FOI PRECISO AO HOMEM MUITO TEMPO PARA SE ELEVAR ACIMA DA NATUREZA!

TODA A ARTE É CONDICIONADA PELA SUA ÉPOCA... De Ernst Fischer
















quinta-feira, 17 de outubro de 2013

RITA HAYWORTH
A DIVINA GILDA
Não há nada que me dê mais prazer do que escrever sobre os Artistas, que representando, estiveram mais perto da minha incorrigível alma romântica. Um desses mitos nasceu em Nova Iorque, no dia 17 de Outubro de 1918, com o nome de Margarida Carmen Cansino. Os seus primeiros anos e uma parte da juventude foi vivida no seio da sua família que fazia pequenos espectáculos de dança, nos quais começou também a actuar.
Fazer de sua filha uma bailarina  de classe, foi um dos sonhos de seu Pai, Eduardo Cansino que dançava muito bem o flamenco. E foi como bailarina que a jovem Margarida iniciou a sua carreira artística no cinema, entrando em numerosos filmes de classe B.
Parecia no início que a sua carreira estava condenada ao fracasso sem qualquer destaque de importância. No entanto, ela possuía todos os atributos para brilhar e acima de tudo, a fibra dos lutadores que não desistem aos primeiros dissabores.
Em 1940, Georges Cukor, deu-lhe o seu primeiro papel de relevo no filme; "Uma Mulher Original" que alcançou de imediato um enorme sucesso. A partir desta data,  Margarida, já se tinha transformado na bela Rita Hayworth e a soma dos seus êxitos nunca mais parou de aumentar, atingindo a popularidade e a  fama só conseguido pelas grandes estrelas do cinema.
Entre os seus numerosos filmes, justo é de destacar os seguintes: "Uma Loira Com Açúcar", "Sangue e Areia", "Ao Compasso do Amor",  "Bonita Como Nunca", "Gilda" e "A Dama de Xangai". Este último filme foi realizado pelo mítico Orson Welles que foi seu marido e que despeitado tentou liquidar a carreira de Rita com este filme que foi duramente criticado pelos média.
O lendário realizador, mais não conseguiu do que o desprezo de Rita, que ainda no mesmo ano, voltou a obter um êxito retumbante ao lado de Glen Ford, no filme de Charles Vidor, "Os Amores de Carmen".
A vida amorosa  de Rita Hayworth foi desastrosa e intempestiva, com amores e desamores constantes. Esteve casada cinco vezes saindo de todos eles mais amargurada e infeliz, mas os insucessos na sua vida privada, não conseguiram ofuscar o brilho luminoso da sua extraordinária beleza, tendo sido a mulher mais desejada do planeta naquela década de oiro dos anos 40.
A propósito dos seus desaires amorosos, Rita costumava dizer a brincar: "A maioria dos homens, casa com Gilda, mas acorda comigo na cama"
Num dos seus últimos filmes, George Sidney, estava em dúvida para colocar o seu nome no cartaz. Frank Sinatra um dos seus numerosos amigos, levantou a sua voz dizendo - "O direito de ter o nome em primeiro lugar, pertence a Rita Hayworth. Ela é a Columbia Picture e sempre será".
Rita Hayworth,  foi sem sombra de dúvida, um dos grandes mitos do cinema em todo o Sec. XX,  que teve aliás outros nomes que reconheço em igualdade no talento, no génio e na paixão com que se entregavam a interpretar as diversas personagens no cinema e no teatro.
A escolha do nome de Rita Hayworth como uma das minhas estrelas preferidas, deve-se essencialmente à sua magistral interpretação nos filmes; "A Dama de Xangai", "Sangue e Areia" e sobretudo em "Gilda" que considero ser um dos melhores filmes de sempre, no seu género, em que o romance dramático se entrelaça com a música e a dança, numa forma de arte difícil de igualar na sétima arte. É um filme que mexe com os sentimentos e os sentidos, muito em especial pelo ritmo sensual de um erotismo provocante, mas que não chega a chocar as mais finas sensibilidades.
Gilda a Divina, eu revejo sempre com prazer. Obrigado Rita!
CV-17.X.13
Martins Raposo

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Martin Luhter King
Um homem com um grande sonho!

