FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















terça-feira, 4 de junho de 2013

                                                            Jorge Palma
É considerado um bom compositor e músico que se tem distinguido como intérprete de bonitas canções. Tendo começado muito jovem o ensino musical, cedo escolheu o pop/rock como seu estilo favorito. Ao longo dos anos foi experimentando com sucesso outros estilos e ritmos, desde a musica popular portuguesa, aos blues e ao country music, conseguindo compor e editar álbuns que lhe trouxeram a fama e os muitos prémios com que foi distinguido.
Tocou e cantou em muitos e diferenciados grupos musicais e com quase todos os melhores  intérpretes do nosso país. A crítica que nem sempre lhe tem sido favorável, coloca-o a par de músicos como Sérgio Godinho, Rui Veloso e Pedro Abrunhosa o que sendo discutível, podemos aceitar desde que não fique esquecido o seu bem vincado estilo pessoal.
Pessoalmente gostava de o poder comparar com "Leonard Cohen", mas sinto alguma dificuldade, pois apesar de lhe reconhecer o grande mérito do seu trabalho, julgo que lhe faltou o "golpe de génio" para que se pudesse elevar sem margem para dúvidas a par de um dos melhores entre os maiores. Mas nem todos podem alcançar o pico da montanha onde resplandecem as estrelas mais brilhantes do universo e não é por isso que se questiona  o valor da sua obra. Hoje Jorge Palma merece os parabéns pelo seu 63º. Aniversário e os votos de futuros sucessos na sua carreira.
CV-04.06.2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

                   ALENTEJO EM DESESPERO!
O Baixo Alentejo vai mudando  muito lentamente. É verdade que notamos haver alguns novos olivais bem tratados com equipamento moderno de irrigação. Vemos algumas vinhas plantadas recentemente. Mas também vemos ainda muitos terrenos ao abandono. O projecto de regadio ligado ao Alqueva, precisa de 440 milhões de Euros para arrancar em pleno. Os responsáveis estão à espera... dos fundos estruturais(?).


Projectos turísticos foram  suspensos e muitos outros ligados ao desenvolvimento da agro-pecuária foram cancelados.  As esperanças criadas à volta do Alqueva estão comprometidas e muitos empresários estão defraudados e em grande desespero por falta de apoio.

                                       A imagem que mostramos repetem-se se ao longo da IP2, entre Évora e Beja , deixando-nos entrever o resultado desastroso do cancelamento do projecto da A26 que devia ligar Sines a Beja.
  Mas muitas outras vias de comunicação e acessos foram suspensos. A crise pode justificar tudo isto? O Ministro das Finanças saberá que o Alentejo fica em Portugal?

quinta-feira, 21 de março de 2013


EXPOSIÇÃO E COLÓQUIO

SOBRE ALVES REDOL E O NEO-REALISMO


A Exposição sobre a Vida e a Obra de Alves Redol, inaugurada no passado dia 16 de Março, no auditório da Fundação Nª. Sª. da Esperança, foi um acontecimento de grande relevo cultural completado com o Colóquio que trouxe a Castelo de Vide, um grupo de  prestigiados ensaístas, poetas e escritores profundos conhecedores da obra do escritor e do movimento neo-realista.

Esta iniciativa foi promovida pela CDU-Castelo de Vide que contou com o apoio do Museu do Neo-Realismo, da Fundação Nª. Sª. da Esperança, da Câmara Municipal, do Agrupamento de Escolas do Concelho e da Editora Colibri.

O evento que teve uma sessão da parte da manhã e outra da parte da tarde contou com a presença de cerca de oito dezenas de pessoas que seguiram atentamente os conferencistas e teceram elogios aos temas discutidos, assim como aos painéis da exposição muito completos no descritivo e nas fotos apresentadas, referiram-se ainda com palavras de apreço sobre Documentário - "Alves Redol, Memórias e Testemunhos", do Realizador Francisco Manso, exibido antes da abertura dos trabalhos e que teve uma excelente intervenção do Eng.º. António Mota Redol que comentou e acrescentou alguns dados pessoais sobre o trabalho apresentado.

