Émile Zola, nasceu em Paris no
dia 02 de Abril de 1840 e foi assassinado em 29 de Setembro de 1902, poucos
anos após ter escrito o famoso artigo "J'accuse". Foi um dos maiores Escritores da escola naturalista, registando
no romance "Thérèse Raquin", as ideias principais deste movimento
literário. Entre muitos outros escreveu, "O Ventre de Paris",
"Naná" e "Germinal". Este último, é um dos seus romances o
que mais gosto e admiro. Foi este título que um grupo de jovens escolheu para
título de uma interessante "Tertúlia", criada em meados dos anos
sessenta na bonita cidade de Luanda e a que eu tenho orgulho de ter pertencido.
Ao Escritor e ao Homem eu lhe dedico estas singelas palavras no dia do seu
aniversário.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
A SERVIDÃO HUMANA
Este livro que acabei de
reler, é uma das obras mais importantes que li até hoje. Há quem afirme que
esta obra tem muito de autobiografia do autor. Somerset Maugham teve uma
infância muito infeliz tendo ficado órfão
de Mãe aos seis anos e dois anos mais tarde perdeu também o pai. Ficou entregue
a um tio severo e sem quaisquer dotes afectivos que o marcou para toda a vida. Somerset, passou por várias
escolas, escolhendo por fim a medicina de que não chegou a exercer por ter
escolhido a incerta profissão de escrever livros. A crítica mostrou-se bastante
generosa para com o seu segundo livro "Liza a Pecadora" que foi
realmente um sucesso de vendas. A partir desta obra o escritor abandonou de vez
a medicina para se dedicar por inteiro a escrever, romances, novelas e peças de
teatro.
"Os Quatro
Espiões", "O Fio da Navalha", "Histórias dos Mares do
Sul" e "Servidão Humana" são entre muitos outros os romances
mais significativos, sendo esta última obra considerada um verdadeiro monumento
da literatura mundial, aquela que me proponho aqui descrever sucintamente.
A história da personagem
principal, Philipe Carey tem como já dissemos muitos pontos em comum com o próprio autor, tendo ficado órfão muito
jovem e entregue a um tio, nada compreensivo e sem grandes sentimentos
fraternais. Philipe , passa grande parte
da juventude à procura de um curso que lhe preencha os sonhos visionários que
lhe enchiam o espírito. Chegou a tentar a pintura mas na sua ânsia de alcançar
a perfeição de um grande artista, não o conseguindo teve a coragem de abandonar
o percurso e tentar outros sonhos.
Sem recursos financeiros
teve que enfrentar a dureza de vários trabalhos de baixa condição. Entretanto Philipe apaixona-se por uma jovem vulgar e de
sentimentos instáveis e contraditórios o que motiva constantes desavenças.
Mildred chega a ser cruel e vingativa para com o jovem que não consegue
livrar-se desta paixão, mesmo sofrendo as mais terríveis humilhações.
Apesar dos desaires a nível
profissional e da paixão avassaladora que o tortura e oprime, Philipe jamais
deixa de tentar alcançar a liberdade por uma vida mais digna e sem peias. O que
não foi nada fácil e só apôs enorme sofrimento e desilusões conseguiu fazer a
licenciatura em medicina.
Com a sua carreira
determinada com sucesso, conseguiu libertar-se da loucura daquela paixão
impossível que quase o tinha escravizado para sempre. E o livro termina com um
"hapy end", no encontro de Philipe com alguém que o compreende e por
ele nutre um verdadeiro amor.
NOTAS: Somerset Maughan
nasceu na Embaixada Britânica em Paris, a 25 de Janeiro de 1874 e faleceu em 16
de Dezembro de 1965. É considerado um dos melhores escritores ingleses.
CV- Fevereiro de 2014
Martins Raposo
sábado, 4 de janeiro de 2014
UMA PASSAGEM DE ANO MARAVILHOSA
Aqui ficam os seus nomes para recordação, dos momentos maravilhosos que todos ajudaram a construir numa bela noite de Fim de Ano e princípio de Outro. António João, António Manuel, Cesino Alves, Cidália Raposo, Cristina Cascão, Elisa , João dos Reis, José Pedro, José Raposo, Lurdes Cruz, Maria da Piedade, Maria de Alegria, Orminda Busca e Teresa Matos.
