FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!
TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
MARTINS
LUTHER KING O HOMEM QUE TINHA UM SONHO!
Luther King, foi a par de Gandi e de
Mandela um extraordinário activista político, defensor dos direitos civis dos
negros nos EUA. Batia-se igualmente pela paz entre os povos e foipelo seu trabalho galardoado com o Prémio
Nobel da Paz no ano de 1964. A sua época foi marcada por crimes de
índole racista e o" pastor protestante" sofreu terríveis ameaças,
apesar de sempre ter agido por meios pacíficos, os seus poderosos inimigos
acabaram por o assassinar no dia 04 de Abril de 1968.
No entanto,estelutador pacifista que disse
- "Eu Tenho Um Sonho!" ... de ver toda a América unida sem descriminação
de raças, mesmo não tendo conseguido realizar esse sonhoem vida, foi um dos principais promotores
para que seu país alterasse as leis mais discriminatóriase abrir caminhos completamente impossíveis
para a sua época, como foi a eleição de Barack Obama como Presidente da Republica,
em dois mandatos consecutivos.
Os EUA assinalam o seu nascimento com um
feriado nacional! Apesar de muito se ter avançado, o Mundo
ainda não está completamente livre deste flagelo que estigmatiza o ser humano diferente na cor da pele ou na cor das
ideias. Infelizmente a luta tem que continuar por muitos anos ainda!
Pessoalmente, estou em completa sintonia com a filosofia dos três grandes pacifistas
referenciados.Hoje é o dia de Luther
King! Martins Raposo CV-15.01.201
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
JOAN MANUEL SERRAT TROVADORDE GRANDES CAUSAS
Joan Manuel Serrat, músico, compositor,
cantor e poeta, nasceu em Barcelona no dia 27 de Dezembro de 1943. A sua
carreira teve o seu início em 1965 com as canções, "Agora que tenho vinte
anos", "Palavras de Amor"e "Como faz o vento", que o
cantor interpreta em catalão com enorme sucesso.
Em 1968 aceita representar a
Espanha no Festival da Canção, mas exige cantar em catalão que o Governo
fascista de Franco não aceita, seguindo-se a proibição de a sua música passar
na rádio e até mesmo de fazer os seus espectáculos, obrigando Serrat a
exilar-se do seu país.
As suas actuações na América
do Sul vão acumulando êxitos consecutivos, destacando-se a edição em 1969 de um
Álbum com poemas de António Machado que confirmam o seu genial talento e o
distinguem como um cantor de intervenção. Em 1971 com o lançamento de
"Mediterrâneo" o jovem Serrat alcançou um estrondoso êxito que o
tornam conhecido no mundo inteiro, muito embora em Espanha só possa ser ouvido
25 anos depois.
Só em 1981 o artista conseguiu
o direito de actuar livremente no seu país com o lançamento do álbum "Em
Trânsito". Seguem vários trabalhos de grande qualidade artística de que se
destacam: "El Sur Tabiem Existe" com poemas de Mario Benedetti;
"Bienaventurados", "Material Sensible", e
"Utopia" cujos títulos evidenciam o sentido social e político dos
seus temas.
O Poeta Joaquim Sabina é um dos muitos poetas de que Joan Manuel Serrat tem utilizado no seu vasto repertório.
Entretanto, em 1985 edita o
álbum "Sinceramente" com letras em português e com a colaboração de
Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso.
Em 1996 apresenta o seu espectaculo "El Gusto es nuestro" em colaboração com Ana Belém, Victor Manuel e Miguel Rios, numa digressão por toda a Espanha e por muitos países da América Latina.
Joan Manuel Serrat é senhor de
uma voz muito bonita, com um timbre caloroso e envolvente que aliado à sua arte
de estar em palco nos prende e nos emociona. Galardoado com numerosos prémios
de que se salientam, "Fiambreira de Prata" atribuído pelo ateneu de
Córdoba e o título de "Cavaleiro da Legião de Honra" a mais alta
distinção da República Francesa.