Luther King, foi um dos políticos que mais admirei em toda a minha vida com o mesmo respeito que admiro a vida e a obra de Mahatam Gandi e de Nelson Mandela. Luther King era um político que detestava a violência e na sua luta empregava apenas as suas palavras como arma, contra a descriminação racial e contra todos os preconceitos.

O homem que tinha o sonho de ver que a America reconhecesse finalmente que todos os homens foram criados da mesma maneira.
Acérrimo defensor dos direitos iguais para todos os homens, independentemente da cor, da religião ou das suas opções políticas. Este grande HOMEM, foi assassinado por um miserável assassino, no dia 04 de Abril de 1968 poucos anos depois de ter proferido a célebre frase: I have a dream!

Após meio século desse crime hediondo a América tem um Presidente de ascendência africana que se pode considerar um grande avanço no caminho que líder dos direitos cívicos mas que segundo a opinião de muitos políticos ainda faltam um logo caminho a percorrer. Estou convicto de que Barack Obama é um sincero defensor das ideias de King, já não estou tão seguro de que ele tenha efectivamente a força necessária para combater com eficácia as injustiças que ainda se fazem sentir no seu País.
Defensor das ideias pacifistas, nunca fui radicalmente anti-americano. Admiro alguns dos seus políticos, muita da sua música e cinema.  Alguns escritores e poetas, mas não posso esquecer que alguns dos seus filhos cometeram os crimes mais hediondos da humanidade.
 
 
 
 
 
 
 
Não posso esquecer que para além de King, foram assassinados dois dos seus melhores Presidentes da República, alguns políticos e sindicalistas e até um músico famoso como John Lenon, foi assassinado por um louco (?).
Os motivos podem não ter sido iguais, mas o sistema que cria estes monstros, deixa-nos uma amarga desilusão.
É inadmissível que este país que se autopromoveu como arbitro das liberdades em outros países, provocou umas das mais longas e destruidoras  guerras contra Vietname e mais recentemente inventou as armas nucleares no Iraque só para que pudesse controlar as suas riquezas petrolíferas. Isto claro sem esquecer as centenas de intervenções que efectuou em muitos países, aniquilando os seus governos e matando indiscriminadamente os seus povos.
De qualquer modo tenho que evidenciar a coragem e a perseverança revelada por este incansável lutador que foi morto por ter defendido uma das causas mais importantes da humanidade.


Aqui fica a minha singela homenagem a Martins Luther King, numa altura em que todo o mundo faz referência ao célebre discurso, pronunciado em 28 de Agosto de 1963 em frente à Casa Branca e diante de uma enorme multidão que o aplaudiu comovida.
Algarve, 28.08.2013
Martins Raposo

terça-feira, 20 de agosto de 2013


          A MORTE DE UM GRANDE ESCRITOR
                                    
Tínhamos saído de Castelo de Vide para uma curta viagem, quando via internet soubemos  da triste notícia. Urbano Tavares Rodrigues, um dos nossos melhores escritores contemporâneos, acabava de falecer em Lisboa. Alentejano por adopção e por fortes laços familiares, Urbano deixou-nos uma imensa obra literária que ultrapassa regiões e fronteiras. De qualquer modo e apesar do escritor ter revelado influências do existencialismo, na verdade as gentes do campo alentejano marcaram grande parte da sua obra. O escritor engajado politicamente, faz parte da nobre galeria dos resistentes à ditadura salazarenta e como tal sofreu as consequências desse tenebroso regime fascista. A coerência e a verticalidade com que sempre defendeu os seus ideais, pagou-os com o afastamento do ensino, a prisão e o exílio e perseguição constante dos esbirros que procuraram destruir o escritor e a sua obra. São dele as palavras: Serei Comunista até ao último momento!

Em 1983 foi organizada pela Câmara Municipal de Coruche, a primeira Feira do Livro na "Princesa do Sorraia" que incluía para além dos pavilhões das diversas editoras, uma semana de Filmes ligados a problemas da Juventude, vários espectáculos de música popular e um encontro entre dois grandes escritores e um musicólogo de muitos saberes. Um desses escritores foi o Urbano Tavares Rodrigues que nos falou sobre os seus livros, os escritores que influenciaram a sua obra e sobre as terras e gentes do Alentejo.
O outro escritor foi o Batista Bastos que dissertou sobre o movimento neo-realista e os autores contemporâneos que entrevistou como jornalista e crítico literário.