Parafraseando o
"outro", Passagens de Fim de Ano há muitas. Geralmente são Festas
muito animadas, por vezes acontecem em Salões brilhantes, com grandes
orquestras e onde nos rimos muito para pessoas que nunca vimos. Temos as Festas
em Família, carregadas de velhas recordações e afectos sentimentais. Bebemos e
comemos e jogamos às cartas. Temos também aquelas Festas em que fomos
convidados por uma caterva de gente nas quais o responsável pela música tem
dificuldade em acertar. Todas têm a sua importância e quase sempre ficamos com
a ideia que nos divertimos a valer. Finalmente existem aquelas Festas em que se
conseguem juntar os bons amigos e no qual se harmonizam os sabores com os
cantares, ou sejam consegue-se a sublimação da amizade com a música criando-se um ambiente de rara beleza e sensibilidade.
Isto foi o que aconteceu este ano de
2013!
Os cantores mais em evidência,
foram o Cesino Alves e o António Manuel Busca, mas houve mais, A Lurdes João
cantou o "Barco Negro" e "Manolo Mio", muito bem. Outros
fizeram lá, lá, lá. Os donos da casa dançaram ao som de uma modinha portuguesa
e o resto da malta animaram o serão, com alegria e boa disposição. Aqui ficam os seus nomes para recordação, dos momentos maravilhosos que todos ajudaram a construir numa bela noite de Fim de Ano e princípio de Outro. António João, António Manuel, Cesino Alves, Cidália Raposo, Cristina Cascão, Elisa , João dos Reis, José Pedro, José Raposo, Lurdes Cruz, Maria da Piedade, Maria de Alegria, Orminda Busca e Teresa Matos.
Martins Raposo, 01 de Janeiro de 2014, em Castelo de Vide e na Portagem.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
CARLOS GARDEL
Começou muito jovem a cantar nos bares dos subúrbios da cidade de Buenos Aires e muito rapidamente a sua voz, forte e calidamente sensual, foi-se impondo numa altura em que o Tango já estava emancipado como música popular muito procurada, por diferentes extractos sociais. Canções como "Mano e Mano", Tomo Y Obligo", "Golondrina", "Melodia de Arrabal", "Volver", "Por Una Cabeza", "Mi Buenos Aires Querido" e "El Dia Que Me Qieras", são alguns dos melhores tangos alguma vez cantados.
Gardel trabalhou com bons
músicos, compositores e letristas do tango, entre outros convém destacar os
nomes de; Guilhermo Barbieri, Discépolo, Alfredo Le Pera e Juan Dias
Filisberto. A sua orquestra preferida chamava-se Terig Tucci.
http://youtu.be/ZgcqijaUxdg
CV-11.12.2013
Martins Raposo
Notas: in - O Guia do Tango de Pierre Monete (Tad. de José Quitério e José Labaredas); Wiki.
O MAIOR ENTRE OS MAIORES
É considerado um dos mais
famosos intérpretes do tango argentino. O seu nascimento está envolvido em uma
polémica, havendo uma cidade francesa e uma cidade do Uruguai que disputam a
primazia do seu nascimento. Gardel costumava dizer: "Nasci em Buenos Aires
aos dois anos de idade". De qualquer modo parece ser Tacuarembó o lugar onde Carlos Gardel nasceu
em 11 de Dezembro de 1930.
A sua fama ultrapassou
fronteiras e hoje podemos afirmar que graças à sua maravilhosa voz, Gardel,
pertence a todos nós, habitantes deste "controverso" Planeta.Começou muito jovem a cantar nos bares dos subúrbios da cidade de Buenos Aires e muito rapidamente a sua voz, forte e calidamente sensual, foi-se impondo numa altura em que o Tango já estava emancipado como música popular muito procurada, por diferentes extractos sociais. Canções como "Mano e Mano", Tomo Y Obligo", "Golondrina", "Melodia de Arrabal", "Volver", "Por Una Cabeza", "Mi Buenos Aires Querido" e "El Dia Que Me Qieras", são alguns dos melhores tangos alguma vez cantados.