Um dos seus últimos álbuns
"Dos pàjaros de un tiro" editado em 2007, veio juntar-se aos enormes
sucessos que o cantor consolidou com o seu genial talento de artista que se
mantém coerente com os seus princípios de humanista atento no social e no
político. Todas estas qualidades conquistaram desde há muitos anos a simpatia
de muitos portugueses aos quais me orgulho de pertencer. Hasta Siempre
Companheiro Serrat! CV - 27.12.12 Martins Raposo
sábado, 22 de dezembro de 2012
GIACOMO PUCCINI
Nem Só os Grandes nos Deixaram Boa Música!
Giacomo Puccini foi um dos
grandes compositores de ópera de todos os tempos. Descendente de uma família de
músicos, começou desde criança a aprendizagem desta nobre arte e muito jovem
ainda a compor sob influência da obra de Verdi. A ópera "Manon Lescaut"
foi o seu primeiro sucesso a que se seguiram "La Bohème; a
"Tosca" e "Madame Butterfley", todas elas abordando temas de paixões e
sofrimentos dramáticos que fizeram muitos críticos, incluí-lo no circulo do
romantismo. Puccini,teve fortes
influências de Wagner e mais tarde também por Igor Stravinski, mas não devemos
confundir a sua obra com qualquer dos compositores citados, o aluno nunca voou
tão alto como os seus mestres.
Puccini, nasceu a 22 de Dezembro do ano de
1858 e deixou-nos uma obra de enorme beleza estética
e melódica. Ele faz parte dos compositores de transição entre o romantismo e o
realismo. Esta noite ficamos com uma área de "Madame Butterfley" na
voz da grande diva da Ópera, Maria Callas. Bom fim de semana Amigos!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
CARLOS DO CARMO FADISTA CONSAGRADO E INOVADOR
Carlos do Carmo, nasceu em Lisboa no dia
21 de Dezembro de 1039, no seio de uma família ligado à ,musica e ao fado. A
sua mãe, Lucília do Carmo foi mesmo uma destacada fadista da sua geração e o
Pai foi o proprietário de "O Faia". A sua estreia musical deu-se em
1963 com a edição do EP, "Mário Simões e o seu quarteto", no qual
interpretou o fado "Loucura" que de imediato constituiu um autêntico
sucesso de vendas.
Logo a seguir alcança a notoriedade
como fado de Amália, "Estranha
Forma de Vida" e a partir daqui nunca mais parou de cantarpor todo o país e no mundo, impondo-se pela
qualidade do seu repertório que ao mesmo tempo introduz uma mudança em termos
harmónicos, formais e na utilização de letras de grandes de grandes Poetas Portugueses. Esta
mudança de estilo de temas, deve-se em grande parte às influências de cantores
como Frank Sinatra, Jacques Brell, Elis Regina, José Afonso e Alain Oulman.
Este último foi o principal responsável pela mudança que se verificou no vasto
repertório de Amália Rodrigues.
A inovação introduzida pelo " Fado Novo
"reflecte-se no próprio instrumental
que passa a ser mais diversificado, mantendo no entanto a viola e a guitarra
como acompanhantes, passou a ouvir-se também o piano, o contrabaixo de cordas e
outros instrumentos. A voz passa a ter a primazia logo na entrada das canções e
os temas tradicionais foram substituídos por poemas de autores como Ary dos
Santos, José Luís Tinoco, Fernando Tordo, José Afonso e outros jovens
compositores e poetas, como António Vitorino de Almeida.
Com o lançamento do Álbum, "Um Homem
na Cidade", em 1978,Carlos do Carmo afirma-se de vez como um verdadeiro
inovador do fado em Portugal, vencendo algumas resistências que ainda se faziam
sentir por parte dos puristas que defendiam os temas e a linha melódica
utilizada até então. A confirmação dos seus êxitos deu-se em
1984 com a edição de "Um Homem no País", alcançando com mérito
absoluto o estatuto de um dos principais intérpretes do fado, ganhando fama a
nível internacional e realizando espectaculos nas melhores salas do mundo. Carlos do Carmo, para além de possuir
uma voz excelente, expressiva e de grande sensibilidade vocal, trabalha o seu
repertório com grande profissionalismo, aperfeiçoando-se em termos técnicos e
na forma interactiva que contribui para uma aproximação perfeita entre o
artista e o seu público, levando este a participar espontaneamente nos espectáculos. Em 1997, foicondecorado com a Comenda da Ordem do
"Infante D. Henrique" e no ano a seguir foi-lhe atribuído pela
Sociedade Portuguesa de Autores, o Prémio da "Consagração de
Carreira".
