FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EDITH PIAF - ESTRELA BRILHANTE E ETERNA
Edith Piaf nasceu próximo de Paris a 19 de Dezembro do ano de 1915. A viver num ambiente de extrema miséria, Edith estava predestinada a vencer no mundo do espectaculo. Começou a cantar em bares e cabaretes de má fama até que Luis Lepllé a lançou no verdadeiro mundo do espectaculo tornandio-se seu Empresário e protector, dirigindo os seus primeiros passos nessa passadeira da fama. Foi ele que a batizou de "La Môme Piaf - Pequeno pardal" que o público acarinhou em toda a sua vida.
O seu primeiro sucesso musical, "Les Mômes de la Cloche",foi lançado pela Editora Polidor em 1936, a partir do qual não mais parou de aumentar o seu prestígio com as suas canções que encataram o público que enchiam as casas onde dava os seus memoráveis espactaculos.
Apoiada por amigos como Jean Cocteau e Paul Meurisse fez teatro e cinema.
                                       
A vida dramática de Edith, é uma constante êxitos retumbantes, acompanhados de paixões desenfreadas, de amores e desamores que geralmente terminavam bruscamente, de forma tempestuosa. Muitos dos homens que amou loucamente, a desiludiram e a fizeram sobrer, por se revelarem pessoas que dela se serviram para subir no mundo musical, como foi o caso de Yves Montand que  começou como cantor e mais tarde se tornaria um bom actor de cinema.
Foi só depois da Segunda Grande Guerra que Edith consolidou a sua carreira a nível mundial, actuando nas casas de espectaculos mais famosas dos Estados Unidos, da América do Sul e de tida a Europa.
Outro dos  cantores que tiveram o apoio de Edith, foi Charles Aznavour que conseguiu posteriormente afirmar-se como um dos intérpretes mais românticos da sua época. A par destas amizades a sua vida amorosa com altos e baixos provocando cenas incendiárias e perigosas para a sua saúde. Casa-se e desca-se  com uma rapidez incrível, para além dos numerosos amantes que vão deixando um mar de ilusões e sofrimento.
 Ganhou indiscutivelmente o estatuto de estrela de primeira grandeza, com a sua voz inconfundível e o  talento de uma grande senhora considerada pelos críticos com a vedeta principal  da França, apoiada e acarinhada por uma imensa multidão de fãs.
Georges Moustaki foi a sua última paixão e ao mesmo tempo o autor de "Millord" que se transformou de imediato num grande êxito, apesar de Edith estar bastante doente, devido a um acidente de automóvel que a deixou em muito mau estado físico. A partir daqui a actriz fica ainbda mais dependente do ácool e das drogas de que socorria tentando minimizar o sofrimento, mas que lhe deixaram marcas que ditaram o seu fim.
A actriz ainda passa por uma experiência amorosa, casando-se com mais um oportunista, Théo Sarapo, mais novo vinte anos que apenas ambicionava tornar-se cantor, sem que tivesse qualquer talento para o efeito. A derradeira esperança foi um falhanço completo que teve influência trágica na sua vida.
Edith Piaf faleceu a 10 de Outubro de 1963. Contava apenas 47 anos, mas o seu corpo estava envelhecido por todos os execessos cometidos com paixão desmedida. O seu funeral foi acompoanhado de uma enorme multidão, raras vistas em Paris. Muitos dos seus verdadeiros amigos como Gilbert Becaud, Jacques Prévert, Jacques Pills e outros  estiveram presentes. Jean Cocteau não o pode fazer porque faleceu no mesmo dia e com ela ficou no cemitério do Père-Lachaise.
Edith faz parte da funesta Galeria das estrelas famosas que viveram a sua vida fugaz, sempre envolvidas num intenso fogo de paixões dramáticas e destrutivas mas que alcançaram o pináculo da fama mundial. No entanto, a sua imagem de estrela de primeira grandeza que marcou várias gerações, foi a de uma grande mulher preservante e lutadora que amava a música tanto ou mais do que amava os homens. A sua voz inconfundível transformava aos nossos olhos aquele pequeno corpo franzino, numa montanha fantástica carregada de  fortes emoções.
Por isso, desde a minha juventude que guardo no album de selecções musicais as suas canções mais famosas que entre outras destaco; La vie en rose; Hymne à L'Amour; Padam, Pdam; L'accordeoniste; NBon, Je ne regret rien; La Foule  Millord. Obrigado Edith!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