Gardel trabalhou com bons
músicos, compositores e letristas do tango, entre outros convém destacar os
nomes de; Guilhermo Barbieri, Discépolo, Alfredo Le Pera e Juan Dias
Filisberto. A sua orquestra preferida chamava-se Terig Tucci.
A Argentina deu ao mundo
muitos dos melhores músicos e cantores de Tango, porém Carlos Cardel, merece
por direito próprio um lugar de destaque entre todos eles, ele foi o intérprete
de quase todos os melhores tangos da sua época.
Carlos Gardel, faleceu de um
desastre aéreo, na cidade de Medelin, na Colombia, no dia 24 de Junho de 1935.
Tinha apenas 45 anos de idade, mas graças à sua maravilhosa voz, continua vivo
em todos os corações amantes da Boa Música.
Hasta Siempre, GARDEL! http://youtu.be/ZgcqijaUxdg
CV-11.12.2013
Martins Raposo
Notas: in - O Guia do Tango de Pierre Monete (Tad. de José Quitério e José Labaredas); Wiki.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
ARY DOS SANTOS
O POETA DA REVOLUÇÃO
ARY DOS SANTOS O POETA DE ABRIL
José
Carlos Ary dos Santos, nasceu em Lisboa, no dia 07 de Dezembro de 1937. Poeta,
Autor de Peças de Teatro/Revista e declamador. Escreveu mais de 600 poemas
destinados na sua grande maioria aos intérpretes e compositores portugueses,
com alguns brasileiros e franceses, entre os quais se destacam os nomes de
Simone de Oliveira, Fernando Tordo, Carlos do Carmo, Amália Rodrigues, Tonicha,
Chico Buarque, Nuno Nazaré Fernandes e muitos, muitos outros.
Foi
considerado um verdadeiro inovador nas temáticas e nos textos escritos para
música ligeira. A sua poesia começaram a
chamar a atenção da crítica a partir de meados dos anos 60, revelando-se o
Poeta logo no seu início, com poesia de intervenção a que intervalava com
outros temas ligados ao amor, à cidade de Lisboa e canções simples sobre
pessoas.
O
seu primeiro grande êxito. dá-se com a canção "Desfolhada" interpretada
por Simone de OLiveira que obtém assinalável êxito através da rádio e da
televisão. Seguem-se os Poemas; "Menina do Alto da Serra" que Tonicha
cantou muito bem e "Tourada" com Fernando Tordo, numa interpretação
com muita garra, dando um toque especial a uma letra que em igualdade com
desfolhada era não só de crítica dos costumes como também política. Estas
canções venceram o Festival da RTP, respectivamente nos anos de 1969, 1971 e
1973.
Fernando Tordo, deu voz a mais alguns poemas
de Ary dos Santos, tais como, "Cavalo à Solta" e "Estrela da
Tarde".
Destaque
ainda para os poemas que escreveu para os álbuns , "Um Homem na
Cidade" e "Um Homem No País", editados por Carlos do Carmo e que
tiveram enorme sucesso.
Nos
anos 70 escreveu algumas peças para o Teatro/Revista. "Uma no Cravo outra
na Ditadura", "Para trás mija a burra", "Ó da Guarda"
e "O Calinas Cala a Boca" obtiveram assinalável êxito no Parque
Mayer.
Os
seus textos, assim como as numerosas letras que escreveu para canções e não só,
foram marcados pelo recurso à metáfora com um forte teor satírico e de
intervenção. Mas a sua obra não é apenas de crítica irónica, tem também muito
de simplicidade e de lirismo. As temáticas são as emoções e as personagens arquetípicas
da cidade de Lisboa, o amor, o trabalho, as injustiças sociais e a solidão.
Como
declamador o seu tom de voz, forte crítica, defendendo o seu Partido a que
aderiu em 1969 e ao qual se manteve sempre coerente em tida a sua vida, apesar
da sua ascendência de uma família da classe média alta.