De entre os muitos outros prémios que já
ganhou ao longo da sua carreira, destacamos o "Prémio Goya - Para a Melhor
Canção Original" que lhe foi atribuído pela canção "Saudade".
Refira-se ainda o seu trabalho de grupo
que constituiu a candidatura do Fado à categoria de Património Imaterial da
Humanidade e que a Unesco acabou por consagrar no ano passado.
Das suas últimas obras registe-se o Álbum gravado com Bernardo Sassetti e outro com Marioa João Pires. É caso para dizer que este nosso genial artista não consegue e não quer parar de cantar e de nos surpreender agradavelmente.
Da sua Obra Monumental o difícil é
enumerar todos os seus <êxitos neste curo espaço, pelo que vou mencionar
apenas alguns deles: "Por Morrer Uma Andorinha"; "Ferro
Velho"; "Canoas do Tejo"; "Lisboa Menina e Moça";
"Estrela da Tarde"; "Os Putos"; "O Homem das
Castanhas"; "Dá Tempo ao Tempo"; "No Teu Poema";
"Um Homem na Cidade"; "O Cacilheiro",etc., etc., etc.
Todas elas são do conhecimento do grande
público que sabe e canta parte delas de cor, por isso nesta pequenina homenagem
que aqui deixo ao Fadista e ao Homem que se chama Carlos do Carmo eu
escolhio "Fado do Trigo" com
um reconhecido obrigado. Martins Raposo -CV-21.12.201
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
EDITH PIAF - ESTRELA BRILHANTE E ETERNA
Edith Piaf nasceu próximo de Paris a 19 de Dezembro do
ano de 1915. A viver num ambiente de extrema miséria, Edith estava predestinada
a vencer no mundo do espectaculo. Começou a cantar em bares e cabaretes de má fama
até que Luis Lepllé a lançou no verdadeiro mundo do espectaculo tornandio-se
seu Empresário e protector, dirigindo os seus primeiros passos nessa passadeira
da fama. Foi ele que a batizou de "La Môme Piaf - Pequeno pardal" que
o público acarinhou em toda a sua vida.
O seu primeiro sucesso musical, "Les Mômes de la
Cloche",foi lançado pela Editora Polidor em 1936, a partir do qual não
mais parou de aumentar o seu prestígio com as suas canções que encataram o
público que enchiam as casas onde dava os seus memoráveis espactaculos. Apoiada por amigos como Jean Cocteau e Paul Meurisse fez
teatro e cinema.
A vida dramática de Edith, é uma constante êxitos
retumbantes, acompanhados de paixões desenfreadas, de amores e desamores que
geralmente terminavam bruscamente, de forma tempestuosa. Muitos dos homens que
amou loucamente, a desiludiram e a fizeram sobrer, por se revelarem pessoas que
dela se serviram para subir no mundo musical, como foi o caso de Yves Montand
quecomeçou como cantor e mais tarde se
tornaria um bom actor de cinema.
Foi só depois da Segunda Grande Guerra que Edith
consolidou a sua carreira a nível mundial, actuando nas casas de espectaculos
mais famosas dos Estados Unidos, da América do Sul e de tida a Europa.
Outro doscantores
que tiveram o apoio de Edith, foi Charles Aznavour que conseguiu posteriormente
afirmar-se como um dos intérpretes mais românticos da sua época. A par destas
amizades a sua vida amorosa com altos e baixos provocando cenas incendiárias e
perigosas para a sua saúde. Casa-se e desca-secom uma rapidez incrível, para além dos numerosos amantes que vão
deixando um mar de ilusões e sofrimento.