Antes de se dar início ao colóquio, o Dr. Serpa Soares que coordenou a mesa,
na qual estavam presentes os oradores e o Sr. Vice Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide,  fez os agradecimentos às entidades que apoiaram esta iniciativa, distinguindo com um agradecimento especial os oradores convidados que se prestaram a participar neste evento de forma gratuita.
O primeiro orador, foi o Escritor, Poeta e Director do Jornal "Avante", José Casanova que destacou o percurso político de Alves Redol, chamando-lhe o "Militante da Escrita e da Resistência", para além do importante trabalho que o escritor desenvolveu na área do associativismo e nas inúmeras tertúlias a que se juntavam os jovens artistas da sua geração - Escritores, Poetas, Pintores e Músicos e também alguns políticos da oposição ao regime fascista.
O segundo orador foi o Professor António Sérgio Silva, Licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa que abordou o tema do Neo-Realismo poético e a importância do Novo Cancioneiro, no qual se destacaram os melhores poetas da época. Leu alguns poemas que fazem parte daquela colecção poética, criada em Coimbra no ano de 1941.
Da parte da tarde coube ao Professor Victor Viçoso, ilustre ensaísta e crítico literário, Director da Revista "Nova Síntese" iniciar os trabalhos com uma brilhante intervenção sobre a forma como Alves Redol obtinha os dados e pesquisava com métodos de verdadeiro etnólogo o meio ambiente, social e humano que viriam a ser uma característica intrínseca do escritor que ao longo da vida foi aperfeiçoando o seu método, nos romances e nos estudos etnográficos de diversas regiões do nosso país a começar com o famoso trabalho que deu origem a "Glória, uma Aldeia do Ribatejo", "Porto Wine", "Nazaré" e mesmo em romances como os "Gaibéus", "Avieiros" e outros.  
Seguiu-se a intervenção de Manuel G. Simões, Poeta e Professor Universitário, Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, que teve como tema "Os Romances" na poesia do Neo-Realismo Português, referindo-se aos Poetas do "Novo Cancioneiro", Mário Dionísio, João José Cochofel, Joaquim Namorado, Sidónio Muralha e Francisco José Tenreiro, Armindo Rodrigues, lendo alguns poemas destes autores. Destacou a importância que esta colecção poética teve na afirmação estética da poesia do Neo-Realismo.
 A finalizar o Eng.º. António Mota Redol, filho do escritor e um dos principais fundadores da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, sediado em Vila Franca de Xira, apresentou excelentes diapositivos da autoria de seu Pai e de seus companheiros que registaram os trabalhos de pesquisa etnográfica.
Referiu ainda a importância dos encontros e viagens no Rio Tejo que o escritor organizava que servia para os escritores confraternizarem e discutirem para além da literatura, os problemas sociais e políticos com que o país se confrontava.
                                   
Todos os oradores foram agraciados com fortes aplausos da assistência que seguiu atentamente  e por vezes com alguma emoção a lembrança de momentos que alguns dos presentes ainda se lembram muito bem. Alves Redol foi o precursor do movimento do Neo-Realismo em Portugal que como foi dito ultrapassou a componente literária, estando associado às artes plásticas, ao Cinema e ao Teatro e ao mesmo tempo ficará na história como um movimento de resistência antifascista. Muitos outros se lhe juntaram e aqui foram lembrados, para além dos Poetas já enunciados, os nomes de romancistas, como Manuel da Fonseca, Soeiro Pereira Gomes, Fernando Namora, Carlos de Oliveira, Antunes da Silva, José Gomes Ferreira, José Cardoso Pires, Urbano Tavares Rodrigues, Batista Bastos, Alexandre Pinheiro Torres, Mário Sacramento e muitos outros; e ainda os Pintores, Júlio Pomar, Rogério Ribeiro e Lima de Freitas.
A sessão terminou com um beberete oferecido pela Fundação e ofertas de elementos da organização, que decorreu num ambiente festivo entre todos os presentes. A CDU-CV e as entidades que deram o seu apoio, estão de parabéns por esta importante iniciativa cultural.
A exposição vai continuar patente ao público até ao próximo dia 31 de Março.
A todos aqueles que não puderam estar presentes na inauguração, não percam a oportunidade de visitar esta valiosa Exposição!
CV- 18 de Março de 2013
Martins Raposo