A
crítica de antes do 25 de Abril, nunca lhe foi muito favorável com raríssimas
excepções. Logo a seguir à Revolução dos
Cravos esteve presente no I Encontro da Música Portuguesa, ao lado do Zeca
Afonso, do Adriano, do José Niza, do Fausto e de tantos outros que fizeram o
memorável espectaculo do Coliseu dos Recreios. Depois durante o Verão quente
esteve ao lados dos seus camaradas em inúmeras sessões de esclarecimento,
declamando os seus poemas, para tal como a revolução voltar a ser ostracizado e
maltratado por uma crítica que sempre foi feroz com os defensores da liberdade.
Num
dia frio de Janeiro do ano de 1984 o Poeta morreu, sem coroa de flores, nem o
merecimento devido de quem deu tudo de si, com amor, lágrimas, raiva e muita
solidão sofrida. Tinha feito há poucos dias 47 anos de idade o que teria feito nestes quase trinta anos que lhe foram
roubados pelos "cornos" de um destino trágico.
O
mundo já viu muitos dos seus génios desaparecerem com menos de cinquenta anos.
Alguns se foram de bem com o mundo, recheados de sucessos e de pleno êxito pela
sua obra. Não gosto de fazer comparações , mas a obra do Poeta Ary dos Santos,
eleva-o perante os meus olhos, ao panteão onde foram colocados os maiores nomes
da nossa poesia popular, onde figuram nomes como os de Manuel da Fonseca, José
Gomes Ferreira e Manuel Alegre, felizmente ainda entre nós.
Natália
Correia que prefaciou o seu livro, "As Palavras das Cantigas"
chama-lhe Romântico à portuguesa, garrettiano. A Poetisa já falecida, foi uma
das suas melhores amigas e que melhor o terá conhecido, nas suas horas felizes
e de outras sofredoras e infernais, carregadas de um "desespero real até
às fezes", mas tem o cuidado de na sua definição nos deixar a visão de um
grande poeta, dividido entre "os arroubos do seu sócio-romatismo" ,
ex.: "Fado Operário Leal" e a "candura social que toca as raias
de uma religiosidade franciscana".
Fiquemos
então com a imagem de Ary dos Santos retratado por Natália Correia... o Poeta
era um sentimentalão social que se desnudava para dar a roupa aos pobres, o
eterno amante sem amor, enchendo esse vazio com rizadas que sabem a sangue.
NOTAS DE: Wiqui, Enciclopédia da Música Portuguesa, As palavras das Cantigas...
CV-08.12.2013
Martins
Raposo
terça-feira, 26 de novembro de 2013
O
JARDIM SEPARADO
Perante
uma plateia de algumas dezenas de pessoas e depois da brilhante apresentação do
livro por parte da Dra. Luísa Monteiro e de Samuel Pimenta, foi-nos dada a
oportunidade de falar com a poetisa que estava visivelmente satisfeita por se encontrar rodeada de bons amigos,
salientando o privilégio de ter a seu lado escritores com obra credenciada já há bastantes anos.
A
autora esclareceu logo de início, que embora a Editora já tivesse posto à venda
nas livrarias, esta sua obra, foi desde sempre sua a intenção de proceder ao
lançamento do livro em Portalegre, cidade que sente ser a sua terra por adopção
e onde vive à mais de 20 anos.Tendo-lhe pedido que nos dissesse algumas palavras sobre o livro agora editado, "O Jardim Separado" a autora esclarece que esta obra, percorre o mesmo sentido estilístico do seu livro anterior, "Nymphea", lançado no ano de 2012 e acrescenta estou plenamente de acordo com as palavras do poeta Luís Serguilha quando afirma que "a literatura, a poesia e a arte, são inexplicáveis, pois são atravessadas pela potência das sensações. Elas acontecem, são eminências"; para concluir afirma - "O Jardim Separado faz parte da natureza e a natureza não se explica, ela simplesmente existe, está em nosso redor, é o que é".