                                           HERMÍNIA SILVA
                     O GÉNIO E O TALENTO EM ESTADO PURO!
Hermínia Silva, nasceu a 23 de Outubro de 1913, na cidade de Lisboa. Começou muito jovem a cantar nos velhos retiros do fado e logo se fez notar com a sua voz alegre e bem timbrada. Em poucos anos confirmou o seu talento de artista e cantadeira, tendo sido uma das primeiras vozes fadistas a entrar nos palcos da Revista, aumentando a sua popularidade junto de um vasto público que adorava o seu estilo.

  Não tardou que o cinema se interessasse pela jovem azougada e divertida que mostrava uma outra forma de interpretar o fado, com temas variados que podiam ser de raiz popular, satíricos e mordazes ou então românticos, amorosos e cheios de saudade.
No Teatro de Revista e no Cinema o seu nome brilhou com o fulgor de uma verdadeira artista de corpo inteiro, alcançando momentos de grande sucesso. Os espectáculos onde entrava eram êxitos garantidos, pelo saber encantar com profissionalismo e a escolha de um repertório diversificado.
Hermínia foi das primeiras fadistas a procurar a colaboração de maestros consagrados  para compor a suas canções, mesmo quando estes trabalhavam em áreas e estilos diferentes. Foi o caso de Raul Ferrão e de Jaime Mendes.
Apesar de ter alcançado por mérito o estatuto de uma verdadeira vedeta do espectáculo, Hermínia voltava sempre ao seu "Retiro", o Solar da Hermínia, que a  artista tinha criado e no qual cantou até quase ao fim dos seus dias.
Não é demais de referir o facto da Artista ter o talento de adaptar a sua voz ao tom e ao ritmo de cada canção que se poderia apresentar alegre e folgazão no "Fado Mal Falado", Vamos Dar de Beber à Alegria",  "A Desfolhada" e a "Tendinha", como expressar sentimento e emoção em, "Lugar Vazio",  "Maria Sozinha", Fado do Retiro" e "Rosa Enjeitada". Tudo lhe ficava bem, "benza a deus"!

O país soube (o que tem sido raro), reconhecer ainda em vida da Artista, o seu talento, distinguindo-a com valiosos prémios e condecorações, confirmando com toda a justiça o seu lugar entre as melhores fadistas de todos os tempos.
Hermínia era uma artista genuinamente popular, sem ares de vedeta que se impunha naturalmente pelo seu encanto e profissionalismo exemplar. Tinha um enorme respeito pelos músicos e compositores com quem trabalhava e pelos seus colegas, ajudando os mais novos com o seu saber e experiência.  Sabia ser acarinhada pelo povo que via nela uma Artista muito próxima dos seus problemas e dificuldades.
Soube viver a vida, cantando sempre até ao fim dos seus dias.
CV- 23.10.2012
Martins Raposo
http://youtu.be/h6_OH9gSxzM

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

                                                      RITA HAYWORTH
                                      UMA ESTRELA DE PRIMEIRA GRANDEZA!
                                      
Rita Hayworth faz parte de uma galeria de  estrelas que fui colocando no meu álbum de memórias, quase todas se evidenciaram pelo desempenho de personagens que de uma maneira ou de outra marcaram uma época e outras ainda ganharam o sublime estatuto da imortalidade. Rita ascendeu por mérito próprio a este mais alto grau  de reconhecimento.
Rita Hayworth que nasceu em Nova Iorque a 17 de Outubro de 1918, com o nome de Margarita Cansione, era filha de artistas ligadas às danças e ao bailado flamengo. Foi com o seu tio Angel Cansino que teve as primeiras aulas de bailado no Carnegie Hall e foi como bailarino que entrou nos seus primeiros filmes.
A actriz não teve uma vida fácil nos seus primeiros anos em Hollywood e só em 1941, quando foi convidada como segunda figura no Filme, "Uma Loira com Açúcar"  de Raul Walsh que se tornou definitivamente uma estrela de cinema, cobiçada pelos melhores realizadores daquela época.