Nota: Algumas fotos que completam o texto sobre a Exposição.
Castelo de Vide, 18 de Março de 2013 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

CARLOS PAREDES
UM GÉNIO DA GUITARRA PORTUGUESA
Carlos Paredes foi um dos maiores génios da guitarra portuguesa. Compositor e intérprete de grande sensibilidade e virtuosismo incomparável. Este vídeo tem o mérito de em poucas palavras nos dizer tudo o que foi esse gigante da música portuguesa. A simplicidade, o humanismo e uma grande paixão pela sua arte eis as suas principais características.
 
A sua obra é intemporal e quanto mais ouvimos as suas composições mais admiramos e amamos o seu autor. Carlos Paredes nasceu em Coimbra, no dia 16 de Fevereiro de 1925 no seio de uma família de músicos de grande valor, sem abdicar das suas raízes coimbrãs, conseguiu criar um estilo muito próprio que teve os seus seguidores, com destaque para Luísa Amaro, companheira do Mestre. Noutros tempos, o regime do salazarento ditador fez tudo para o prejudicar, tentando abafar a sua obra genial. Alguns dos descendentes do "botas" estão de volta e os seus desejos de vingança não têm limites. Compete-nos a todos defender e  preservar as "valorosas obras" dos nossos maiores criadores. A melhor forma será a  constante divulgação junto dos mais jovens, das composições musicais de Carlos Paredes.
IN- EMP
CV- 16.02.2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

                                         MARTINS LUTHER KING
                                             O HOMEM QUE TINHA UM SONHO!
Luther King, foi a par de Gandi e de Mandela um extraordinário activista político, defensor dos direitos civis dos negros nos EUA. Batia-se igualmente pela paz entre os povos e foi  pelo seu trabalho galardoado com o Prémio Nobel da Paz no ano de 1964.
A sua época foi marcada por crimes de índole racista e o" pastor protestante" sofreu terríveis ameaças, apesar de sempre ter agido por meios pacíficos, os seus poderosos inimigos acabaram por o assassinar no dia 04 de Abril de 1968.
                                         
No entanto,  este  lutador pacifista que disse - "Eu Tenho Um Sonho!" ... de ver toda a América unida sem descriminação de raças, mesmo não tendo conseguido realizar esse sonho  em vida, foi um dos principais promotores para que seu país alterasse as leis mais discriminatórias  e abrir caminhos completamente impossíveis para a sua época, como foi a eleição de Barack Obama como Presidente da Republica, em dois mandatos consecutivos. 
Os EUA assinalam o seu nascimento com um feriado nacional!
Apesar de muito se ter avançado, o Mundo ainda não está completamente livre deste flagelo que estigmatiza o ser  humano diferente na cor da pele ou na cor das ideias. Infelizmente a luta tem que continuar por muitos anos ainda! Pessoalmente, estou em completa sintonia com a filosofia dos três grandes pacifistas referenciados.  Hoje é o dia de Luther King!
Martins Raposo
CV-15.01.201