Ganhou indiscutivelmente o estatuto de estrela de
primeira grandeza, com a sua voz inconfundível e otalento de uma grande senhora considerada
pelos críticos com a vedeta principalda
França, apoiada e acarinhada por uma imensa multidão de fãs.
Georges Moustaki foi a sua última paixão e ao mesmo tempo
o autor de "Millord" que se transformou de imediato num grande êxito,
apesar de Edith estar bastante doente, devido a um acidente de automóvel que a
deixou em muito mau estado físico. A partir daqui a actriz fica ainbda mais
dependente do ácool e das drogas de que socorria tentando minimizar o
sofrimento, mas que lhe deixaram marcas que ditaram o seu fim. A actriz ainda passa por uma experiência amorosa,
casando-se com mais um oportunista, Théo Sarapo, mais novo vinte anos que
apenas ambicionava tornar-se cantor, sem que tivesse qualquer talento para o
efeito. A derradeira esperança foi um falhanço completo que teve influência
trágica na sua vida. Edith Piaf faleceu a 10 de Outubro de 1963. Contava
apenas 47 anos, mas o seu corpo estava envelhecido por todos os execessos cometidos
com paixão desmedida. O seu funeral foi acompoanhado de uma enorme multidão,
raras vistas em Paris. Muitos dos seus verdadeiros amigos como Gilbert Becaud,
Jacques Prévert, Jacques Pills e outros estiveram
presentes. Jean Cocteau não o pode fazer porque faleceu no mesmo dia e com ela
ficou no cemitério do Père-Lachaise. Edith faz parte da funesta Galeria das estrelas famosas
que viveram a sua vida fugaz, sempre envolvidas num intenso fogo de paixões
dramáticas e destrutivas mas que alcançaram o pináculo da fama mundial. No
entanto, a sua imagem de estrela de primeira grandeza que marcou várias gerações,
foi a de uma grande mulher preservante e lutadora que amava a música tanto ou mais
do que amava os homens. A sua voz inconfundível transformava aos nossos olhos aquele
pequeno corpo franzino, numa montanha fantástica carregada de fortes emoções. Por isso, desde a minha juventude que guardo no album de selecções
musicais as suas canções mais famosas que entre outras destaco; La vie en rose;
Hymne à L'Amour; Padam, Pdam; L'accordeoniste; NBon, Je ne regret rien; La Foule
Millord. Obrigado Edith!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
HERMÍNIA
SILVA O
GÉNIO E O TALENTO EM ESTADO PURO!
Hermínia Silva, nasceu a 23 de Outubro de 1913, na cidade de Lisboa. Começou muito jovem a cantar nos velhos retiros do fado e logo se fez notar com a sua voz alegre e bem timbrada. Em poucos anos confirmou o seu talento de artista e cantadeira, tendo sido uma das primeiras vozes fadistas a entrar nos palcos da Revista, aumentando a sua popularidade junto de um vasto público que adorava o seu estilo.
Não
tardou que o cinema se interessasse pela jovem azougada e divertida que
mostrava uma outra forma de interpretar o fado, com temas variados que podiam
ser de raiz popular, satíricos e mordazes ou então românticos, amorosos e
cheios de saudade.
No
Teatro de Revista e no Cinema o seu nome brilhou com o fulgor de uma verdadeira
artista de corpo inteiro, alcançando momentos de grande sucesso. Os espectáculos
onde entrava eram êxitos garantidos, pelo saber encantar com profissionalismo e
a escolha de um repertório diversificado.
Hermínia
foi das primeiras fadistas a procurar a colaboração de maestros consagradospara compor a suas canções, mesmo quando
estes trabalhavam em áreas e estilos diferentes. Foi o caso de Raul Ferrão e de
Jaime Mendes. Apesar
de ter alcançado por mérito o estatuto de uma verdadeira vedeta do espectáculo,
Hermínia voltava sempre ao seu "Retiro", o Solar da Hermínia, que a artista tinha criado e no qual cantou até
quase ao fim dos seus dias. Não
é demais de referir o facto da Artista ter o talento de adaptar a sua voz ao
tom e ao ritmo de cada canção que se poderia apresentar alegre e folgazão no
"Fado Mal Falado", Vamos Dar de Beber à Alegria","A Desfolhada" e a
"Tendinha", como expressar sentimento e emoção em, "Lugar
Vazio","Maria Sozinha",
Fado do Retiro" e "Rosa Enjeitada". Tudo lhe ficava bem,
"benza a deus"!