Em "Sangue e Areia", Rita Hayworth conquista definitivamente o seu estatuto de "Símbolo Sexual", o Filme foi um grande sucesso de bilheteira.
A primeira vez que me encontrei com a Rita, foi  numa sala de cinema, onde a sua fulgurante figura enchia por completo a tela, com a sua beleza estonteante e avassaladora. Gilda assim  se chamava o Filme de Charles Vidor, um drama passional, mil vezes repetido que a actriz transformou num dos seus maiores êxitos.


O tema do filme é ultrapassado pela fantástica interpretação de Rita que contracena com o Glen Ford  que sendo um grande actor, submerge perante uma actriz que está no auge da sua beleza e se afirma com o seu talento fogoso e sensual que incendiava os corações milhares de fãs em todo o mundo.
A vida pessoal de Rita Hayworth foi pontuada por momentos de grande euforia, seguida de problemas sentimentais. Esteve casada cinco vezes e de todas as vezes se divorciou em litigio com os consortes. Um deles foi o príncipe Ally Khan que fez com que a actriz fosse a primeira princesa do cinema, outro não menos famoso, foi  Orson Welles, um grande actor e realizador. Rita na altura já era famosa com o seu nome associado aos grandes êxitos do cinema. O grande Mestre  obrigou -a a entrar no seu filme "A Dama de Shangai" que acabou por ser um desastre de bilheteira e ainda hoje nos fica a ideia de que terá sido este o filme que marca  o princípio do declínio da grande estrela.

Rita Hayworth costumava desabafar sobre os insucessos com os homens, dizendo - A maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo". A sua carreira continuou com muito trabalho, entrando em bastantes filmes, mas os grandes êxitos não se repetiram. Terminou a sua carreira com o filme "A Ira Divina" ao lado de Robert Mitchum no ano de 1972.


A belíssima actriz faleceu em 14 de Maio de 1987, vítima da doença de Alzheimer, tardiamente diagnosticada e que lhe provocou muitos anos de sofrimento. Para a eternidade ficam os seus filmes e um muito especial, "GILDA", que será sempre um dos melhores filmes de sempre, graças a Rita Hayworth.
CV - 17.10.12
Martins Rapospo
http://youtu.be/4rWpND28Jos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

LUCIANO PAVAROTTI UM GIGANTE
NO MUNDO DA ÓPERA


Luciano Pavarotti, nasceu em 12 de Outubro de 1935, na cidade de Modena em Itália. Inspirado pelo amor que seu Pai dedicava à música, o jovem Luciano começou a estudar o" bel canto",  com o maestro Arrigo Pola, estreando-se em 1955 no coral masculino de Modena, mas foi em 1961, no Teatro Municipalle de Reggio Emília que Luciano alcançou o seu maior sucesso até então, interpretando o papel de Rodolfo, da Ópera La Bohème, de Puccini.
Depois, durante largos anos,  o cantor não mais parou de acumular êxitos retumbantes, ao longo de uma carreira fantástica. Pavarotti foi considerado o melhor tenor das Óperas de Verdi e de Giacomo Puccini. Em 1985, na interpretação de Radamés, no Scala de Milão, alcançou  um extrondo  êxito que elevou o seu nome aos pícaros da fama, contribuindo um maior conhecimento do seu talento escolhido pelos grandes maestros para interpretar com os melhores nomes femininos do bel canto as suas Óperas.
A canção, "Nessun Dorma" da Ópera Turandot de Puccini foi durante largos anos classificada com a sua melhor interpretação de  sempre e foi distinguida como tema de abertura da Copa do Mundo em 1990.
De salientar a sua amizade com muitos dos seus colegas cantores, sobressaindo naturalmente  a que o ligou a Plácido Domingo e José Carreiras que constituíram o grupo "Os Três Tenores" que percorreram o mundo com espectáculos de grande qualidade artística.