Ruben de Carvalho deu-nos uma lição sobre os diversos estilos da música dos anos 60. Foi um encontro memorável a que tive a honra de assistir como ouvinte atento e como responsável pela "equipa" que elaborou o programa deste evento que terminou com um concerto memorável de Carlos Paredes.
Depois do colóquio acompanhei os escritores e o musicólogo, no jantar servido no Restaurante "O Farnel", pela extraordinária cozinheira D. Silvéria e o apoio às mesas de seu marido o Sr. João Peseiro que a sua habitual simpatia e muito profissionalismo, fez questão de presentear os convidados com os melhores vinhos da região. Tive então, o prazer de assistir a uma interessante e viva discussão sobre literatura, entre o Urbano e  o BB. Infelizmente, o nosso escritor já na altura não podia beber álcool, mas nem por isso a conversa deixou de ser animada. Lembro-me que o Ruben, o mais jovem dos três, assistia com visível satisfação à conversa  dos dois amigos. Urbano  atencioso e calmo, enfrentava o vozeirão do BB, argumentando com serenidade os pontos de vista do amigo.
Foi a partir desta data que comecei a ler os livros que Urbano Tavares Rodrigues já tinha escrito e que depois veio a escrever. Distingo apenas alguns deles - Bastardos do Sol, Vida Perigosa, Uma Pedrada no Charco, Terra Ocupada, A Impossível Evasão e o Último dia e o Primeiro. Falta-me ainda ler alguns dos seus romances, das novelas e dos muitos ensaios que escreveu.
Apesar de Urbano ter sido distinguido com vários prémios literários e de ter numerosos leitores, estou convicto de que o facto da sua opção política declaradamente de esquerda, levou a que os diversos poderes instalados, depois do 25 de Abril, o terem relegado para o esquecimento forçado por Governos travestidos de democratas, mas que no fundo sentem algum saudosismo do passado. É muito triste, mas é mesmo assim! Este homem que nos deixa uma obra multifacetada por romances, ensaios, peças de teatro, contos, novelas e antologias, continua menorizado pelos críticos e sem um estudo pormenorizado conforme o exige o valor literário da sua obra.   
Aqui fica a minha modestíssima homenagem ao Homem e ao Escritor que merece que o País o reconhecem entre os seus maiores.
CV-15 de Agosto de 2013
Martins Raposo
Informações: Google, Jornais PT

terça-feira, 25 de junho de 2013

                                                             SIZA VIERA
                                UM DOS MELHORES ARQUITECTOS DE SEMPRE
Siza Vieira é o Arquitecto contemporâneo mais premiado no país e no estrangeiro.  Faz hoje 80 anos e continua a trabalhar em vários projectos. Arquitectura é uma das artes que menos conheço, mas o nome, o prestígio e o génio deste nosso Artista, deveria ser do conhecimento de todos os portugueses, respeitando o seu nome e a sua obra monumental.

Infelizmente, há muita gente interessada em fazer esquecer a sua obra e até mesmo a nível governamental, tem havido uma clara tentativa de olvidar e desprezar as suas obras, mesmo aquelas que em princípio deve ter custeado, como  é o caso do Pavilhão Português que tem passado de Governo para Governo sem se decidirem a dar uma utilização digna a uma obra emblemática  da Expo-98. Mais palavras para quê?

Nós que tanto ouvimos falar no nosso riquíssimo Património é pelo menos de uma grande injustiça o que pratica contra obras dos nossos contemporâneos e neste particular com um dos nomes reconhecidos em todo o Mundo. No dia do seu Aniversário faço votos para que inverta esta lamentável situação.
Já por diversas vezes o povo português tem dado provas de solidariedade com as causas mais diversas, muitas delas em casos de injustiça social e humana que se passam em lugares que mal conhecemos. No entanto, quando se praticam autênticos crimes contra a nossa cultura e o nosso património, nem sequer levantamos a nossa voz de indignação. Por desconhecimento?
Por preconceito?
Repito mais uma vez, chega de maltratar os nossos Artistas e as suas obras.
CV- 25.06.2013
Martins Raposo