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

                                                  JOAN MANUEL SERRAT
                        TROVADOR  DE GRANDES CAUSAS

 Joan Manuel Serrat, músico, compositor, cantor e poeta, nasceu em Barcelona no dia 27 de Dezembro de 1943. A sua carreira teve o seu início em 1965 com as canções, "Agora que tenho vinte anos", "Palavras de Amor"e "Como faz o vento", que o cantor interpreta em catalão com enorme sucesso.
Em 1968 aceita representar a Espanha no Festival da Canção, mas exige cantar em catalão que o Governo fascista de Franco não aceita, seguindo-se a proibição de a sua música passar na rádio e até mesmo de fazer os seus espectáculos, obrigando Serrat a exilar-se do seu país.
As suas actuações na América do Sul vão acumulando êxitos consecutivos, destacando-se a edição em 1969 de um Álbum com poemas de António Machado que confirmam o seu genial talento e o distinguem como um cantor de intervenção.
Em 1971 com o lançamento de "Mediterrâneo" o jovem Serrat alcançou um estrondoso êxito que o tornam conhecido no mundo inteiro, muito embora em Espanha só possa ser ouvido 25 anos depois.
Só em 1981 o artista conseguiu o direito de actuar livremente no seu país com o lançamento do álbum "Em Trânsito". Seguem vários trabalhos de grande qualidade artística de que se destacam: "El Sur Tabiem Existe" com poemas de Mario Benedetti; "Bienaventurados", "Material Sensible", e "Utopia" cujos títulos evidenciam o sentido social e político dos seus temas.
O Poeta Joaquim Sabina é um dos muitos poetas de que Joan Manuel Serrat tem utilizado no seu vasto repertório.
Entretanto, em 1985 edita o álbum "Sinceramente" com letras em português e com a colaboração de Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso.
Em 1996 apresenta o seu espectaculo "El Gusto es nuestro" em colaboração com Ana Belém, Victor Manuel e Miguel Rios, numa digressão por toda a Espanha e por muitos países da América Latina.
Joan Manuel Serrat é senhor de uma voz muito bonita, com um timbre caloroso e envolvente que aliado à sua arte de estar em palco nos prende e nos emociona. Galardoado com numerosos prémios de que se salientam, "Fiambreira de Prata" atribuído pelo ateneu de Córdoba e o título de "Cavaleiro da Legião de Honra" a mais alta distinção da República Francesa.
Um dos seus últimos álbuns "Dos pàjaros de un tiro" editado em 2007, veio juntar-se aos enormes sucessos que o cantor consolidou com o seu genial talento de artista que se mantém coerente com os seus princípios de humanista atento no social e no político. Todas estas qualidades conquistaram desde há muitos anos a simpatia de muitos portugueses aos quais me orgulho de pertencer. Hasta Siempre Companheiro Serrat!
CV - 27.12.12
Martins Raposo

sábado, 22 de dezembro de 2012

GIACOMO PUCCINI
Nem Só os Grandes nos Deixaram Boa Música!
Giacomo Puccini foi um dos grandes compositores de ópera de todos os tempos. Descendente de uma família de músicos, começou desde criança a aprendizagem desta nobre arte e muito jovem ainda a compor sob influência da obra de Verdi. A ópera "Manon Lescaut" foi o seu primeiro sucesso a que se seguiram "La Bohème; a "Tosca" e "Madame Butterfley",  todas elas abordando temas de paixões e sofrimentos dramáticos que fizeram muitos críticos, incluí-lo no circulo do romantismo. Puccini,  teve fortes influências de Wagner e mais tarde também por Igor Stravinski, mas não devemos confundir a sua obra com qualquer dos compositores citados, o aluno nunca voou tão alto como os seus mestres.
Puccini, nasceu a 22 de Dezembro do ano de 1858  e  deixou-nos uma obra de enorme beleza estética e melódica. Ele faz parte dos compositores de transição entre o romantismo e o realismo. Esta noite ficamos com uma área de "Madame Butterfley" na voz da grande diva da Ópera, Maria Callas. Bom fim de semana Amigos!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