Pavarotti foi sempre um artista que dedicou grande parte do seu trabalho, em prol de causas humanitárias, a favor dos pobres, dos desprotegidos e das crianças vítimas das guerras. Amigo de Diana a Princesa de Galles, o cantor, contribui voluntariamente nas suas campanhas com o fim  de acabar com as minas terrestres que deixou milhares de inocentes incapacitados para a vida inteira.
Em 1998 foi indicado pelas Nações Unidas, como Mensageiro da Paz, tendo sido agraciado com numerosas condecorações de Organizações Mundiais. A sua carreira foi também premiada por muitas instituições públicas e governamentais que distinguiu o seu trabalho e as colectâneas que editou não só em música clássica, mas também em música popular e até em música ligeira.

Pavarotti  faleceu em 06 de Setembro de 2007, vítima de doença cancerosa. No seu funeral em Modena, juntaram-se à enorme multidão, alguns nomes famosos que eram seus amigos, como Andrea Bocelli, José Carreiras, Bono Vox, Romano Prodi e Kofi Annan. O Juventus Futebol Club de que Pavarotti era um dos melhores fãs, colocou no seu site como homenagem a seguinte legenda: Pavarotti, coração negro e branco. E nós simples mortais temos a obrigação em sua memória de o ouvir sempre e divulgar o enorme repertório que nos deixou.
CV-12.10.12
Martins Raposo

terça-feira, 9 de outubro de 2012


VIOLETA PARRA 
 A MÃE DA MÚSICA DE INTERVENÇÃO

Violeta Parra, compositora e cantora chilena, nasceu em São Carlos, a 04 de Outubro de 1917. Iniciou a sua carreira de cantora muito jovem, actuando com os seus irmãos nos mais variados sítios, aperfeiçoando-se profissionalmente de forma autodidacta. Do seu primeiro casamento teve dois filhos que escolheram a música como profissão.

Foi nos anos 50 que Violeta iniciou as suas pesquisas sobre a música popular chilena, aproveitando esses conhecimentos para fazer as suas composições musicais que muito em breve a tornariam famosa. Criou o seu programa de rádio o que ajudou a difundir o seu trabalho que ia aumentando o repertório com um talento e qualidade invulgar.

Em meados da década de 50 viajou pela Europa, tendo gravado em Londres na BBC e em Paris, nos Chant du Monde.

 

Voltou a Santiago do Chile em 1957, percorrendo o país, dando espectáculos e ao mesmo tempo recolhendo músicas nos locais por onde passava.
O seu enorme talento musical aliado a uma forte personalidade imprimiram nas suas composições uma forte componente política e social, declaradamente de esquerda vertical e coerente, na defesa dos mais desfavorecidos. As letras dos seus poemas que não são só de natureza panfletária estão imbuídos de um lirismo simplista e popular.
Obrigada a refugiar-se na Argentina, teve a sorte de ver o seu trabalho apreciado por multidões que assistiam aos seus espectáculos, obtendo sucessos memoráveis.
Só regressou ao seu País em 1965, trazendo na bagagem um projecto de grande alcance cultural. Violeta propunha-se criar um lugar que se convertesse num centro de referência para a cultura folclórica do Chile. Neste projecto magnífico, trabalharam os seus filhos do primeiro e do segundo matrimónio. A sua dedicação e o apaixonado empenho com quem trabalhou para concretizar este sonho, acabaram por lhe prejudicar a saúde que piorou ao verificar o seu insucesso.
Sabemos hoje que este fracasso acumulado com uma recente desilusão amorosa a atingiu emocionalmente de forma dramática e que terão sido estas as causas da sua morte. Violeta Parra suicidou-se a 05 de Fevereiro de 1967.
Violeta Parra, deixou-nos uma obra fantástica, com canções que se tornaram imortais e muitas outras que ficaram como hinos de revolta e de solidariedade para com os mais fracos. Muitos foram os músicos que deram e continuam a dar seguimento à sua obra e em todo o mundo onde houve injustiças a sua voz foi lembrada  e repetida, servindo de inspiração a outros grandes músicos. Lembremos apenas algumas como "La Carta", "Volver a los 17", "Que Pena Siente El Alma", "Paloma Ausente", "Hace Falta Un  Guerrillero" e "Yo Canto a la Diferencia".