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

  CHICOBUARQUE
   UM DOS MELHORES ENTRE OS MAIORES ARTISTAS DE SEMPRE!
Francisco Buarque de Holanda, mais conhecido por Chico Buarque, nasceu no Rio de Janeiro no dia 19 de Junho de 1944. Filo do historiador, Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Cesário.
Foram os amigos da Família que primeiro tiveram influência na sua opção de escolher a Arte Musical como profissão. Vinícius de Morais e Paulo Vanzoli foram as suas referências da juventude.
Em 1966 apresentou-se no "Festival da Música Popular" com a sua composição "A Banda" que
foi interpretada por Nara Leão e ganhou o 1º. Prémio, como a melhor canção. Nos dois anos seguintes repetiu o sucesso com "Roda Viva" e "Sabiá".
Entretanto entrou no mundo do cinema como compositor da "trilha sonora" do Filme "Quando o Carnaval Chegar" e da longa-metragem, "Vai Trabalhar Vagabundo". Com  a sua composição musical da peças "Morte e Vida Severina" e a "Opera do Malandro", confirmou o seu talento, a originalidade e a qualidade invulgar que marcariam sempre a sua obra.
Chico Buarque foi um dos primeiros músicos a aderir ao movimento musical que ficou conhecido por MPB, apresentando-se como compositor e intérprete, a solo ou acompanhou outros conhecidos artistas.
Chico Buarque tentou também a Televisão que lhe negou a participação com métodos menos correctos e só ao fim de muitos anos, já famoso, lhe foram oferecidas algumas oportunidades, tendo alcançado enorme sucesso num Programa Cultural, ao lado de Caetano Veloso.
Em 1969, perseguido politicamente pela ditadura militar, Chico Buarque foi obrigado a exilar-se na Itália, onde com outros artistas brasileiros participou em numerosos espectáculos. As suas canções de protesto, "Cálice, "Apesar de Você", "Construção" e "Samba do Partido Alto" foram apresentadas neste País com grande sucesso.
Tal como Maria Bethânia, Chico Buarque participou activamente no projecto, "Norte Já" em defesa do povo do nordeste brasileiro.

A maioria das suas composições, foram por si interpretadas, acompanhando com o seu violão a sua bonita voz, mas também escreveu directamente para algumas vozes de jovens que tiveram enorme sucesso, entre outras destacamos: Nara Leão que cantou, "Com Açúcar e Com Afecto"; Maria Bethânia com "Olhos nos Olhos"; Elis Regina com "Atrás da Porta" ; Gal Costa com "Folhetim"; Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Ângela Maria, Cauby Peixoto e Rolando Boldrin.
Chico Buarque granjeou enorme simpatia e muitas amizades duradoiras, junto dos seus pares que lhe testemunharam a gratidão participando e convidando o Artista para muitos dos seus espectáculos.
Para além do seu comprovado talento como compositor, Chico Buarque, se aventurou no mundo das letras, distinguindo-se como dramaturgo em peças que ficaram famosas, como foi o caso da já citada "Roda Viva" e "Morte e Vida Severiana" a que se seguiriam, "Calabar" e "Elogio da Traição", "Gota de Água".
No Romance destacam-se as obras: "Fazenda Modelo", "Estorvo", Budapeste" e "Leite Derramado", entre outros.
É extraordinária a vida deste genial compositor que alcançou êxitos retumbantes que tiveram sucesso  no seu País, na América e na Europa.  A música que compôs para peças de Teatro e no Cinema, tiveram enorme popularidade, pela sua qualidade que foi amplamente reconhecida.
O Brasil tem sido pródigo em Artistas que alcançaram o prestígio e a fama a nível mundial. Seria cansativo para enumerar aqui os seus nomes  que se têm distinguido como Poetas, Letristas, Compositores e Intérpretes.
Chico Buarque é sem dúvida um dos nomes cimeiros que o coloca no pedestal dos melhores compositores do mundo
Hoje, que o Artista comemora o seu 69º. Aniversário, aqui deixo a minha humilde homenagem e um abraço fraternal, como admirador confesso da sua Obra que considero ser já um verdadeiro marco da cultura brasileira. Parabéns e os sinceros votos para que continuam a somar-se mais êxitos à imensidão da sua obra.
Obrigado.
http://youtu.be/13SqV1lQ-TQ
CV-19.06.13
Martins Raposo

terça-feira, 18 de junho de 2013


MARIA BETHANIA
ESTRELA DE PRIMEIRA GRANDEZA!
 
 Bethânia nasceu em Santo Amaro da Purificação, no dia 18 de Junho de 1946. Desde criança que o seu maior sonho era ser actriz e com apenas 17 anos,  ela se estreou como cantora na peça de Nelson Rodrigues.