O
país soube (o que tem sido raro), reconhecer ainda em vida da Artista, o seu talento,
distinguindo-a com valiosos prémios e condecorações, confirmando com toda a
justiça o seu lugar entre as melhores fadistas de todos os tempos. Hermínia
era uma artista genuinamente popular, sem ares de vedeta que se impunha naturalmente
pelo seu encanto e profissionalismo exemplar. Tinha um enorme respeito pelos
músicos e compositores com quem trabalhava e pelos seus colegas, ajudando os
mais novos com o seu saber e experiência. Sabia ser acarinhada pelo povo que via nela
uma Artista muito próxima dos seus problemas e dificuldades.
Soube
viver a vida, cantando sempre até ao fim dos seus dias. CV-
23.10.2012 Martins
Raposo http://youtu.be/h6_OH9gSxzM
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
RITA HAYWORTH
UMA ESTRELA DE PRIMEIRA
GRANDEZA!
Rita Hayworth faz parte de
uma galeria deestrelas que fui
colocando no meu álbum de memórias, quase todas se evidenciaram pelo desempenho
de personagens que de uma maneira ou de outra marcaram uma época e outras ainda
ganharam o sublime estatuto da imortalidade. Rita ascendeu por mérito próprio a
este mais alto graude reconhecimento. Rita Hayworth que nasceu
em Nova Iorque a 17 de Outubro de 1918, com o nome de Margarita Cansione, era
filha de artistas ligadas às danças e ao bailado flamengo. Foi com o seu tio
Angel Cansino que teve as primeiras aulas de bailado no Carnegie Hall e foi
como bailarino que entrou nos seus primeiros filmes. A actriz não teve uma vida
fácil nos seus primeiros anos em Hollywood e só em 1941, quando foi convidada
como segunda figura no Filme, "Uma Loira com Açúcar"de Raul Walsh que se tornou definitivamente
uma estrela de cinema, cobiçada pelos melhores realizadores daquela época.
Em "Sangue e
Areia", Rita Hayworth conquista definitivamente o seu estatuto de "Símbolo
Sexual", o Filme foi um grande sucesso de
bilheteira. A primeira vez que me
encontrei com a Rita, foinuma sala de
cinema, onde a sua fulgurante figura enchia por completo a tela, com a sua beleza
estonteante e avassaladora. Gilda assimse chamava o Filme de Charles Vidor, um drama passional, mil vezes
repetido que a actriz transformou num dos seus maiores êxitos.
O tema do filme é ultrapassado pela fantástica
interpretação de Rita que contracena com o Glen Ford que sendo um grande actor, submerge perante
uma actriz que está no auge da sua beleza e se afirma com o seu talento fogoso
e sensual que incendiava os corações milhares de fãs em todo o mundo.
A vida pessoal de Rita Hayworth
foi pontuada por momentos de grande euforia, seguida de problemas sentimentais.
Esteve casada cinco vezes e de todas as vezes se divorciou em litigio com os
consortes. Um deles foi o príncipe Ally Khan que fez com que a actriz fosse a
primeira princesa do cinema, outro não menos famoso, foi Orson Welles, um grande actor e realizador.
Rita na altura já era famosa com o seu nome associado aos grandes êxitos do
cinema. O grande Mestreobrigou -a a
entrar no seu filme "A Dama de Shangai" que acabou por ser um
desastre de bilheteira e ainda hoje nos fica a ideia de que terá sido este o
filme que marcao princípio do declínio
da grande estrela.
Rita Hayworth costumava
desabafar sobre os insucessos com os homens, dizendo - A maioria dos homens se
apaixona por Gilda, mas acorda comigo". A sua carreira continuou com muito
trabalho, entrando em bastantes filmes, mas os grandes êxitos não se repetiram.
Terminou a sua carreira com o filme "A Ira Divina" ao lado de Robert
Mitchum no ano de 1972.