No seu país os ,mais próximos foram Vítor Jara e Mercedes de Sosa. Mas na mesma data ou em datas precedentes, apareceram as vozes de Milton Nascimento, Chico Buarque, Ellis Regina, Bob Dylan, Joan Baez, Serge Regginani, Jaques Brell, Léo Ferré,


 
Juan Manuell Serrat, Paco de Lúcia, Patxi Andion, Zeca Afonso, Adriano, Luís Cília, Ellias Diá Kimuenzo, Carlos Vieira Dias, etc.etc.etc.

 

                   


Foram duros anos de luta, contra as ditaduras militares, o franquismo, o salazarismo e o nazismo.Mas nesses tempos os homens grandes se levantavam firmes e corajosos, colocando o seu talentoao serviço da resistência em prol dos mais desfavorecidos. Os tempos eram de sombras e traições,muitos perderam a vida na sua luta, mas logo eram substituídos por outros que com a mesma valentia davam seguimento à luta pela liberdade e pela democracia.

Chegados ao nosso tempo, verificamos que a terra volta de novo a ser ensombrada por monstruosas criaturas que tudo têm feito para destruir o que foi feito de bom ao longo dos séculos, e tentam aprisionar o povo, impondo medidas cada vez mais injustas, tentando aniquilar de vez a liberdade e a democracia. No meio desta guerra de autodestruição o medo lança as suas garras destruindo a moral e a força necessária para fazer frente a estes novos "neofascismos". Não tardará que comecem as perseguições às instituições e pessoas que ainda vão lutando com as suas parcas forças.

Noutros tempos, havia escritores, poetas e artistas que se rebelavam declaradamente contra a repressão das ditaduras fascistas, contra o nazismo, contra todas as injustiças, mas agora muitas dessas pessoas preferem digladiar-se por coisas fúteis e mesquinhas do que aliarem-se em volta dos ideais democráticos que fingem defender, colocando o seu talento ao serviço da liberdade que nos querem roubar.
Por isso é que me parece importante que relembremos o Zeca, o Vítor Jara, o Chico, o Paco, a Mercedes, o Dylan e sempre, sempre a Grande VIOLETA PARRA! HASTA SIEMPRE!
CV - 04-10-2012  Martins Raposo




 






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

LOUIS ARMSTRONG,

UM DOS MAIS FAMOSOS JAZZEMAN DO MUNDO
Este músico e compositor, nasceu no início do Sec. XX, mais precisamente a 04 de Agosto de 1901 e com ele nascia um novo estilo musical que ficaria conhecido como o Jaz. Ao contrário de muitos outros estilos e ritmos, este continua bem vivo ainda hoje.
Louis, nasceu em Nova Orleans, no seio de uma família muito pobre e a sua primeira Trompete, foi comprada com dinheiro emprestado por uma família amiga. Para ajudar a família, trabalhava como ardina e como sapateiro, mas à noite ia para os bares ouvir música e aos 11 anos formou com outros jovens, um quarteto que actuava nas ruas.
Aos 13 anos já se fazia notar com os seus solos de trompete e pouco a pouco ouvindo os músicos mais velhos e principalmente o Joe “King” Oliver que se assumiu como professor e mentor do jovem Louis que em 1922, acabou por integrar a “Creole Jaz Band” que pertencia àquele músico.
Louis Armstrong tocou nas melhores orquestras e com os melhores músicos do seu tempo, actuando nas cidades de Nova Orleans, Chicago e Nova Iorque que naquele tempo acolhiam este novo estilo musical com grande entusiasmo. Ele próprio constituiu algumas bandas de Jaz, como os “Hot Five e Hot Seven” e os “All Stars”, nas quais participaram músicos muito bons. Nas suas canções mais famosas, Hello Dolly, What a Wonderful World, Stardust, Basin Street Blues, Wen Saint In Marchin, ele tocava e cantava, com a sua voz rouca com um timbre muito especial.
Louis Armstrong entrou em muitos filmes, na sua maioria filmes musicais e nos quais interpretava as suas melhores canções.
 Para além de ter tocado com as orquestras e músicos mais famosos da sua época, Louis Armstrong teve ao seu lado as grandes vozes femininas do Jaz, Bessie Smith, Ella Ftzgerald, Billie Holiday, são algumas das grandes divas que com ele partilharam os seus melhores êxitos.