 Foi com este bom começo que iniciou a sua longa carreira que atravessou  a última metade do Sec. XX, realizando  espectáculos de grande qualidade. No início ainda trabalhou no grupo, "Doces Bárbaros" que nos anos 70 obtiveram enorme sucesso e no qual também participaram, Gal Costa, Gilberto Gil e o seu irmão Caetano Veloso.
Abrir um pequeno parêntesis "Maria Bethânia lançou-se no mundo do espectaculo com todo o apoio de seu irmão, Caetano Veloso, também ele cantor de sucesso, a sua amizade, foi sempre muito forte e afectiva.
 Nos anos 80 com aparecimento de novos talentos, a musica MPB, transformou-se num movimento musical  de grande impacto junto do público brasileiro. A cantora aderiu com o seu talento e o fervor da sua juventude, editando alguns álbuns que revelavam as suas preocupações sociais.  A sua participação no programa "Mulher 80" da Rede Globo, granjeou-lhe enorme popularidade aumentando o prestígio e a popularidade que já tinha junto dos milhares de fãs.
 Maria Bethânia revolucionou a forma de estar em palco, intercalando as suas músicas com a declamação dos poemas  de autores consagrados. Muitos dos seus espectáculos foram considerados entre os mais importantes da música popular brasileira.
As línguas ferinas de alguns maus críticos, fizeram passar uma falsa rivalidade entre a cantora e Elis Regina que infelizmente faleceu muita nova e que infelizmente já não pode desmentir esta intriga injusta para ambas as mulheres de grandeza semelhante em talento superior.

A forma como nós a vemos em palco, nada tem de aristocrático e frio. "Animal de palco", nada tem  de fantasias estridentea. A sua voz maravilhosa, sai com perfeita naturalidade, sem esforço no tom perfeito. Depois, os temas que escolhe, são escolhidos com muito profissionalismo. Nada tem de agressiva. Ela canta o Brasil, as suas gentes serenamente, sem agrassividade. Como a vemos assim no Palco, assim pensamos ter atravessado a vida.                         
 
Assim se comprova por actos a sua amizade com a maior parte dos bons artistas brasileiros. Não lhe conhgeço guerras, nem invejas dos seus semlehantes. Foi assim que a vemos com Alcione, Gal Costa (uma das amigas dos primeiros tempos), Fafá de Belém, Gilberto Gil, Xico Buarque, Rita Lee, João Gilberto, Roberto e Erasmo Carlos e muitos outros. Eles estiveram ao seu lado e Bethânia esteve junto.
                                    
 Na entrada do Sec. XXI a cantora tem vindo a diminuir a sua actividade,  sem no entanto de continuar a somar êxitos à sua já longa carreira de artista. Em 2006 venceu o "Prémio Tim", como a melhor cantora e o melhor disco "Que Falta Você Me Faz" que conjuntamente com "Álibi" alcançaram o Top nas vendas.

Por esta altura gravou um disco com os poemas de Sophia Mello Breyner a que deu o nome de "Mar de Sophia" que a trouxe mais uma vez a Portugal com bons espectáculos. O mesmo aconteceu com um álbum com poemas de Fernando Pessoa. Registo os versos que Bethânia declamou na apresentação do Álbum "Âmbar": "Outrora eu era daqui/hoje regresso estrangeiro./Forasteiro do que vejo/e ouço velho de mim./Já vi tudo,/ainda o que nunca vi,/nem o que nunca verei./Eu reinei no que nunca fui."

                                 
Maria Bethânia é mais uma das minhas deusas queridas. Com a sua voz grave e por vezes sussurrante, ela nos embala nas suas canções de amor e de ternura . A sua elegância em palco é ao mesmo tempo afectiva e envolvente, enlaçando-nos  numa mística sensual.
Neste feliz do seu 67º. Aniversário,  deixo neste humilde texto a minha singela homenagem.
Obrigado Bethânia! Pelos momentos  fantásticos que as suas canções nos deram momentos muito felizes da nossa vida.
O mais que  podemos desejar  é que continue a ter todos os êxitos que merece!
CV-18.06.2013
Martins Raposo
http://youtu.be/BDcFa16ZisY