A belíssima actriz faleceu
em 14 de Maio de 1987, vítima da doença de Alzheimer, tardiamente diagnosticada
e que lhe provocou muitos anos de sofrimento. Para a eternidade ficam os seus filmes
e um muito especial, "GILDA", que será sempre um dos melhores filmes
de sempre, graças a Rita Hayworth. CV - 17.10.12 Martins Rapospo http://youtu.be/4rWpND28Jos
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
LUCIANO PAVAROTTI UM GIGANTE
NO MUNDO DA ÓPERA
Luciano Pavarotti, nasceu em
12 de Outubro de 1935, na cidade de Modena em Itália. Inspirado pelo amor que
seu Pai dedicava à música, o jovem Luciano começou a estudar o" bel canto",
com o maestro Arrigo Pola, estreando-se
em 1955 no coral masculino de Modena, mas foi em 1961, no Teatro Municipalle de
Reggio Emília que Luciano alcançou o seu maior sucesso até então, interpretando
o papel de Rodolfo, da Ópera La Bohème, de Puccini.
Depois, durante largos
anos,o cantor não mais parou de
acumular êxitos retumbantes, ao longo de uma carreira fantástica. Pavarotti foi
considerado o melhor tenor das Óperas de Verdi e de Giacomo Puccini. Em 1985,
na interpretação de Radamés, no Scala de Milão, alcançouum extrondo êxito que elevou o seu nome aos pícaros da
fama, contribuindo um maior conhecimento do seu talento escolhido pelos grandes
maestros para interpretar com os melhores nomes femininos do bel canto as suas
Óperas.
A canção, "Nessun
Dorma" da Ópera Turandot de Puccini foi durante largos anos classificada
com a sua melhor interpretação de sempre
e foi distinguida como tema de abertura da Copa do Mundo em 1990. De salientar a sua amizade com
muitos dos seus colegas cantores, sobressaindo naturalmentea que o ligou a Plácido Domingo e José
Carreiras que constituíram o grupo "Os Três Tenores" que percorreram
o mundo com espectáculos de grande qualidade artística.
Pavarotti foi sempre um
artista que dedicou grande parte do seu trabalho, em prol de causas
humanitárias, a favor dos pobres, dos desprotegidos e das crianças vítimas das
guerras. Amigo de Diana a Princesa de Galles, o cantor, contribui voluntariamente
nas suas campanhas com o fimde acabar
com as minas terrestres que deixou milhares de inocentes incapacitados para a
vida inteira.
Em 1998 foi indicado pelas Nações
Unidas, como Mensageiro da Paz, tendo sido agraciado com numerosas condecorações
de Organizações Mundiais. A sua carreira foi também premiada por muitas instituições
públicas e governamentais que distinguiu o seu trabalho e as colectâneas que
editou não só em música clássica, mas também em música popular e até em música
ligeira.
Pavarottifaleceu em 06 de Setembro de 2007, vítima de
doença cancerosa. No seu funeral em Modena, juntaram-se à enorme multidão,
alguns nomes famosos que eram seus amigos, como Andrea Bocelli, José Carreiras,
Bono Vox, Romano Prodi e Kofi Annan. O Juventus Futebol Club de que Pavarotti
era um dos melhores fãs, colocou no seu site como homenagem a seguinte legenda:
Pavarotti, coração negro e branco. E nós simples mortais temos a obrigação em
sua memória de o ouvir sempre e divulgar o enorme repertório que nos deixou.
CV-12.10.12 Martins Raposo
terça-feira, 9 de outubro de 2012
VIOLETA PARRA
A MÃE DA MÚSICA DE INTERVENÇÃO
Violeta Parra, compositora e cantora chilena, nasceu em São Carlos, a 04 de Outubro de 1917. Iniciou a sua carreira de cantora muito jovem, actuando com os seus irmãos nos mais variados sítios, aperfeiçoando-se profissionalmente de forma autodidacta. Do seu primeiro casamento teve dois filhos que escolheram a música como profissão.