   
 A vida sentimental deste grande músico foi muito acidentada, vivendo e provocando enormes paixões. Casou quatro vezes e com excepção da primeira mulher, todas as outras o ajudaram na sua carreira musical.

Como cidadão e apesar de ter sofrido injustamente algumas críticas de sectores radicais, o facto é que muitas das suas composições tiveram forte influência da filosofia política de Martins Luther King.
Depois de Louis Armstrong, muitos outros músicos atingiram a mesma fama e o sucesso no jaz, mas ele teve a glória de ter sido um dos primeiros que ajudou com o seu enorme talento a valorizar este novo estilo musical. Ainda hoje serve de exemplo e referência para todos os jovens que se iniciam nesta arte.
Louis Armstrong esteve sempre muito ligado à sua terra. Nova Orleans foi uma das primeiras cidades que pelas características especiais, pelos seus habitantes e pela sua cultura, ajudou a implantar o Jaz nos seus bares e clubs. Daí que Louis tenha dito que “Todas as vezes que eu fecho os meus olhos tocando aquele meu trompete, eu olho logo no coração da boa velha Nova Orleans… Ela deu-me algo pelo que viver.”
O grande Satchmo, faleceu em 06 de Julho de 1971, alguns meses após ter tocado o seu último solo na Sala Imperial do Waldorf- Astoria. Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo. Estas foram as últimas palavras de Louis Armstrong. Um dos mais famosos Jazzmen de todos os tempos e um dos meus músicos favoritos.
Martins Raposo
CV – 04.08.2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

                                                   RUI VELOSO
                                UM GRANDE MÚSICO
Rui Veloso nasceu em Lisboa no dia 30 de Julho de 1957, mas logo aos três meses a sua família mudou-se para o Porto que o músico adoptou como sendo a sua terra. Sempre apoiado pela sua família, começou muito jovem a tocar, primeiro harmónica e logo a seguir a guitarra eléctrica, tendo constituído com outros jovens o grupo, “Magara Blues Band”. Nesta altura as suas maiores influências musicais provinham do famoso B.B. King com o qual se identificavam as suas composições de blues.
Outro famoso que Rui seguiu muito de perto, foi o célebre guitarrista Eric Clapton, tendo dado origem a que Rui Veloso fizesse algumas das composições com o ritmo frenético do rock´n´roll, no entanto a sua abordagem neste estilo, teve o apoio de Carlos Tê que como letrista de grande valor, contribuiu para que pela primeira vez se cantasse com grande êxito o rock em português.
                                      
Chico Fininho, Sei de Uma Camponesa e Rapariguinha do Shopping, foram duas das canções, do Álbum “Ar de Rock”, que alcançaram enorme sucesso no nosso país. Estava lançada a sua carreira, mas Rui Veloso não ficou amarrado apenas a um estilo, muito embora o “ritmo do blues”, tenha acompanhado até hoje as suas composições musicais.
Nos anos 80, editou o Álbum “Guardador de Rebanhos” com a colaboração do grande compositor, António Pinho Vargas, tendo ainda lançado o Álbum “Fora de Moda”. Nestes Álbuns nota-se um aumento significativo na qualidade das suas interpretações.
A amizade com Carlos Tê, tem-se mantido em todos estes anos, até à actualidade e esta dupla de músico e letrista têm dado os melhores frutos para a carreira de ambos. Porto Covo e Porto Sentido marcam definitivamente o seu estilo pessoal, dentro dos blues, mas mais lento e com música e letra muito acessível mas sempre com grande qualidade.
                                     