quarta-feira, 5 de junho de 2013

                                                       GARCIA LORCA
                               UM POETA DE TALENTO GENIAL
O Poeta nasceu em Fuente de Vaqueros, perto de Granada no dia 05 de Junho de 1898 e foi barbaramente assassinado no dia 19 de Agosto de 1936. Contava apenas 38 anos de idade!
A sua obra poética foi fortemente influenciada pelos costumes e tradições  dos campesinos, dos ciganos e dos humildes com quem conviveu de perto. Nos Poemas do Canto Jondo  e Romanceiro Gitano  estão reunidos os seus melhores poemas. Depois de ter estado nos Estados Unidos alguns meses, editou um livro a que deu o nome de "Poeta en Nueva Yorque", no qual critica duramente a sociedade americana. Os poemas deste livro são escritos num estilo modernista com influências surrealistas que alguns atribuem à sua amizade com o Pintor Surrealista, Salvador Dali e com o cineasta Luís Buñuel.
A obra dramática de Garcia Lorca tem uma dimensão fantástica que em termos de valor se iguala ao da sua poesia, salientando- se as três tragédias mais conhecidas do público; "Bodas de Sangue", "Yerma" e "A Casa de Bernarda Alba".
Foi o criador do grupo "A Barraca", no qual foram representadas as suas peças de teatro.
 " Pertenceu ao Grupo Poético dos 27" no qual estavam integrados os melhores poetas da sua geração, tais como Rafael Alberti, Jorge Guillen, Luís Cernuda, entre outros.
Activista político de esquerda, defensor da República Socialista, era um homem de grande coragem que denunciou sempre as injustiças sociais e que se acentuaram  durante a guerra civil.
A pouco e pouco os fascistas liderados por Franco, Queipo de Llano, o General Mola, vão desbaratando o exercito republicano com a ajuda de Mussolini e de Adolfo Hitler. Garcia Lorca sabia ser uma dos alvos a ser atingidos pela Falange, grupo paramilitar e político que foi o causador dos maiores crimes durante e após a guerra civil. Enquanto em Madrid se travava a mais sangrenta luta entre os nacionalistas e os republicanos, o Poeta refugiou-se em Granada, sua terra natal.
Na  fatídica madrugada do dia 18 de Agosto, Garcia Lorca foi fuzilado e atirado para uma vala comum ao lado de muitos outros republicanos. Foi um crime hediondo, premeditado e como que para servir de exemplo aos seus  amigos e camaradas escritores e poetas que tinham defendido a República. O regime franquista tentou silenciar a obra do Poeta, nunca o conseguiu plenamente. 

Os seus Poemas e algumas das suas peças eram representadas fora  da Espanha. Com a implantação da Democracia a sua obra foi devidamente reconhecida e foram muitas as homenagens que foram prestadas por todo o país e o Poeta genial que foi Garcia Lorca foi justamente considerado como um dos melhores escritores de sempre a nível mundial.
CV- 05.06.2013
Martins Raposo
http://youtu.be/AY7t6pxpdaE

terça-feira, 4 de junho de 2013

                                                            Jorge Palma
É considerado um bom compositor e músico que se tem distinguido como intérprete de bonitas canções. Tendo começado muito jovem o ensino musical, cedo escolheu o pop/rock como seu estilo favorito. Ao longo dos anos foi experimentando com sucesso outros estilos e ritmos, desde a musica popular portuguesa, aos blues e ao country music, conseguindo compor e editar álbuns que lhe trouxeram a fama e os muitos prémios com que foi distinguido.
Tocou e cantou em muitos e diferenciados grupos musicais e com quase todos os melhores  intérpretes do nosso país. A crítica que nem sempre lhe tem sido favorável, coloca-o a par de músicos como Sérgio Godinho, Rui Veloso e Pedro Abrunhosa o que sendo discutível, podemos aceitar desde que não fique esquecido o seu bem vincado estilo pessoal.
Pessoalmente gostava de o poder comparar com "Leonard Cohen", mas sinto alguma dificuldade, pois apesar de lhe reconhecer o grande mérito do seu trabalho, julgo que lhe faltou o "golpe de génio" para que se pudesse elevar sem margem para dúvidas a par de um dos melhores entre os maiores. Mas nem todos podem alcançar o pico da montanha onde resplandecem as estrelas mais brilhantes do universo e não é por isso que se questiona  o valor da sua obra. Hoje Jorge Palma merece os parabéns pelo seu 63º. Aniversário e os votos de futuros sucessos na sua carreira.
CV-04.06.2013