Foi nos anos 50 que Violeta iniciou as suas pesquisas sobre a música popular chilena, aproveitando essesconhecimentos para fazer as suas composições musicais que muito em breve a tornariam famosa. Criou o seu programa de rádio o que ajudou a difundir o seu trabalho que ia aumentando o repertório com um talento e qualidade invulgar.
Em meados da década de 50 viajou pela Europa, tendo gravado em Londres na BBC e em Paris, nos Chant du Monde.
Voltou a Santiago do Chile
em 1957, percorrendo o país, dando espectáculos e ao mesmo tempo recolhendo músicas
nos locais por onde passava.
O seu enorme talento musical
aliado a uma forte personalidade imprimiram nas suas composições uma forte
componente política e social, declaradamente de esquerda vertical e coerente,
na defesa dos mais desfavorecidos. As letras dos seus poemas que não são só de
natureza panfletária estão imbuídos de um lirismo simplista e popular.
Obrigada a refugiar-se na Argentina,
teve a sorte de ver o seu trabalho apreciado por multidões que assistiam aos
seus espectáculos, obtendo sucessos memoráveis.
Só regressou ao seu País em
1965, trazendo na bagagem um projecto de grande alcance cultural. Violeta
propunha-se criar um lugar que se convertesse num centro de referência para a
cultura folclórica do Chile. Neste projecto magnífico, trabalharam os seus
filhos do primeiro e do segundo matrimónio. A sua dedicação e o apaixonado
empenho com quem trabalhou para concretizar este sonho, acabaram por lhe
prejudicar a saúde que piorou ao verificar o seu insucesso.
Sabemos hoje que este
fracasso acumulado com uma recente desilusão amorosa a atingiu emocionalmente
de forma dramática e que terão sido estas as causas da sua morte. Violeta Parra
suicidou-se a 05 de Fevereiro de 1967. Violeta Parra, deixou-nos
uma obra fantástica, com canções que se tornaram imortais e muitas outras que
ficaram como hinos de revolta e de solidariedade para com os mais fracos.
Muitos foram os músicos que deram e continuam a dar seguimento à sua obra e em
todo o mundo onde houve injustiças a sua voz foi lembradae repetida, servindo de inspiração a outros
grandes músicos. Lembremos apenas algumas como "La Carta",
"Volver a los 17", "Que Pena Siente El Alma", "Paloma
Ausente", "Hace Falta UnGuerrillero"
e "Yo Canto a la Diferencia".
No seu país os ,mais
próximos foram Vítor Jara e Mercedes de Sosa. Mas na mesma data ou em datas
precedentes, apareceram as vozes de Milton Nascimento, Chico Buarque, Ellis
Regina, Bob Dylan, Joan Baez, Serge Regginani, Jaques Brell, Léo Ferré,
Juan Manuell Serrat, Paco de Lúcia, Patxi Andion, Zeca Afonso, Adriano, Luís Cília, Ellias Diá Kimuenzo, Carlos Vieira Dias, etc.etc.etc.
Foram duros anos de luta,
contra as ditaduras militares, o franquismo, o salazarismo e o nazismo.Mas
nesses tempos os homens grandes se levantavam firmes e corajosos, colocando o
seu talentoao serviço da resistência em prol dos mais desfavorecidos. Os
tempos eram de sombras e traições,muitos perderam a vida na sua luta, mas logo
eram substituídos por outros que com a mesma valentia davam seguimento à luta
pela liberdade e pela democracia.
Chegados ao nosso tempo,
verificamos que a terra volta de novo a ser ensombrada por monstruosas
criaturas que tudo têm feito para destruir o que foi feito de bom ao longo dos
séculos, e tentam aprisionar o povo, impondo medidas cada vez mais injustas,
tentando aniquilar de vez a liberdade e a democracia. No meio desta guerra de
autodestruição o medo lança as suas garras destruindo a moral e a força
necessária para fazer frente a estes novos "neofascismos". Não
tardará que comecem as perseguições às instituições e pessoas que ainda vão
lutando com as suas parcas forças.