                                 CARLOS DO CARMO
                FADISTA CONSAGRADO E INOVADOR

Carlos do Carmo, nasceu em Lisboa no dia 21 de Dezembro de 1039, no seio de uma família ligado à ,musica e ao fado. A sua mãe, Lucília do Carmo foi mesmo uma destacada fadista da sua geração e o Pai foi o proprietário de "O Faia". A sua estreia musical deu-se em 1963 com a edição do EP, "Mário Simões e o seu quarteto", no qual interpretou o fado "Loucura" que de imediato constituiu um autêntico sucesso de vendas.
Logo a seguir alcança a notoriedade com  o fado de Amália, "Estranha Forma de Vida" e a partir daqui nunca mais parou de cantar  por todo o país e no mundo, impondo-se pela qualidade do seu repertório que ao mesmo tempo introduz uma mudança em termos harmónicos, formais e na utilização de letras  de grandes de grandes Poetas Portugueses. Esta mudança de estilo de temas, deve-se em grande parte às influências de cantores como Frank Sinatra, Jacques Brell, Elis Regina, José Afonso e Alain Oulman. Este último foi o principal responsável pela mudança que se verificou no vasto repertório de Amália Rodrigues.
A inovação introduzida pelo " Fado Novo "  reflecte-se no próprio instrumental que passa a ser mais diversificado, mantendo no entanto a viola e a guitarra como acompanhantes, passou a ouvir-se também o piano, o contrabaixo de cordas e outros instrumentos. A voz passa a ter a primazia logo na entrada das canções e os temas tradicionais foram substituídos por poemas de autores como Ary dos Santos, José Luís Tinoco, Fernando Tordo, José Afonso e outros jovens compositores e poetas, como António Vitorino de Almeida.
Com o lançamento do Álbum, "Um Homem na Cidade", em 1978,Carlos do Carmo afirma-se de vez como um verdadeiro inovador do fado em Portugal, vencendo algumas resistências que ainda se faziam sentir por parte dos puristas que defendiam os temas e a linha melódica utilizada até então.
A confirmação dos seus êxitos deu-se em 1984 com a edição de "Um Homem no País", alcançando com mérito absoluto o estatuto de um dos principais intérpretes do fado, ganhando fama a nível internacional e realizando espectaculos nas melhores salas do mundo.
Carlos do Carmo, para além de possuir uma voz excelente, expressiva e de grande sensibilidade vocal, trabalha o seu repertório com grande profissionalismo, aperfeiçoando-se em termos técnicos e na forma interactiva que contribui para uma aproximação perfeita entre o artista e o seu público, levando este a participar espontaneamente nos espectáculos.
Em 1997, foi  condecorado com a Comenda da Ordem do "Infante D. Henrique" e no ano a seguir foi-lhe atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, o Prémio da "Consagração de Carreira".

De entre os muitos outros prémios que já ganhou ao longo da sua carreira, destacamos o "Prémio Goya - Para a Melhor Canção Original" que lhe foi atribuído pela canção "Saudade".
 Refira-se ainda o seu trabalho de grupo que constituiu a candidatura do Fado à categoria de Património Imaterial da Humanidade e que a Unesco acabou por consagrar no ano passado.
Das suas últimas obras registe-se o Álbum gravado com Bernardo Sassetti e outro com Marioa João Pires. É caso para dizer que este nosso genial artista não consegue e não quer parar de cantar e de nos  surpreender agradavelmente.

Da sua Obra Monumental o difícil é enumerar todos os seus <êxitos neste curo espaço, pelo que vou mencionar apenas alguns deles: "Por Morrer Uma Andorinha"; "Ferro Velho"; "Canoas do Tejo"; "Lisboa Menina e Moça"; "Estrela da Tarde"; "Os Putos"; "O Homem das Castanhas"; "Dá Tempo ao Tempo"; "No Teu Poema"; "Um Homem na Cidade"; "O Cacilheiro",etc., etc., etc.
Todas elas são do conhecimento do grande público que sabe e canta parte delas de cor, por isso nesta pequenina homenagem que aqui deixo ao Fadista e ao Homem que se chama Carlos do Carmo eu escolhi  o "Fado do Trigo" com um reconhecido obrigado.
Martins Raposo -CV-21.12.201
http://www.youtube.com/v/vc8Or0QwKgk?hl=pt_BR&version=3">

