade e rapidez de escrever obras originais.
Muitos dos seus companheiros testemunharam a disposição sempre alegre e divertida com que trabalhava. Podia estar a compor uma sinfonia ou uma sonata e ao mesmo tempo a conversar animadamente sobre os temas mais diversos.
Tinha uma enorme capacidade de aprendizagem e as numerosas viagens que fez por toda a Europa aumentaram o seu saber na convivência fácil que desenvolvia com outros músicos. Entre muitos outros, Mozart recolheu importantes conhecimentos musicais ministrados por Johan Christian Bach que lhe deu também a conhecer a melodia e o ritmo harmonioso das Óperas Italianas.
Outra das suas grandes amizades foi o compositor Joseph Haydn que influenciou o compositor nas suas primeiras sinfonias, sem desvirtuar as características pessoais que Mozart soube sempre imprimir nas suas composições com uma originalidade inconfundível.
Uma boa parte das suas obras foram encomendadas por personalidades de grande relevo, nos quais se contam soberanos e príncipes que possuíam muito dinheiro e influências. A todos o compositor tentou corresponder sempre com a máxima honestidade. Para Mozart o verdadeiro interesse era poder compor a sua música e apesar de ter passado por grandes dificuldades económicas ao constituír família, nunca deu grande importância ao dinheiro.
Constança
Mozart compôs em quase todos os estilos musicais conhecidos na época, desde Concertos para Instrumentos, Serenatas, Sinfonias, Minuetes e Música sacra. Das inúmeras sinfonias que escreveu, a minha preferência vai para a Sinfonia nº. 40, escrita em 1788 que Mozart escreveu após o falecimento prematuro de sua filha Theresia. É uma obra de grande melancolia dramática.

As “Bodas de Fígaro” quando foi apresentada em Viena, não recebeu o melhor acolhimento por um público sempre muito exigente. Foi em Praga que esta obra alcançou de imediato os favores do público e dos críticos, de tal forma que o compositor entusiasmado se comprometeu a escrever o “Don Giovanni” apresentado no ano a seguir, com grande êxito nesta mesma cidade.
Sem desmerecer o valor e a qualidade destas duas obras as minhas preferências vão para a “Flauta Mágica” que alguns críticos da arte têm assinalado como uma das melhores óperas a nível mundial. Esta obra foi estreada em Viena no ano de 1791 e reproduz uma história de amor integrada num ambiente favorecido pela filosofia iluminista em ruptura radical com o mundo antigo, defendendo os valores da liberdade, da justiça e da igualdade entre os homens.

O êxito alcançado com esta obra, veio a reanimar o estado de desânimo e de debilidade física que Mozart então estava vivendo. Com mais de 200 anos após a sua apresentação a Flauta Mágica continua a encantar os amantes de boa música influenciando artistas de variados ramos da cultura, como o cinema, o teatro e a literatura em geral.
Infelizmente a saúde do compositor foi-se agravando paulatinamente com a agravante de se sentir desamparado e desprotegido, passando os últimos anos da sua vida com grandes dificuldades económicas.
A sua última obra “O Requiem” é sem dúvida o prenúncio fatal de um génio que sentia aproximar-se o seu fim, convencendo-se que estava a escrever a sua música fúnebre. Não conseguiu terminar esta obra e os compassos de “Lacrimosa” foram ditados ao seu aluno Sussmayer no seu leito de morte. A sua esposa incumbiu este seu aluno e amigo de terminar o Requiem.
Ele que tinha dominado com a sua arte os salões mais ricos e famosos da Europa, faleceu numa situação de lamentável indiferença e abandono acompanhado apenas por sua esposa foi enterrado numa vala comum. A ingratidão dos homens para com aqueles “que por obras valorosas, se vão da lei da morte libertando” é a marca da distinção entre os que se elevaram com o seu génio à dignidade dos deuses e a profunda e mesquinha inveja que rói a as entranhas dos incapazes e dos inúteis.

Mozart faleceu no dia 05 de Dezembro de 1791. O seu génio como compositor ainda foi reconhecido em vida, mas o tempo tem consolidado e valorizado a sua obra como um dos expoentes máximos da música de todos os tempos.
CV – 27.01.2012
http://www.youtube.com/watch?v=nE7SbiKzDzE

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ESTRELAS NA 7ª. ARTE

                                            PAUL NEWMAN UM GRANDEE ACTOR!
Paul Newman, nasceu em 26 de Janeiro de 1925. Depois de se ter formado no Kenyon College, decidiu entrar para o Actors Studio dirigido por Lee Strasberg, tendo sido companheiro de outros nomes famosos como Marlon Brando, Al Pacino, Gene Hackman, Jack Nicolson e James Dean, isto para só falar de actores.