Os anos 80 são os tempos dos grandes concertos e das digressões por todo o país que confirmam o seu talento e lhe dão os melhores prémios e sucessos da sua carreira.
No início da década seguinte com a edição do duplo álbum “Mingos& Samurais” Rui Veloso vou o seu trabalho premiado com o Disco de Platina, tendo as vendas ultrapassado as 100.000 unidades.
B.B. King veio a Portugal dar um concerto no Coliseu do Porto e outro no Casino do Estoril em Lisboa, convidando o Rui a acompanhá-lo nesses concertos. Mais tarde em 1996 o famoso guitarrista de blues veio ao Coliseu dos Recreios em Lisboa, repetindo-se a colaboração com o nosso músico. Tive a felicidade de assistir a este memorável espectáculo com a ajuda de um amigo, o Carlos Marques, que conseguiu ultrapassar as dificuldades em arranjar bilhetes. Foi fantástico!
Rui Veloso participou na primeira parte do concerto que Paul Simon deu no estádio José de Alvalade, na presença de mais de 50.000 espectadores.
Em 1991, lançou o álbum “Auto da Pimenta” e em 1995 o “Lado Lunar” que alcançaram um enorme êxito a juntar a tantos outros que tem alcançado ao longo da sua carreira. Também estes trabalhos tiveram a participação de Carlos Tê que tem sido um amigo e colaborador inestimável.
Rui Veloso esteve envolvido em projectos musicais com outros músicos. Entre muitos outros o destaque para a sua participação no grupo “Rio Grande”, nos quais estiveram presentes, Vitorino, Jorge Palma, o Tim e o João Gil.
São numerosos os prémios alcançados com o seu trabalho. Para além do já mencionado Disco de Platina, registe-se ainda, uma Medalha de Mérito da Cidade do Porto e o Globo de Ouro com que foi premiado em 1999.
Estes são sucintamente alguns dados sobre a vida artística de Rui Veloso, compositor e intérprete de grande mérito. Ele foi um dos protagonistas da música rock e dos blues em português, o que na verdade não tem sido possível de prosseguir e tão pouco de igualar com o talento e capacidade artística de Rui Veloso.
Muito ainda temos a esperar de Rui Veloso mas é justo salientar desde já o valor insuperável da sua obra. Parabéns e felicidades!
CV-30.07.2012
Martins Raposo

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MARIA JOÃO PIRES

UMA DAS MELHORES PIANISTAS PORTUGUESAS
Maria João Pires nasceu em Lisboa, no dia 23 de Julho de 1944. Menina-prodígio com uma inclinação musical fora do vulgar, começou a tocar com cinco anos e deu o seu primeiro concerto aos sete com uma peça de Mozart. Este compositor seria aliás um dos seus preferidos durante a sua longa carreira que entretanto foi aumentando os seus conhecimentos musicais, nos melhores Conservatórios da Europa. Em Portugal estudou com os Professores Campos Coelho e Francine Benoit
Em 1970, ganhou o 1º. Prémio do Concurso do Bicentenário de Beethoven, realizado em Bruxelas, o que lhe valeu o reconhecimento internacional como pianista de grande mérito.
Seguiram-se os espectáculos por todo o mundo, actuando a solo, ou acompanhando grandes orquestras sob a batuta de famosos maestros e compositores. O seu repertório criteriosamente escolhido em obras de Mozart, Beethoven, Schuman, Schubert e Chopin, aumentou o enorme prestígio junto de um vasto mas exigente público que continua a preferir os grandes clássicos.
Maria João Pires foi uma das intérpretes seleccionadas para integrar a colecção discográfica, “Great Pianists Of The 20th Century” editada no ano 2000 pela Philips.
Com uma carreira fulgurante recheada de enormes êxitos, a pianista que entretanto tinha alcançado o mais cume da fama, viu-se rodeada de muitos amigos que professavam a mesma paixão pela música. Uns como intérpretes, outros como professores, incentivaram a nossa pianista na criação pessoal de um enorme projecto de ensino da música e do bailado, a que deu o nome de Centro Para o Estudo das Artes em Belgais – Castelo Branco”.
Chegados aqui, permitam-me o desabafo – Os responsáveis políticos e governamentais do nosso país, não têm uma relação saudável com as artes e os seus criadores. São inúmeros os exemplos de incompreensão e por vezes até de perseguição a que escritores e artistas de grande mérito têm sido confrontados. A perversa tacanhez, ignorância, inveja, e a maldade de certos responsáveis pela cultura, têm dado azo a que a maior parte dos nossos geniais intérpretes, compositores e escritores, tenham que emigrar para sobreviver.
Com Maria João Pires foi o que aconteceu, perante um projecto que em qualquer parte do mundo seria apoiado e acarinhado (até da Venezuela nos vem o exemplo do extraordinário trabalho nesta área), aqui o que a pianista recebeu foi uma constante obstrução por parte de pessoas altamente responsáveis que tudo fizeram para destruir o Centro de Artes de Belgais. Não há talento por mais força e arte que tenha que consiga sair vitorioso contra a ignorância, e a estupidez arrogante dos poderosos.
Maria João Pires que para além de ser uma genial pianista, tem valiosos conhecimentos musicais e estava acompanhada por amigos com prestígio que estavam empenhados em ajudar no bom funcionamento do Centro. O país só tinha a ganhar. Com o fim deste projecto o país ficou mais pobre.
A sua desistência do projecto deve ter sido muito traumática para a artista. Por isso não me surpreende que a sua mágoa a tenha levado para outras terras. Quem sabe, talvez nesses lugares consiga alcançar o objectivo que sonhou realizar em Portugal.