Numa leitura muito rápida a necessitar de ser relida com mais vagar de forma a poder usufruir plenamente de toda a beleza e significado dos seus poemas, julgo poder afirmar que a autora deu com as suas palavras uma explicação objectiva e abrangente do pleno conteúdo desta sua obra. Resta-nos agradecer o amável convite que nos enviou e desejar o melhor sucesso para o seu "Jardim Separado" que o mesmo, espalhe as suas flores (poemas), por toda a parte e que a beleza afrodisíaco das suas pétalas acabe por ser uma partilha unificadora.
Como adenda julgo ser útil informar que Luísa Demétrio Raposo, nasceu no dia 10 de Novembro de 1973, em Oeiras e vive em Portalegre há vinte anos. Iniciou a sua carreira como escritora em 2010 com o lançamento do livro, "Respiração das Coisas", no ano seguinte publicou, "Nu Âmbar da Minha Escrita", em 2012 saiu o seu livro "Nymphea" e este ano presenteou-nos com "O Jardim Separado".
Nas paredes da Sala da Biblioteca estavam reproduzidas várias imagens da poetisa grega, Safo, não cheguei a falar com a autora sobre o significado da sua escolha, mas conhecendo a sua obra reconheço algumas semelhanças poéticas.
Martins Raposo
CV- 25.11.13
POEMA
O
coração é uma ponte dura entre a carne e o poder de amar, suspensa da
liberdade, na plenitude de um livro em movimento. Eternas são as luas colocadas
dentro, no espaço procurando o silêncio entre astros húmidos, em batimentos
rodeados de sal, rodeado de veias e de um verbo que cresce entre as marés
vermelhas unindo o meu corpo que sonha à fuga intemporal da verdade.
Os
sonhos são a prata que caçamos no fogo de um deserto interno, nas profundezas
de um mar que carregamos e onde muitas vezes naufragamos sem navio ou sombra...O mundo é uma mulher só cheia de curvas e um punhado de telhas molhadas onde a minha boca se desmembra em cada entardecer disperso. Lá fora os azuis do céu forjam a noite e os milhões de cavalos que me percorrem num sexo quente que eu aperto contra mim, onde afago uma cauda redonda que rosna em cada pulsatr cru dentro da minha carne fervente...
Do Livro: O JARDIM SEPARADO - Pag. 20
PT - 23.11.13
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
ALBERT CAMUS
Albert Camus, nasceu a 07 de Novembro de 1913,
na cidade de Mondovi, na Argélia. Romancista, dramaturgo, ensaísta e filósofo,
deixou-nos uma obra de grande valor literário.
A sua amizade com Sartre e Simone Beauvoir, terá influenciado
alguns dos seus livros com a filosofia existencialista professada por aqueles
escritores.
Com a publicação do polémico ensaio "O Homem Revoltado", Camus afasta-se de Sartre e segue uma filosofia mais íntima e pessoal de criticando, a sociedade, os sistemas políticos e sociais vigentes. Nesta segunda fase escreve o romance, "A Peste", talvez a sua obra mais notável. Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1957, que distingue para além do já citado livro, "O Estrangeiro", "O Mito de Sísifo", "Calígula" e "A Queda".
O escritor que foi também um activista dos direitos humanos faleceu num acidente de viação, quando tinha apenas 47 anos de idade, deixou-nos por acabar o romance "O Primeiro Homem", mas para além disso, não conseguimos imaginar que mais nos teria dado, Camus vivia cada vez mais isolado e solitário.
Martins Raposo
CV-07.11.2013
Com a publicação do polémico ensaio "O Homem Revoltado", Camus afasta-se de Sartre e segue uma filosofia mais íntima e pessoal de criticando, a sociedade, os sistemas políticos e sociais vigentes. Nesta segunda fase escreve o romance, "A Peste", talvez a sua obra mais notável. Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1957, que distingue para além do já citado livro, "O Estrangeiro", "O Mito de Sísifo", "Calígula" e "A Queda".
O escritor que foi também um activista dos direitos humanos faleceu num acidente de viação, quando tinha apenas 47 anos de idade, deixou-nos por acabar o romance "O Primeiro Homem", mas para além disso, não conseguimos imaginar que mais nos teria dado, Camus vivia cada vez mais isolado e solitário.