Noutros tempos, havia escritores, poetas e artistas que se rebelavam declaradamente contra a repressão das ditaduras fascistas, contra o nazismo, contra todas as injustiças, mas agora muitas dessas pessoas preferem digladiar-se por coisas fúteis e mesquinhas do que aliarem-se em volta dos ideais democráticos que fingem defender, colocando o seu talento ao serviço da liberdade que nos querem roubar. Por isso é que me parece importante que relembremos o Zeca, o Vítor Jara, o Chico, o Paco, a Mercedes, o Dylan e sempre, sempre a Grande VIOLETA PARRA! HASTA SIEMPRE!
CV - 04-10-2012 Martins Raposo
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
LOUIS ARMSTRONG,
UM DOS MAIS FAMOSOS JAZZEMAN DO MUNDO
Este músico e compositor, nasceu no início do Sec. XX, mais precisamente a 04 de Agosto de 1901 e com ele nascia um novo estilo musical que ficaria conhecido como o Jaz. Ao contrário de muitos outros estilos e ritmos, este continua bem vivo ainda hoje.
Louis, nasceu em Nova Orleans, no seio de uma família muito pobre e a sua primeira Trompete, foi comprada com dinheiro emprestado por uma família amiga. Para ajudar a família, trabalhava como ardina e como sapateiro, mas à noite ia para os bares ouvir música e aos 11 anos formou com outros jovens, um quarteto que actuava nas ruas.
Aos 13 anos já se fazia notar com os seus solos de trompete e pouco a pouco ouvindo os músicos mais velhos e principalmente o Joe “King” Oliver que se assumiu como professor e mentor do jovem Louis que em 1922, acabou por integrar a “Creole Jaz Band” que pertencia àquele músico.
Louis Armstrong tocou nas melhores orquestras e com os melhores músicos do seu tempo, actuando nas cidades de Nova Orleans, Chicago e Nova Iorque que naquele tempo acolhiam este novo estilo musical com grande entusiasmo. Ele próprio constituiu algumas bandas de Jaz, como os “Hot Five e Hot Seven” e os “All Stars”, nas quais participaram músicos muito bons. Nas suas canções mais famosas, Hello Dolly, What a Wonderful World, Stardust, Basin Street Blues, Wen Saint In Marchin, ele tocava e cantava, com a sua voz rouca com um timbre muito especial.
Louis Armstrong entrou em muitos filmes, na sua maioria filmes musicais e nos quais interpretava as suas melhores canções.
Para além de ter tocado com as orquestras e músicos mais famosos da sua época, Louis Armstrong teve ao seu lado as grandes vozes femininas do Jaz, Bessie Smith, Ella Ftzgerald, Billie Holiday, são algumas das grandes divas que com ele partilharam os seus melhores êxitos.
A vida sentimental deste grande músico foi muito acidentada, vivendo e provocando enormes paixões. Casou quatro vezes e com excepção da primeira mulher, todas as outras o ajudaram na sua carreira musical.
Como cidadão e apesar de ter sofrido injustamente algumas críticas de sectores radicais, o facto é que muitas das suas composições tiveram forte influência da filosofia política de Martins Luther King.
Depois de Louis Armstrong, muitos outros músicos atingiram a mesma fama e o sucesso no jaz, mas ele teve a glória de ter sido um dos primeiros que ajudou com o seu enorme talento a valorizar este novo estilo musical. Ainda hoje serve de exemplo e referência para todos os jovens que se iniciam nesta arte.
Louis Armstrong esteve sempre muito ligado à sua terra. Nova Orleans foi uma das primeiras cidades que pelas características especiais, pelos seus habitantes e pela sua cultura, ajudou a implantar o Jaz nos seus bares e clubs. Daí que Louis tenha dito que “Todas as vezes que eu fecho os meus olhos tocando aquele meu trompete, eu olho logo no coração da boa velha Nova Orleans… Ela deu-me algo pelo que viver.”
O grande Satchmo, faleceu em 06 de Julho de 1971, alguns meses após ter tocado o seu último solo na Sala Imperial do Waldorf- Astoria. Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo. Estas foram as últimas palavras de Louis Armstrong. Um dos mais famosos Jazzmen de todos os tempos e um dos meus músicos favoritos.
Martins Raposo
CV – 04.08.2012