O seu primeiro papel de destaque foi no Filme de Robert Wise, interpretando a figura do lendário pugilista Kocky Graziano. Como nota à margem diga-se que este papel estava para ser interpretado por James Dean que a morte inesperada impediu de o fazer. Paul saiu-se muito beme apartir daí deu-se início à sua brilhante carreira, conseguindo-se impor com  talento à altura dos mais famosos da 7ª. Arte e a partir dos anos 50, o seu nome figurou como actor principal em filmes de grande sucesso, como “ Gata em Telhado de Zinco Quente, Paixões Desenfreadas; O Prémio, A Cortina Rasgada, A Cor do Dinheiro, Raquel Raquel, e muitos outros. Hud (O Mais Selvagem Entre Mil) foi o primeiro Filme que vi de Paul Newman, onde ele contracenavam com uma bonita actriz Patrícia Neal. 
                                                      
Praticamente trabalhou até falecer de doença cancerosa em 2008. Um dos seus últimos êxitos chama-se “Indomável - Assim é a Minha Vida” com o qual alcançou o Prémio o Urso de Prata como o melhor actor, no Festival de Berlim de 1995.Emparceirou algumas vezes com a Elisabeth Taylor do qual nos deixou essa magnífica interpretação de Gata em Telhado de Zinco Quente.
Aqui fica a minha modesta homenagem a esse grande actor de cinema que recriou com o seu enorme talento figuras inesquecíveis em filmes que aconselho vivamente a revisitar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

ESTRELAS DE SEMPRE

                                   PLÁCIDO DOMINGO
                                   UM TENOR DE OIRO!

Plácido Domingo, nasceu em Madrid, no dia 21 de Janeiro de 1941. Seus Pais trabalharam no Teatro e influenciaram o jovem Plácido, no ensino música que começou com aulas de piano. Aos 16 anos fez a sua estreia como cantor de zarzuelas, mas só em 1961, com a sua fabulosa interpretação de “Alfredo” na Traviata é que fez a sua entrada como cantor de ópera onde alcançou de imediato enormes sucessos que o levariam o público e a crítica considera-lo um dos melhores tenores de todos os tempos.
Plácido Domingo pode orgulhar-se de ter actuado nas mais famosas Óperas do Mundo e ao mesmo tempo de com as suas geniais interpretações ter contribuído para reforçar a notoriedade dos compositores, dando a conhecer ao grande público as suas obras. Trabalhou com os melhores maestros e teve a seu lado as melhores cantoras líricas do seu tempo, entre as quais se destacam Victoria de los Angeles, Teresa Berganza, Montesserrat Caballe e Renata Tebaldi, entre muitas outras.
Num determinado momento, o mundo teve o privilégio de contar com a amizade que se estabeleceu entre os três mais famosos cantores de ópera, Luciano Pavaroti, José Carreras e o Próprio Plácidoi Domingo que constituiram o grupo dos "Três Famosos Tenores", encantando as plateias de todo o mundo, com espectaculos que ficaram memoráveis.
                                  
A sua estreia oficial no Metropolitan Ópera House de Nova Iorque, deu-se no ano de 1968, tendo participado em 21 aberturas de temporadas do “Met”, superando o recorde que pertencia a Enriço Caruso.
A sua carreira triunfal tem sido justamente premiada com os melhores prémios musicais e as distinções mais honrosas entre as quais destacamos os sete Prémios Grammys e os três Emmys. Em 1991 foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias e em 2002 foi condecorado com a Grã Cruz da Ordem de Mérito Civil, mas são muito mais os Prémios, as distinções e condecorações que Plácido Domingo tem ganho um pouco por todo o mundo.
José Plácido Domingo Embil, ainda não terminou a sua carreira, mas por tudo aquilo que já nos deu com o seu talento e a sua maravilhosa voz, coloca-o em evidência como umas estrelas mais brilhantes do firmamento musical.
                                  
Quase todos os grandes artistas e criadores se evidenciam nas relações humanas e por terem uma visão humanística mais apurada em relação aos problemas que nos afligem, Plácido Domingo é nesse campo um bom exemplo de solidariedade e de apoio a causas sociais. É graças ao seu nobre carácter (e de outros como ele) e à sua intervenção cívica que continuo a manter a minha empedernida crença na humanidade, nos valores e na força que a arte tem de produzir os sonhos de um mundo melhor.
Hasta Siempre e obrigado Plácido Domingo.
CV- 21.01.2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ESTRELAS DE SEMPRE