Martins Raposo
CV-07.11.2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
RITA HAYWORTH
A DIVINA GILDA
Não
há nada que me dê mais prazer do que escrever sobre os Artistas, que
representando, estiveram mais perto da minha incorrigível alma romântica. Um
desses mitos nasceu em Nova Iorque, no dia 17 de Outubro de 1918, com o nome de
Margarida Carmen Cansino. Os seus primeiros anos e uma parte da juventude foi
vivida no seio da sua família que fazia pequenos espectáculos de dança, nos
quais começou também a actuar.
Fazer
de sua filha uma bailarina de classe,
foi um dos sonhos de seu Pai, Eduardo Cansino que dançava muito bem o flamenco.
E foi como bailarina que a jovem Margarida iniciou a sua carreira artística no
cinema, entrando em numerosos filmes de classe B.Parecia no início que a sua carreira estava condenada ao fracasso sem qualquer destaque de importância. No entanto, ela possuía todos os atributos para brilhar e acima de tudo, a fibra dos lutadores que não desistem aos primeiros dissabores.
Em 1940, Georges Cukor, deu-lhe o seu primeiro papel de relevo no filme; "Uma Mulher Original" que alcançou de imediato um enorme sucesso. A partir desta data, Margarida, já se tinha transformado na bela Rita Hayworth e a soma dos seus êxitos nunca mais parou de aumentar, atingindo a popularidade e a fama só conseguido pelas grandes estrelas do cinema.
Entre
os seus numerosos filmes, justo é de destacar os seguintes: "Uma Loira Com
Açúcar", "Sangue e Areia", "Ao Compasso do Amor", "Bonita Como Nunca",
"Gilda" e "A Dama de Xangai". Este último filme foi
realizado pelo mítico Orson Welles que foi seu marido e que despeitado tentou
liquidar a carreira de Rita com este filme que foi duramente criticado pelos
média.
O
lendário realizador, mais não conseguiu do que o desprezo de Rita, que ainda no
mesmo ano, voltou a obter um êxito retumbante ao lado de Glen Ford, no filme de
Charles Vidor, "Os Amores de Carmen".A vida amorosa de Rita Hayworth foi desastrosa e intempestiva, com amores e desamores constantes. Esteve casada cinco vezes saindo de todos eles mais amargurada e infeliz, mas os insucessos na sua vida privada, não conseguiram ofuscar o brilho luminoso da sua extraordinária beleza, tendo sido a mulher mais desejada do planeta naquela década de oiro dos anos 40.
A propósito dos seus desaires amorosos, Rita costumava dizer a brincar: "A maioria dos homens, casa com Gilda, mas acorda comigo na cama"
Num dos seus últimos filmes, George Sidney, estava em dúvida para colocar o seu nome no cartaz. Frank Sinatra um dos seus numerosos amigos, levantou a sua voz dizendo - "O direito de ter o nome em primeiro lugar, pertence a Rita Hayworth. Ela é a Columbia Picture e sempre será".
Rita Hayworth, foi sem sombra de dúvida, um dos grandes mitos do cinema em todo o Sec. XX, que teve aliás outros nomes que reconheço em igualdade no talento, no génio e na paixão com que se entregavam a interpretar as diversas personagens no cinema e no teatro.
A
escolha do nome de Rita Hayworth como uma das minhas estrelas preferidas,
deve-se essencialmente à sua magistral interpretação nos filmes; "A Dama
de Xangai", "Sangue e Areia" e sobretudo em "Gilda"
que considero ser um dos melhores filmes de sempre, no seu género, em que o
romance dramático se entrelaça com a música e a dança, numa forma de arte
difícil de igualar na sétima arte. É um filme que mexe com os sentimentos e os
sentidos, muito em especial pelo ritmo sensual de um erotismo provocante, mas
que não chega a chocar as mais finas sensibilidades.
Gilda
a Divina, eu revejo sempre com prazer. Obrigado Rita!CV-17.X.13
Martins Raposo
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