Não é difícil gostarmos de Maria João Pires, como intérprete e como pessoa. Lutadora pelos seus ideais, vertical e humanista, merecia ter vencido, aqui onde nasceu.
Neste dia do seu 68º. Aniversário aqui fica a minha modesta mas sentida homenagem e a solidariedade de um seu admirador, eternamente grato pelo que conseguiu fazer, na divulgação e no ensino musical.
Parabéns e obrigado Maria João Pires!
Martins Raposo
CV-23,07.2012
http://youtu.be/srfbdxAYIZ4

sábado, 21 de julho de 2012

ERNEST HEMINGWAY
UM DOS MELHORES ESCRITORES AMERICANOS 

Hemingway, é um dos grandes escritores americanos por quem nutro uma profunda admiração e respeito pela sua obra de incomensurável valor. Já em tempos escrevi sobre o seu livro “O Velho e o Mar” que na altura associei a uma grande figura de quem fui amigo e que morreu em circunstâncias trágicas na Foz do Rio Kwanza, em Angola. Mas hoje não se trata de falar do António Luís, foi um dos melhores pescadores de espadarte em toda a África Austral. Morreu tentando salvar o Pai, na rebentação do Rio.


O “Papa Hemingway” viveu furiosamente, ardendo de paixões desenfreadas por belíssimas mulheres. As suas aventuras ficaram inscritas nos seus livros que são ao mesmo tempo um documento fantástico sobre uma época e sobre os acontecimentos mais marcantes do Sec. XX, como foi a Guerra Civil Espanhola que registou no livro “Por quem os Sinos Dobram” e da IIª. Grande Guerra, com o livro, “O Adeus às Armas”. Em Espanha apaixonou-se pela tauromaquia e conviveu de perto com os mais famosos toureiros. Desta sua experiência resultou o livro “O Sol também se Levanta”. Gostava de pescar e de caçar, o seu livro “As Verdes Colinas de África”, reproduzem cenas de caça inigualáveis.

                                                                               


Ernest Hemingway foi um escritor que abraçou causas nobres tendo sofrido alguns reveses e perdido algumas amizades, pelas suas opções corajosas.


Hemingway, nasceu em Oak Park, no dia 21 de Julho de 1899 e suicidou-se no ano de 1961, no dia 02 de Julho. Tal como a maioria dos seus personagens o seu fim foi uma tragédia pessoal e uma grande perda para a literatura.
Aqui fica o registo e o apreço pelo escritor e pelo homem que se identificou no seu tempo com povos cujos dramas conheci de perto, embora em contextos diferentes.
Martins Raposo
CV-21.07.2012