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EDITH PIAF - ESTRELA BRILHANTE E ETERNA
Edith Piaf nasceu próximo de Paris a 19 de Dezembro do ano de 1915. A viver num ambiente de extrema miséria, Edith estava predestinada a vencer no mundo do espectaculo. Começou a cantar em bares e cabaretes de má fama até que Luis Lepllé a lançou no verdadeiro mundo do espectaculo tornandio-se seu Empresário e protector, dirigindo os seus primeiros passos nessa passadeira da fama. Foi ele que a batizou de "La Môme Piaf - Pequeno pardal" que o público acarinhou em toda a sua vida.
O seu primeiro sucesso musical, "Les Mômes de la Cloche",foi lançado pela Editora Polidor em 1936, a partir do qual não mais parou de aumentar o seu prestígio com as suas canções que encataram o público que enchiam as casas onde dava os seus memoráveis espactaculos.
Apoiada por amigos como Jean Cocteau e Paul Meurisse fez teatro e cinema.
                                       
A vida dramática de Edith, é uma constante êxitos retumbantes, acompanhados de paixões desenfreadas, de amores e desamores que geralmente terminavam bruscamente, de forma tempestuosa. Muitos dos homens que amou loucamente, a desiludiram e a fizeram sobrer, por se revelarem pessoas que dela se serviram para subir no mundo musical, como foi o caso de Yves Montand que  começou como cantor e mais tarde se tornaria um bom actor de cinema.
Foi só depois da Segunda Grande Guerra que Edith consolidou a sua carreira a nível mundial, actuando nas casas de espectaculos mais famosas dos Estados Unidos, da América do Sul e de tida a Europa.
Outro dos  cantores que tiveram o apoio de Edith, foi Charles Aznavour que conseguiu posteriormente afirmar-se como um dos intérpretes mais românticos da sua época. A par destas amizades a sua vida amorosa com altos e baixos provocando cenas incendiárias e perigosas para a sua saúde. Casa-se e desca-se  com uma rapidez incrível, para além dos numerosos amantes que vão deixando um mar de ilusões e sofrimento.
 Ganhou indiscutivelmente o estatuto de estrela de primeira grandeza, com a sua voz inconfundível e o  talento de uma grande senhora considerada pelos críticos com a vedeta principal  da França, apoiada e acarinhada por uma imensa multidão de fãs.
Georges Moustaki foi a sua última paixão e ao mesmo tempo o autor de "Millord" que se transformou de imediato num grande êxito, apesar de Edith estar bastante doente, devido a um acidente de automóvel que a deixou em muito mau estado físico. A partir daqui a actriz fica ainbda mais dependente do ácool e das drogas de que socorria tentando minimizar o sofrimento, mas que lhe deixaram marcas que ditaram o seu fim.
A actriz ainda passa por uma experiência amorosa, casando-se com mais um oportunista, Théo Sarapo, mais novo vinte anos que apenas ambicionava tornar-se cantor, sem que tivesse qualquer talento para o efeito. A derradeira esperança foi um falhanço completo que teve influência trágica na sua vida.
Edith Piaf faleceu a 10 de Outubro de 1963. Contava apenas 47 anos, mas o seu corpo estava envelhecido por todos os execessos cometidos com paixão desmedida. O seu funeral foi acompoanhado de uma enorme multidão, raras vistas em Paris. Muitos dos seus verdadeiros amigos como Gilbert Becaud, Jacques Prévert, Jacques Pills e outros  estiveram presentes. Jean Cocteau não o pode fazer porque faleceu no mesmo dia e com ela ficou no cemitério do Père-Lachaise.
Edith faz parte da funesta Galeria das estrelas famosas que viveram a sua vida fugaz, sempre envolvidas num intenso fogo de paixões dramáticas e destrutivas mas que alcançaram o pináculo da fama mundial. No entanto, a sua imagem de estrela de primeira grandeza que marcou várias gerações, foi a de uma grande mulher preservante e lutadora que amava a música tanto ou mais do que amava os homens. A sua voz inconfundível transformava aos nossos olhos aquele pequeno corpo franzino, numa montanha fantástica carregada de  fortes emoções.
Por isso, desde a minha juventude que guardo no album de selecções musicais as suas canções mais famosas que entre outras destaco; La vie en rose; Hymne à L'Amour; Padam, Pdam; L'accordeoniste; NBon, Je ne regret rien; La Foule  Millord. Obrigado Edith!