                               JOAN MANUEL SERRAT

Nasceu em Barcelona em 27 de Dezembro de 1943. Poderia ter sido um bom Engenheiro, mas felizmente para todos os que amamos a música, ele tornou-se num dos melhores Compositores e intérpretes da nova canção espanhola. Foi mesmo um dos fundadores do movimento “Nova Canção” apresentando temas como “Agora Tenho Vinte Anos”, “Palavras de Amor” e “Como Faz o Vento.
Com o álbum “Mediterrâneo” atinge um dos maiores êxitos da sua carreira. O Cantor inspirou-se nos poemas de António Machado. Anos mais tarde editou o Álbum “El Sur También Existe”, compondo as suas músicas com poemas de Mário Benedetti.
Joan Manuel Serrat esteve exilado durante a ditadura de Franco, mas hoje o seu país reconhece-lhe o seu enorme talento com prémios e várias distinções honrosas.
São muitos os milhares de fãns espalhados por todo o mundo e a França atribuiu-lhe a Legião de Honra, o mais alto galardão daquele país.
Como cidadão são conhecidas as suas posições na defesa das causas humanísticas que ultrapassam as fronteiras do seu país.

Tem actuado algumas vezes em Portugal onde também existem muitos admiradores da sua imensa obra musical.
Aqui fica a minha pequena homenagem pelo seu enorme talento e também pela sua coragem e coerência nos temas das suas bonitas canções.
Hasta Siempre Companhero!
CV-27.12.2011
Martins Raposo
http://www.youtube.com/watch?v=FOLV1tVErDQ

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ESTRELAS DE SEMPRE

                       CARLOS DO CARMO

O Povo costuma dizer que “filho de peixe sabe nadar”. A sua Mãe, Lucília do Carmo foi uma cantora do fado que teve uma carreira fulgurante. Carlos do Carmo, nasceu em Lisboa, no dia 21 de Dezembro no ano de 1939, iniciando em 1963, a sua carreira com a canção “Loucura” que fazia parte do repertório de sua Mãe e que foi bem aceite pela crítica. A partir de então nunca mais parou até hoje, imprimindo desde o princípio um estilo muito pessoal, adoptando novos ritmos e composições musicais que exigiam a participação de novos instrumentos musicais.
Para além das influências que naturalmente adquiriu de sua Mãe, não deixam de ser importantes outras figuras que foram determinantes na sua carreira, tais como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro e Maria Teresa de Noronha. Musicalmente, na bossa nova com João Gilberto, Tom Jobim e Ellis Regina nos blues americanos com Frank Sinatra e na canção francesa com o Jacques Brell e nos músicos portugueses, José Luís Tinoco, António Vitorino, Raul Nery e o Zeca, exerceram grande fascínio no jovem Artista que rapidamente granjeou as simpatias de um vasto público que se manteve fiel ao longo de toda a sua carreira.
Os temas escolhidos por Carlos do Carmo, apoiam-se em cenas e figuras populares da Lisboa dos Sec. Passado mas que ainda perduram em alguns bairros típicos da nossa Capital. Por outro lado não se inibe de dar voz aos nossos Poetas mais queridos. Os músicos que acompanham são de primeira água e alguns como o José Maria da Nóbrega já há mais de trinta anos que trabalham juntos.
Algumas das suas canções com as quais já percorreu o mundo inteiro, tornaram-se famosas na sua voz sensível e envolvente, como são o caso de “Um Homem na Cidade”, “Mais do que Amor é Amar”,”Por Morrer Uma Andorinha, “Lisboa Menina e Moça”, “Canoas do Tejo”, “Os Putos”, “O Homem das Castanhas” e muitas, muitas mais. O seu trabalho tem sido premiado a nível nacional e internacional, sendo o Prémio José Afonso, O Globo de Ouro de Mérito e Excelência, O Prémio de Consagração da Carreira, a Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya, apenas alguns dos muitos que ao longo da sua carreira já recebeu.
Participou no Filme “Fados” de Carlos Saura e no “Douro Filme Harvest”. Neste último fez questão de dedicar algumas das canções à mítica estrela do cinema Sophia Loren.
Carlos do Carmo tem manifestado ao longo da sua carreira uma constante atitude de solidariedade para com todos os Artistas, Poetas e Compositores que com ele têm trabalhado ou que simplesmente têm participado nos seus espectáculos e colaborado com a sua obra. São numerosos os testemunhos dessa generosa acção de que destaco o Concerto de Homenagem a José Carlos Ary dos Santos.
Sem menosprezar o valor dos outros intervenientes, registe-se o importante papel que Carlos do Carmo. Desempenhou na Equipa Coordenadora que lançou e conquistou para o Fado, o mais alto galardão mundial, passando este estilo musical a fazer parte do Património Imaterial da Humanidade.
Esta nossa Estrela do Fado, nasceu em Lisboa, faz hoje dia 21 de Dezembro, 72 Anos. Ele tem sido considerado uma das maiores referências do fado, com reconhecimento a nível nacional e internacional. Quem o conhece afirma que vamos ouvi-lo durante muito anos. É esse o meu desejo neste dia do seu Aniversário. Bons êxitos Amigo Carlos!
CV – 21.12-2011
Martins Raposo